<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216</id><updated>2011-12-19T06:48:19.567-08:00</updated><category term='VESTIBULAR'/><title type='text'>PROFESSOR ADRIANO FERREIRA MOREIRA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>63</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-179685999892000821</id><published>2011-06-12T20:00:00.000-07:00</published><updated>2011-06-12T20:00:04.474-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='VESTIBULAR'/><title type='text'>VUNESP2011INVERNO</title><content type='html'>Questão 31&lt;br /&gt;Para os gregos antigos, a ideia de confronto entre oponentes,&lt;br /&gt;até que um dos contendores superasse os demais, atingindo&lt;br /&gt;um grau de excelência reconhecido e admirado por todos os&lt;br /&gt;circunstantes, era um ritual central em sua cultura. Os gregos&lt;br /&gt;faziam com que ele integrasse várias de suas cerimônias, as&lt;br /&gt;mais importantes e as mais sagradas.&lt;br /&gt;(Nicolau Sevcenko. A corrida para o século XXI.&lt;br /&gt;No loop da montanha-russa, 2004. Adaptado.)&lt;br /&gt;O texto afirma que as Olimpíadas na Grécia Antiga&lt;br /&gt;(A) tinham a função de adequar os corpos dos praticantes às&lt;br /&gt;necessidades do mundo do trabalho, tornando-os capazes&lt;br /&gt;de produzir mais.&lt;br /&gt;(B) permitiam que a população se divertisse, dissolvendo as&lt;br /&gt;tensões sociais e facilitando a dominação política por parte&lt;br /&gt;dos governantes.&lt;br /&gt;(C) estavam integradas a outros aspectos da vida social e religiosa,&lt;br /&gt;associando-se a momentos de festa e celebração.&lt;br /&gt;(D) estimulavam a competitividade e o individualismo, preparando&lt;br /&gt;os homens para as disputas profissionais na vida&lt;br /&gt;adulta.&lt;br /&gt;(E) visavam exercitar e fortalecer os guerreiros, melhorando&lt;br /&gt;sua atuação política e militar nos períodos de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 32&lt;br /&gt;Com o crescimento comercial, na Baixa Idade Média, a Europa&lt;br /&gt;atravessou períodos de pânico coletivo, provocados por&lt;br /&gt;manifestações endêmicas ou epidêmicas da peste bubônica e&lt;br /&gt;de outras doenças, como tifo, varíola, gripe pulmonar e disenteria.&lt;br /&gt;A disseminação de várias dessas doenças era facilitada,&lt;br /&gt;entre outros motivos, pela&lt;br /&gt;(A) condição precária de higiene, enfrentada principalmente&lt;br /&gt;pelos habitantes das cidades.&lt;br /&gt;(B) crença de que as epidemias não podiam ser combatidas,&lt;br /&gt;pois advinham da vontade divina.&lt;br /&gt;(C) dificuldade de contato e comunicação entre as populações&lt;br /&gt;do continente europeu.&lt;br /&gt;(D) proibição religiosa das pesquisas médicas e científicas durante&lt;br /&gt;toda a Idade Média.&lt;br /&gt;(E) omissão dos poderes políticos, uma vez que as doenças só&lt;br /&gt;atingiam as camadas pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 33&lt;br /&gt;O fim último, causa final e desígnio dos homens (...), ao introduzir&lt;br /&gt;aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos&lt;br /&gt;viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação&lt;br /&gt;e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair&lt;br /&gt;daquela mísera condição de guerra que é a consequência necessária&lt;br /&gt;(...) das paixões naturais dos homens, quando não há&lt;br /&gt;um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os,&lt;br /&gt;por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos (...).&lt;br /&gt;(Thomas Hobbes. Leviatã, 1651. In: Os pensadores, 1983.)&lt;br /&gt;De acordo com o texto,&lt;br /&gt;(A) os homens são bons por natureza, mas a sociedade instiga&lt;br /&gt;a disputa e a competição entre eles.&lt;br /&gt;(B) as sociedades dependem de pactos internos de funcionamento&lt;br /&gt;que diferenciem os homens bons dos maus.&lt;br /&gt;(C) os castigos permitem que as pessoas aprendam valores religiosos,&lt;br /&gt;necessários para sua convivência.&lt;br /&gt;(D) as guerras são consequências dos interesses dos Estados,&lt;br /&gt;preocupados em expandir seus domínios territoriais.&lt;br /&gt;(E) os Estados controlam os homens, permitindo sua sobrevivência&lt;br /&gt;e o convívio social entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 34&lt;br /&gt;Entre as características da sociedade da região das Minas Gerais&lt;br /&gt;no período da extração de ouro, no século XVIII, podemos citar:&lt;br /&gt;(A) maior mobilidade social que no restante da colônia.&lt;br /&gt;(B) pequeno desenvolvimento artístico e ausência de estímulo&lt;br /&gt;à produção cultural.&lt;br /&gt;(C) predomínio do meio rural sobre o urbano, como no restante&lt;br /&gt;da colônia.&lt;br /&gt;(D) comércio interno restrito e ausência de setores sociais&lt;br /&gt;intermediários.&lt;br /&gt;(E) menor presença de irmandades religiosas que no restante&lt;br /&gt;da colônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 35&lt;br /&gt;(Rodolfo Amoedo. O último tamoio, 1883.&lt;br /&gt;Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.)&lt;br /&gt;A tela de Rodolfo Amoedo mostra a morte de Aimberê, líder&lt;br /&gt;da Confederação dos Tamoios (1554-1567), revolta indígena&lt;br /&gt;contra a escravização. A pintura foi realizada mais de três séculos&lt;br /&gt;depois e pode ser entendida como um esforço de&lt;br /&gt;(A) representação do sacrifício de indígenas e do acolhimento&lt;br /&gt;e proteção que os religiosos teriam dado aos nativos durante&lt;br /&gt;o período colonial.&lt;br /&gt;(B) denúncia do genocídio indígena durante a fase colonial,&lt;br /&gt;responsabilizando a Igreja Católica por ter colaborado&lt;br /&gt;com a Coroa portuguesa.&lt;br /&gt;(C) construção de um passado heroico para o Brasil, associando&lt;br /&gt;o índio a um bom selvagem, corrompido posteriormente&lt;br /&gt;pela religião católica.&lt;br /&gt;(D) recuperação do período pré-cabralino e apontamento da&lt;br /&gt;necessidade de valorização das formas de solidariedade&lt;br /&gt;então existentes no Brasil.&lt;br /&gt;(E) exposição dos confrontos entre religiosos e índios, que foram&lt;br /&gt;constantes e violentos durante todo o período colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 36&lt;br /&gt;O fechamento da Assembleia Constituinte, por D. Pedro I, em&lt;br /&gt;novembro de 1823,&lt;br /&gt;(A) impediu a tentativa de recolonização portuguesa e eliminou&lt;br /&gt;a influência política da Igreja Católica.&lt;br /&gt;(B) isolou politicamente o imperador e determinou o imediato&lt;br /&gt;final do Primeiro Reinado brasileiro.&lt;br /&gt;(C) representou a centralização do regime monárquico e provocou&lt;br /&gt;reações separatistas.&lt;br /&gt;(D) ampliou a força política dos estados do nordeste e facilitou&lt;br /&gt;o avanço dos projetos federalistas.&lt;br /&gt;(E) assegurou o caráter liberal da nova Constituição e aumentou&lt;br /&gt;os poderes do judiciário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 37&lt;br /&gt;As relações entre os Estados Unidos e o restante do continente&lt;br /&gt;americano nas últimas décadas do século XIX se&lt;br /&gt;caracterizaram&lt;br /&gt;(A) pela ocupação militar norte-americana dos países da América&lt;br /&gt;do Sul.&lt;br /&gt;(B) pelo equilíbrio político e econômico entre Brasil, Estados&lt;br /&gt;Unidos e países da América Hispânica.&lt;br /&gt;(C) pela tentativa de resistência à política de recolonização,&lt;br /&gt;promovida pela Europa após o Congresso de Viena.&lt;br /&gt;(D) pelo esforço norte-americano de estabelecer sua liderança&lt;br /&gt;e influência sobre outros países.&lt;br /&gt;(E) pela consolidação de organismos internacionais de cooperação&lt;br /&gt;econômica e comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 38&lt;br /&gt;(...) 2.º Que seja respeitado do modo mais absoluto o direito&lt;br /&gt;de associação para os trabalhadores;&lt;br /&gt;3.º Que nenhum operário seja dispensado por haver participado&lt;br /&gt;ativa e ostensivamente no movimento grevista;&lt;br /&gt;4.º Que seja abolida de fato a exploração do trabalho dos&lt;br /&gt;menores de 14 anos nas fábricas;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;6.º Que seja abolido o trabalho noturno das mulheres;&lt;br /&gt;7.º Aumento de 35% nos salários inferiores a 5$000 e de&lt;br /&gt;25% para os mais elevados;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;10.º Jornada de oito horas (...)&lt;br /&gt;(O que reclamam os operários. A Plebe, 21.07.1917.&lt;br /&gt;Apud Paulo Sérgio Pinheiro e Michael Hall.&lt;br /&gt;A classe operária no Brasil, 1889-1930 – Documentos, 1979.)&lt;br /&gt;As reivindicações dos participantes da greve geral de 1917, em&lt;br /&gt;São Paulo, indicam que&lt;br /&gt;(A) os governos da Primeira República aceitavam os movimentos&lt;br /&gt;sociais, permitindo o convívio harmonioso e democrático&lt;br /&gt;entre as classes sociais.&lt;br /&gt;(B) o Brasil não dispunha de legislação trabalhista e as condições&lt;br /&gt;de vida e trabalho dos operários eram, na maioria dos&lt;br /&gt;casos, ruins.&lt;br /&gt;(C) os trabalhadores já haviam conquistado o direito pleno de&lt;br /&gt;associação e de greve, mas ainda se submetiam a longas&lt;br /&gt;jornadas diárias de trabalho.&lt;br /&gt;(D) o Estado assumia o papel de intermediário nas negociações&lt;br /&gt;trabalhistas, mantendo neutralidade diante de conflitos&lt;br /&gt;sociais.&lt;br /&gt;(E) os sindicatos operários eram rigorosamente proibidos,&lt;br /&gt;devendo os trabalhadores reivindicar aumentos salariais&lt;br /&gt;diretamente aos patrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 39&lt;br /&gt;O movimento constitucionalista de 1932, em São Paulo, pode&lt;br /&gt;ser interpretado como uma&lt;br /&gt;(A) tentativa de impedir o avanço de projetos políticos radicais&lt;br /&gt;de direita no país.&lt;br /&gt;(B) disputa entre grupos sociais hegemônicos no Brasil desde&lt;br /&gt;o final do século XIX.&lt;br /&gt;(C) reação da oligarquia paulista frente às medidas socialistas&lt;br /&gt;tomadas pelo governo de Getúlio Vargas.&lt;br /&gt;(D) mobilização popular contra o poder da elite cafeeira que&lt;br /&gt;dominava o país.&lt;br /&gt;(E) defesa dos interesses econômicos dos estados do sudeste&lt;br /&gt;brasileiro contra a hegemonia nordestina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 40&lt;br /&gt;A Alemanha viveu, entre o final da década de 1910 e a década&lt;br /&gt;de 1930, uma séria crise social, política e econômica. Essa crise&lt;br /&gt;se associava, entre outros fatores,&lt;br /&gt;(A) ao bom desempenho eleitoral dos partidos de extrema esquerda&lt;br /&gt;e à instalação do regime monárquico.&lt;br /&gt;(B) à ausência de mercado externo para seus produtos agrícolas&lt;br /&gt;e ao baixo grau de industrialização.&lt;br /&gt;(C) aos investimentos em armas e preparação militar realizados&lt;br /&gt;ao longo dos anos 1920.&lt;br /&gt;(D) às perdas provocadas pela derrota na Primeira Guerra&lt;br /&gt;Mundial e ao grave processo inflacionário.&lt;br /&gt;(E) ao sucesso da revolução socialista de 1918 e à instauração&lt;br /&gt;de uma república democrática popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 41&lt;br /&gt;É realmente difícil, em nossos dias, separar o progresso tecnológico&lt;br /&gt;(...) do militarismo. Não que essa separação não seja&lt;br /&gt;possível ou até desejável, mas sim que o sentido efetivo embutido&lt;br /&gt;na forma de evolução tecnológica que vem imperando&lt;br /&gt;desde pelo menos a Segunda Guerra Mundial (...) conduz, e&lt;br /&gt;interliga-se, indissociavelmente, ao militarismo e ao aperfeiçoamento&lt;br /&gt;constante dos meios de destruição.&lt;br /&gt;(José William Vesentini. Nova ordem,&lt;br /&gt;imperialismo e geopolítica global, 1987.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação contida no texto pode ser exemplificada&lt;br /&gt;(A) pelo desenvolvimento da tecnologia brasileira de enriquecimento&lt;br /&gt;de urânio para fins energéticos.&lt;br /&gt;(B) pela utilização de armas químicas pelos Estados Unidos&lt;br /&gt;na Guerra do Vietnã.&lt;br /&gt;(C) pelo confronto entre Argentina e Inglaterra pelas ilhas&lt;br /&gt;Malvinas/Falkland.&lt;br /&gt;(D) pela exploração, por empresas estrangeiras, de plantas&lt;br /&gt;medicinais da Amazônia.&lt;br /&gt;(E) pelo vínculo entre a produção de heroína e a ação armada&lt;br /&gt;do Talebã no Afeganistão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 42&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;O sol se reparte em crimes&lt;br /&gt;Espaçonaves guerrilhas&lt;br /&gt;Em cardinales bonitas&lt;br /&gt;Eu vou&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Em caras de presidentes&lt;br /&gt;Em grandes beijos de amor&lt;br /&gt;Em dentes, pernas, bandeiras&lt;br /&gt;Bomba e Brigitte Bardot...&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Ela nem sabe até pensei&lt;br /&gt;Em cantar na televisão&lt;br /&gt;O sol é tão bonito&lt;br /&gt;Eu vou...&lt;br /&gt;(Caetano Veloso. Alegria, alegria, 1967.)&lt;br /&gt;A letra da canção de Caetano Veloso, apresentada no III Festival&lt;br /&gt;da Música Popular Brasileira, em 1967, faz várias alusões&lt;br /&gt;ao contexto da época. Entre elas, podemos citar&lt;br /&gt;(A) a revalorização da família e do ensino religioso na educação&lt;br /&gt;dos jovens brasileiros.&lt;br /&gt;(B) o processo de abertura política e o fim do longo período&lt;br /&gt;de governos militares.&lt;br /&gt;(C) a queda do presidente João Goulart e a ameaça comunista&lt;br /&gt;que pairava sobre o Brasil.&lt;br /&gt;(D) o crescimento da importância dos meios de comunicação&lt;br /&gt;de massa e as tensões políticas na América Latina.&lt;br /&gt;(E) a perseguição a opositores do regime militar e a decretação&lt;br /&gt;do Ato Institucional n।º 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31 - C&lt;br /&gt;32 - A&lt;br /&gt;33 - E&lt;br /&gt;34 - A&lt;br /&gt;35 - A&lt;br /&gt;36 - C&lt;br /&gt;37 - D&lt;br /&gt;38 - B&lt;br /&gt;39 - B&lt;br /&gt;40 - D&lt;br /&gt;41 - B&lt;br /&gt;42 - D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-179685999892000821?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/179685999892000821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2011/06/vunesp2011inverno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/179685999892000821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/179685999892000821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2011/06/vunesp2011inverno.html' title='VUNESP2011INVERNO'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-1319106220107023606</id><published>2011-06-12T18:50:00.000-07:00</published><updated>2011-06-12T18:54:28.917-07:00</updated><title type='text'>VUNESP2011FILOSOFIA</title><content type='html'>Questão 55&lt;br /&gt;Parece notícia velha, mas a ciência e o ensino da ciência continuam&lt;br /&gt;sob ataque. No portal www.brasilescola.com há um&lt;br /&gt;texto de Rainer Sousa, da Equipe Brasil Escola, que discute a&lt;br /&gt;origem do homem. No final, o texto diz: “sendo um tema polêmico&lt;br /&gt;e inacabado, a origem do homem ainda será uma questão&lt;br /&gt;capaz de se desdobrar em outros debates. Cabe a cada um&lt;br /&gt;adotar, por critérios pessoais, a corrente explicativa que lhe&lt;br /&gt;parece plausível”. “Critérios pessoais” para decidir sobre a&lt;br /&gt;origem do homem? A religião como “corrente explicativa” sobre&lt;br /&gt;um tema científico, amplamente discutido e comprovado,&lt;br /&gt;dos fósseis à análise genética? Como é possível essa afirmação&lt;br /&gt;de um educador, em pleno século 21, num portal que leva&lt;br /&gt;o nome do nosso país e se dedica ao ensino?&lt;br /&gt;(Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo, 13.02.2011. Adaptado.)&lt;br /&gt;O pensamento de Marcelo Gleiser é expresso por meio de uma&lt;br /&gt;(A) perspectiva conciliatória entre religião e ciência acerca da&lt;br /&gt;origem do homem.&lt;br /&gt;(B) abordagem do conflito entre criacionismo e evolucionismo&lt;br /&gt;sob um ponto de vista liberal, defendendo a liberdade&lt;br /&gt;individual para escolher qual adotar.&lt;br /&gt;(C) pressuposição de que a teoria da evolução das espécies&lt;br /&gt;de Charles Darwin é anacrônica e, portanto, inapropriada&lt;br /&gt;para explicar a origem do homem.&lt;br /&gt;(D) crítica da posição adotada pela Equipe Brasil Escola, por&lt;br /&gt;seu teor de irracionalismo.&lt;br /&gt;(E) pressuposição segundo a qual, no que tange à origem do&lt;br /&gt;homem, os critérios subjetivos devem prevalecer sobre os&lt;br /&gt;critérios empíricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 56&lt;br /&gt;Crianças que passam o dia sob controle de pais, babás e professores,&lt;br /&gt;com a agenda lotada de atividades, agora têm também&lt;br /&gt;suas brincadeiras da hora de recreio dirigidas por adultos.&lt;br /&gt;Cada vez mais colégios particulares adotam o chamado&lt;br /&gt;“recreio dirigido”, na tentativa de resgatar formas saudáveis&lt;br /&gt;de brincar em grupos. Alguns educadores, porém, temem que&lt;br /&gt;a prática se torne mais uma maneira de controlar uma geração&lt;br /&gt;que já desfruta de pouca autonomia. Em uma das escolas,&lt;br /&gt;“o objetivo é melhorar a integração, desenvolver a autonomia”,&lt;br /&gt;diz a orientadora do colégio. Para uma antropóloga,&lt;br /&gt;esse tipo de proposta acaba podando a iniciativa das crianças.&lt;br /&gt;“Elas estão sempre sendo direcionadas, ficam esperando que&lt;br /&gt;alguém diga o que é melhor fazer, perdem autonomia”.&lt;br /&gt;(Luciana Alvarez. O Estado de S.Paulo, 13.02.2011. Adaptado.)&lt;br /&gt;Sobre o texto, é correto afirmar:&lt;br /&gt;(A) Os profissionais da área pedagógica possuem critérios&lt;br /&gt;consensuais para definir os meios mais adequados para&lt;br /&gt;desenvolver a autonomia das crianças.&lt;br /&gt;(B) Os críticos do recreio dirigido apontam riscos de&lt;br /&gt;heteronomia, implícitos nessa prática pedagógica.&lt;br /&gt;(C) A prática adotada pelos colégios particulares pressupõe&lt;br /&gt;uma rígida demarcação entre atividades de aprendizagem&lt;br /&gt;e atividades lúdicas.&lt;br /&gt;(D) As escolas abordadas na reportagem evidenciam uma&lt;br /&gt;dedicação especializada nas dimensões intelectuais do&lt;br /&gt;processo de aprendizagem, em detrimento dos aspectos&lt;br /&gt;emocionais.&lt;br /&gt;(E) O recreio dirigido é criticado por alguns profissionais por&lt;br /&gt;seu teor de enfraquecimento da escola como instituição de&lt;br /&gt;controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 57&lt;br /&gt;Analise o texto político, que apresenta uma visão muito próxima&lt;br /&gt;de importantes reflexões do filósofo italiano Maquiavel,&lt;br /&gt;um dos primeiros a apontar que os domínios da ética e da política&lt;br /&gt;são práticas distintas.&lt;br /&gt;“A política arruína o caráter”, disse Otto von Bismarck&lt;br /&gt;(1815-1898), o “chanceler de ferro” da Alemanha, para quem&lt;br /&gt;mentir era dever do estadista. Os ditadores que agora enojam&lt;br /&gt;o mundo ao reprimir ferozmente seus próprios povos nas praças&lt;br /&gt;árabes foram colocados e mantidos no poder por nações&lt;br /&gt;que se enxergam como faróis da democracia e dos direitos&lt;br /&gt;humanos: Estados Unidos, Inglaterra e França. Isso é condenável?&lt;br /&gt;Os ditadores eram a única esperança do Ocidente&lt;br /&gt;de continuar tendo acesso ao petróleo árabe e de manter um&lt;br /&gt;mínimo de informação sobre as organizações terroristas islâmicas.&lt;br /&gt;Antes de condenar, reflita sobre a frase do mais extraordinário&lt;br /&gt;diplomata americano&lt;br /&gt;do século passado, George&lt;br /&gt;Kennan, morto aos 101 anos em 2005: “As sociedades não vivem&lt;br /&gt;para conduzir sua política externa: seria mais exato dizer&lt;br /&gt;que elas conduzem sua política externa para viver”.&lt;br /&gt;(Veja, 02.03.2011. Adaptado.)&lt;br /&gt;A associação entre o texto e as ideias de Maquiavel pode ser&lt;br /&gt;feita, pois o filósofo&lt;br /&gt;(A) considerava a ditadura o modelo mais apropriado de governo,&lt;br /&gt;sendo simpático à repressão militar sobre populações&lt;br /&gt;civis.&lt;br /&gt;(B) foi um dos teóricos da democracia liberal, demonstrando-se&lt;br /&gt;avesso a qualquer tipo de manifestação de autoritarismo&lt;br /&gt;por parte dos governantes.&lt;br /&gt;(C) foi um dos teóricos do socialismo científico, respaldando&lt;br /&gt;as ideias de Marx e Engels.&lt;br /&gt;(D) foi um pensador escolástico que preconizou a moralidade&lt;br /&gt;cristã como base da vida política.&lt;br /&gt;(E) refletiu sobre a política através de aspectos prioritariamente&lt;br /&gt;pragmáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 58&lt;br /&gt;Em 40 anos, nunca vi alguém se curar com a força do pensamento.&lt;br /&gt;Para mim, se Maomé não for à montanha, a montanha&lt;br /&gt;vir a Maomé é tão improvável quanto o Everest aparecer na&lt;br /&gt;janela da minha casa. A fé nas propriedades curativas da assim&lt;br /&gt;chamada energia mental tem raízes seculares. Quantos&lt;br /&gt;católicos foram canonizados porque lhes foi atribuído o poder&lt;br /&gt;espiritual de curar cegueiras, paraplegias, hanseníase e&lt;br /&gt;até esterilidade feminina? Quantos pastores evangélicos convencem&lt;br /&gt;milhões de fiéis a pagar-lhes os dízimos ao realizar&lt;br /&gt;façanhas semelhantes diante das câmeras de TV? Por que a&lt;br /&gt;energia emanada do pensamento positivo serve apenas para&lt;br /&gt;curar doenças, jamais para fazer um carro andar dez metros&lt;br /&gt;ou um avião levantar voo sem combustível? No passado, a&lt;br /&gt;hanseníase foi considerada apanágio dos ímpios; a tuberculose,&lt;br /&gt;consequência da vida desregrada; a AIDS, maldição&lt;br /&gt;divina para castigar os promíscuos. Coube à ciência demonstrar&lt;br /&gt;que duas bactérias e um vírus indiferentes às virtudes dos&lt;br /&gt;hospedeiros eram os agentes etiológicos dessas enfermidades.&lt;br /&gt;Acreditar na força milagrosa do pensamento pode servir ao&lt;br /&gt;sonho humano de dominar a morte. Mas, atribuir a ela tal&lt;br /&gt;poder é um desrespeito aos doentes graves e à memória dos&lt;br /&gt;que já se foram.&lt;br /&gt;(Drauzio Varella. Folha de S.Paulo, 09.06.2007. Adaptado.)&lt;br /&gt;O pensamento do autor, sob o ponto de vista filosófico, pode&lt;br /&gt;ser corretamente caracterizado como&lt;br /&gt;(A) compatível com os pressupostos mecanicistas e cartesianos&lt;br /&gt;da ciência.&lt;br /&gt;(B) uma visão para a qual a fé na força milagrosa do pensamento&lt;br /&gt;apresenta a propriedade de curar doenças.&lt;br /&gt;(C) uma visão holística, de acordo com a qual a mobilização&lt;br /&gt;das energias mentais pode influenciar positivamente organismos&lt;br /&gt;enfermos e possibilitar a restituição da saúde.&lt;br /&gt;(D) uma visão cética no que se refere ao progresso da ciência.&lt;br /&gt;(E) compatível com concepções teológicas emitidas por líderes&lt;br /&gt;religiosos católicos e evangélicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 59&lt;br /&gt;Num mundo onde cresce sem parar a compulsão para obrigar&lt;br /&gt;as pessoas a levar uma vida “correta” no maior número&lt;br /&gt;possível das atividades que formam o seu dia a dia, a mesa&lt;br /&gt;tornou-se uma das áreas que mais atraem a atenção dos gendarmes&lt;br /&gt;empenhados em arbitrar o que é realmente bom para&lt;br /&gt;você. É uma provação permanente. Médicos, nutricionistas,&lt;br /&gt;personal trainers, editores e editoras de revistas dedicadas à&lt;br /&gt;forma física, ambientalistas, militantes da produção orgânica,&lt;br /&gt;burocratas, chefs de cozinha, críticos de restaurantes e mais&lt;br /&gt;uma multidão de diletantes prontos a dar testemunho expedem&lt;br /&gt;decretos cada vez mais frequentes, e cada vez mais severos,&lt;br /&gt;sobre os deveres do cidadão na hora de comer. O fato é que&lt;br /&gt;toda essa gente, quase sempre com as melhores intenções,&lt;br /&gt;acabou construindo um crescente sistema de ansiedade em&lt;br /&gt;torno do pão nosso de cada dia – e o resultado é que o prazer&lt;br /&gt;de comer bem vai sendo substituído pela obrigação de comer&lt;br /&gt;certo. Modelos, atrizes e outras pessoas que precisam pesar&lt;br /&gt;pouco para fazer sucesso chegam aos 30 anos de idade, ou&lt;br /&gt;mais, praticamente sem ter feito uma única refeição decente&lt;br /&gt;na vida. Propõe-se, como virtude alimentar, um mundo sombrio&lt;br /&gt;de pastas, mingaus, poções, soros de proteína e sabe-se&lt;br /&gt;lá o que ainda vem pela frente. Não está claro o que se ganha&lt;br /&gt;em toda essa história. A perspectiva de morrer, um dia, no&lt;br /&gt;peso ideal?&lt;br /&gt;(J. R. Guzzo. Veja, 09.06.2010. Adaptado.)&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista filosófico, podemos afirmar que, para o&lt;br /&gt;autor,&lt;br /&gt;(A) é positiva a adoção de procedimentos científicos no campo&lt;br /&gt;nutricional.&lt;br /&gt;(B) o tema da qualidade de vida deve ser enfocado sob critérios&lt;br /&gt;morais.&lt;br /&gt;(C) os padrões hegemônicos vigentes na sociedade atual no&lt;br /&gt;campo da nutrição são elogiáveis.&lt;br /&gt;(D) a felicidade depende do número de calorias ingeridas pelo&lt;br /&gt;ser humano.&lt;br /&gt;(E) a autonomia individual deveria ser o critério para definir&lt;br /&gt;os parâmetros de uma vida adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 60&lt;br /&gt;Analise o trecho da entrevista dada pelo chefe de imprensa do&lt;br /&gt;governo do Irã a um jornal brasileiro.&lt;br /&gt;Folha – Há preocupação quanto a uma mudança de posição&lt;br /&gt;do governo brasileiro, sobretudo na área de direitos humanos,&lt;br /&gt;depois que a presidente Dilma se manifestou contrariamente&lt;br /&gt;ao apedrejamento de Sakineh?&lt;br /&gt;Ali Akbar Javanfekr – Encontrei poucas informações sobre a&lt;br /&gt;realidade iraniana aqui no Brasil. Há notícias distorcidas e&lt;br /&gt;falsas. Isso é preocupante. Minha presença aqui é para tentar&lt;br /&gt;divulgar as informações corretas. No caso de Sakineh, informações&lt;br /&gt;que chegaram à presidente Dilma Rousseff não foram&lt;br /&gt;corretas.&lt;br /&gt;Folha – A presidente Dilma está mal informada?&lt;br /&gt;Ali Akbar Javanfekr – Sim. Foi mal informada sobre esse caso.&lt;br /&gt;Folha – É verdade, como diz o presidente Ahmadinejad, que&lt;br /&gt;não há gays no Irã?&lt;br /&gt;Ali Akbar Javanfekr – Não temos.&lt;br /&gt;Folha – É o único país do mundo que não tem gay?&lt;br /&gt;Ali Akbar Javanfekr – Na República Islâmica do Irã, não há.&lt;br /&gt;Folha – Se houver, há punições?&lt;br /&gt;Ali Akbar Javanfekr – Nossa visão sobre esse tema é diferente&lt;br /&gt;da de vocês. É um ato feio, que nenhuma das religiões divinas&lt;br /&gt;aceita. Temos a responsabilidade humana, até divina, de não&lt;br /&gt;aceitar esse tipo de comportamento. Existe uma ameaça sobre&lt;br /&gt;a saúde da humanidade. A Aids, por exemplo. Uma das raízes&lt;br /&gt;é esse tipo de relacionamento.&lt;br /&gt;(Folha de S.Paulo, 14.03.2011. Adaptado.)&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista ético, as opiniões expressas no trecho da&lt;br /&gt;entrevista podem ser caracterizadas como&lt;br /&gt;(A) uma visão de mundo fortemente influenciada pelas matrizes&lt;br /&gt;liberais do pensamento filosófico.&lt;br /&gt;(B) uma posição convencionalmente associada ao pensamento&lt;br /&gt;politicamente correto.&lt;br /&gt;(C) uma visão de mundo fortemente influenciada pelo fundamentalismo&lt;br /&gt;religioso.&lt;br /&gt;(D) opiniões que expressam afinidade com o imperativo categórico&lt;br /&gt;kantiano.&lt;br /&gt;(E) posições condizentes com a valorização da consciência&lt;br /&gt;individual autônoma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;55 - D&lt;br /&gt;56 - B&lt;br /&gt;57 - E&lt;br /&gt;58 - A&lt;br /&gt;59 - E&lt;br /&gt;60 - C&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-1319106220107023606?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/1319106220107023606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2011/06/vunesp2011filosofia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/1319106220107023606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/1319106220107023606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2011/06/vunesp2011filosofia.html' title='VUNESP2011FILOSOFIA'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-4828186640026796263</id><published>2009-11-22T13:52:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T13:57:54.431-08:00</updated><title type='text'>FUVEST 2010  22/11/2009 1° FASE</title><content type='html'>FUVEST 2010 – 1° fase&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 Cesarismo/cesarista são termos utilizados para caracterizar governantes atuais que, à maneira de Júlio César (de onde o nome), na antiga Roma, exercem um poder&lt;br /&gt;a) teocrático.&lt;br /&gt;b) democrático.&lt;br /&gt;c) aristocrático.&lt;br /&gt;d) burocrático.&lt;br /&gt;e) autocrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 “A instituição das corveias variava de acordo com os domínios senhoriais, e, no interior de cada um, de acordo com o estatuto jurídico dos camponeses, ou de seus mansos [parcelas de terra].”&lt;br /&gt;Marc Bloch. Os caracteres originais da França rural, 1952.&lt;br /&gt;Esta frase sobre o feudalismo trata&lt;br /&gt;a) da vassalagem.&lt;br /&gt;b) do colonato.&lt;br /&gt;c) do comitatus.&lt;br /&gt;d) da servidão.&lt;br /&gt;e) da guilda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 Os primeiros jesuítas chegaram à Bahia com o governador-geral Tomé de Sousa, em 1549, e em pouco tempo se espalharam por outras regiões da colônia, permanecendo até sua expulsão, pelo governo de Portugal, em 1759. Sobre as ações dos jesuítas nesse período, é correto afirmar que&lt;br /&gt;a) criaram escolas de arte que foram responsáveis pelo desenvolvimento do barroco mineiro.&lt;br /&gt;b) defenderam os princípios humanistas e lutaram pelo reconhecimento dos direitos civis dos nativos.&lt;br /&gt;c) foram responsáveis pela educação dos filhos dos colonos, por meio da criação de colégios secundários&lt;br /&gt;e escolas de “ler e escrever”.&lt;br /&gt;d) causaram constantes atritos com os colonos por defenderem, esses religiosos, a preservação das&lt;br /&gt;culturas indígenas.&lt;br /&gt;e) formularam acordos políticos e diplomáticos que garantiram a incorporação da região amazônica ao&lt;br /&gt;domínio português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: C&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 “E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em pó e em moeda para os reinos estranhos e a menor quantidade é a que fica em Portugal e nas cidades do Brasil...”&lt;br /&gt;João Antonil. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas, 1711.&lt;br /&gt;Esta frase indica que as riquezas minerais da colônia&lt;br /&gt;a) produziram ruptura nas relações entre Brasil e Portugal.&lt;br /&gt;b) foram utilizadas, em grande parte, para o cumprimento do Tratado de Methuen entre Portugal e Inglaterra.&lt;br /&gt;c) prestaram-se, exclusivamente, aos interesses mercantilistas da França, da Inglaterra e da Alemanha.&lt;br /&gt;d) foram desviadas, majoritariamente, para a Europa por meio do contrabando na região do rio da Prata.&lt;br /&gt;e) possibilitaram os acordos com a Holanda que asseguraram a importação de escravos africanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 Carlos III, rei da Espanha entre 1759 e 1788, implementou profundas reformas – conhecidas como&lt;br /&gt;bourbônicas – que tiveram grandes repercussões sobre as colônias espanholas na América. Entre elas,&lt;br /&gt;a) o estabelecimento de medidas econômicas e políticas, para maior controle da Coroa sobre as colônias.&lt;br /&gt;b) o redirecionamento da economia colonial, para valorizar a indústria em detrimento da agricultura de exportação.&lt;br /&gt;c) a promulgação de medidas políticas, levando à separação entre a Igreja Católica e a Coroa.&lt;br /&gt;d) a reestruturação das tradicionais comunidades indígenas, visando instituir a propriedade privada.&lt;br /&gt;e) a decretação de medidas excepcionais, permitindo a escravização dos africanos e, também, a dos indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 “Eis que uma revolução, proclamando um governo absolutamente independente da sujeição à corte do Rio de Janeiro, rebentou em Pernambuco, em março de 1817.&lt;br /&gt;É um assunto para o nosso ânimo tão pouco simpático que, se nos fora permitido [colocar] sobre ele um véu, o deixaríamos fora do quadro que nos propusemos tratar.”&lt;br /&gt;F. A. Varnhagen. História geral do Brasil, 1854.&lt;br /&gt;O texto trata da Revolução pernambucana de 1817. Com relação a esse acontecimento é possível afirmar que os insurgentes&lt;br /&gt;a) pretendiam a separação de Pernambuco do restante do reino, impondo a expulsão dos portugueses desse território.&lt;br /&gt;b) contaram com a ativa participação de homens negros, pondo em risco a manutenção da escravidão na&lt;br /&gt;região.&lt;br /&gt;c) dominaram Pernambuco e o norte da colônia, decretando o fim dos privilégios da Companhia do&lt;br /&gt;Grão-Pará e Maranhão.&lt;br /&gt;d) propuseram a independência e a república, congregando proprietários, comerciantes e pessoas&lt;br /&gt;das camadas populares.&lt;br /&gt;e) implantaram um governo de terror, ameaçando o direito dos pequenos proprietários à livre exploração&lt;br /&gt;da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 No Ocidente, o período entre 1848 e 1875 “é primariamente o do maciço avanço da economia do&lt;br /&gt;capitalismo industrial, em escala mundial, da ordem social que o representa, das ideias e credos que pareciam legitimá-lo e ratificá-lo”.&lt;br /&gt;E. J. Hobsbawm. A era do capital 1848-1875.&lt;br /&gt;A “ordem social” e as “ideias e credos” a que se refere o&lt;br /&gt;autor caracterizam-se, respectivamente, como&lt;br /&gt;a) aristocrática e conservadoras.&lt;br /&gt;b) socialista e anarquistas.&lt;br /&gt;c) popular e democráticas.&lt;br /&gt;d) tradicional e positivistas.&lt;br /&gt;e) burguesa e liberais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 No “Manifesto Antropófago”, lançado em São Paulo, em 1928, lê-se: “Queremos a Revolução Caraíba (...). A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem (...). Sem nós, a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.”&lt;br /&gt;Essas passagens expressam a&lt;br /&gt;a) defesa de concepções artísticas do impressionismo.&lt;br /&gt;b) crítica aos princípios da Revolução Francesa.&lt;br /&gt;c) valorização da cultura nacional.&lt;br /&gt;d) adesão à ideologia socialista.&lt;br /&gt;e) afinidade com a cultura norte-americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: C&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 A partir da redemocratização do Brasil (1985), é possível observar mudanças econômicas significativas no país. Entre elas, a&lt;br /&gt;a) exclusão de produtos agrícolas do rol das principais exportações brasileiras.&lt;br /&gt;b) privatização de empresas estatais em diversos setores como os de comunicação e de mineração.&lt;br /&gt;c) ampliação das tarifas alfandegárias de importação, protegendo a indústria nacional.&lt;br /&gt;d) implementação da reforma agrária sem pagamento de indenização aos proprietários.&lt;br /&gt;e) continuidade do comércio internacional voltado prioritariamente aos mercados africanos e asiáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/Swmzp3bP0KI/AAAAAAAAACE/gdgBvzMiphc/s1600/MANDELA.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 290px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/Swmzp3bP0KI/AAAAAAAAACE/gdgBvzMiphc/s320/MANDELA.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407050359469232290" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Cartaz de 1994 da campanha de Nelson Mandela à presidência da África do Sul.&lt;br /&gt;Essa campanha representou a&lt;br /&gt;a) luta dos sul-africanos contra o regime do apartheid então vigente.&lt;br /&gt;b) conciliação entre os segregacionistas e os partidários da democracia racial.&lt;br /&gt;c) proposta de ampliação da luta anti-apartheid no continente africano.&lt;br /&gt;d) contemporização diante dos atos de violência contra os direitos humanos.&lt;br /&gt;e) superação dos preconceitos raciais por parte dos africânderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: A&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-4828186640026796263?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/4828186640026796263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/11/fuvest-2010-22112009-1-fase.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/4828186640026796263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/4828186640026796263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/11/fuvest-2010-22112009-1-fase.html' title='FUVEST 2010  22/11/2009 1° FASE'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/Swmzp3bP0KI/AAAAAAAAACE/gdgBvzMiphc/s72-c/MANDELA.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-3333925701387071114</id><published>2009-11-15T13:38:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T13:48:50.387-08:00</updated><title type='text'>UNICAMP 20010 1° Fase - 15/11/2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SwB28jHmB6I/AAAAAAAAAB8/Dic0PS_bojk/s1600-h/Unicamp+2.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 284px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SwB28jHmB6I/AAAAAAAAAB8/Dic0PS_bojk/s320/Unicamp+2.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404450335435917218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SwB2GIXa33I/AAAAAAAAAB0/cEGgZQ5A1EU/s1600-h/Unicamp+1.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 284px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SwB2GIXa33I/AAAAAAAAAB0/cEGgZQ5A1EU/s320/Unicamp+1.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404449400541601650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Amigos, como a prova está demorando demais a sair, estou disponibilizando a prova corrigida pelo COC, que saiu publicada no site Terra!&lt;br /&gt;Abração e espero que todos tenham conseguido realizar a prova!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-3333925701387071114?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/3333925701387071114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/11/unicamp-20010-1-fase-15112009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/3333925701387071114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/3333925701387071114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/11/unicamp-20010-1-fase-15112009.html' title='UNICAMP 20010 1° Fase - 15/11/2009'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SwB28jHmB6I/AAAAAAAAAB8/Dic0PS_bojk/s72-c/Unicamp+2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-4348300913129805263</id><published>2009-11-09T17:45:00.000-08:00</published><updated>2009-11-09T17:46:30.258-08:00</updated><title type='text'>Unesp 2010 - História</title><content type='html'>Questão 31&lt;br /&gt;A cidade-Estado clássica parece ter sido criada paralelamente&lt;br /&gt;pelos gregos e pelos etruscos e/ou romanos. No caso destes últimos,&lt;br /&gt;a influência grega foi inegável, embora difícil de avaliar&lt;br /&gt;e medir.&lt;br /&gt;(Ciro Flamarion S. Cardoso. A cidade-Estado antiga,1985.)&lt;br /&gt;Aponte quais eram as características comuns às cidades-Estados&lt;br /&gt;clássicas.&lt;br /&gt;I. Possuíam governo tripartido em assembleia, conselho e certo&lt;br /&gt;número de magistrados escolhidos entre os homens elegíveis.&lt;br /&gt;II. Os cidadãos podiam participar de forma direta no processo&lt;br /&gt;político.&lt;br /&gt;III. Havia separação entre os órgãos de governo e de justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) As afirmativas I e II estão corretas.&lt;br /&gt;(B) Apenas a afirmativa III está correta.&lt;br /&gt;(C) As afirmativas I e III estão corretas.&lt;br /&gt;(D) Apenas a afirmativa II está correta.&lt;br /&gt;(E) As afirmativas I, II e III estão corretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 32&lt;br /&gt;Observe a figura.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madona e Filho, Berlinghiero, século XII.&lt;br /&gt;O ícone, pintura sobre madeira, foi uma das manifestações características&lt;br /&gt;da Civilização Bizantina, que abrangeu amplas regiões&lt;br /&gt;do continente europeu e asiático. A arte bizantina resultou&lt;br /&gt;(A) do fim da autocracia do Império Romano do Oriente.&lt;br /&gt;(B) da interdição do culto de imagens pelo cristianismo primitivo.&lt;br /&gt;(C) do “Cisma do Oriente”, que rompeu com a unidade do cristianismo.&lt;br /&gt;(D) da fusão das concepções cristãs com a cultura decorativa&lt;br /&gt;oriental.&lt;br /&gt;(E) do desenvolvimento comercial das cidades italianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 33&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito da expansão marítimo-comercial europeia dos séculos&lt;br /&gt;XV e XVI pode-se afirmar que&lt;br /&gt;(A) a igreja católica foi contrária à expansão e não participou da&lt;br /&gt;colonização das novas terras.&lt;br /&gt;(B) os altos custos das navegações empobreceram a burguesia&lt;br /&gt;mercantil dos países ibéricos.&lt;br /&gt;(C) a centralização política fortaleceu-se com o descobrimento&lt;br /&gt;das novas terras.&lt;br /&gt;(D) os europeus pretendiam absorver os princípios religiosos&lt;br /&gt;dos povos americanos.&lt;br /&gt;(E) os descobrimentos intensificaram o comércio de especiarias&lt;br /&gt;no mar Mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 34&lt;br /&gt;(...) como puder, direi algumas coisas das que vi, que, ainda que&lt;br /&gt;mal ditas, bem sei que serão de tanta admiração que não se poderão&lt;br /&gt;crer, porque os que cá com nossos próprios olhos as vemos&lt;br /&gt;não as podemos com o entendimento compreender.&lt;br /&gt;(Hernán Cortés. Cartas de Relación de la Conquista de Mexico,&lt;br /&gt;escritas de 1519 a 1526.)&lt;br /&gt;O processo de conquista do México por Cortés estendeu-se de&lt;br /&gt;1519 a 1521. A passagem acima manifesta a reação de Hernán&lt;br /&gt;Cortés diante das maravilhas de Tenochtitlán, capital da Confederação&lt;br /&gt;Mexica. A reação dos europeus face ao novo mundo&lt;br /&gt;teve, no entanto, muitos aspectos, compondo admiração com estranhamento&lt;br /&gt;e repúdio. Tal fato decorre&lt;br /&gt;(A) do desinteresse dos conquistadores pelas riquezas dos Astecas.&lt;br /&gt;(B) do desconhecimento pelos europeus das línguas dos índios.&lt;br /&gt;(C) do encontro de padrões culturais diferentes.&lt;br /&gt;(D) das semelhanças culturais existentes entre os povos do mundo.&lt;br /&gt;(E) do espírito guerreiro e aventureiro das nações europeias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 35&lt;br /&gt;Observe o mapa.&lt;br /&gt;Trópico de Capricórnio&lt;br /&gt;Oceano Atlântico&lt;br /&gt;Oceano Pacífico&lt;br /&gt;80o&lt;br /&gt;Mar del Caribe&lt;br /&gt;Cajamarca&lt;br /&gt;Pachacamac&lt;br /&gt;Línea Equinoccial Quito&lt;br /&gt;Cusco&lt;br /&gt;(Luis Guillermo Lumbreras, Historia de América Andina, 1999, Adaptado.)&lt;br /&gt;A região que aparece no mapa corresponde ao território que os&lt;br /&gt;Incas dominaram por alguns séculos antes da chegada dos espanhóis&lt;br /&gt;ao continente americano. Esse povo ficou conhecido por&lt;br /&gt;saber aproveitar todos os recursos naturais, inclusive de áreas&lt;br /&gt;distantes ou de condições climáticas não muito favoráveis à agricultura.&lt;br /&gt;A forma como esse povo conseguiu lidar com a natureza,&lt;br /&gt;extraindo dela os recursos naturais necessários ao seu abastecimento&lt;br /&gt;está relacionada com&lt;br /&gt;(A) o uso de avançados instrumentos de ferro na agricultura e&lt;br /&gt;de animais de tração para auxiliar nas atividades de plantio&lt;br /&gt;e colheita.&lt;br /&gt;(B) o conhecimento dos mais variados pisos ecológicos, onde&lt;br /&gt;podiam caçar, pescar e coletar pequenos frutos silvestres,&lt;br /&gt;visto que desconheciam a agricultura.&lt;br /&gt;(C) a sabedoria xamânica sobre astronomia, técnicas hidráulicas&lt;br /&gt;e fertilização química de solos, que lhes permitia alcançar&lt;br /&gt;grande produção agrícola.&lt;br /&gt;(D) o domínio de irrigação, conhecimento dos solos e da hibridização&lt;br /&gt;de sementes e técnica de construção de degraus para&lt;br /&gt;plantio nas encostas da Cordilheira dos Andes.&lt;br /&gt;(E) a perfeita relação do homem com a natureza, que permitia a&lt;br /&gt;produção abundante de alimentos sem grande participação&lt;br /&gt;de mão de obra humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 36&lt;br /&gt;Observe a figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pablo Picasso, Guernica, 1937.&lt;br /&gt;(Carol Strickland. Arte comentada, 1999.)&lt;br /&gt;A Europa já não é a liberdade e a paz, mas a violência e a guerra.&lt;br /&gt;Durante a ocupação alemã de Paris, a alguns críticos alemães&lt;br /&gt;que virão lhe falar de Guernica, Picasso responderá com amargura:&lt;br /&gt;Não fui eu que a fiz, fizeram-na vocês.&lt;br /&gt;(Giulio Carlo Argan. Arte moderna, 1992.)&lt;br /&gt;O comentário de Pablo Picasso, em relação à sua obra Guernica,&lt;br /&gt;refere-se&lt;br /&gt;(A) à separação entre manifestações artísticas e realidade histórica.&lt;br /&gt;(B) ao bombardeio alemão da cidade basca em apoio ao general&lt;br /&gt;Franco.&lt;br /&gt;(C) aos massacres cometidos pelos nazistas durante a Segunda&lt;br /&gt;Guerra Mundial.&lt;br /&gt;(D) à denúncia da anexação do território espanhol pelas tropas&lt;br /&gt;nazistas.&lt;br /&gt;(E) à aliança dos nazistas com os comunistas no início da Segunda&lt;br /&gt;Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 37&lt;br /&gt;O imperialismo colonial europeu do final do século XIX e início&lt;br /&gt;do século XX mudou a geopolítica do continente africano,&lt;br /&gt;fragmentando-o em fronteiras representadas pelo aparecimento&lt;br /&gt;de novos espaços linguísticos e novas dinâmicas espaciais e&lt;br /&gt;econômicas.&lt;br /&gt;Portugueses&lt;br /&gt;Ingleses&lt;br /&gt;Franceses&lt;br /&gt;Belgas&lt;br /&gt;Espanhóis&lt;br /&gt;Italianos&lt;br /&gt;Alemães&lt;br /&gt;ARGÉLIA&lt;br /&gt;LÍBIA&lt;br /&gt;TUNÍSIA&lt;br /&gt;EGITO&lt;br /&gt;ÁFRICA OCIDENTAL FRANCESA&lt;br /&gt;DAOMÉ&lt;br /&gt;NIGÉRIA&lt;br /&gt;CAMARÕES&lt;br /&gt;GÂMBIA&lt;br /&gt;GUINÉ&lt;br /&gt;PORTUGUESA&lt;br /&gt;SERRA LEOA&lt;br /&gt;LIBÉRIA&lt;br /&gt;COSTA DO MARFIM&lt;br /&gt;COSTA&lt;br /&gt;DO&lt;br /&gt;OURO&lt;br /&gt;TOGO&lt;br /&gt;GUINÉ ESPANHOLA&lt;br /&gt;São Tomé (Port.)&lt;br /&gt;FERNANDO PÓ (ESP.)&lt;br /&gt;GABÃO&lt;br /&gt;ÁFRICA&lt;br /&gt;CONGO&lt;br /&gt;BELGA&lt;br /&gt;ANGOLA RODÉSIA&lt;br /&gt;DO NORTE&lt;br /&gt;MOÇAMBIQUE&lt;br /&gt;SUDOESTE&lt;br /&gt;AFRICANO&lt;br /&gt;RODÉSIA&lt;br /&gt;DO SUL&lt;br /&gt;UNIÃO&lt;br /&gt;SUL-AFRICANA&lt;br /&gt;WALVIS BAY&lt;br /&gt;(BRIT.)&lt;br /&gt;BECHUANALÂNDIA&lt;br /&gt;SUAZILÂNDIA&lt;br /&gt;BASUTOLÂNDIA&lt;br /&gt;(protetorados&lt;br /&gt;britânicos)&lt;br /&gt;MADAGÁSCAR&lt;br /&gt;Ilhas Comores&lt;br /&gt;UGANDA ÁFRICA&lt;br /&gt;ORIENTAL&lt;br /&gt;INGLESA&lt;br /&gt;ÁFRICA&lt;br /&gt;ORIENTAL&lt;br /&gt;ALEMÃ&lt;br /&gt;ZANZIBAR (Brit.)&lt;br /&gt;IMPÉRIO&lt;br /&gt;ETÍOPE&lt;br /&gt;SUDÃO SOMÁLIA&lt;br /&gt;(FR., BR., IT.)&lt;br /&gt;SENEGAL ERITRÉIA&lt;br /&gt;MADEIRA (PORT.)&lt;br /&gt;MARROCOS ESPANHOL&lt;br /&gt;Ilhas Canárias&lt;br /&gt;EQUATORIAL&lt;br /&gt;FRANCESA&lt;br /&gt;Rio de Ouro MARROCOS&lt;br /&gt;Independente&lt;br /&gt;(Marc Ferro, História das Colonizações, 1996. Adaptado.)&lt;br /&gt;Analisando o mapa, pode-se afirmar que&lt;br /&gt;(A) em 1895, França, Grã-Bretanha, Portugal, Espanha, Alemanha&lt;br /&gt;e Itália fizeram um acordo de divisão da totalidade do&lt;br /&gt;continente africano.&lt;br /&gt;(B) os impérios coloniais, a partir da Conferência de Berlim,&lt;br /&gt;dominaram a África para instalar indústrias, visto que era&lt;br /&gt;algo inexistente na Europa.&lt;br /&gt;(C) os países envolvidos nesse processo necessitavam de mercados&lt;br /&gt;exteriores, matérias-primas agrícolas e minerais para&lt;br /&gt;compensar o declínio da industrialização na Europa.&lt;br /&gt;(D) a repartição da África foi um projeto civilizador europeu,&lt;br /&gt;que, para ser estabelecido, exigiu a destruição social das oligarquias&lt;br /&gt;locais.&lt;br /&gt;(E) o imperialismo apoiou-se também nas rivalidades nacionalistas&lt;br /&gt;britânica, francesa e alemã, que originaram novos espaços&lt;br /&gt;linguísticos na África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 38&lt;br /&gt;O petróleo não é uma matéria-prima renovável e precisou de milhões&lt;br /&gt;de anos para sua criação. A maioria dos poços encontra-se&lt;br /&gt;no Oriente Médio, na antiga União Soviética e nos EUA. Sua&lt;br /&gt;importância aumentou desde meados do século XIX, quando era&lt;br /&gt;usado na indústria e hoje é um dos grandes fatores de conflitos&lt;br /&gt;no Oriente Médio. Aponte as três primeiras grandes crises do&lt;br /&gt;petróleo nos últimos anos.&lt;br /&gt;(A) A primeira foi em 1973, quando os EUA tentaram invadir&lt;br /&gt;Israel para dominar os poços petrolíferos desse país; a segunda&lt;br /&gt;foi em 1979, quando foi criado o Estado da Palestina&lt;br /&gt;e eclodiu o conflito com a Arábia Saudita; a terceira foi em&lt;br /&gt;1991, quando começou a guerra do Iraque.&lt;br /&gt;(B) A primeira foi em 1973, quando houve uma crise de produção&lt;br /&gt;no Oriente Médio, levando ao aumento do preço dos&lt;br /&gt;barris de petróleo no mundo todo; a segunda foi em 1979,&lt;br /&gt;quando o Kuwait se recusou a vender petróleo para os EUA;&lt;br /&gt;a terceira foi em 1991, quando começou a guerra dos EUA&lt;br /&gt;contra o Afeganistão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(C) A primeira foi em 1973, devido ao conflito árabe-israelense;&lt;br /&gt;a segunda em 1979, quando os árabes diminuíram a produção&lt;br /&gt;de barris; a terceira em 1991, que acabou gerando a&lt;br /&gt;Guerra do Golfo, quando o Iraque invadiu o Kuwait.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(D) A primeira foi em 1973, quando o Iraque invadiu a Palestina;&lt;br /&gt;a segunda foi em 1979, período de baixa produção de&lt;br /&gt;petróleo no Oriente Médio; a terceira foi em 1991, devido à&lt;br /&gt;Guerra do Golfo.&lt;br /&gt;(E) A primeira foi em 1973, quando vários países do mundo&lt;br /&gt;exigiram a fundação da OPEP para controlar os preços dos&lt;br /&gt;barris de petróleo; a segunda foi em 1979, quando se deu&lt;br /&gt;o conflito árabe-israelense; a terceira foi em 1991, quando&lt;br /&gt;teve início a guerra da Palestina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 39&lt;br /&gt;A fábrica global instala-se além de toda e qualquer fronteira,&lt;br /&gt;articulando capital, tecnologia, força de trabalho, divisão do&lt;br /&gt;trabalho social e outras forças produtivas. Acompanhada pela&lt;br /&gt;publicidade, a mídia impressa e eletrônica, a indústria cultural,&lt;br /&gt;misturadas em jornais, revistas, livros, programas de rádio,&lt;br /&gt;emissões de televisão, videoclipes, fax, redes de computadores e&lt;br /&gt;outros meios de comunicação, informação e fabulação, dissolve&lt;br /&gt;fronteiras, agiliza os mercados, generaliza o consumismo. Provoca&lt;br /&gt;a desterritorialização e reterritorialização das coisas, gentes&lt;br /&gt;e ideias. Promove o redimensionamento de espaços e tempos.&lt;br /&gt;(Octavio Ianni, Teorias da Globalização, 2002.)&lt;br /&gt;Partindo da metáfora de fábrica global de Octavio Ianni, pode-se&lt;br /&gt;identificar como características da globalização&lt;br /&gt;(A) o amplo fluxo de riquezas, de imagens, de poder, bem como&lt;br /&gt;as novas tecnologias de informação que estão integrando o&lt;br /&gt;mundo em redes globais, em que o Estado também exerce&lt;br /&gt;importante papel na relação entre tecnologia e sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(B) a imposição de regras pelos países da Europa e América do&lt;br /&gt;Sul nas relações comerciais e globais que oprimem os mais&lt;br /&gt;pobres do mundo e se preocupam muito mais com a expansão&lt;br /&gt;das relações de mercado do que com a democracia.&lt;br /&gt;(C) a busca das identidades nacionais como única fonte de significado&lt;br /&gt;em um período histórico caracterizado por uma&lt;br /&gt;ampla estruturação das organizações sociais, legitimação&lt;br /&gt;das instituições e aparecimento de movimentos políticos e&lt;br /&gt;expressões culturais.&lt;br /&gt;(D) o multiculturalismo e a interdependência que somente podemos&lt;br /&gt;compreender e mudar a partir de uma perspectiva&lt;br /&gt;singular que articule o isolamento cultural com o individualismo.&lt;br /&gt;(E) a existência de redes que impedem a dependência dos polos&lt;br /&gt;econômicos e culturais no novo mosaico global contemporâneo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 40&lt;br /&gt;Segundo Jacques Diouf, diretor-geral da FAO – Organização das&lt;br /&gt;Nações Unidas para Agricultura e Alimentação –, a crise silenciosa&lt;br /&gt;da fome, que afeta um sexto de toda a humanidade, constitui&lt;br /&gt;um sério risco para a segurança e a paz mundial (...). Hoje, o&lt;br /&gt;aumento da fome é um fenômeno global. Todas as regiões foram&lt;br /&gt;afetadas.&lt;br /&gt;(Folha de S.Paulo, 20.06.2009.)&lt;br /&gt;A notícia reflete preocupações inerentes à nova ordem mundial.&lt;br /&gt;De que modo pode-se explicar o fenômeno da fome nos dias de&lt;br /&gt;hoje?&lt;br /&gt;(A) A fome hoje é uma consequência da falência das economias&lt;br /&gt;da China, Índia e Indonésia, que estão entre as que melhor&lt;br /&gt;absorvem o impacto da crise.&lt;br /&gt;(B) O número de miseráveis no mundo aumentou por causa da&lt;br /&gt;bipolarização econômica, que transferiu riquezas para os&lt;br /&gt;países periféricos do hemisfério sul.&lt;br /&gt;(C) A produção de alimentos no mundo diminuiu drasticamente,&lt;br /&gt;devido à falta de investimentos econômicos na&lt;br /&gt;zona rural.&lt;br /&gt;(D) A fome começou a se espalhar pelo mundo depois do início&lt;br /&gt;da globalização, quando milhões de pessoas abandonaram o&lt;br /&gt;campo, devido à industrialização e urbanização do meio rural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E) A crise econômica aumentou o desemprego e reduziu o poder&lt;br /&gt;de compra da população, além de ter contribuído para o&lt;br /&gt;aumento nos preços dos alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 41&lt;br /&gt;A Independência do Brasil do domínio português significou o&lt;br /&gt;rompimento com&lt;br /&gt;(A) a economia europeia, sustentada pela exploração econômica&lt;br /&gt;dos países periféricos.&lt;br /&gt;(B) o padrão da economia colonial, baseado na exportação de&lt;br /&gt;produtos primários.&lt;br /&gt;(C) a exploração do trabalho escravo e compulsório de índios e&lt;br /&gt;povos africanos.&lt;br /&gt;(D) o liberalismo econômico e a adoção da política metalista ou&lt;br /&gt;mercantilista.&lt;br /&gt;(E) o sistema de exclusivo metropolitano, orientado pela política&lt;br /&gt;mercantilista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 42&lt;br /&gt;A expansão da economia do café para o oeste paulista, na segunda&lt;br /&gt;metade do século XIX, e a grande imigração para a lavoura de&lt;br /&gt;café trouxeram modificações na história do Brasil como&lt;br /&gt;(A) o fortalecimento da economia de subsistência e a manutenção&lt;br /&gt;da escravidão.&lt;br /&gt;(B) a diversificação econômica e o avanço do processo de urbanização.&lt;br /&gt;(C) a divisão dos latifúndios no Vale do Paraíba e a crise da&lt;br /&gt;economia paulista.&lt;br /&gt;(D) o fim da república oligárquica e o crescimento do movimento&lt;br /&gt;camponês.&lt;br /&gt;(E) a adoção do sufrágio universal nas eleições federais e a centralização&lt;br /&gt;do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 43&lt;br /&gt;Na Primeira República (1889-1930) houve a reprodução de&lt;br /&gt;muitos aspectos da estrutura econômica e social constituída&lt;br /&gt;nos séculos anteriores. Noutros termos, no final do século XIX&lt;br /&gt;e início do XX conviveram, simultaneamente, transformações e&lt;br /&gt;permanências históricas.&lt;br /&gt;(Francisco de Oliveira. Herança econômica do Segundo Império, 1985.)&lt;br /&gt;O texto sustenta que a Primeira República brasileira foi caracterizada&lt;br /&gt;por permanências e mudanças históricas. De maneira&lt;br /&gt;geral, o período republicano, iniciado em 1889 e que se estendeu&lt;br /&gt;até 1930, foi caracterizado&lt;br /&gt;(A) pela predominância dos interesses dos industriais, com a exportação&lt;br /&gt;de bens duráveis e de capital.&lt;br /&gt;(B) por conflitos no campo, com o avanço do movimento de&lt;br /&gt;reforma agrária liderado pelos antigos monarquistas.&lt;br /&gt;(C) pelo poder político da oligarquia rural e pela economia de&lt;br /&gt;exportação de produtos primários.&lt;br /&gt;(D) pela instituição de uma democracia socialista graças à pressão&lt;br /&gt;exercida pelos operários anarquistas.&lt;br /&gt;(E) pelo planejamento econômico feito pelo Estado, que protegia&lt;br /&gt;os preços dos produtos manufaturados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 44&lt;br /&gt;Um editorial do jornal Folha de S.Paulo gerou polêmica e protestos&lt;br /&gt;no início de 2009. No entender do editorialista&lt;br /&gt;(...) as chamadas “ditabrandas” – caso do Brasil entre 1964 e&lt;br /&gt;1985 – partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam&lt;br /&gt;ou instituíam formas controladas de disputa política e&lt;br /&gt;acesso à Justiça (...).&lt;br /&gt;(Folha de S.Paulo, 17.02.2009.)&lt;br /&gt;O termo “ditabranda” reporta-se ao&lt;br /&gt;(A) golpe político aplicado por Getúlio Vargas; encerramento da&lt;br /&gt;chamada República Velha; repressão ao Partido Comunista;&lt;br /&gt;políticas econômicas de cunho nacionalista; suicídio de Vargas&lt;br /&gt;e divulgação da carta-testamento.&lt;br /&gt;(B) período do coronelismo na política brasileira; ocorrência de&lt;br /&gt;fraudes nas eleições, através do chamado voto de cabresto;&lt;br /&gt;polícia política constituída por capangas e jagunços.&lt;br /&gt;(C) período de Juscelino Kubitschek; imposição do crescimento&lt;br /&gt;econômico através da industrialização; slogan governamental&lt;br /&gt;“50 anos em 5”; tempo de democracia restrita, com voto&lt;br /&gt;censitário.&lt;br /&gt;(D) golpe político-militar que instalou a ditadura; imposição de&lt;br /&gt;Atos Institucionais; extinção dos partidos existentes; instituição&lt;br /&gt;do bipartidarismo – ARENA e MDB; repressão à&lt;br /&gt;oposição e censura à imprensa.&lt;br /&gt;(E) período de redemocratização; eleições diretas para o executivo,&lt;br /&gt;legislativo e judiciário; urbanização acelerada e enfraquecimento&lt;br /&gt;do poder dos presidentes da república.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 57&lt;br /&gt;A Coreia do Norte e a Coreia do Sul foram delimitadas após a&lt;br /&gt;2.ª Guerra Mundial, quando soviéticos e americanos dividiram&lt;br /&gt;a península da Coreia no paralelo 38°N. Durante o período da&lt;br /&gt;Guerra Fria a reunificação se tornou inviável, surgindo em 1948&lt;br /&gt;as duas Coreias. Nos últimos 56 anos as duas Coreias se mantiveram&lt;br /&gt;em estado de guerra. A tensão nesta área se torna crítica&lt;br /&gt;em 2009, devido ao fato de a Coreia do Norte ter realizado testes&lt;br /&gt;nucleares.&lt;br /&gt;(Cláudia Trevisan, O Estado de S.Paulo. Coreia do Norte&lt;br /&gt;deixa armistício e ameaça Seul com ataque militar, Maio/2009. Adaptado.)&lt;br /&gt;Ao fazer uma retrospectiva deste período histórico é possível&lt;br /&gt;afirmar que:&lt;br /&gt;(A) As tensões permaneceram restritas a tiroteios na fronteira&lt;br /&gt;entre as duas Coreias até que a Revolução Chinesa, em&lt;br /&gt;1929, encorajou a Coreia do Norte a tentar unificar a península&lt;br /&gt;sob a bandeira do comunismo.&lt;br /&gt;(B) Em junho de 1914, tropas norte-coreanas invadiram a Coreia&lt;br /&gt;do Sul, sendo que os EUA usaram a ONU para legitimar&lt;br /&gt;uma intervenção internacional e expulsaram os comunistas,&lt;br /&gt;ultrapassaram o paralelo 38ºN, chegando até a fronteira com&lt;br /&gt;a China.&lt;br /&gt;(C) Em nenhum momento histórico Mao Tse-tung apoiou a Coreia&lt;br /&gt;do Norte, que, desta maneira, não conseguiu empurrar os&lt;br /&gt;americanos para o paralelo 38ºN e delimitar seu território.&lt;br /&gt;(D) Os dois lados negociaram só um cessar-fogo, em 1983, o&lt;br /&gt;que manteve as duas Coreias em estado de guerra.&lt;br /&gt;(E) A Coreia do Norte ameaçou, em 2009, atacar militarmente a&lt;br /&gt;Coreia do Sul e romper o acordo de armistício de 1953.&lt;br /&gt;Questão 58&lt;br /&gt;Leia com atenção os textos&lt;br /&gt;I. “A política internacional do pós-guerra apresenta duas características&lt;br /&gt;que a distinguem de todos os períodos anteriores: a&lt;br /&gt;universalidade das relações entre Estados e a bipolarização do&lt;br /&gt;poder planetário. A universalidade das relações entre Estados&lt;br /&gt;é fruto da desagregação definitiva dos impérios coloniais. A&lt;br /&gt;descolonização da Ásia e da África, que se iniciara no entreguerras,&lt;br /&gt;praticamente se completa na década de 60. O aparecimento&lt;br /&gt;de dezenas de novos países independentes cria, pela&lt;br /&gt;primeira vez, uma diplomacia efetivamente mundial”.&lt;br /&gt;II. “A bipolarização do poder planetário é resultado do enfraquecimento&lt;br /&gt;geopolítico das antigas potências e da emergência&lt;br /&gt;de duas superpotências capazes de desencadear a destruição&lt;br /&gt;de todo o sistema mundial de Estados”.&lt;br /&gt;III. “Comandando direta ou indiretamente dezenas de Estados&lt;br /&gt;abrigados em suas áreas de influência, as superpotências encetam&lt;br /&gt;uma disputa pela hegemonia mundial que tem repercussões&lt;br /&gt;nos planos político, econômico e propagandístico.&lt;br /&gt;[...] A diplomacia contemporânea se desenvolve em circunstâncias&lt;br /&gt;sem precedentes. Raras vezes existiu base menor de&lt;br /&gt;entendimento entre as grandes potências, mas tampouco jamais&lt;br /&gt;foi tão coibido o uso da força”.&lt;br /&gt;(Demétrio Magnoli, O mundo contemporâneo, Relações Internacionais&lt;br /&gt;1945 a 2000. São Paulo: Moderna, 2002. Adaptado.)&lt;br /&gt;Os textos referem-se, respectivamente, a:&lt;br /&gt;(A) I. Organização das Nações Unidas (ONU);&lt;br /&gt;II. Inglaterra e França;&lt;br /&gt;III. Doutrina Monroe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(B) I. Organização das Nações Unidas (ONU);&lt;br /&gt;II. Estados Unidos e a União Soviética;&lt;br /&gt;III. Guerra Fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(C) I. Organização dos Estados Americanos (OEA);&lt;br /&gt;II. Reino Unido e Japão;&lt;br /&gt;III. Plano Marshall.&lt;br /&gt;(D) I. União Europeia;&lt;br /&gt;II. Canadá e EUA;&lt;br /&gt;III. Doutrina Truman.&lt;br /&gt;(E) I. Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN);&lt;br /&gt;II. Alemanha e França;&lt;br /&gt;III. Conferência de Potsdam.&lt;br /&gt;Questão 59&lt;br /&gt;É possível afirmar através de uma visão de síntese do processo&lt;br /&gt;histórico da industrialização no Brasil entre 1880 a 1980, que&lt;br /&gt;esta foi retardatária cerca de 100 anos em relação aos centros&lt;br /&gt;mundiais do capitalismo. Podemos identificar cinco fases que&lt;br /&gt;definem o panorama brasileiro de seu desenvolvimento industrial:&lt;br /&gt;1880 a 1930, 1930 a 1955, 1956 a 1961, 1962 a 1964 e&lt;br /&gt;1964 a 1980.&lt;br /&gt;Leia com atenção as afirmações a seguir, identificando-as com a&lt;br /&gt;sua fase de desenvolvimento industrial.&lt;br /&gt;I. Modelo de desenvolvimento associado ao capital estrangeiro,&lt;br /&gt;sem descentralizar a indústria do Sudeste de forma significativa&lt;br /&gt;em direção a outras regiões brasileiras; corresponde&lt;br /&gt;ao período de Juscelino Kubitschek, com incremento da indústria&lt;br /&gt;de bens de consumo duráveis e de setores básicos.&lt;br /&gt;II. Modelo de política nacionalista da Era Vargas, com o desenvolvimento&lt;br /&gt;autônomo da base industrial demonstrado&lt;br /&gt;através da construção da Companhia Siderúrgica Nacional&lt;br /&gt;(CSN). Ressalta-se que, neste período, a Segunda Guerra&lt;br /&gt;Mundial impulsionou a industrialização.&lt;br /&gt;III. Período de desaceleração da economia e do processo industrial&lt;br /&gt;motivados pela instabilidade e tensão política no Brasil.&lt;br /&gt;IV. Implantação dos principais setores da indústria de bens de&lt;br /&gt;consumo não duráveis ou indústria leve, mantendo-se a dependência&lt;br /&gt;brasileira em relação aos países mais industrializados.&lt;br /&gt;O Brasil não possuía indústrias de bens de capital ou&lt;br /&gt;de produção.&lt;br /&gt;V. Período em que o Brasil esteve submetido a constrangimentos&lt;br /&gt;econômicos, financeiros e sociais devido a seu endividamento&lt;br /&gt;no exterior com o objetivo de atingir o crescimento&lt;br /&gt;econômico de 10% ao ano. Mesmo assim, não houve muitos&lt;br /&gt;avanços na área social. Modernização conservadora com o&lt;br /&gt;Governo Militar.&lt;br /&gt;(Secretaria da Educação. Geografia, Ensino Médio.&lt;br /&gt;São Paulo, 2008. Adaptado.)&lt;br /&gt;21 UNESP/CG-ProvaObjetiva&lt;br /&gt;A sequência das fases do desenvolvimento industrial brasileiro&lt;br /&gt;descritas nas afirmações é&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) IV, II, I, III, V.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(B) I, II, V, IV, III.&lt;br /&gt;(C) III, IV, V, I, II.&lt;br /&gt;(D) I, III, II, V, IV.&lt;br /&gt;(E) III, IV, II, V, I.&lt;br /&gt;Questão 60&lt;br /&gt;Segundo Samuel Huntington, a política mundial está sendo reconfigurada&lt;br /&gt;seguindo linhas culturais e civilizacionais, nas quais&lt;br /&gt;o papel das religiões é muito importante.&lt;br /&gt;Correlacione as duas colunas:&lt;br /&gt;Religiões Países&lt;br /&gt;1. Hinduísmo a. Egito&lt;br /&gt;2. Protestantismo b. México&lt;br /&gt;3. Islamismo c. Índia&lt;br /&gt;4. Catolicismo d. Estados Unidos&lt;br /&gt;Os países e suas respectivas religiões predominantes são:&lt;br /&gt;(A) 1b, 2c, 3a e 4d.&lt;br /&gt;(B) 1c, 2a, 3d e 4b.&lt;br /&gt;(C) 1b, 2c, 3d e 4a.&lt;br /&gt;(D) 1c, 2d, 3a e 4b.&lt;br /&gt;(E) 1b, 2d, 3c e 4a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31 – A&lt;br /&gt;32 – D&lt;br /&gt;33 -  C&lt;br /&gt;34 – C&lt;br /&gt;35 – D&lt;br /&gt;36 – B&lt;br /&gt;37 – E&lt;br /&gt;38 – C &lt;br /&gt;39 – A&lt;br /&gt;40 – E&lt;br /&gt;41 – E&lt;br /&gt;42 – B&lt;br /&gt;43 – C&lt;br /&gt;44 – D&lt;br /&gt;57-  E&lt;br /&gt;58 – B&lt;br /&gt;59 – A&lt;br /&gt;60 – D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-4348300913129805263?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/4348300913129805263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/11/unesp-2010-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/4348300913129805263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/4348300913129805263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/11/unesp-2010-historia.html' title='Unesp 2010 - História'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-6416672424221351281</id><published>2009-10-22T09:52:00.000-07:00</published><updated>2009-10-22T09:53:37.080-07:00</updated><title type='text'>REPÚBLICA  DEMOCRÁTICA OU POPULISTA (1945-64)</title><content type='html'>Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)&lt;br /&gt;- eleito pela coligação PSD/PTB&lt;br /&gt;- promulgada a constituição de 18/12/1946: mandato presidencial de 5 anos, presidencialista, republicana e federalista, manteve a legislação trabalhista, restaurou as liberdades civis, como o habeas-corpus, restabeleceu o sistema bicameral, de Senado e Câmara, reforçou a autonomia dos estados e municípios.&lt;br /&gt;- Liberação das importações de produtos industrializados (fórmula liberal proposta pela UDN)&lt;br /&gt;- 06/1947  sem capacidade para competir com os produtos importados a indústria passou por um período de estagnação. Restringe as importações &lt;br /&gt;- criado o plano SALTE: saúde, alimentação, transporte e energia&lt;br /&gt;- missão abbink, comissão mista Brasil/EUA para desenvolver os pontos estratégicos de nossa economia”&lt;br /&gt;- externamente o Brasil se alinha aos EUA, como conseqüência da Guerra Fria (Conjunto de tensões, conflitos e episódios de espionagem provocados pela divisão do mundo em dois pólos políticos-ideológicos antagônicos, a partir de 1947. Os dois blocos eram liderados respectivamente pelos EUA e pela URSS. Uma das características da guerra fria foi a ameaça de destruição do planeta pelas armas nucleares).  &lt;br /&gt;- 1947 – cassado o registro do PCB&lt;br /&gt;- rompimento diplomático com a URSS&lt;br /&gt;- 1947 – assinado na Conferência de Petrópolis  o TIAR ( Tratado Interamericano de Assistência Recíproca) &lt;br /&gt;- 01/1948 - degola dos candidatos do PCB&lt;br /&gt;- 1948 – Criada na Conferência de Bogotá a OEA (Organização dos Estados Americanos – liderada pelos EUA)&lt;br /&gt;- 1948 –Criada a ESG (Escola Superior de Guerra), para ser um centro de estudos e de preparação de lideranças militares e civis para atuar “na defesa da segurança nacional” e “contra a guerra subversiva” do “comunismo internacional” &lt;br /&gt;- 1948 – Criada pela ONU e sediada em Santiago do Chile a Comissão Econômica para a América Latina, CEPAL, nasceu para estudar o subdesenvolvimento da América Latina e apontar novos caminhos para o desenvolvimento do continente. Principal estratégia – Industrialização, para que os países latino-americanos deixassem de ser apenas exportadores de matérias-primas e importadores de bens de consumo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Getúlio Vargas (1951-1954)&lt;br /&gt;- eleito pela coligação PSD/PTB&lt;br /&gt;- política de nacionalismo econômico,  estatismo, trabalhismo, política nacional-populista de “aproximação direta com as massas” e de aliança com os setores ”progressistas” da burguesia nacional&lt;br /&gt;- busca apoio em várias frentes (inclusive da UDN)&lt;br /&gt;- estímulo a sindicalização e autonomia dos sindicatos na escolha de seus dirigentes&lt;br /&gt;- controle da remessa de lucros (para satisfazer as correntes nacionalistas) &lt;br /&gt;- mantém o PCB na ilegalidade (para acalmar os conservadores)&lt;br /&gt;- 1951 – criação do BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico)&lt;br /&gt;- criação do Plano Lafer (Plano Nacional de Reaparelhamento Econômico) que tem como função privilegiar a indústria de base (siderurgia,, mineração, petroquímica, celulose)&lt;br /&gt;- Também em 1951 manda para o Congresso o projeto de lei que estabelece o monopólio estatal da exploração e refino do petróleo.&lt;br /&gt;- 03/1953 – Greve em SP que paralisou 300 mil trabalhadores&lt;br /&gt;- oposição da direita liderada pela UDN, setores da imprensa e Forças Armadas que denunciavam a corrupção, o nacionalismo, a intervenção do estado na economia, o antiamericanismo, infiltração comunista na administração pública.&lt;br /&gt;- Campanha  “O petróleo é nosso” (ameaça aos interesses estrangeiros que dominavam o mercado de combustíveis e derivados de petróleo no Brasil) &lt;br /&gt;- 03/10/1953 – Aprovação da Lei 2004 que cria a Petrobras&lt;br /&gt;- 10/04/1954 – Anúncio para a Criação da Eletrobras (destinada a cuidar do setor elétrico)&lt;br /&gt;- 01/05/1954 – Concede aos trabalhadores reajuste de 100% no salário mínimo.      &lt;br /&gt;- o manifesto dos coronéis exigindo a demissão do ministro do trabalho, João Goulart (acusado de querer implantar no Brasil uma ‘república sindicalista”, nos moldes do peronismo argentino ( movimento de características populares constituído em torno de Juan Domingo Perón, representante do populismo,  que governou a Argentina entre 1947 e 1955 e, mais tarde, entre 1973 e 1974. Defendia posições nacionalistas e antioligárquicas. Sua principal base de apoio eram os sindicatos) &lt;br /&gt;- 05/08/1954 – Atentado ao jornalista  Carlos Lacerda ( político da UDN e jornalista fluminense da Tribuna da Imprensa ) em que morreu o major da Aeronáutica Rubens Vaz), sendo responsabilizado diretamente Getúlio Vargas. (episódio conhecido como atentado da Rua Toneleros)   &lt;br /&gt;- é pressionado a renunciar sob a ameaça de ser deposto&lt;br /&gt;- 24/08/1954 – Suicídio de Getúlio Vargas, no Palácio do Catete. (seu gesto impede a consumação do golpe de Estado que vinha sendo preparado pela oposição de direita)&lt;br /&gt;- crise sucessória envolvendo João Café Filho, Carlos Luz e Nereu Ramos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juscelino Kubitschek (1956-1961)&lt;br /&gt;- Com a morte de Getúlio, assume o vice Café Filho, que se afastará  por motivos de saúde&lt;br /&gt;- Disputariam as eleições JK e João Goulart (PSD/PTB),  Juarez Távora (PDC/UDN), Ademar de Barros (PSP) e o integralista  Plínio Salgado&lt;br /&gt;- quem assume o poder é o presidente da Câmara dos Deputados , Carlos Luz (PSD), mas era adversário de JK. Suspeitando de um golpe, o então ministro da Guerra, Henrique Teixeira Lott, ordenou que as forças do exército ocupassem prédios públicos, estações de rádio e os principais jornais do RJ. Carlos Luz e os supostos golpistas da UDN refugiaram-se no navio Tamandaré. O poder passou ao presidente do Senado, Nereu Ramos, o que garantiu a posse de Juscelino e Goulart em 31 de Janeiro de 1956.    &lt;br /&gt;            -    “cinqüenta anos de progresso  em  cinco de   governo”&lt;br /&gt;- Política do capitalismo associado ao capital internacional (nacional-desenvolvimentismo)&lt;br /&gt;- Atração do capital estrangeiro com a isenção de impostos&lt;br /&gt;- Plano de Metas (Energia &lt;42,3%&gt;, Transportes &lt;28,9%&gt;, Alimentação&lt;3,6%&gt;, Indústrias de Base&lt;22,6%&gt; e Educação&lt; 2,8%&gt;)&lt;br /&gt;- Fundação de Brasília (21/04/1960)&lt;br /&gt;- Indústria automobilística (GEIA)&lt;br /&gt;- Indústria de construção naval (GEICON)&lt;br /&gt;- Criação da Sudene em 1959 (Superintendência de desenvolvimento do Nordeste) &lt;br /&gt;- Crescimento da inflação &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jânio Quadros (1961) – &lt;br /&gt;- Eleito com o apoio UDN&lt;br /&gt;- Símbolo de campanha: Vassoura (varrer a corrupção que tomava conta do país)&lt;br /&gt;- Política externa independente (Ministro das Relações Exteriores era Afonso Arinos)&lt;br /&gt;- Reatamento diplomático com a URSS&lt;br /&gt;- Condecoração a Che Guevara com a ordem do Cruzeiro do Sul (maior honraria brasileira)&lt;br /&gt;- Medidas moralizadoras (contra o jogo do bicho, corridas de cavalo, brigas de galo e o uso de biquínis nas praias)  &lt;br /&gt;- Controle de remessa de lucros&lt;br /&gt;- 25/08/61 renuncia – força externas terríveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Goulart (1961-64)&lt;br /&gt;- Estava na China em missão oficial&lt;br /&gt;- Chefes Militares pronunciaram-se contra a sua volta ao país&lt;br /&gt;- Disputas entre reacionários e legalistas&lt;br /&gt;- No RS, Leonel Brizola, com o apoio da população e do comando do III Exército, criou a “Campanha da Legalidade, ameaçando ir até à luta armada para garantir respeito a Constituição.&lt;br /&gt;- Em 02 de setembro de 1961 o Congresso  criou uma emenda a Constituição, criando o Parlamentarismo. (Jango assumia, mas quem comandava era um 1º Ministro indicado pelo presidente e aprovado pelo Congresso).&lt;br /&gt;- À 07 de setembro de 1961, João Goulart assume o poder.&lt;br /&gt;- Em 6 de Janeiro de 1963, um plebiscito restabeleceu  o presidencialismo com 74% dos votos.&lt;br /&gt;-  Fortalecido, cria o Plano Trienal de Celso Furtado(programa de estabilização e de crescimento econômico, inspirado nos princípios da CEPAL). &lt;br /&gt;- Também em 63 envia ao Congresso o programa das  Reformas de Base(projeto de reforma agrária, tributária, urbana,  bancária,  e educacional).&lt;br /&gt;- Aprovou o Estatuto do Trabalhador Rural (direitos trabalhistas no campo).&lt;br /&gt;- Apoia a fundação da Confederação dos Trabalhadores Agrícolas (Contag)&lt;br /&gt;-  Cria lei de controle da remessa de lucros.&lt;br /&gt;- Criação do 13º Salário.&lt;br /&gt;- Tem ao seu lado, alguns governadores, sindicalistas da CGT (Central Geral dos Trabalhadores), o PTB, o PCB, a UNE (União Nacional dos Estudantes), além das Ligas Camponesas(Organização do tipo sindical que agrupavam camponeses sem terra, parceiros e pequenos proprietários. Eram lideradas pelo deputado pernambucano Francisco Julião. Influenciadas pela Revolução Cubana, defendiam medidas radicais a favor de uma “reforma agrária na lei ou na marra”).&lt;br /&gt;- Contra ele erguiam-se associações patronais, o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais)  o grupo TFP (Tradição, Família  e Propriedade) e os governadores, Magalhães Pinto (MG), Carlos Lacerda (Guanabara) e Ademar de Barros (SP),  partidos políticos como a UDN e setores do PSD. Atrás deles  o EMFA ( Estado Maior das Foças Armadas), e a embaixada dos EUA,  querendo derrubar o seu governo.&lt;br /&gt;- Em 13 de março de 1964, convoca os trabalhadores para um grande comício na Central do Brasil, no RJ, em apoio às Reformas de Base.&lt;br /&gt;- À 19 de março as oposições reagiram com a  Marcha com Deus pela Liberdade, que levou milhares de pessoas ao Vale do Anhangabaú em SP.&lt;br /&gt;       -    No dia 31 de março de 1964 é  deposto pelos  militares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-6416672424221351281?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/6416672424221351281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/10/republica-democratica-ou-populista-1945.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6416672424221351281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6416672424221351281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/10/republica-democratica-ou-populista-1945.html' title='REPÚBLICA  DEMOCRÁTICA OU POPULISTA (1945-64)'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-6224743358976083966</id><published>2009-10-22T09:50:00.000-07:00</published><updated>2009-10-22T09:52:25.515-07:00</updated><title type='text'>ERA VARGAS</title><content type='html'>Era Vargas (1930-1945)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Significado da Revolução de 1930&lt;br /&gt;Há muitos que consideraram um exagero retórico o uso do termo revolução para designar o ocorrido em 1930. Na realidade, segundo esse ponto de vista, a chamada Revolução de 1930 nada mais teria sido senão um golpe que deslocou do poder de Estado um setor da oligarquia brasileira, para dar lugar a um outro setor dessa mesma oligarquia.&lt;br /&gt;Evidentemente que a Revolução de 1930 não poder ser comparada à Revolução francesa de 1789 ou à Revolução russa de 1917. Ela não foi programada para produzir imediatas e radicais mudanças na estrutura sócio - produtiva do país. Decorreu, sobretudo, do efeito dos limites a que chegou a política econômica de proteção do café ante à violenta crise do capitalismo mundial. Assim vista, a Revolução de 1930 se inscreve na vaga de instabilidade política que tomou conta da América Latina na década de 30, a qual produziu grandes agitações e golpes militares no Peru (1930), na Argentina (1930), no Chile (1931), no Uruguai (1933), em Cuba (1933) e nas repúblicas centro-americanas, no mesmo período.&lt;br /&gt;O que não significa dizer, no entanto, que a Revolução de 1930 não tenha sido importante para o nosso passado. Pelo contrário. A Revolução de 1930 foi decisiva para a mudança de rumos da história brasileira. Ao afastar do poder os fazendeiros do café, que o vinham controlando desde o governo de Prudente de Morais, em 1894, pavimentou o caminho para uma significativa reorientação da política econômica do país.&lt;br /&gt;Tendo cortado o cordão umbilical que unia o café às decisões governamentais atinentes ao conjunto da economia e da sociedade brasileiras, a Revolução ensejou uma dinamização das atividades industriais. Até 1930, os impulsos industrialistas derivavam do desempenho das exportações agrícolas. A partir de 1930, a indústria passa a ser o setor mais prestigiado da economia, concorrendo para importantes mudanças na estrutura da sociedade. Intensifica-se o fluxo migratório do campo para os centros urbanos mais industrializados, notadamente São Paulo e Rio de Janeiro, que, adicionado ao crescimento vegetativo da população, proporciona uma maior oferta de mão-de-obra e o aumento do consumo. Entre 1929 e 1937 a taxa de crescimento industrial foi da ordem de 50%, tendo-se verificado, no mesmo período, a criação de 12.232 novos estabelecimentos industriais no país.&lt;br /&gt;Desse modo, independentemente das origens sociais e das motivações mais imediatas dos revolucionários, não há dúvida de que a Revolução de 1930 constituiu uma ruptura no processo histórico brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Significado da era Vargas: Getúlio implantou no país um novo estilo político - O POPULISMO - e um modelo econômico baseado no intervencionismo estatal objetivando desenvolver um capitalismo industrial nacional (processo de substituição de importações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Populismo é um fenômeno típico da América Latina, durante o séc. XX, no momento de transição para estruturas econômicas mais modernas. Ele significa “política de massas”, ou seja, política que utiliza as massas como elemento fundamental nas regras do jogo. Caracteriza-se pelo contato direto da liderança e o povo. Através dele, Getúlio lutou contra as oligarquias, manteve o povo sob controle assumindo uma imagem paternalista e consolidou a indústria dentro de um esquema intervencionista. Não se tratava de povo no governo, mas de manipulação do povo para benefício do próprio líder carismático e das elites possuidoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Governo Provisório (1930-34) - fatos marcantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. - A Revolução constitucionalista de SP (1932): a pretexto de democratizar e constitucionalizar o país, os cafeicultores de SP tentaram voltar ao poder. Foram duramente reprimidos. Vargas, numa atitude claramente populista, concilia-se com os vencidos: nomeia paulistas para cargos chaves e mantém a política de valorização do café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. - A constituição de 1934: inspirada na constituição democrática de Weimar (Alemanha), a 3ª constituição brasileira foi promulgada com as seguintes características: federalismo, eleições diretas (a partir de 38 - até lá Vargas seria o presidente) e secretas, voto feminino, representação classista no congresso e leis sociais (salário mínimo e legalização dos sindicatos). Apesar dos avanços, ela não tocou na estrutura agrária e nem regulou as leis sociais o que impedia sua aplicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Governo Constitucional (1934-37) - fatos marcantes:&lt;br /&gt;1  Acirramento da disputa política com o aparecimento de agremiações radicais de esquerda e de direita:&lt;br /&gt;ANL (Aliança Nacional Libertadora): de esquerda, liderada por Luis Carlos Prestes, contra o fascismo, imperialismo e latifúndios.&lt;br /&gt;AIB (Ação Integralista Brasileira), de orientação fascista, liderada por Plínio Salgado, querem Estado autoritário, nacionalista, um único partido e sociedade militarizada. Eram contra o socialismo e o liberalismo burguês.&lt;br /&gt;      A esquerda é colocada na ilegalidade por Vargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 A “intentona” comunista (1935): as contradições sociais aguçadas com o desenvolvimento industrial fortaleceram o partido comunista. O objetivo do PC era criar alianças com setores mais progressistas da sociedade por isso criou a Aliança Nacional Libertadora (ANL) com um programa nacionalista, antifascista e democrático. Com a repressão de Vargas a ANL, os comunistas passaram a preparar uma insurreição armada. Devido a não participação popular, a intentona terminou em uma “quartelada” fracassada liderada por Prestes. Os dois anos que se seguiram foram marcados pelo fechamento político (estado de sítio) que prenunciava a ditadura que se iniciaria em 1937.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 A ascensão da ideologia fascista: A ação integralista brasileira (AIB), liderada por Plínio Salgado, foi a expressão típica do modelo fascista no Brasil. Propunha o culto ao seu líder e uma retórica agressiva anticomunista e nacionalista. O integralismo apoiou entusiasticamente o Golpe de 37, no entanto, Vargas não dividiu os privilégios do poder com a AIB. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 O plano COHEN: Em determinado momento, o governo anunciou ter descoberto um plano comunista subversivo e o utilizou para dar o golpe de estado em 1937 cancelando as eleições de 1938. Na verdade, o plano era falso e foi apenas o pretexto para a ditadura. Iniciava-se o ESTADO NOVO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O Estado Novo (1937-45) - fatos marcantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A constituição de 1937 (a “polaca”): outorgada e fascista. Estabelecia que o presidente teria o poder nas mãos enquanto não se convocasse um plebiscito para aprová-la (o que não aconteceu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A ditadura: os partidos foram suprimidos, o legislativo suspenso, a censura estabelecida pelo departamento de imprensa e propaganda (DIP), centralizaram-se as funções administrativas através do departamento de administração do serviço público (DASP), as liberdades civis deixaram de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A economia: aprofundamento da industrialização através do processo de substituição de importações nos setores de bens de consumo não duráveis (tecidos e alimentos) e, principalmente, dos bens intermediários (metalurgia e siderurgia). O estado arcou com o ônus da industrialização numa demonstração de nacionalismo econômico: foram criados a vale do rio doce, a siderúrgica nacional (CSN) e o conselho nacional de petróleo (nacionalização do refino, não a estatização). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A questão social: criou-se o salário mínimo (1940), a consolidação das leis trabalhistas - CLT (1943) e os sindicatos passaram a ser controlados pelo ministério do trabalho (surgimento do peleguismo) . Deixava-se claro a combinação entre paternalismo estatal e fascismo. O estado passava a controlar as relações entre capital e trabalho (CORPORATIVISMO).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A 2ª guerra mundial e a queda de Vargas: até 1941, o Brasil manteve-se neutro na guerra com declarada simpatia pelos fascistas. Em 1942, porém, a ajuda americana para construção da usina de Volta Redonda foi decisiva para que Vargas declarasse guerra ao EIXO. A contradição entre a política externa e a realidade interna do regime se torna patente forçando a abertura do regime. A abertura aconteceu em 1945: Surgiram partidos políticos como a UDN (burguesia financeira urbana ligada ao capital estrangeiro), o PSD (oligarquias agrárias), o PTB (criado por Vargas - massas operárias citadinas), o PCB (intelectualidade). Ao mesmo tempo, Getúlio adotava um discurso cada vez mais nacionalista e articulava o movimento QUEREMISTA, favorável a sua permanência nos cargo. Em 1945, o exército derrubou o presidente evitando o continuísmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-6224743358976083966?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/6224743358976083966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/10/era-vargas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6224743358976083966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6224743358976083966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/10/era-vargas.html' title='ERA VARGAS'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-3620584950235067573</id><published>2009-10-22T09:49:00.000-07:00</published><updated>2009-10-22T09:50:40.710-07:00</updated><title type='text'>REPÚBLICA OLIGÁRQUICA - PRESIDENTES</title><content type='html'>A) Prudente de Morais (1894-98) – 1º Pres. Civil, 1º a ser eleito diretamente, pacificada a Revolução  Federalista, reatamento diplomático com Portugal, Canudos( 1885-87 BA) 1º movimento messiânico (religioso) chefiado pôr Antônio Conselheiro, devido a péssima distribuição de terras do país e também devido a miséria. Retratada na obra, Os Sertões,  de Euclides da Cunha.&lt;br /&gt;B) Campo Sales (1898-1902) – saneamento econômico de combate a inflação do ministro da fazenda Joaquim Duarte Murtinho, Funding-Loan que suspende o pagamento dos juros da dívida externa, Política dos Governadores (troca de favores entre executivo federal e estadual), Política do Café com Leite (alternância entre mineiros e paulistas no poder)&lt;br /&gt;C) Rodrigues Alves (1902-1906) – saneamento da baixada fluminense através de Osvaldo Cruz (combate a febre amarela e a peste bubônica com a vacinação obrigatória), a extração do látex (desenvolvimento. da Indústria. Automobilística), Tratado de Petrópolis 1903 (Acre), Convênio de Taubaté (tentativa de valorização do café)&lt;br /&gt;D) Afonso Pena (1906-1909) – “Governar é Povoar”, novas correntes migratórias entram no país (sírios, libaneses e japoneses), comemoração de 100 anos da abertura dos portos, participação do Brasil. na conferência de paz de Haia (Rui Barbosa), foram acatadas as decisões do Convênio de Taubaté, a desvalorização do mil-réis beneficiando os cafeicultores&lt;br /&gt;E) Nilo Peçanha (1909-1910) – criação do SPI pôr Rondon, e Ministro da Agricultura. Indústria. e Comércio, Campanha Civilista de Rui Barbosa contra o militar Hermes da Fonseca (1º eleição competitiva da República Velha)&lt;br /&gt;F) Hermes da Fonseca (1910-14) – apoiado pôr Pinheiro Machado (coronel dos coronéis), utiliza-se da política das salvações (derrubadas p/ conter a influência de Pinheiro Machado), Revolta da Chibata (chefiada pôr João Cândido contra os maus tratos na marinha), Contestado(movimento messiânico na região que divide Paraná e SC, liderada pelo monge José Maria, também relacionada com a má distribuição de terra no Brasil)&lt;br /&gt;G) Venceslau Brás (1914-1918) – participação do Brasil. na 1º Guerra, crescimento industrial do Brasil, greves operárias  em 1917(querem aumento salarial, regulamentação do trabalho da mulher e do menor e legislação trabalhista)&lt;br /&gt;H) Delfim Moreira (1918-19) – entra no lugar de Rodrigues Alves, que morre de gripe espanhola, e é obrigado a convocar novas eleições (Art. 42 da Constituição de 1891)&lt;br /&gt;I) Epitácio Pessoa (1919-22) – substitui ministros militares pôr civis descontentado os mesmos, cria a Inspetoria Federal de Obras, reinicia as importações, fica dependente dos EUA, promulga a lei de repressão ao anarquismo, semana de arte moderna 1922 ( contestam a mentalidade artística nacional exigindo uma discussão mais ampla da realidade nacional), Cartas Falsas (ofensas ao exercito atribuídas a ele), Rebeliões tenentistas (Levante do forte (Igrejinha e Vigia) 18 do Forte, caiu, mas marca o início do Tenentismo), fundação do PCB.&lt;br /&gt;J) Crise da República Velha – conseqüência. da 1º Guerra (Crescimento. Industrial, nascendo a burguesia a classe média e o operariado que querem maior participação política) divisão das oligarquias de outros estados que também querem participação política e investimentos, tenentismo (movimento militar que quer reforma do ensino, eleitoral (voto secreto), moralização das eleições, e queriam a queda das oligarquias)&lt;br /&gt;K) Artur Bernardes (1922-26) –estado de sítio, agitação no RS (Borges de Medeiros x Assis Brasil, assinado o pacto de pedras altas), 2º revolta tenentista (atacaram SP, não conseguem e vão p/ o Sul, lá encontrando a Coluna Gaúcha formando a Coluna Prestes(conclamava o povo a revolução, permaneceu invicta nos seus 53 combates, 24milKM, entre 1925/27)&lt;br /&gt;L) Washington Luís (1926-30) – “governar é abrir estradas”, caixa de estabilização (emissão de moeda lastrada em ouro), crise de 29, governo não consegue mais ajudar cafeicultores, produtores de outras culturas reclamam, nomeação de Júlio Prestes (paulista) faz com que forme-se a aliança liberal(leis do trabalho, voto secreto e feminino, anistias, incentivo a produção nacional), eleito Júlio Prestes.&lt;br /&gt;      M)   Revolução de 1930 – Descontentamento  da Aliança Libertadora que unia tenentes, classe média,                                        contra as fraudes, mais o assassinato de João Pessoa. Irá eclodir no RS, SP e Nordeste. Junta Governativa            Pacificadora depôs Washington Luís dando o poder para Getúlio Vargas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-3620584950235067573?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/3620584950235067573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/10/republica-oligarquica-presidentes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/3620584950235067573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/3620584950235067573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/10/republica-oligarquica-presidentes.html' title='REPÚBLICA OLIGÁRQUICA - PRESIDENTES'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-2490991227775824707</id><published>2009-10-22T09:41:00.000-07:00</published><updated>2009-10-22T09:45:46.733-07:00</updated><title type='text'>REPÚBLICA OLIGÁRQUICA - CARACTRIZAÇÃO</title><content type='html'>1) Com o processo de proclamação da república concluído não houve nenhuma mudança significativa no país, excluindo é lógico a escravidão. A eleição de Prudente de Morais para o cargo de presidente da república consolidou o poder da aristocracia cafeeira do oeste paulista sobre todos os outros setores da sociedade, tendo o governo como arma para defender os interesses do café, deixando assim, a industrialização em 2º plano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Externamente os países industrializados, com o aumento da produção eleva a acumulação de capital e com isso, formam-se os cartéis, trustes e holdings. Isso irá fazer com que estes países aumentem ainda mais o  seu domínio sobre os países periféricos que tinham como principal atividade o fornecimento de matérias primas e também consumindo tecnologia e certamente consumir seus capitais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;2a) Funding-Loan (Campo Salles)&lt;br /&gt;É feito um acordo entre o Brasil e a Inglaterra para o fornecimento de um empréstimo para o Brasil tendo como prazo 63 anos para o pagamento, com 13 anos de moratória e 3 anos sem pagar os juros. Como garantia seria dado a estação de tratamento de água do R.J., mas a Estação Central do Brasil. Além desses itens constava também a obrigatoriedade do Brasil ter que retirar dinheiro de circulação. Essa medida terá como principal conseqüência a valorização do dinheiro (mil-réis), que levará a um poder de compra maior e com isso os ingleses poderiam colocar mais produtos em nosso mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2b) Convênio de Taubaté (Rodrigues Alves 1902/06)&lt;br /&gt;Fica decidido pelos cafeicultores que o governo deverá comprar os excedentes de produção. Isso representa na verdade, que o Brasil, irá intervir na economia comprando o café  em detrimento dos outros setores da economia. Irá ser colocado em prática no governo de Afonso Pena (1901-09)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2c) Indústria – Haverá crescimento no decorrer da 1º Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Política – Coronelismo – No início do séc. XX a maioria da população brasileira morava na zona rural, e essas pessoas eram controladas pelos coronéis que os obriga a votarem nos candidatos que ele apóia , e com isso haverá uma troca de favores entre as partes.&lt;br /&gt;3a) Política dos Governadores (Campo Salles) – troca de favores entre o governo estadual e o federal, através da comissão verificadora de poderes. Está consiste no fato dos governos estaduais apoiarem todas as decisões do governo federal em troca da liberação de verbas.&lt;br /&gt;3b) Café com Leite – Consiste na alternância entre São Paulo e Minas Gerais no comando do governo federal. Isso ocorre porque são os estados mais populosos e ricos da federação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Política Externa &lt;br /&gt;– Palmas(Sul) Brasil x Argentina - arbitramento dos E.U.A. através do presidente Cleveland, com a vitória para o Brasil.&lt;br /&gt;– Amapá – Brasil x Guiana Francesa – arbitramento da Suíça (Walter Houser) com a vitória do Brasil.&lt;br /&gt;– Trindade – Brasil x Inglaterra – arbitramento português com o rei Carlos I com a vitória do Brasil. &lt;br /&gt;– Pirara – Brasil x Inglaterra – arbitramento de Vitor Emanuel concedendo a Inglaterra o direito de navegar pelo rio Amazonas&lt;br /&gt;– Acre – Brasil x Bolívia – Brasil compra o Acre por 2 milhões de libras mais a construção da ferrovia Madeira Mamoré.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-2490991227775824707?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/2490991227775824707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/10/republica-oligarquica-caractrizacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/2490991227775824707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/2490991227775824707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/10/republica-oligarquica-caractrizacao.html' title='REPÚBLICA OLIGÁRQUICA - CARACTRIZAÇÃO'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-6059779664158501698</id><published>2009-07-06T19:04:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T19:15:54.181-07:00</updated><title type='text'>UNESP 2009 - História – Conhecimentos Específicos  - 06/07/2009</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;História – Conhecimentos Específicos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;- 06/07/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link style="font-style: italic;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt; 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&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;01. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Num antigo documento egípcio, um pai dá o seguinte conselho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;ao filho:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Decide-te pela escrita, e estarás protegido do trabalho árduo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;de qualquer tipo; poderás ser um magistrado de elevada reputação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O escriba está livre dos trabalhos manuais &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;[...] é ele&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;quem dá ordens &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;[...]. Não tens na mão a palheta do escriba?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É ela que estabelece a diferença entre o que és e o homem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;que segura o remo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(apud Luiz Koshiba, História – origens, estrutura e processos.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A partir do texto, discuta o significado da escrita nas sociedades&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;antigas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;02. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O sistema feudal, em última análise, repousava sobre uma organização&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;que, em troca da proteção, frequentemente ilusória,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;deixava as camadas de trabalhadores à mercê das camadas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;parasitárias, e concedia a terra não a quem a cultivava, mas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;aos capazes de dela se apoderarem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(P. Boissonade, Vida e trabalho na Europa medieval.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;apud &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Leo Huberman, História da Riqueza do Homem)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Explique a estrutura da sociedade feudal, destacando as relações&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;econômicas e as relações de poder entre as diferentes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;camadas que dela faziam parte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;03. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...) A abertura de novas rotas, a fim de superar os entraves&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;derivados do monopólio das importações orientais pelos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;venezianos e muçulmanos, e a escassez do metal nobre implicavam&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;dificuldades técnicas (navegações do Mar Oceano) e&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;econômicas (alto custo dos investimentos) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...), o que exigia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;larga mobilização de recursos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...) em escala nacional (...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A expansão marítima, comercial e colonial, postulando um&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;certo grau de centralização do poder para tornar-se realizável,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;constituiu-se &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...) em fator essencial do poder do Estado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;metropolitano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(Fernando Novais, O Brasil nos quadros do antigo sistema colonial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;In&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;: Carlos Guilherme Motta (org.) Brasil em perspectiva)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A partir do texto, responda:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por que a centralização política foi condição para a expansão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;marítima e comercial nos séculos XV e XVI?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;04. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Com a aliança entre jacobinos e sans-culottes, a revolução&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;dava um passo à frente, à esquerda, ganhando uma nova&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;forma política e um novo conteúdo social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(Modesto Florenzano, As revoluções burguesas)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No contexto da Revolução Francesa, explique duas medidas que&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;revelam o caráter inovador do governo jacobino (1792-1794).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;05. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quais são as perspectivas de uma apreciação realista da revolução&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;de Castro, em Cuba, se a considerarmos, unicamente,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;como manifestação do ‘comunismo internacional’ e não a relacionarmos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;com os movimentos paralelos em outras regiões do&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;mundo subdesenvolvido, ou com a longa e intrincada história&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;das relações entre os EUA e Cuba desde 1901?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(G. Barraclough, Introdução à história contemporânea)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Considerando o texto, qual a preocupação fundamental de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;G. Barraclough em relação ao estudo da Revolução Cubana?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;06. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando da criação do Estado de Israel pela ONU, estava&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;prevista a criação de dois estados, um judeu e outro árabe,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;no território do antigo mandato britânico. Apenas o primeiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;viabilizou-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Explique o contexto em que se deu a criação do Estado de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Israel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;07. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A produção açucareira &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;[do Brasil] colonial exigiu, além da&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;constituição de formas específicas de trabalho, configuração&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;peculiar da propriedade da terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(Vera Lúcia Amaral Ferlini, Terra, trabalho e poder)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Identifique e analise essa “configuração peculiar da propriedade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;da terra”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;08. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os trechos a seguir reproduzem queixas feitas por imigrantes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;italianos ao vice-consulado italiano em São Paulo no fim do&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;século XIX:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ontem, em torno das 13 horas, apresentou-se nesse escritório&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;o Sr. Vincenzo Pietrocola, colono da fazenda ‘X’ e me comunicou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;que no dia precedente, entre 15 e 16 horas, foi agredido,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;junto com alguns companheiros de trabalho, por indivíduos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;ligados ao setor administrativo da fazenda, comandados pelo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;capataz da fazenda &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No dia &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...) a filha de L. C., de 4 anos, brincava perto da&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;casa paterna enquanto seus pais estavam trabalhando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Aproximou-se o neto do patrão, João de Souza, de 17 anos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;e com agrados e promessas de doces conduziu a pequena até&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;os fundos de sua casa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...) jogando-a no chão e obedecendo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;aos seus monstruosos instintos, deflorou-a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...) o pai percorre&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;14 quilômetros que o separava da cidade para dar queixa ao&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;delegado de polícia &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...) até perceber que não tinha a menor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;chance de ver seu protesto levado avante, porque o delegado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;era parente e amigo do estuprador &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(apud Zuleika M. F. Alvim, Brava gente!, São Paulo)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Identifique e explique os elementos de permanência da ordem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;escravista, nas condições de vida dos imigrantes italianos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;09. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O número dos bandos de cangaceiros assume às vezes proporções&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;assombrosas, mui especialmente quando se destinam&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;à tomada duma vila ou cidade. Centenas de criminosos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;apoderaram-se do Crato, no Ceará, e de Alagoa do Monteiro,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;na Paraíba. Duzentos homens atacaram Tamboril, no sertão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;cearense. Quinhentos bandidos saquearam a cidade paraibana&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;de Patos. Trezentos incendiaram a cidade cearense de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Aurora. Quatrocentos derrotaram a polícia da Paraíba em&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Carrapateira, Amparo e Monteiro, ameaçando tocar fogo na&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;vila do Teixeira, violar as mulheres e sangrar os homens. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(Gustavo Barroso, 1917 apud Gregg Narber, Entre a Cruz e a Espada:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;violência e misticismo no Brasil rural&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Analise as condições históricas que intensificaram o fenômeno&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;do Cangaço, nas primeiras décadas do século XX.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;10. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu acredito firmemente que o autoritarismo é uma página&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;virada na História do Brasil. Resta, contudo, um pedaço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;do nosso passado político que ainda atravanca o presente e&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;retarda o avanço da sociedade. Refiro-me ao legado da Era&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vargas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(Fernando Henrique Cardoso,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Discurso de despedida do Senado Federal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;, 14.12.2004)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No que se refere à participação do Estado na economia,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;compare a Era Vargas (1930-1945 e 1951-54) e os governos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;GABARITO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;1) Segundo o texto, os escribas, comparados as demais camadas socais possuíam uma posição privilegiada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vale ressaltar também que a escrita marca a separação entre a História e a Pré-História. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;2) A sociedade feudal é uma sociedade&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;/span&gt;rural, estamental, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;com pequena mobilidade, tripartida, ou seja, de orden&lt;span style=""&gt;s. A Igreja &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;elaborou &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;uma teoria a respeito da composição da sociedade feudal. Afirmava que a ordem terrestre era o reflexo da ordem celeste. Sagrada e imutável. Estava dividida em 3 estados: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;1° Estado – clero – os que rezam e detêm as funções intelectuais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;2° estado – nobreza - &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;os que lutam&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;3° Estado – servos e vilões – os que trabalham e pagam impostos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Todos os privilégios se encontravam nas mãos do 1° e do 2° estado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É importante salientar as relações de susserania e vassalagem que permaeava as relações entre os detentores de terra, costume herdado dos germanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É necessário citar que o poder de fato não se encontrava nas mãos dos reis e sim nas mãos da nobreza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;3) Os Estados Nacionais Modernos surgiram &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;no contexto da transição feudo-capitalista, com a união da burguesia com &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a realeza. O reis estavam interessados em centralizar os poderes em suas mãos, já que apesar de ter de direito o poder, de fato se encontrava nas mão dos senhores feudais. A burguesia se beneficiava devido a unificação de pesos, medidas e padrão monetário. Somente com o poder centralizado nas mãos dos reis, unificando a cobrança de impostos, haveria recursos necessários para a expansão comercial e marítima dos séc. XV e XVI.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Foram esses motivos que proporcionaram que Portugal e Espanha fossem os pioneiros nesse processo. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;4) No campo administrativo, o governo jacobino adotou medidas populares como:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;a)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Lei do Preço Máximo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;b)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Venda ao público, a preços baixos, de bens da Igreja e de nobres emigrados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;c)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Abolição da escravidão nas colônias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;d)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Criação do ensino público gratuito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;5) O autor, G. Barraclough, questiona a visão de que a revolução cubana foi apenas uma &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;manifestação do comunismo internacional , defendendo a idéia que é necessário entendermos o contexto internacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Esse contexto, criado ao fim da 2° guerra mundial nos leva a bipolarização do mundo entre os EUA (capitalista) e a URSS (socialista) e consequentemente a guerra fria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Em 1959 explode a revolução cubana que tem como líderes: Fidel Castro, Raúl Castro e Ernesto “Che” Guevara, que culmina com a deposição do ditador Fulgêncio Batista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 1961, depois da nacionalização, sem indenização, de empresas em Cuba, e influenciado pela CIA, que havia treinado cubanos anti-castristas sediados em Miami, o presidente JFK, ordena a invasão da Ilha. O desembarque se deu na Baía dos Porcos (Playa Girón) e o exército cubano rapidamente derrotou os invasores. Depois do episódio Cuba se alinhou a URSS e declarou-se socialista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;6) O atual Estado de Israel tem sua origem no sionismo (de &lt;span style=""&gt;Sion&lt;/span&gt;, colina da antiga Jerusalém), movimento surgido na Europa no século XIX que prega a criação de um país livre e sem perseguição aos judeus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Seu ideólogo, &lt;span style=""&gt;Theodor Herzl&lt;/span&gt;, organiza na Basiléia, &lt;span style=""&gt;Suíça&lt;/span&gt;, o primeiro congresso sionista, que aprova a formação de um Estado judaico na Palestina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A perseguição aos judeus pelo regime nazista de Adolf Hitler, a partir de 1933, intensifica a migração para a Palestina. A administração britânica tenta conciliar os oponentes, limitando a admissão de judeus. Mas a entrada de imigrantes clandestinos continua. Entre 1936 e 1939, uma guerra civil explode entre árabes e judeus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Com o fim da guerra, a notícia do extermínio de cerca de 6 milhões de judeus nos campos de concentração nazistas, o &lt;span style=""&gt;Holocausto&lt;/span&gt;, aumenta o apoio internacional à criação de um Estado judaico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Após a Segunda Guerra Mundial, o fluxo de imigrantes judeus tornou-se irresistível. Em 1947, a Assembléia Geral da ONU decidiu dividir a Palestina em dois Estados independentes: um judeu e outro palestino. Mas tanto os palestinos como os Estados árabes vizinhos recusaram-se a acatar a partilha proposta pela ONU. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em &lt;span style=""&gt;14 de maio de 1948&lt;/span&gt; é proclamado o &lt;span style=""&gt;Estado de Israel&lt;/span&gt;, que tem David Ben-Gurion como primeiro-ministro. Países árabes enviam tropas para impedir sua criação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;7) A configuração peculiar, retratada no texto, é o latifúndio. Isso foi posto a América Portuguesa como forma de atrair colonos para as novas terras conquistadas pelo Império Português, além da necessidade de amplas faixas de terra para a plantação do cana-de-açúcar, já que o minifúndio não seria viável para tal produção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A estrutura da produção é organizada nos moldes do plantation (monocultura, latifúndio,mão-de-obra escrava, e produção para o mercado externo). A unidade de produção é o engenho que é composto de: casa grande, senzala, capela e o engenho. Em cada unidade além de produzir açúcar era também cultivado o fumo e produzido a aguardente para posterior troca com senhores de escravos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A mão de obra&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;escolhida foi a escrava devido aos seguintes motivos: Portugal não tinha população suficiente além destes não quererem ser colonos, os índios resistiram de todos os modos e o tráfico negreiro proporcionava excelentes lucros para Portugal e assim foi introduzido o trabalho escravo no Brasil. Esses escravos africanos pertenciam aos grupos bantos e sudaneses e malês .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;8) É possível perceber com a leitura do texto a permanência da mentalidade escravista por parte dos fazendeiros de café no momento da chegada dos imigrantes europeus ao Brasil pelo fato de agirem como se estivessem acima da lei. Isso é retratado tanto na agressão como no estupro, além da impunidade do estuprador por ser apaniguado do delegado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 37.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 37.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 37.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 37.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;9) Entre o final do século XIX e começo do XX (início da República), surgiu, no nordeste brasileiro, grupos de homens armados conhecidos como cangaceiros. Estes grupos apareceram em função, principalmente, das péssimas condições sociais da região nordestina. O latifúndio, que concentrava terra e renda nas mãos dos fazendeiros, deixava as margens da sociedade a maioria da população. Portanto, podemos entender o cangaço como um fenômeno social, caracterizado por atitudes violentas por parte dos cangaceiros. Estes, que andavam em bandos armados, espalhavam o medo pelo sertão nordestino. Promoviam saques a fazendas, atacavam comboios e chegavam a seqüestrar fazendeiros para obtenção de resgates. Aqueles que respeitavam e acatavam as ordens dos cangaceiros não sofriam, pelo contrário, eram muitas vezes ajudados. Esta atitude, fez com que os cangaceiros fossem respeitados e até mesmo admirados por parte da população da época.&lt;br /&gt;Os cangaceiros não moravam em locais fixos. Possuíam uma vida nômade, ou seja, viviam em movimento, indo de uma cidade para outra. Ao chegarem nas cidades pediam recursos e ajuda aos moradores locais. Aos que se recusavam a ajudar o bando, sobrava a violência.&lt;br /&gt;Como não seguiam as leis estabelecidas pelo governo, eram perseguidos constantemente pelos policiais. Usavam roupas e chapéus de couro para protegerem os corpos, durante as fugas, da vegetação cheia de espinhos da caatinga. Além desse recurso da vestimenta, usavam todos os conhecimentos que possuíam sobre o território nordestino (fontes de água, ervas, tipos de solo e vegetação) para fugirem ou obterem esconderijos.&lt;br /&gt;Existiram diversos bandos de cangaceiros. Porém, o mais conhecido e temido da época foi o comandado por Lampião (Virgulino Ferreira da Silva), também conhecido pelo apelido de “Rei do Cangaço”. O bando de Lampião atuou pelo sertão nordestino durante as décadas de 1920 e 1930. Morreu numa emboscada armada por uma volante, junto com a mulher Maria Bonita e outros cangaceiros, em 29 de julho de 1938. Tiveram suas cabeças decepadas e expostas em locais públicos, pois o governo queria assustar e desestimular esta prática na região.&lt;br /&gt;Depois do fim do bando de Lampião, os outros grupos de cangaceiros, já enfraquecidos, foram se desarticulando até terminarem de vez ,no final da década de 1930&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 37.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 37.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 37.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 37.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 37.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 37.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;10) &lt;span style=""&gt;O governo getulista tem papel fundamental na expansão do parque industrial do país. Ele institui tarifas protecionistas, dá incentivos fiscais às indústrias amplia o sistema de crédito, controla os preços e estabelecer uma política de contenção salarial. &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;O Estado também faz investimentos diretos na ampliação dos setores de energia, transporte e na indústria de base, como a siderúrgica - áreas que não interessam aos capitalistas nacionais porque têm um retorno lento e exigem grandes capitais. Em 1941, com dinheiro público e financiamento do Eximbank norte-americano, Vargas monta a Cia. Siderúrgica Nacional, que só começa a operar em 1946 com a inauguração da usina de Volta Redonda, no RJ. Além disso Vargas também foi responsável pela Criação do Instituto do Açúcar e do Álcool, Criação do Instituto do Mate e do Pinho , Comp. Hidrelétrica do são Francisco e a Fábrica Nacional de Motores &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Em 1942, cria a Cia. Vale do Rio Doce para explorar minério de ferro. No mesmo ano baixa um plano de saneamento econômico, desvaloriza a moeda e substitui o mil-réis pelo cruzeiro. Comp. Hidrelétrica do são Francisco. Em 03/10/1953 é &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Aprovada &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;d Lei 2004 que cria a Petrobras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 0%; margin-right: 37.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:Arial;" &gt;Já no governo FHC assistimos a política de privatizações, passando para a iniciativa privada o controle das telecomunicações, bancos, estradas, etc&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-6059779664158501698?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/6059779664158501698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/07/unesp-2009-historia-conhecimentos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6059779664158501698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6059779664158501698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/07/unesp-2009-historia-conhecimentos.html' title='UNESP 2009 - História – Conhecimentos Específicos  - 06/07/2009'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-7393116725598383449</id><published>2009-07-06T06:31:00.001-07:00</published><updated>2009-07-06T06:53:07.643-07:00</updated><title type='text'>UNESP 05/07/2009 VESTIBULAR DE INVERNO</title><content type='html'>Meus caros alunos, das 12 questões da Unesp, nós só não estudamos, até o momento, as questões de n° 55 (tratado de não agressão, germânico-soviético), n°59 (revoltas tenentistas) e a n° 60 (Economia na Ditadura militar).&lt;br /&gt;Em compensação, esses matérias, são contempladas com resumos por esse humilde blog.&lt;br /&gt;Dai, chegamos mais uma vez a conclusão de que, quem tem compromisso com os estudos, alcança seus objetivos.&lt;br /&gt;Abração!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História – UNESP – VESTIBULAR DE INVERNO – 05/07/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49. De cidade em cidade, de civilização em civilização, a ciência&lt;br /&gt;viaja com as caravanas de mercadores, os exércitos invasores&lt;br /&gt;e os viajantes solitários. A matemática dos gregos, entre eles&lt;br /&gt;Pitágoras, chegou até nós por meio de Alexandria, cidade&lt;br /&gt;egípcia às margens do Nilo. Ali um grego chamado Euclides,&lt;br /&gt;que chegou à cidade no ano 300 a.C., escreveu um dos livros&lt;br /&gt;mais copiados e traduzidos de toda a História: Elementos de&lt;br /&gt;Geometria.&lt;br /&gt;A história dessa cidade e da “viagem” do conhecimento grego&lt;br /&gt;se confunde com a trajetória dos macedônios.&lt;br /&gt;(Flavio Campos e Renan Garcia Miranda, A escrita da História)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respeito dos macedônios, pode-se afirmar que foram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) um povo guerreiro, que acabou dominado pelos exércitos&lt;br /&gt;romanos de César e Marco Antônio, após décadas de&lt;br /&gt;resistência.&lt;br /&gt;(B) grandes matemáticos, que souberam aplicar seus conhecimentos&lt;br /&gt;na construção de algumas das maravilhas da&lt;br /&gt;Antiguidade.&lt;br /&gt;(C) conquistadores da Grécia, que expandiram seu império&lt;br /&gt;para o Oriente e promoveram o que passou a ser conhecido&lt;br /&gt;como Helenismo.&lt;br /&gt;(D) precursores da cultura grega; atribui-se aos seus filósofos&lt;br /&gt;e pensadores a criação do pensamento mítico.&lt;br /&gt;(E) grandes mercadores, responsáveis por disseminar junto&lt;br /&gt;aos gregos os avanços técnicos da arquitetura egípcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50. Num momento em que o Império Romano do Ocidente havia&lt;br /&gt;desmoronado e os Impérios Bizantino e Persa se esfacelavam,&lt;br /&gt;os árabes expandiram consideravelmente seus domínios. Em&lt;br /&gt;menos de 100 anos o Islã era a religião de toda a costa sul&lt;br /&gt;e leste do Mediterrâneo, além de ter se espalhado para a&lt;br /&gt;Pérsia, até o vale do Indo, e para a Península Ibérica.&lt;br /&gt;(Cláudio Vicentino e Gianpaolo Dorigo, História para o Ensino Médio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto de tantas conquistas, a civilização árabe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) sintetizou criativamente as tradições culturais árabe,&lt;br /&gt;bizantina, persa, indiana e grega.&lt;br /&gt;(B) rejeitou as contribuições culturais originadas de povos&lt;br /&gt;que professassem outras crenças.&lt;br /&gt;(C) submeteu pelas armas os povos conquistados e impôs o&lt;br /&gt;deslocamento forçado das populações escravizadas.&lt;br /&gt;(D) perseguiu implacavelmente os judeus, levando à sua&lt;br /&gt;dispersão pelos territórios da Europa do leste.&lt;br /&gt;(E) desprezou os ofícios ligados às artes, às ciências e à&lt;br /&gt;filosofia relegados aos povos conquistados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;51. (...) O trono real não é o trono de um homem, mas o trono&lt;br /&gt;do próprio Deus. Os reis são deuses e participam de alguma&lt;br /&gt;maneira da independência divina. O rei vê de mais longe&lt;br /&gt;e de mais alto; deve-se acreditar que ele vê melhor, e deve&lt;br /&gt;obedecer-se-lhe sem murmurar, pois o murmúrio é uma disposição&lt;br /&gt;para a sedição.&lt;br /&gt;(Jacques-Bénigne Bossuet (1627-1704), Política tirada da Sagrada Escritura.&lt;br /&gt;apud Gustavo de Freitas, 900 textos e documentos de História)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base no texto, assinale a alternativa correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) O autor critica o absolutismo do rei e enfatiza o limite&lt;br /&gt;da sua autoridade em relação aos homens.&lt;br /&gt;(B) Para Bossuet, o poder real tem legitimidade divina e não&lt;br /&gt;admite nenhum tipo de oposição dos homens.&lt;br /&gt;(C) Bossuet defende a autoridade do rei, mas alerta para as&lt;br /&gt;limitações impostas pelas obrigações para com Deus.&lt;br /&gt;(D) Os princípios de Bossuet defendem a soberania dos&lt;br /&gt;homens diante da autoridade divina dos reis.&lt;br /&gt;(E) O autor reconhece o direito humano de revolta contra o&lt;br /&gt;soberano que não se mostre digno de sua função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52. Leia as assertivas sobre a independência das 13 colônias&lt;br /&gt;inglesas na América do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Foi um movimento que manteve as bases da estrutura da&lt;br /&gt;sociedade colonial, preservando a escravidão.&lt;br /&gt;II. A resistência interna das colônias foi fortalecida com o&lt;br /&gt;apoio externo dos países ibéricos.&lt;br /&gt;III. Sofreu influência das idéias iluministas francesas,&lt;br /&gt;baseadas nos princípios da liberdade, propriedade e&lt;br /&gt;igualdade civil.&lt;br /&gt;IV. A união das 13 colônias inglesas contra a Inglaterra objetivou&lt;br /&gt;a ruptura do pacto colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão corretas as afirmativas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) I e IV, apenas.&lt;br /&gt;(B) II e III, apenas.&lt;br /&gt;(C) I e II, apenas.&lt;br /&gt;(D) I, III e IV, apenas.&lt;br /&gt;(E) I, II, III e IV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;53. O mundo está quase todo parcelado e o que dele resta está&lt;br /&gt;sendo dividido, conquistado, colonizado. Pense nas estrelas&lt;br /&gt;que vemos à noite, esses mundos que jamais poderemos&lt;br /&gt;atingir. Eu anexaria os planetas, se pudesse... Sustento que&lt;br /&gt;somos a primeira raça do mundo e quanto mais do mundo&lt;br /&gt;habitarmos, tanto melhor será para a raça humana ... Se&lt;br /&gt;houver um Deus, creio que Ele gostaria que eu pintasse o&lt;br /&gt;mapa da África com as cores britânicas.&lt;br /&gt;(Cecil Rhodes (1853-1902), O último desejo e testamento de Cecil Rhodes&lt;br /&gt;apud Leo Huberman, História da riqueza do homem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto refere-se à&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) partilha do continente africano deliberada em 1885, na&lt;br /&gt;Conferência de Berlim, que teve por objetivo maior&lt;br /&gt;promover a riqueza dos países pobres por meio dos&lt;br /&gt;investimentos europeus.&lt;br /&gt;(B) expansão europeia, realizada segundo os preceitos&lt;br /&gt;mercantis, que visava ao acúmulo de metais preciosos&lt;br /&gt;abundantes e pouco valorizados pelos habitantes nativos&lt;br /&gt;do continente africano.&lt;br /&gt;(C) procura de novos mercados para a produção industrial&lt;br /&gt;e os capitais bancários europeus, prejudicados pela&lt;br /&gt;instabilidade política da América Latina, que impedia o&lt;br /&gt;crescimento das trocas.&lt;br /&gt;(D) expansão imperialista na África, liderada pela Inglaterra&lt;br /&gt;e França no século XIX, ligada ao capitalismo industrial,&lt;br /&gt;evidenciando a ideia de superioridade e de preconceito&lt;br /&gt;contra os colonizados.&lt;br /&gt;(E) fragmentação do continente africano desde meados do&lt;br /&gt;século XIX para garantir a ajuda aos nativos que, incapazes&lt;br /&gt;de explorar suas próprias riquezas, necessitavam&lt;br /&gt;de capitais europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;54. Sobre o tratamento dispensado aos índios no período colonial,&lt;br /&gt;pode-se afirmar que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) os colonos de várias regiões do Brasil e os representantes&lt;br /&gt;das ordens religiosas, especialmente os jesuítas, entraram&lt;br /&gt;em conflitos, pois defendiam formas diversas nas&lt;br /&gt;relações com as sociedades indígenas.&lt;br /&gt;(B) as ordens religiosas de origem portuguesa e os grandes&lt;br /&gt;proprietários rurais defendiam a escravização indiscriminada&lt;br /&gt;dos povos indígenas, mesmo para aqueles que&lt;br /&gt;fossem catequizados.&lt;br /&gt;(C) com o início do tráfico negreiro para o Brasil em fins do&lt;br /&gt;século XVI, uma ampla legislação do Estado português&lt;br /&gt;de proteção aos índios passou a vigorar, cessando de&lt;br /&gt;imediato a escravidão indígena.&lt;br /&gt;(D) para a Igreja Católica e para os senhores de escravo,&lt;br /&gt;árduos defensores do sentido religioso da colonização&lt;br /&gt;do Brasil, a escravização indígena deveria ser um instrumento&lt;br /&gt;de conversão religiosa.&lt;br /&gt;(E) a experiência de escravização dos povos indígenas no&lt;br /&gt;Brasil foi efetiva em poucas regiões do nordeste, em&lt;br /&gt;atividades de menor importância econômica, e apenas&lt;br /&gt;nas primeiras décadas da presença lusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;55.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlIAmdIHdXI/AAAAAAAAABM/XMUVm85mMDs/s1600-h/hitler_stalin_married.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 308px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlIAmdIHdXI/AAAAAAAAABM/XMUVm85mMDs/s320/hitler_stalin_married.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355343567550641522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles K. Berryman,1939&lt;br /&gt;(www.dancodeimagens.blogspot.com/2008/07/charges-e-caricaturas.html)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura faz referência ao Pacto Ribbentrop-Molotov, de 1939,&lt;br /&gt;como se fosse o casamento de Hitler e Stálin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O referido pacto estabelecia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) a aliança entre a URSS e a Alemanha em seus projetos&lt;br /&gt;de destruição da ordem capitalista, só rompida com a&lt;br /&gt;invasão alemã no território soviético, em 1941.&lt;br /&gt;(B) o compromisso de Stálin em colaborar com a política de&lt;br /&gt;perseguição a judeus, homossexuais e ciganos, iniciada&lt;br /&gt;na “Noite dos Cristais”.&lt;br /&gt;(C) o apoio decidido dos soviéticos à política expansionista&lt;br /&gt;de Hitler, fornecendo recursos para o esforço de guerra&lt;br /&gt;alemão na Tchecoslováquia.&lt;br /&gt;(D) a união de forças soviéticas e alemãs para combater a&lt;br /&gt;ameaça representada pela presença inglesa nos estreitos&lt;br /&gt;de Bósforo e Dardanelos.&lt;br /&gt;(E) o compromisso de não agressão entre alemães e soviéticos,&lt;br /&gt;com a partilha da Polônia e a ocupação dos países&lt;br /&gt;Bálticos e da Finlândia pelos soviéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;56. Esse quilombo [Quariterê, em 1769, próximo a Cuiabá], liderado&lt;br /&gt;pela Rainha Tereza, vivia não apenas de suas lavouras,&lt;br /&gt;mas da produção de algodão que servia para vestir os negros&lt;br /&gt;e, segundo alguns autores, até mesmo para funcionar como&lt;br /&gt;produto de troca com a região. Possuía ainda duas tendas&lt;br /&gt;de ferreiro para transformar os ferros utilizados contra os&lt;br /&gt;negros em instrumentos de trabalho.&lt;br /&gt;Sua destruição foi festejada como ato de heroísmo, em&lt;br /&gt;Portugal. (...)&lt;br /&gt;(Jaime Pinsky, A escravidão no Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respeito dos quilombos, pode-se dizer que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) não representavam ameaça à ordem colonial, na medida&lt;br /&gt;em que não visavam pôr em questão o poder metropolitano.&lt;br /&gt;(B) sua duração efêmera revela a pequena adesão dos escravos&lt;br /&gt;às tentativas de contestação violenta ao regime&lt;br /&gt;escravista.&lt;br /&gt;(C) o combate violento à organização quilombola era uma&lt;br /&gt;prioridade, por esta representar a negação da estrutura&lt;br /&gt;social e produtiva escravista.&lt;br /&gt;(D) mantinham relação permanentemente hostil com a população&lt;br /&gt;vizinha, constantemente ameaçada pelos raptos&lt;br /&gt;de mulheres brancas.&lt;br /&gt;(E) sua organização interna priorizava os aspectos militares,&lt;br /&gt;o que acabava por inviabilizar a realização de outras&lt;br /&gt;atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;57. Leia o texto.&lt;br /&gt;Nunca se vai além da tomada do poder local (...) Quanto à população&lt;br /&gt;livre das camadas médias e inferiores, não atuaram&lt;br /&gt;sobre ela fatores capazes de lhe darem coesão social e possibilidades&lt;br /&gt;de uma eficiente atuação política (...) formavam antes&lt;br /&gt;um aglomerado de indivíduos (...). Para compreendermos a&lt;br /&gt;ineficiência política das camadas inferiores da população&lt;br /&gt;brasileira, devemos nos lembrar que (...) nossa organização&lt;br /&gt;social, assente numa larga base escravista, não comportava&lt;br /&gt;uma estrutura política democrática e popular.&lt;br /&gt;(Caio Prado Jr., Evolução política do Brasil e outros estudos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir das ideias do autor, é possível afirmar que, nas rebeliões&lt;br /&gt;regenciais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) a atitude revolucionária e consistente das camadas médias&lt;br /&gt;e inferiores propiciou a vitória desses movimentos&lt;br /&gt;separatistas contra o governo centralizador de Feijó.&lt;br /&gt;(B) a disparidade de interesses e os programas inconsistentes&lt;br /&gt;das camadas médias e inferiores colaboraram para a&lt;br /&gt;derrota desses movimentos.&lt;br /&gt;(C) a liderança das camadas médias e inferiores, inclusive&lt;br /&gt;dos escravos, garantiu um caráter democrático e popular&lt;br /&gt;que permitiu a vitória contra as classes proprietárias.&lt;br /&gt;(D) os escravos, aliados às camadas médias e inferiores,&lt;br /&gt;criaram programas revolucionários de separatismo e de&lt;br /&gt;alteração social.&lt;br /&gt;(E) a liderança das camadas médias e inferiores, com programas&lt;br /&gt;consistentes, significou uma resistência organizada&lt;br /&gt;contra o absolutismo do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;58. Expansão das estradas de ferro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos                                            Região    Cafeeira*                                                                                                                Brasil&lt;br /&gt;                                                                                                                (Km)                                                                                                                          (Km)&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;1854                                                                                                   14,5                                                                                                                       14,5&lt;br /&gt;1859                                     77,9                                                                                                                109,4&lt;br /&gt;1864                                                                                              163,2                           411,3&lt;br /&gt;1869                                                           450,4                                                                                                               713,1&lt;br /&gt;1874                                1 053,1                                                                                                   1 357,3&lt;br /&gt;1879                                                                                     2 395,9                                                                                                 2 895,7&lt;br /&gt;1884                                3 830,1                                                                                                 6 324,6&lt;br /&gt;1889                                                                                    5 590,3                      9 076,1&lt;br /&gt;1894                                                                                   7 676,6                                                                                          12 474,3&lt;br /&gt;1899                                                                                     8 713,9                    13 980,6&lt;br /&gt;1904                                                                              10 212,0                                                                                           16 023,9&lt;br /&gt;1906                                                  11 281,3                                            17 340,4&lt;br /&gt;* Espírito Santo, Rio de Janeiro, Guanabara (antigo distrito Federal),&lt;br /&gt;Minas Gerais e São Paulo&lt;br /&gt;(apud Sérgio Silva, Expansão cafeeira e origens da indústria no Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da análise dos dados apresentados e dos seus conhecimentos&lt;br /&gt;sobre o período, é correto afirmar que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) o desenvolvimento da economia cafeeira teve, entre&lt;br /&gt;meados do século XIX e início do XX, um forte vínculo&lt;br /&gt;com a expansão do transporte ferroviário.&lt;br /&gt;(B) nas duas décadas finais do século XIX, o avanço dos&lt;br /&gt;trilhos na região cafeeira recuou em função das crises&lt;br /&gt;enfrentadas na exportação do produto.&lt;br /&gt;(C) com as leis abolicionistas, a partir de 1871, ocorreu uma&lt;br /&gt;queda brusca na expansão ferroviária na região cafeeira,&lt;br /&gt;mas não no Brasil.&lt;br /&gt;(D) apesar da riqueza gerada pelo café, a malha ferroviária&lt;br /&gt;do Sudeste sempre foi muito modesta quando comparada&lt;br /&gt;ao restante do país.&lt;br /&gt;(E) o auge da produção de café no Vale do Paraíba, registrado&lt;br /&gt;no início do século XX, não se beneficiou da construção&lt;br /&gt;de novas estradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;59. Os poucos grupos operários que foram procurar o general&lt;br /&gt;Isidoro no quartel da Luz para aderirem à revolução nem&lt;br /&gt;sequer foram por ele recebidos, embora o general recebesse&lt;br /&gt;facilmente os representantes da Associação Comercial.&lt;br /&gt;(José de Souza Martins, Folha de S.Paulo, 11.06.2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fragmento faz referência à Revolução de 1924. Esse evento&lt;br /&gt;relaciona-se com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) a Campanha Civilista, que opôs os candidatos Hermes&lt;br /&gt;da Fonseca, alagoano, e Pinheiro Machado, gaúcho.&lt;br /&gt;(B) as primeiras crises políticas da República, como a que&lt;br /&gt;depôs o presidente Arthur Bernardes.&lt;br /&gt;(C) as manifestações operárias organizadas pelo Partido&lt;br /&gt;Comunista Brasileiro contra a posse do presidente Washington&lt;br /&gt;Luís.&lt;br /&gt;(D) as radicais reformas urbanas pelas quais passava a cidade&lt;br /&gt;de São Paulo, conforme proposta do prefeito Antonio&lt;br /&gt;Prado Júnior.&lt;br /&gt;(E) a ação do movimento tenentista, que questionava a ordem&lt;br /&gt;oligárquica da chamada I República (1889-1930).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;60. Embora a crise já estivesse se manifestando quando o general&lt;br /&gt;Geisel tomou posse, o seu plano econômico [II Plano Nacional&lt;br /&gt;de Desenvolvimento] continuava mantendo as mesmas&lt;br /&gt;expectativas dos anos anteriores: altas taxas de crescimento&lt;br /&gt;econômico e controle da inflação.&lt;br /&gt;(Nadine Habert, A década de 70&lt;br /&gt;– Apogeu e crise da ditadura militar brasileira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adoção do II Plano Nacional de Desenvolvimento gerou,&lt;br /&gt;ao final do governo Geisel,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) uma estagnação econômica, associada a um processo de&lt;br /&gt;deflação das mercadorias importadas.&lt;br /&gt;(B) uma mudança acessória no modelo econômico, que&lt;br /&gt;passou a privilegiar o mercado interno e a distribuição&lt;br /&gt;de renda.&lt;br /&gt;(C) um aumento da participação do Estado na economia e um&lt;br /&gt;crescimento considerável da dívida externa brasileira.&lt;br /&gt;(D) um crescimento econômico acima do planejado, porém&lt;br /&gt;com as maiores taxas de desemprego durante o regime&lt;br /&gt;militar.&lt;br /&gt;(E) a intervenção direta do Fundo Monetário Internacional&lt;br /&gt;(FMI), exigindo o pagamento de parcelas atrasadas da dívida externa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GABARITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49 – C&lt;br /&gt;50 – A&lt;br /&gt;51 – B&lt;br /&gt;52 – D&lt;br /&gt;53 – D&lt;br /&gt;54 – A&lt;br /&gt;55 – E&lt;br /&gt;56 – C&lt;br /&gt;57 – B&lt;br /&gt;58 – A&lt;br /&gt;59 – E&lt;br /&gt;60 – C&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-7393116725598383449?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/7393116725598383449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/07/unesp-05072009-vestibular-de-inverno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/7393116725598383449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/7393116725598383449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/07/unesp-05072009-vestibular-de-inverno.html' title='UNESP 05/07/2009 VESTIBULAR DE INVERNO'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlIAmdIHdXI/AAAAAAAAABM/XMUVm85mMDs/s72-c/hitler_stalin_married.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-2591745716194367130</id><published>2009-07-03T09:29:00.000-07:00</published><updated>2009-07-03T09:31:18.188-07:00</updated><title type='text'>UFTM VESTIBULAR DE INVERNO 2009</title><content type='html'>UFTM 2009 - 21 DE JUNHO DE  2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34. As civilizações da Antiguidade Oriental, particularmente a&lt;br /&gt;egípcia e a mesopotâmica, desenvolveram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) conquistas militares para assegurar o abastecimento de&lt;br /&gt;escravos, fundamentais às grandes obras públicas, como&lt;br /&gt;templos e pirâmides.&lt;br /&gt;(B) a escrita, sob diferentes formas, permitindo o registro&lt;br /&gt;dos princípios de seu monoteísmo, que se espalhou pelo&lt;br /&gt;Mediterrâneo.&lt;br /&gt;(C) grande integração comercial com os povos vizinhos,&lt;br /&gt;devido à abundância de recursos hídricos, agrícolas e&lt;br /&gt;minerais.&lt;br /&gt;(D) a arquitetura e as ciências, com caráter utilitarista, que se&lt;br /&gt;manifestou nos anfiteatros, aquedutos e conhecimentos&lt;br /&gt;matemáticos.&lt;br /&gt;(E) forte ligação entre a política e a religião, como se observa&lt;br /&gt;no caso do faraó egípcio, supremo soberano que era&lt;br /&gt;considerado um deus vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35.AQUI TEM UM MAPA MAS NÃO CONSEGUI COPIÁ-LO, DESCULPEM!!!!&lt;br /&gt;(W. Hilgemann e H. Kinder, Atlas Historique, In Patrícia Braick e&lt;br /&gt;Myriam Mota, História: das cavernas ao terceiro milênio-1)&lt;br /&gt;Uma das particularidades dessa região da Europa, no período&lt;br /&gt;mostrado nos mapas, foi&lt;br /&gt;(A) a retração da vida urbana, das atividades mercantis e do&lt;br /&gt;artesanato.&lt;br /&gt;(B) a conquista muçulmana, integrando essa península ao&lt;br /&gt;império sediado em Bagdá.&lt;br /&gt;(C) o desenvolvimento das relações de suserania e vassalagem.&lt;br /&gt;(D) a formação de reinos cristãos, a partir da expulsão dos&lt;br /&gt;mouros.&lt;br /&gt;(E) a política de intolerância religiosa, principalmente em&lt;br /&gt;Al Andaluz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36. Na Inglaterra, durante a época dos Tudor, também havia&lt;br /&gt;insatisfação contra os abusos da Igreja Católica. Criticavamse&lt;br /&gt;a ineficiência dos tribunais eclesiásticos e o favoritismo&lt;br /&gt;na distribuição de cargos públicos para membros do clero.&lt;br /&gt;O pagamento de dízimos e seu envio para Roma eram igualmente&lt;br /&gt;objeto de queixas.&lt;br /&gt;A tensão contra a Santa Sé aumentou quando o papa negou&lt;br /&gt;a Henrique VIII, que governou entre 1509 e 1547, o direito&lt;br /&gt;de se divorciar de Catarina de Aragão, tia do imperador&lt;br /&gt;Carlos V, do Sacro Império Romano-Germânico.&lt;br /&gt;(Alceu Pazzinato e Maria Helena Senise, História Moderna e&lt;br /&gt;Contemporânea)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em decorrência da situação descrita no texto,&lt;br /&gt;(A) as divergências doutrinárias levaram o rei a separar-se&lt;br /&gt;da Igreja Católica, criando uma nova religião com base&lt;br /&gt;nas teses de Lutero.&lt;br /&gt;(B) o rei rompeu com a Igreja de Roma, apoiado pelo&lt;br /&gt;Parlamento, que o tornou chefe supremo da Igreja da&lt;br /&gt;Inglaterra, fortalecendo seu poder.&lt;br /&gt;(C) o Parlamento inglês confirmou a decisão papal, o que&lt;br /&gt;fez o rei dissolvê-lo, concretizando seu absolutismo e o&lt;br /&gt;controle sobre a Igreja.&lt;br /&gt;(D) a decisão do papa gerou um conflito bélico entre a Inglaterra&lt;br /&gt;e a Espanha, que contou com o auxílio do Sacro&lt;br /&gt;Império.&lt;br /&gt;(E) os bens da Igreja foram confiscados pelo Estado, que os&lt;br /&gt;cedeu à burguesia, cujo apoio foi fundamental à consolidação&lt;br /&gt;do absolutismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37. A obra de Charles Darwin (1809-1882) – Sobre a origem das&lt;br /&gt;espécies por meio da seleção natural ou a conservação das&lt;br /&gt;raças favorecidas na luta pela vida – publicada em 1859,&lt;br /&gt;causou grande polêmica. Naquele contexto histórico, suas&lt;br /&gt;idéias extrapolaram o campo da biologia, servindo para que&lt;br /&gt;alguns intelectuais e políticos justificassem a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) necessidade de divulgar a fé cristã em outros continentes.&lt;br /&gt;(B) superioridade dos mestiços frente às raças puras.&lt;br /&gt;(C) missão civilizadora do homem branco na África e Ásia.&lt;br /&gt;(D) degeneração de todas as raças nas áreas coloniais.&lt;br /&gt;(E) divisão dos países europeus em civilizados e primitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38. Dentre os efeitos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918)&lt;br /&gt;para a organização política da Europa e para a economia do&lt;br /&gt;Brasil, respectivamente, é correto citar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) o surgimento de novos países e o estímulo à produção&lt;br /&gt;industrial.&lt;br /&gt;(B) a bipolarização do mundo e o maior endividamento&lt;br /&gt;externo.&lt;br /&gt;(C) a afirmação dos grandes impérios e a dependência aos&lt;br /&gt;EUA.&lt;br /&gt;(D) a queda das antigas potências e o crescimento da indústria&lt;br /&gt;de base.&lt;br /&gt;(E) o enfraquecimento da Liga das Nações e a crise da exportação&lt;br /&gt;de café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39. Numa noite de novembro de 1989, quando milhares de berlinenses&lt;br /&gt;puderam atravessar o muro que dividia a cidade havia&lt;br /&gt;28 anos, o mundo assistiu espantado ao desmoronamento da&lt;br /&gt;Europa oriental. A decisão de abrir as fronteiras foi resultado&lt;br /&gt;de uma enorme mobilização popular que durara algumas&lt;br /&gt;semanas e de negociações diplomáticas entre a Alemanha&lt;br /&gt;Oriental e os demais países socialistas.&lt;br /&gt;No fim de 1988, os ventos de liberdade e democracia já&lt;br /&gt;haviam abalado os regimes comunistas da Polônia e da&lt;br /&gt;Tchecoslováquia. (...)&lt;br /&gt;(Serge Cosseron, Alemanha. Da divisão à reunificação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em parte, esses acontecimentos podem ser explicados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) pela desintegração do bloco socialista e pela Doutrina&lt;br /&gt;Bush.&lt;br /&gt;(B) pela crise do petróleo e pela ascensão de governos stalinistas.&lt;br /&gt;(C) pelo desgaste da Guerra Fria e pela falência do modelo&lt;br /&gt;soviético.&lt;br /&gt;(D) pela pressão popular por reformas e pela queda do nazismo.&lt;br /&gt;(E) pela glasnost e pela perestroika, bem sucedidas na URSS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40. (...) a colonização brasileira foi fortemente influenciada pela&lt;br /&gt;hierarquia excludente que vigorava no Velho Mundo antes&lt;br /&gt;mesmo de a colonização ter início. (...)&lt;br /&gt;(...) a diferença social que veio do outro lado do Atlântico&lt;br /&gt;se transformaria, nos trópicos, numa nova sociedade excludente.&lt;br /&gt;Nova, sim, porque baseada em uma nova lógica&lt;br /&gt;social própria, que não pode ser reduzida à do Antigo Regime&lt;br /&gt;europeu (...).&lt;br /&gt;(João Fragoso, Manolo Florentino e Sheila Faria. A economia colonial brasileira)&lt;br /&gt;A “nova lógica social” a que os autores se referem caracterizava-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) pelo estabelecimento de latifúndios e pela adoção dos&lt;br /&gt;privilégios existentes na sociedade europeia.&lt;br /&gt;(B) pelo surgimento de uma dinâmica burguesia na colônia,&lt;br /&gt;rica, mas excluída do poder político.&lt;br /&gt;(C) pela concessão de títulos de nobreza aos colonos ricos e&lt;br /&gt;pelo predomínio da escravização dos nativos.&lt;br /&gt;(D) pelo critério censitário para a participação política e pela&lt;br /&gt;distinção entre cristãos velhos e novos.&lt;br /&gt;(E) pela escravidão como base da economia e sociedade&lt;br /&gt;colonial e pela concentração de terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41. Comparando-se os processos de independência do Brasil e&lt;br /&gt;das colônias da América espanhola, no início do século XIX,&lt;br /&gt;é correto afirmar que&lt;br /&gt;(A) ambos tiveram o liberalismo como ideologia, em defesa&lt;br /&gt;do livre comércio e da imediata abolição da escravatura.&lt;br /&gt;(B) o primeiro foi singularizado pela instalação da Corte&lt;br /&gt;na América, que implantou medidas decisivas para a&lt;br /&gt;emancipação.&lt;br /&gt;(C) a estrutura socioeconômica foi preservada nos países&lt;br /&gt;que se formaram na parte espanhola, mas profundamente&lt;br /&gt;alterada no Brasil.&lt;br /&gt;(D) o segundo foi conduzido pelos criollos, a camada popular&lt;br /&gt;que se rebelou contra a ascensão de José Bonaparte ao&lt;br /&gt;trono espanhol.&lt;br /&gt;(E) ambos contaram com o apoio norte-americano, dado o&lt;br /&gt;interesse em ficar com os mercados então dominados&lt;br /&gt;pela Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42. A Lei 601 de 18 de setembro de 1850 obrigava ao registro de&lt;br /&gt;todas as terras efetivamente ocupadas e impedia a aquisição&lt;br /&gt;das terras devolutas (baldios) a não ser por compra.&lt;br /&gt;(João Fragoso e Francisco da Silva, A Política no Império e no início&lt;br /&gt;da República Velha, In Maria Yedda Linhares (org.), História Geral do Brasil)&lt;br /&gt;Um dos objetivos da referida lei era garantir&lt;br /&gt;(A) a subordinação do trabalhador livre, fosse ele brasileiro,&lt;br /&gt;ex-escravo ou imigrante, como mão de obra para os&lt;br /&gt;latifundiários.&lt;br /&gt;(B) a distribuição equitativa das terras, ao acabar com a&lt;br /&gt;doação de sesmarias que favorecia aqueles que tinham&lt;br /&gt;recursos.&lt;br /&gt;(C) tanto a aquisição de terras por parte dos imigrantes que&lt;br /&gt;chegavam ao Brasil, quanto proibi-la aos libertos da&lt;br /&gt;escravidão.&lt;br /&gt;(D) os interesses dos fazendeiros e, principalmente, dos&lt;br /&gt;industriais, que necessitavam de mais trabalhadores e&lt;br /&gt;consumidores.&lt;br /&gt;(E) o acesso mais fácil à terra, de modo a estimular a expansão&lt;br /&gt;das fronteiras agrícolas voltadas para o mercado&lt;br /&gt;externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43. A política trabalhista de Getúlio Vargas (1930-1945) diferenciou-&lt;br /&gt;se da praticada na Primeira República (1889-1930), pois&lt;br /&gt;(A) permitiu a liberdade de organização sindical, desde que&lt;br /&gt;fossem seguidas as regras do Ministério do Trabalho.&lt;br /&gt;(B) passou a tratar a questão operária como “caso de polícia”,&lt;br /&gt;reprimindo as greves e deportando estrangeiros.&lt;br /&gt;(C) estabeleceu uma legislação paternalista e assistencialista,&lt;br /&gt;a fim de manter o controle sobre o operariado.&lt;br /&gt;(D) implementou medidas populistas que asseguraram direitos&lt;br /&gt;aos trabalhadores rurais e urbanos, sem distinção.&lt;br /&gt;(E) estimulou o apoio do movimento operário ao Estado, por&lt;br /&gt;meio da divulgação de ideologias de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44. Nos festivais da canção, músicas de jovens compositores expressavam&lt;br /&gt;os sentimentos de protesto de toda uma geração.&lt;br /&gt;Nos Teatros Opinião, de Arena e Oficina, montavam-se shows&lt;br /&gt;e peças revolucionárias sobre a realidade do país. A rebeldia&lt;br /&gt;ganhava as artes plásticas, enquanto o Cinema Novo buscava&lt;br /&gt;uma nova linguagem para exprimir a identidade nacional.&lt;br /&gt;Seria, aliás, a criação de uma verdadeira cultura brasileira&lt;br /&gt;o objetivo principal do movimento que foi chamado de tropicalismo.&lt;br /&gt;(Américo Freire, Marly Motta e Dora Rocha, História em curso:&lt;br /&gt;o Brasil e suas relações com o mundo ocidental)&lt;br /&gt;Essa efervescência cultural relaciona-se&lt;br /&gt;(A) à crise do Estado oligárquico.&lt;br /&gt;(B) às críticas contra o Estado Novo.&lt;br /&gt;(C) aos desmandos do governo JK.&lt;br /&gt;(D) a formas de resistência à ditadura militar.&lt;br /&gt;(E) à redemocratização concretizada em 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GABARITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34 - E&lt;br /&gt;35 – D&lt;br /&gt;36 – B&lt;br /&gt;37 – C&lt;br /&gt;38 – A&lt;br /&gt;39 – C&lt;br /&gt;40 – E&lt;br /&gt;41 – B&lt;br /&gt;42 – A &lt;br /&gt;43 – C &lt;br /&gt;44 – D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-2591745716194367130?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/2591745716194367130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/07/uftm-vestibular-de-inverno-2009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/2591745716194367130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/2591745716194367130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/07/uftm-vestibular-de-inverno-2009.html' title='UFTM VESTIBULAR DE INVERNO 2009'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-335756419272432263</id><published>2009-06-28T07:37:00.001-07:00</published><updated>2009-06-28T07:37:56.511-07:00</updated><title type='text'>LISTA DE EXERCÍCIOS</title><content type='html'>EXERCÍCIOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01. (Ufscar 2009) . No processo histórico da chegada de D. João VI e de sua corte ao Brasil,&lt;br /&gt;(A) as naus portuguesas atravessaram o Atlântico protegidas por navios franceses, comandados pelo general Junot.&lt;br /&gt;(B) os governantes espanhóis foram poupados pelos franceses, o que possibilitou, nas décadas seguintes, estabilidade&lt;br /&gt;política em suas colônias.&lt;br /&gt;(C) os valores da monarquia portuguesa foram preservados por meio de práticas de fidelidade ao governante, como a cerimônia do beija-mão.&lt;br /&gt;(D) diminuiu o controle luso sobre o comércio marítimo nos portos brasileiros e aumentou a presença de navios piratas ingleses na nossa costa.&lt;br /&gt;(E) o comércio de escravos diminuiu imediatamente em 1808, por conta da pressão inglesa, que exigia o fim do tráfico negreiro e a introdução do trabalho assalariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02. (UFOP – 2009) Nos séculos XVI, XVII e XVIII, a Europa ocidental viveu um período de intensa disputa religiosa. Assinale a afirmativa correta sobre esse momento histórico.&lt;br /&gt;A) No século XVI, ocorreu a Contra-Reforma, realizada pela Igreja Católica contra a presença dos muçulmanos na Europa.&lt;br /&gt;B) O movimento da Reforma, nesse período, significou uma renovação no mundo cristão ocidental, tendo sido bem recebido pelas autoridades da Igreja Católica.&lt;br /&gt;C) A expansão de uma nova concepção do cristianismo na Europa gerou fortes&lt;br /&gt;reações na população, ocasionando diversos conflitos sangrentos de intolerância.&lt;br /&gt;D) Nesse período, firmou-se na Europa Ocidental o princípio da separação entre religião e Estado, com o fim das perseguições religiosas patrocinadas pelo&lt;br /&gt;Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03. (UFOP – 2009) No dia 29 de outubro de 1929, conhecido como “terça-feira negra”, iniciou-se uma grave crise na economia dos Estados Unidos que se estenderia até, pelo menos, o ano de 1933. Acerca do impacto mundial da crise econômica de 1929, assinale a alternativa correta.&lt;br /&gt;A) A situação da economia da União Soviética, isolada desde a Revolução de 1917, piorou em decorrência do crescimento da competição econômica internacional.&lt;br /&gt;B) O preço dos produtos agrícolas e industriais cresceu muito, possibilitando aos produtores cobrir suas hipotecas junto aos bancos credores.&lt;br /&gt;C) O desemprego e a crise social favoreceram o surgimento de movimentos&lt;br /&gt;políticos radicais, possibilitando o crescimento dos partidos socialistas e&lt;br /&gt;fascistas.&lt;br /&gt;D) Os países não industrializados foram favorecidos pelo aumento das importações de matérias-primas para os países mais desenvolvidos, os mais afetados na crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04. (UFOP – 2009) A expansão ultramarina européia, iniciada no século XV, gerou grandes&lt;br /&gt;transformações na História mundial, entre outras razões, por colocar povos de&lt;br /&gt;continentes diversos em um processo de interação econômica, política e cultural.&lt;br /&gt;Sobre esse assunto, assinale a opção correta.&lt;br /&gt;A) O continente africano serviu como base estratégica para o apoio das&lt;br /&gt;embarcações que se dirigiam para o continente asiático.&lt;br /&gt;B) As relações entre os Estados europeus e os asiáticos, no século XVI, foram&lt;br /&gt;mercantis, com os asiáticos comprando mercadorias feitas pelos europeus.&lt;br /&gt;C) Com o desenvolvimento das técnicas de navegação, Holanda e Inglaterra&lt;br /&gt;lideraram, desde os finais do século XV, a expansão marítima européia.&lt;br /&gt;D) O interesse de franceses e holandeses em colonizarem as Índias Ocidentais&lt;br /&gt;explica o sucesso que tiveram em estabelecer colônias no Brasil, no século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05. (UFAL – 2009)  As Cruzadas, no Medievo, foram uma tentativa da cristandade ocidental em conquistar os locais sagrados do catolicismo. É CORRETO afirmar que uma das principais consequências das Cruzadas foi:&lt;br /&gt;a) a formação de nações cristãs no Ocidente, como Portugal, Espanha e França, permitindo a pacificação da região.&lt;br /&gt;b) a consolidação do feudalismo, em virtude da unificação dos vários reinos em torno de um objetivo comum.&lt;br /&gt;c) o incremento das relações comerciais da Europa com o Oriente, permitindo a circulação de navios europeus pelo Mediterrâneo.&lt;br /&gt;d) a superação das rivalidades políticas entre as nações europeias através do fortalecimento da Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06. (UFAL – 2009)   Sobre o Mercantilismo, é CORRETO afirmar que:&lt;br /&gt;a) ampliou o poder da nobreza feudal, possibilitando a adoção do protecionismo alfandegário.&lt;br /&gt;b) adotou a centralização administrativa e a cobrança de impostos como instrumento de dominação social.&lt;br /&gt;c) permitiu a lógica de valorização da terra como investimento, favorecendo a burguesia agrária.&lt;br /&gt;d) fortaleceu economicamente alguns reinos europeus, que tinham no comércio e no metalismo suas principais fontes de renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07. (UFAL – 2009)   Com relação à colonização francesa, espanhola e inglesa no continente americano, é CORRETO afirmar:&lt;br /&gt;a) A colonização espanhola, baseada no trabalho compulsório indígena, nos séculos XVI e XVII, predominou nas áreas mineradoras do México e Peru.&lt;br /&gt;b) A colonização inglesa na região do Caribe baseava-se no trabalho escravo indígena e na grande lavoura de exportação.&lt;br /&gt;c) Nas regiões de colonização francesa, predominou a escravidão indígena, fundamental para a produção da economia canavieira.&lt;br /&gt;d) A colonização inglesa da América do Norte baseava-se, ao Sul, na agricultura familiar e atividades manufatureiras e, ao Norte, na lavoura escravista de exportação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08. (UFAL – 2009)   Leia o texto abaixo:&lt;br /&gt;que preto branco índio o quê?&lt;br /&gt;branco índio preto o quê?&lt;br /&gt;índio preto branco o quê?&lt;br /&gt;aqui somos mestiços mulatos&lt;br /&gt;cafuzos pardos mamelucos sararás&lt;br /&gt;crilouros guaranisseis e judárabes&lt;br /&gt;orientupis orientupis&lt;br /&gt;ameriquítalos luso nipo caboclos&lt;br /&gt;orientupis orientupis&lt;br /&gt;iberibárbaros indo ciganagôs&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;aqui somos mestiços mulatos&lt;br /&gt;cafuzos pardos tapuias tupinamboclos&lt;br /&gt;americarataís yorubárbaros.&lt;br /&gt;somos o que somos&lt;br /&gt;inclassificáveis.&lt;br /&gt;(ANTUNES, Arnaldo. Inclassificáveis. IN: O silêncio. São Paulo: Warner, 1996.)&lt;br /&gt;O texto acima aborda o alto índice de miscigenação da sociedade brasileira ao longo de sua história. Na segunda metade do século XIX, a imigração para o Brasil de expressivos contingentes populacionais pode ser associada:&lt;br /&gt;a) ao aumento da demanda de artesãos nas cidades para atender ao mercado de exportação.&lt;br /&gt;b) à substituição do trabalho escravo na lavoura, que entrou em declínio a partir da proibição do tráfico.&lt;br /&gt;c) à introdução do sistema de parceria na produção de café, garantindo a continuidade da produção do Vale do Paraíba.&lt;br /&gt;d) à valorização do trabalho agrícola incentivando novos cultivos, como o açúcar, em substituição à decadente economia cafeeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09. (UFAL – 2009) “Nada havendo de maior sobre a terra, depois de Deus, que os príncipes soberanos, e sendo por Ele estabelecidos como seus representantes para governarem os outros homens, é necessário lembrar-se de sua qualidade, a fim de respeitar-lhes e reverenciar-lhes a majestade com toda a obediência, a fim de sentir e falar deles com toda a honra, pois quem despreza seu príncipe soberano, despreza a Deus, de Quem ele é a imagem na terra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(BODIN, Jean. "A República". IN: CHEVALIER, Jean-Jacques. As grandes obras políticas de Maquiavel aos nossos dias. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 1966. p. 58.)&lt;br /&gt;Com base nos conhecimentos sobre o absolutismo e a partir do texto de Jean Bodin, é CORRETO afirmar:&lt;br /&gt;a) O monarca absolutista tinha plenos poderes e as ações não eram limitadas por qualquer espécie de lei e sua forma de governo era considerada despótica.&lt;br /&gt;b) Ao chefe de estado era proibido fazer leis com validade em todo o país, decretar a guerra e a paz, criar cargos públicos, condenar ou perdoar os réus, cunhar moedas, estabelecer ou suspender impostos.&lt;br /&gt;c) Para os teóricos do absolutismo, o governo monárquico era a forma mais eficaz de soberania, pois dispunha da unidade régia e de autoridade divina.&lt;br /&gt;d) Segundo a teoria do direito divino, a Igreja Católica estaria destituída de qualquer prerrogativa na administração dos sacramentos, que passam a ser incumbência do príncipe soberano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10)  (UFAL – 2009)  Em 1808, a família real e a corte portuguesa desembarcavam no Porto do Rio de Janeiro. Com a chegada da corte, o Rio de Janeiro tornava-se a sede de todo Império português. A respeito da vinda e da permanência da corte no Brasil, assinale a alternativa INCORRETA.&lt;br /&gt;a) A vinda da corte para o Brasil relaciona-se ao Bloqueio Continental decretado por Napoleão&lt;br /&gt;Bonaparte, que visava isolar a Inglaterra do comércio internacional, e à invasão de Lisboa pelas tropas&lt;br /&gt;napoleônicas.&lt;br /&gt;b) Chegando ao Brasil, o Príncipe Regente D. João determina a abertura dos portos brasileiros às&lt;br /&gt;nações amigas, pondo fim ao monopólio metropolitano no comércio com o Brasil.&lt;br /&gt;c) Com a vinda da corte, a cidade do Rio de Janeiro viveu uma modernização. No comércio, surgiram&lt;br /&gt;lojas de artigos finos, livrarias, perfumarias, tabacarias, lojas de calçados, oficinas de costureiras,&lt;br /&gt;salões de barbeiros e cabeleireiros, entre outras.&lt;br /&gt;d) Para assegurar o progresso material exigido pelos milhares de novos moradores, tornou-se necessário&lt;br /&gt;um número maior de carpinteiros, pedreiros, ferreiros e outros profissionais no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;e) Embora o Rio de Janeiro tenha se modernizado, o restante do Brasil não foi influenciado pela vinda da&lt;br /&gt;corte e não sofreu transformações políticas, administrativas, econômicas e culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11) (UFAL – 2009)   Sobre o Iluminismo, movimento intelectual que floresceu na França no século XVIII e alastrou-se pelo Ocidente, assinale a alternativa correta.&lt;br /&gt;a) A filosofia iluminista voltou-se para o estudo da natureza e da sociedade. O uso da razão era&lt;br /&gt;considerado indispensável à compreensão dos fenômenos naturais e sociais.&lt;br /&gt;b) Voltaire e Rousseau, dois dos expoentes do Iluminismo, não tinham discordâncias sobre as&lt;br /&gt;formas de exercício do poder do Estado, pois ambos eram Republicanos.&lt;br /&gt;c) Na obra O Contrato Social, Rousseau prescreveu regras jurídicas que serviram de base para a&lt;br /&gt;constituição das modernas empresas comerciais e industriais, bem como para as relações contratuais&lt;br /&gt;entre o capital e o trabalho.&lt;br /&gt;d) Uma característica comum aos pensadores iluministas era a conjugação de um republicanismo&lt;br /&gt;radical com o mercantilismo econômico.&lt;br /&gt;e) Em razão do predomínio do despotismo esclarecido no mundo lusófono, o pensamento iluminista não&lt;br /&gt;exerceu qualquer influência no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. (UFAL – 2009)    Assinale a alternativa INCORRETA sobre a Revolução Industrial.&lt;br /&gt;a) O principal combustível da primeira Revolução Industrial foi o carvão mineral.&lt;br /&gt;b) Um dos episódios importantes da Revolução Industrial foi o aperfeiçoamento do motor a vapor&lt;br /&gt;realizado por James Watt na segunda metade do século XVIII. A adoção da biela e da manivela&lt;br /&gt;transformou o movimento linear do pistão em movimento circular, permitindo que o motor fosse&lt;br /&gt;acoplado a máquinas de fiar e a teares mecânicos.&lt;br /&gt;c) Alguns historiadores consideram que o desenvolvimento da lançadeira volante por John&lt;br /&gt;Kay, em 1733, foi um passo importante na série de invenções e aperfeiçoamentos mecânicos que&lt;br /&gt;contribuíram para desencadear a Revolução Industrial.&lt;br /&gt;d) A Revolução Industrial gerou movimentos de revolta de trabalhadores que se sentiam ameaçados pela&lt;br /&gt;mecanização da produção. Uma das mais célebres manifestações dessa revolta contra as máquinas foi&lt;br /&gt;o chamado movimento ludita, derivado de Ned Ludd, o nome de um ativista político que pregava a&lt;br /&gt;destruição das máquinas pelos trabalhadores.&lt;br /&gt;e) A Revolução Industrial recebeu essa denominação porque foi uma inovação tecnológica de grande&lt;br /&gt;repercussão econômica e social, que surgiu de forma abrupta e se irradiou de forma rápida e&lt;br /&gt;homogênea pela Europa e pelos Estados Unidos da América no final do séculoXVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. (UFAL – 2009)      Entre o período final da época medieval e o início da modernidade, a Europa viveu um conjunto de transformações políticas, econômicas, sociais e culturais. No plano da cultura, tais transformações deram origem ao Renascimento e à Reforma Protestante. A respeito desses movimentos, assinale a alternativa correta.&lt;br /&gt;a) Os artistas e pensadores renascentistas tinham em comum uma visão de mundo baseada nos valores&lt;br /&gt;estéticos do barroco e nas concepções da Reforma Protestante. Em razão disso, os pintores e escultores do Renascimento elegiam como temas de suas obras somente os profetas e os anjos.&lt;br /&gt;b) Uma característica comum aos pensadores renascentistas e protestantes era um profundo&lt;br /&gt;deísmo, caracterizado, sobretudo, nas obras de Tomas de Aquino, de Lutero e de Leonardo da Vinci.&lt;br /&gt;c) A Reforma Protestante e o Renascimento constituíram movimentos homogêneos, que se&lt;br /&gt;desenvolveram concomitantemente, e com igual intensidade, nas mais diferentes regiões da Europa&lt;br /&gt;ocidental.&lt;br /&gt;d) Thomas More, ao narrar a existência de uma sociedade sem males na ilha de Utopia, sintetizou&lt;br /&gt;os ideais renascentistas e protestantes dos quais era partidário.&lt;br /&gt;e) O Humanismo, movimento intelectual vinculado ao Renascimento, tinha como centro de suas&lt;br /&gt;preocupações o homem. Os humanistas consideravam o homem obra de Deus e dotado de&lt;br /&gt;capacidade de compreender, modificar e dominar a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. (UFAL – 2009)     A escravidão, relação de trabalho predominante no Brasil nos períodos colonial e imperial, marcou profundamente a sociedade brasileira. Afinal, o trabalho escravo persistiu por mais de trezentos anos. A respeito da escravidão, assinale a alternativa correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Embora duramente atingidos pelo desemprego gerado pelas constantes crises industriais em&lt;br /&gt;Portugal, os trabalhadores assalariados portugueses não aceitavam os baixos salários que lhes eram&lt;br /&gt;oferecidos no Brasil. Sendo assim, os colonizadores foram obrigados a adotar o trabalho escravo do&lt;br /&gt;africano.&lt;br /&gt;b) Embora a escravidão indígena na América portuguesa não sofresse oposição da Coroa e da&lt;br /&gt;Igreja, o índio não foi utilizado como mão-de-obra em razão da preferência do senhor escravo pelo africano. Tal preferência do senhor de escravos decorria dos lucros possibilitados pelo tráfico africano.&lt;br /&gt;c) No século XIX, as pressões inglesas para o fim do tráfico africano, a imigração européia, a difusão dos&lt;br /&gt;ideais de liberdade e a pressão exercida pelo movimento abolicionista sedimentaram o caminho&lt;br /&gt;para o fim da escravidão no Brasil.&lt;br /&gt;d) Na primeira metade do século XVIII, com a crise na produção de açúcar no nordeste e o&lt;br /&gt;desenvolvimento da mineração na região centro-oeste, ocorreu uma diminuição do número de&lt;br /&gt;escravos no Brasil.&lt;br /&gt;e) O predomínio exclusivo do trabalho escravo africano em todas as atividades excluiu a existência do&lt;br /&gt;trabalho assalariado nos engenhos de açúcar do nordeste do Brasil nos séculos XVI, XVII e XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. (UFAL – 2009)     Ao longo do século XIX, após a independência, os Estados Unidos da América viveram um notável processo de crescimento demográfico e de expansão territorial. Sobre essa expansão territorial, responda o que se pede.&lt;br /&gt;a) Como foram anexados aos Estados Unidos da América os territórios da Califórnia, Nevada, Utah, Arizona e Novo México?&lt;br /&gt;b) Como foram anexados o Alasca, a Louisiania e a Flórida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. (FAMECA – 2009) Leia as afirmativas.&lt;br /&gt;I. A lei Eusébio de Queirós, assinada em 1850, aboliu o tráfico negreiro e colaborou para o aumento dos preços dos escravos nas províncias brasileiras.&lt;br /&gt;II. O sistema escravista entrou em declínio pela pressão dos Estados Unidos que, industrializados, tentavam acabar com a escravidão em todos os continentes.&lt;br /&gt;III. A Lei de Terras dificultou o acesso à propriedade rural por parte dos imigrantes e alforriados.&lt;br /&gt;IV. O sistema de parceria, praticado no interior de São Paulo, fracassou devido, entre outros motivos, ao permanente endividamento dos imigrantes.&lt;br /&gt;Está correto o contido em&lt;br /&gt;(A) I e II, apenas.&lt;br /&gt;(B) I, II e III, apenas.&lt;br /&gt;(C) I, III e IV, apenas.&lt;br /&gt;(D) III e IV, apenas.&lt;br /&gt;(E) I, II, III e IV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. (FAMECA – 2009) A Grã-Bretanha forneceu o modelo para ferrovias e fábricas, o explosivo econômico que rompeu com as estruturas socioeconômicas tradicionais do mundo europeu; mas foi a França que fez suas revoluções e a elas deu suas idéias.&lt;br /&gt;(Eric Hobsbawm. A Era das Revoluções: 1789-1848)&lt;br /&gt;Assinale a alternativa que apresente uma análise correta da Revolução Francesa.&lt;br /&gt;(A) Diante do anseio dos camponeses por participar das decisões políticas, esse grupo tratou de mobilizar outros setores da sociedade, para ascender à Convenção.&lt;br /&gt;(B) Os liberais explicavam que a Revolução foi deflagrada pela difusão das idéias iluministas, que pregavam a religião como a condutora da ação humana.&lt;br /&gt;(C) O processo revolucionário caracterizou-se pela unanimidade de circunstâncias de vida e de ideais entre a&lt;br /&gt;burguesia industrial, os sans-culottes e os camponeses.&lt;br /&gt;(D) Com o 18 Brumário, em 1799, Robespierre e Danton assumiram o poder político e, juntamente com os girondinos estabeleceram medidas que favoreceram a burguesia.&lt;br /&gt;(E) Um dos artigos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, refere-se aos direitos naturais do homem, entre eles, a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18)  (FGV – 2009) Pouco a pouco, [os cafeicultores] se afastam das tarefas ligadas à gestão direta das plantações, que são confiadas a administradores. Eles se estabelecem nas grandes cidades, sobretudo em São Paulo. Suas atividades de comerciantes não&lt;br /&gt;se conciliavam com uma ausência prolongada dos centros de negócios cafeeiros.&lt;br /&gt;(Sérgio Silva, Expansão cafeeira e origens da indústria no Brasil&lt;br /&gt;apud Rubim Santos Leão de Aquino et alii, Sociedade brasileira: uma história através dos movimentos sociais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando a estrutura econômica brasileira no século XIX&lt;br /&gt;e os dados presentes no texto, é correto afirmar que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) enquanto os produtores de açúcar do nordeste detinham o controle sobre todas as etapas da produção – do plantio da cana até a comercialização com grandes negociantes&lt;br /&gt;estrangeiros – os cafeicultores especializaram-se apenas na produção, obtendo com isso grandes lucros.&lt;br /&gt;(B) a alta produtividade – com o decorrente lucro maior do que o obtido pelo açúcar e tabaco – dos cafeicultores paulistas e fluminenses foi resultado da opção de utilizar-se&lt;br /&gt;prioritariamente a mão-de-obra livre e assalariada desde 1850, quando se efetivou o fim do tráfico negreiro para o Brasil.&lt;br /&gt;(C) os cafeicultores eram mais do que simples produtores de café, pois também atuavam em outras áreas econômicas, como a que comercializava o café, o que permitia uma&lt;br /&gt;maior circulação interna do capital e uma maior concentração dos lucros nas mãos desses produtores.&lt;br /&gt;(D) a expansão cafeeira, assim como toda a estrutura econômica do Segundo Reinado, seguiu a lógica que estava presente na organização da economia colonial, pois essa&lt;br /&gt;atividade não incorporou os avanços tecnológicos oferecidos pela chamada Segunda Revolução Industrial.&lt;br /&gt;(E) a lei Eusébio de Queiroz e a lei de Terras, ambas de 1850, foram decisivas para o avanço da produção cafeeira no vale do Paraíba e no oeste paulista, pois incentivaram a&lt;br /&gt;entrada de imigrantes nessas regiões e democratizaram o acesso à propriedade fundiária de pequeno e médio porte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19) (UEMG – 2009) Leia o texto abaixo:&lt;br /&gt;“Um povo, diz Grotius, pode entregar-se a um rei. Segundo Grotius, um povo é, pois, um povo antes de se entregar a um rei. Essa doação é um ato civil; supõe uma deliberação pública. Antes, portanto, de examinar o ato pelo qual o povo elege um rei, seria bom examinar o ato pelo qual o povo é um povo, porque esse ato, sendo necessariamente anterior ao outro, constitui o verdadeiro fundamento da sociedade.”&lt;br /&gt;ROUSSEAU, Jean-Jacques, Do contrato social. Tradução: Rolando Roque da Silva. Edição eletrônica: Ed Ridendo Castigat Mores&lt;br /&gt;Na Revolução Francesa de 1789, uma categoria histórica aparece renovada pela experiência revolucionária. A experiência do povo se contrapõe à ordem tradicional que vigorava na França, desde o período medieval.&lt;br /&gt;Assinale a alternativa em cuja afirmação se expressa CORRETAMENTE o papel das classes populares no movimento revolucionário francês do século XVIII:&lt;br /&gt;A) As camadas populares eram indiferenciadas e compunham uma massa de trabalhadores uniforme incapaz de se organizar politicamente diante de um projeto político iluminista&lt;br /&gt;construído pela burguesia ascendente.&lt;br /&gt;B) Os interesses das camadas proprietárias foram se afirmando sobre a inexperiência e as divergências dos sans-culotes, que somente conseguiram controlar a direção do movimento revolucionário no período bonapartista.&lt;br /&gt;C) As facções de extrema direita se converteram em elementos revolucionários somente no período inicial da Revolução, organizando a resistência da nobreza, através de acordos internacionais com outras dinastias européias.&lt;br /&gt;D) Não havia na França uma única categoria configurada como “um povo”. O mosaico social da França Pré-Revolucionária uniu, por ocasião da convocação dos Estados Gerais, grupos sociais muito diferenciados, que iniciaram um projeto nacional de oposição aos abusos fiscais da Monarquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20) (UFJF- 2009) Os choques constantes entre o rei e o parlamento, entre a religião oficial e as demais, entre os grupos populares e a burguesia, tornaram o século XVII um momento conturbado na história da Inglaterra e ajudam a explicar como se processou a colonização inglesa na costa atlântica da América do Norte.&lt;br /&gt;Acerca desse processo, assinale a alternativa INCORRETA.&lt;br /&gt;a) A monarquia britânica concedeu às companhias de navegação uma parte significativa do empreendimento colonizador, permitindo que elas explorassem determinadas regiões.&lt;br /&gt;b) Os puritanos, grupo religioso perseguido pela monarquia inglesa, atravessaram o Atlântico e se estabeleceram na costa nordeste dos EUA, buscando instituir uma sociedade de acordo com os princípios de sua religião.&lt;br /&gt;c) A Inglaterra adotou uma “Política da Salutar Negligência” em relação às proibições&lt;br /&gt;comerciais por ela mesma impostas às treze colônias, o que possibilitou a constituição de triângulos comerciais entre Nova Inglaterra, África e Caribe.&lt;br /&gt;d) A decisão inglesa de copiar o modelo de colonização de seus antecessores no Novo Mundo (espanhóis e portugueses) visava explorar a força de trabalho indígena, utilizando- se da catequese.&lt;br /&gt;e) A fraca presença da autoridade inglesa na costa leste dos atuais Estados Unidos da&lt;br /&gt;América nos séculos XVII e XVIII colaborou para a precocidade do processo de&lt;br /&gt;independência da América do Norte, a primeira do continente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. (UFJF-2009) Entre 1750 e 1777, o primeiro-ministro português Sebastião de Carvalho e Melo,&lt;br /&gt;conhecido como Marquês de Pombal, comandou a política e a economia portuguesas.&lt;br /&gt;A respeito desse período da história portuguesa e do Brasil, é INCORRETO afirmar que:&lt;br /&gt;a) o período pombalino pode ser caracterizado como de “Despotismo Esclarecido”, visto que foi marcado por medidas modernizantes, mas também manteve a centralização e o fortalecimento do poder real.&lt;br /&gt;b) Pombal adotou práticas típicas do mercantilismo, visando a fortalecer os comerciantes portugueses para que pudessem competir com os ingleses e, também, combater os contrabandistas.&lt;br /&gt;c) a transferência da capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro foi motivada pela crescente importância das regiões mineradoras do sudeste.&lt;br /&gt;d) a expulsão dos jesuítas de Portugal e dos domínios portugueses, inclusive do Brasil, visava a centralizar a administração e redefinir o projeto educacional.&lt;br /&gt;e) o governo pombalino reforçou a escravidão indígena, visando a solucionar o problema da mão-de-obra nas colônias e reduzir a dependência do tráfico atlântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 (UFJF-2009)  Na segunda metade do século XIX e na primeira do século XX, a população brasileira tornou-se ainda mais diversificada do que antes. Além de brancos, índios, negros e mestiços, os imigrantes de diversas nacionalidades – especialmente alemães, italianos e japoneses - tornaram mais complexa a tarefa de construção da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre esses fluxos migratórios e sua inserção na sociedade brasileira, é CORRETO afirmar que:&lt;br /&gt;a) em São Paulo, os japoneses desempenharam um papel propulsor no processo de&lt;br /&gt;industrialização, uma vez que chegaram ao país com grande quantidade de capital.&lt;br /&gt;b) o grande fluxo migratório europeu do final do século XIX, do qual participaram, dentre outros, italianos, alemães, excluiu completamente os negros do mercado de trabalho.&lt;br /&gt;c) os alemães se instalaram prioritariamente no litoral nordestino onde se dedicaram à&lt;br /&gt;atividade agroexportadora.&lt;br /&gt;d) ao incentivar a vinda de imigrantes europeus para o Brasil, o governo visava inclusive ao embranquecimento da população brasileira.&lt;br /&gt;e) a principal motivação da grande imigração italiana foi a invasão do país pela Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GABARITO&lt;br /&gt;1) C&lt;br /&gt;2) C&lt;br /&gt;3) C&lt;br /&gt;4) A&lt;br /&gt;5) C&lt;br /&gt;6) D&lt;br /&gt;7) A&lt;br /&gt;8) B&lt;br /&gt;9) C&lt;br /&gt;10) E&lt;br /&gt;11) A&lt;br /&gt;12) E&lt;br /&gt;13) E&lt;br /&gt;14) C&lt;br /&gt;       15) A) Como resultado da “ Marcha para o Oeste”, colonos norte-americanos iniciaram uma ocupação do Texas, que era, até então, território do México. Esses colonos declaram a independência do Texas e solicitaram sua anexação aos Estados Unidos da América. Inicia-se, então, uma guerra entre o México e os EUA. Com a derrota do México, os EUA incorporam os territórios da Califórnia, Nevada, Utah, Arizona e Novo México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B) O Alasca foi comprado da Rússia, a Louisiania da França e a Flórida da Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16) C&lt;br /&gt;17) E&lt;br /&gt;18) C&lt;br /&gt;19) D&lt;br /&gt;20) D&lt;br /&gt;21) E&lt;br /&gt;22) D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-335756419272432263?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/335756419272432263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/06/lista-de-exercicios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/335756419272432263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/335756419272432263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/06/lista-de-exercicios.html' title='LISTA DE EXERCÍCIOS'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-8368855467791440539</id><published>2009-06-14T07:02:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T07:05:40.254-07:00</updated><title type='text'>GUERRA DA SECESSÃO</title><content type='html'>O intenso crescimento territorial dos Estados Unidos na primeira metade do século XIX, acompanhado de um rápido aumento da população, com muitos imigrantes europeus atraídos pela facilidade de adquirir terras, tornava ainda mais flagrante, o contraste entre o desenvolvimento do norte e o atraso do sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No norte, o capital acumulado durante o período colonial, criou condições favoráveis para o desenvolvimento industrial cuja mão-de-obra e mercado, estavam no trabalho assalariado. A abundância de energia hidráulica, as riquezas minerais e a facilidade dos transportes contribuíram muito para o progresso da região, que defendia uma política econômica protecionista. Já o sul, de clima seco e quente permaneceu atrasado com uma economia agro-exportadora de algodão e de tabaco, baseada no latifúndio escravista. Industrialmente dependente, o sul era franco defensor do livre-cambismo, caracterizando mais um contraponto com a realidade do norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Acordo de Mississipi em 1820 proibia a escravidão acima do paralelo 36º40'. Em conseqüência, o presidente Monroe, que assinara o tratado, foi homenageado com a denominação de "Monróvia", para capital do Estado da Libéria, fundado na África em 1847, para receber os escravos libertados que quisessem voltar à sua terra. Em 1850 foi firmado o Compromisso Clay, que concedia liberdade para cada Estado da federação decidir quanto ao tipo de mão-de-obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1852, Harriet Beecher Stowe publicou a romance abolicionista A Cabana do pai Tomás, que vendeu 300 mil cópias só no ano de sua edição, sensibilizando toda uma geração na luta pelo abolicionismo. Dois anos depois surgia o Partido Republicano, que abraçou a causa do abolicionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1859, um levante de escravos foi reprimido na Virgínia e seu líder John Brow foi enforcado, transformando-se em mártir do movimento abolicionista. No ano seguinte, o ex-lenhador que chegou a advogado, Abraham Lincoln, elegeu-se pelo novo Partido Republicano. O Partido Democrata, apesar de mais poderoso, encontrava-se dividido entre norte e sul, o que facilitou a vitória de Lincoln, um abolicionista bem moderado que estava mais preocupado com a manutenção da unidade do país. Em campanha Lincoln teria afirmado que "Se para defender a União eu precisar abolir a escravidão, ela será abolida, mas se para defender a União eu precisar manter a escravidão, ela será mantida". Apesar da questão do escravismo ser apenas secundária para Lincoln, o mesmo era visto pelos latifundiários escravistas do sul como um verdadeiro revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eleição de para a presidência dos Estados Unidos aborreceu os sentimentos dos dirigentes políticos dos estados do sul, cuja economia se baseava na cultura intensiva com recurso sistemático à mão-de-obra escrava. No seu discurso de tomada de posse, Lincoln reafirmara o propósito de preservar a unidade da nação americana, colocando à parte a idéia de forçar a abolição do sistema escravagista. Tal atitude não foi suficiente para tranquilizar os elementos mais radicais dos estados do sul, que se constituíram numa Confederação que se separou da União e desencadeou operações militares contra as tropas desta, estacionadas em Fort Sumner (12 de Abril de 1861).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conflito deste modo desencadeado foi favorável à Confederação durante o primeiro ano de guerra, mas a situação inverteu-se a partir da primavera de 1862, terminando com a derrota militar da Confederação sulista. O Norte, dirigido por Lincoln, dispunha de vantagens significativas, de entre as quais se devem destacar as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma população mais numerosa, na ordem dos 22 milhões de habitantes, contra os 9 milhões do sul, dos quais pelo menos um terço eram escravos;&lt;br /&gt;- Agricultura apta a produzir gêneros alimentícios em quantidade e variedade capaz de alimentar não apenas a população civil mas ainda as tropas na frente de combate, enquanto a produção agrícola do sul se limitava a gêneros de exportação, não comestíveis, como o algodão;&lt;br /&gt;- Forte capacidade industrial, aproximadamente cinco vezes superior a do Sul, incluindo o exclusivo quase completo da indústria de armamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Lincoln colocava a tônica no desiderato de defender a União, recusando ao Sul o direito de se separar do todo nacional, o Sul insistia no seu direito à independência. A questão da escravatura foi assim ficando secundarizada e só voltou ao primeiro plano quando Lincoln (num momento em que se podia já prever a derrota da Confederação, embora à custa de grandes sacrifícios) decidiu introduzir um novo elemento dinamizador da opinião pública do Norte, que simultaneamente funcionasse como fator de desencorajamento da opinião pública do Sul. Fê-lo assinando, em 22 de setembro de 1862, a Proclamação de Emancipação dos escravos, na qual se estipulava que os escravos que vivessem no território da Confederação passariam a ser pessoas livres a partir de 1º de Janeiro seguinte. Deu assim uma grande satisfação ao movimento abolicionista, em cujas preocupações a abolição da escravatura ocupava o primeiríssimo lugar, mudando deste modo o sentido da guerra. A partir deste momento, a guerra trava-se com dois objetivos, um de carácter político (a preservação da unidade nacional) e outro de natureza social (o fim da escravatura), este último com fortes implicações na economia do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada a primeira fase vitoriosa da guerra, o Sul rapidamente compreendeu que não poderia sair vencedor, mas nem por isso diminuiu o seu esforço bélico. As suas tropas bateram-se sempre com extrema bravura até a rendição final, em 9 de abril de 1865. A batalha mais feroz foi certamente a de Gettysburg (ilustração abaixo), travada durante três dias, com um balanço final superior a cinqüenta mil mortos. Para homenagear os caídos em combate, Lincoln pronunciou um breve discurso, em 19 de maio de 1863, no qual acrescentou uma outra dimensão à guerra - a defesa da democracia, definida como "o governo do povo, pelo povo e para o povo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra Civil Americana, também denominada Guerra da Secessão, produziu maior número de baixas que qualquer outro conflito em que os Estados Unidos se envolveram. Contaram-se mais de 600.000 mortos e metade do país ficou em ruínas. A reconstrução da economia do país (especialmente a do Sul) foi penosa e longa. A unidade nacional foi preservada, e a abolição da escravatura, proclamada por Lincoln, foi pouco depois consagrada na Constituição (13ª Adenda). O próprio Lincoln caiu vítima de um atentado perpetrado por um radical sulista. Os negros, agora livres, integraram-se no mercado de trabalho como assalariados, mas encontraram enormes dificuldades na conquista da igualdade real. As perseguições brutalíssimas por parte de organizações racistas como o Klu Klux Klan e as discriminações de várias ordens (no direito eleitoral, no mercado de emprego, no acesso ao ensino e à habitação etc.) de que foram vítimas só foram eficazmente combatidas por um amplo movimento social encabeçado por Martin Luther King Jr., na década de 60 do século passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANÁLISE DA GUERRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje, muito se discute por que a União venceu (ou por que a Confederação perdeu) a guerra. As vantagens da União que contribuíram para o sucesso desta, e que são largamente aceitas entre historiadores, incluem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A economia industrializada do Norte, em contraste com a economia agrária do Sul. Esta economia industrializada ajudou na fabricação de armas e outros suprimentos.&lt;br /&gt;• A grande e eficiente malha ferroviária do Norte, que permitiu o transporte rápido de tropas. Apesar de o Sul ter ao longo da guerra mais quilômetros de ferrovias per capita, várias destas ferrovias não eram compatíveis entre si, e não formavam uma malha ferroviária consistente - as tais ferrovias serviam primariamente para o transporte de algodão dos campos para os portos. A Guerra Civil Americana foi a primeira guerra da história onde ferrovias desempenharam um importante papel.&lt;br /&gt;• Uma maior população, e taxas maiores de imigração no Norte, que possibilitou que mais pessoas pudessem atuar na guerra como soldados.&lt;br /&gt;• A possessão de uma forte força naval, que levou ao bloqueio econômico bem-sucedido da Confederação por mar.&lt;br /&gt;• O governo estável e popular da União.&lt;br /&gt;• A causa moral proclamada pela Proclamação de Emancipação, que deu à União um incentivo adicional em continuar os esforços de guerra.&lt;br /&gt;• O recrutamento de afro-americanos às forças da União, após a "Proclamação de Emancipação", que foram usados primariamente como arma ideológica contra a Confederação. Afro-americanos não foram autorizados a atuar nas forças militares da Confederação até as semanas finais da guerra.&lt;br /&gt;• O péssimo uso de recursos existentes em ofensivas por parte da Confederação, e na falha desta em usar táticas de guerrilha contra o sistema de transportes e de comunicação da União. • A falha da Confederação em conseguir suporte militar de qualquer outro país, primariamente por causa dos resultados da Batalha de Antietam e da Proclamação de Emancipação, em 1863.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESFECHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Custos da guerra&lt;br /&gt;A guerra terminou com a rendição incondicional das forças confederadas. Não houve conflitos de guerrilha significante. Muitos oficiais do alto escalão da Confederação escaparam para a Europa, o México e o Brasil, entre outros países. Davis foi capturado e aprisionado por dois anos, e libertado em seguida. Nenhum oficial confederado foi processado por traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Soldado confederado morto, Petesburg, Virgínia, 1865&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficialmente, um total de 558 052 soldados morreram durante a Guerra Civil Americana. Considerando soldados desaparecidos, o total sobe para aproximadamente 620 mil. O número de feridos é de aproximadamente 275 mil na União e de 137 mil na Confederação. Estes números fazem da Guerra Civil Americana a mais sangrenta de toda a história dos Estados Unidos. Aproximadamente 360 mil soldados da União e 198 mil da Confederação morreram. O número de americanos mortos na Guerra Civil Americana é maior do que a soma de americanos mortos durante todos os outros eventos da história militar dos Estados Unidos, desde a Revolução Americana de 1776 até tempos atuais. Três quintos de todas as mortes foram causados por doenças, um quinto por lesões e ferimentos e apenas um quinto morreu diretamente em combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócio-econômicos e culturais&lt;br /&gt;A Guerra Civil Americana drenou os recursos financeiros do Norte e arruinou completamente a economia do Sul. O custo total da guerra foi de 115 bilhões de dólares. Grande destruição ocorreu no Sul por causa da guerra. Inúmeras fábricas, estabelecimentos comerciais e residências foram destruídos e campos foram queimados pelos soldados do Norte. O monopólio mundial do algodão sulista foi destruído. Imediatamente após a guerra houve o aparecimento de grandes ressentimentos e atritos entre a população do Sul e do Norte dos Estados Unidos, que perduraram por várias gerações. Ressentimentos da população sulista contra o Partido Republicano, o partido de Abraham Lincoln, também surgiram. Os republicanos teriam grandes dificuldades em vencer quaisquer eleições federais até a década de 1970, e mesmo em tempos atuais, os Estados do Sul são governados em sua grande parte por democratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum programa governamental foi previsto para a integração profissional e econômica do Sul aos Estados Unidos da América. O Sul perdeu toda sua influência política, econômica e cultural nos Estados Unidos. Os ideais tradicionais do Sul passaram a não ter nenhuma influência no governo federal. Enquanto o conflito assolava os Estados americanos, a exportação de algodão pelos Estados do Sul ao Reino Unido ficou altamente prejudicada - o setor têxtil inglês a importar algodão de duas de suas colônias - o Egito e a Índia, e também incentivando outros países produtores de algodão - inclusive, o setor algodoeiro no Brasil. Foi o "surto nas exportações brasileiras de algodão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra Civil Americana causou a urbanização das terras do oeste e das áreas centrais norte-americanas, contribuindo ainda mais para o crescimento da economia, a expansão industrial e o desenvolvimento do capitalismo dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pela União ao longo da guerra, graças ao esforço de guerra, o Norte cresceu de maneira surpreendente, principalmente na metalurgia, transporte ferroviário, armamentos e naval. Além do desenvolvimento tecnológico, houve ganhos no campo da medicina, escolas e instituições de ensino superior. O comércio cresceu de maneira exponencial, espalhando-se para todo o território americano. O padrão de cultura dos Estados Unidos passou a ser o ideal nortista de "trabalho duro, educação e liberdade econômica a todos", e que eventualmente, faria dos Estados Unidos a maior potência econômica do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 60 mil livros e artigos foram escritos sobre a Guerra Civil Americana, fazendo desta guerra uma das guerras sobre as quais mais se escreveu na história da literatura. O poeta americano Walt Whitman predisse, corretamente, após o fim da guerra: "Uma grande literatura deverá surgir desta era de quatro anos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efeitos no militarismo&lt;br /&gt;A Confederação foi abolida pela União, e os Estados rebeldes foram ocupados por tropas da União até 1877.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra Civil Americana é considerada por vários historiadores como a primeira guerra moderna. O conflito gerou vários avanços na área militar. Táticas e armas foram criadas e introduzidas, que seriam largamente usadas nas próximas décadas, até o começo do século XX. Entre as principais inovações da guerra está a invenção de rifles que podiam atirar várias balas antes de serem recarregados, e o uso das primeiras metralhadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra Civil Americana foi a primeira guerra onde balões foram utilizados com o propósito de patrulhamento aéreo. Pela primeira vez, ironclads foram utilizados em guerra, bem como submarinos capazes de destruir outros navios. Minas terrestres e aquáticas foram outras inovações. Além disso, pela primeira vez na história mundial, ferrovias foram usadas para movimentar um grande número de soldados de uma região para outra, em questão de poucos dias. O telégrafo também foi usado, para comunicação, pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a Guerra Civil Americana é considerada uma guerra moderna por causa da grande destruição gerada. Foi a primeira guerra total do mundo, onde todos os recursos disponíveis foram usados por ambos os lados para os esforços de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim da escravidão&lt;br /&gt;A Constituição americana de 1776 dizia que "todos os homens são iguais". Ironicamente, após a independência ter sido alcançada, e até o fim da Guerra Civil Americana, os Estados Unidos eram o maior país escravista do mundo. Após o fim da guerra, os americanos tentaram fazer esta igualdade uma realidade no país, através da aprovação da 13ª Emenda à Constituição americana, tendo sido ratificada no final de 1865, e que acabou oficialmente com a escravidão no país. A 14ª Emenda foi aprovada em 1868, definia cidadania e dava ao governo federal amplos poderes para forçar os Estados a fornecerem proteção igualitária às leis. A 15ª Emenda foi aprovada em 1870, e dava a todos os afro-americanos do sexo masculino maiores de idade o direito de voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o lugar dos afro-americanos na sociedade americana continuou indefinido, e os afro-americanos continuaram a ser marginalizados em todo país, uma vez que leis antidiscriminação ainda não existiam na época. O sul seria ocupado por tropas do Norte até 1877, e diversos afro-americanos foram colocados em posições importantes do governo dos Estados sulistas, pelo governo americano. A maior parte da população sulista sentiu-se humilhada com estas medidas, favorecendo o surgimento de sociedades secretas como os Cavaleiros da Camélia Branca e a Ku Klux Klan, que empregavam a violência para perseguir os afro-americanos e defender a segregação racial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;União&lt;br /&gt;Alguns historiadores acreditam que a guerra tenha sido a maior falha da democracia. Afinal, como o próprio Lincoln disse no final da guerra: "A guerra foi uma segunda instância, da votação à bala".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único lema dos Estados Unidos então era "E Pluribus Unum", que significa "De Muitos Um". O lema é uma referência à criação dos Estados Unidos das 13 antigas colônias britânicas. Mas as divergências existentes entre o Norte e o Sul criaram um sentimento de indecisão nos americanos - a escolha entre formar uma única grande nação ou várias nações menores. Porém, o desfecho da guerra claramente estabeleceu que os Estados, por si só, não têm o direito ou o poder de sair da União.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refugiados&lt;br /&gt;Após a derrota e a recessão político-econômica que se seguiu no Sul, muitos confederados migraram para outras regiões dos Estados Unidos (primariamente, para o Norte e o Oeste americano). Os Estados confederados em conjunto (com exceção da Flórida e do Texas) sofreram em conjunto um decréscimo populacional de cerca de 300 mil habitantes na década de 1870, 450 mil na década de 1880 e 550 mil na década de 1890. Muitos dos confederados que abandonaram o Sul americano emigraram para outros países, entre eles o Brasil, buscando fugir não somente da recessão econômica, bem como da perseguição e discriminação que se seguiu contra a população confederada. Essa fuga consistiu no maior êxodo populacional da história dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os confederados encontraram no Brasil terra produtiva para o plantio de culturas das quais eles tinham ampla experiência, como algodão, milho e melancia. Não se sabe ao certo o número de confederados que abandonaram os Estados Unidos e se instalaram no Brasil. Estimativas variam entre quatro mil a vinte mil confederados que imigraram para o Brasil, onde se instalaram primariamente em Santa Bárbara d'Oeste, no interior de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes: Carton, Bruce. Reflections on the Civil War. Doubleday Books, 1981| Kirchberger, Joe H. Civil War and Reconstruction: an Eyewitness History. Facts on File, 1991 | Barney, William L. Battleground for the Union: the Era of the Civil War and Reconstruction. Prentice Hall, 1990. | Infopédia, Editora Porto, Porto, Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESUMO EXTRAÍDO DO SITE : http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/historia/historia_da_america/estados_unidos/eua_guerra_secessao&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-8368855467791440539?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/8368855467791440539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/06/guerra-da-secessao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/8368855467791440539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/8368855467791440539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/06/guerra-da-secessao.html' title='GUERRA DA SECESSÃO'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-6874522139266270653</id><published>2009-06-07T15:29:00.000-07:00</published><updated>2009-06-07T15:51:00.450-07:00</updated><title type='text'>HISTÓRIA DO PARANÁ</title><content type='html'>HISTÓRIA DO PARANÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GEOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• LOCALIZAÇÃO: o Paraná, estado brasileiro, fica na região Sul&lt;br /&gt;• O estado é cortado pelo Trópico de Capricórnio, que estabelece o limite meridional das culturas agrícolas tropicais&lt;br /&gt;• FRONTEIRAS: Norte e Nordeste = São Paulo; Leste = Oceano Atlântico; Sul = Santa Catarina; Sudoeste = Argentina; Oeste = Paraguai; Noroeste = Mato Grosso do Sul&lt;br /&gt;• ÁREA (km²): 199.709,1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• MUNICÍPIOS (número): 399 (1997)&lt;br /&gt;• CIDADES MAIS POPULOSAS: Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Cascavel&lt;br /&gt;• HORA LOCAL (em relação a Brasília): a mesma&lt;br /&gt;• HABITANTE: paranaense&lt;br /&gt;• POPULAÇÃO: 9.563.458 (2000)&lt;br /&gt;• DENSIDADE: 47,88 habitantes p/km2&lt;br /&gt;• ANALFABETISMO: 8,6% (2000)&lt;br /&gt;• MORTALIDADE INFANTIL: 29,79&lt;br /&gt;• CAPITAL: Curitiba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A economia do Estado se baseia na agricultura (cana-de-açúcar, milho, soja, trigo, café, mandioca), na indústria (agroindústria, papel e celulose) e no extrativismo vegetal (madeira e erva-mate).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HISTÓRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A história do Estado do Paraná remonta há cerca de 9000 anos. As provas materiais dessa história são encontradas em todo o território paranaense nos vários sítios arqueológicos já pesquisados como: os sambaquis no litoral e as pinturas rupestres, nos Campos Gerais. Nesses locais encontramos vestígios materiais importantes que revelam como viviam os habitantes desta terra antes da vinda dos primeiros europeus para a América. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÍNDIOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O índio no Paraná limitava-se aos do grupo tupi-guarani no litoral, no oeste e noroeste; aos Jê (botocudo e kaingangs) com distribuição geográfica mal definida, mas preferencialmente sobre a Floresta de Araucária. Em 1953, foram descobertos os Xetá, que haviam se isolado na Serra dos Dourados (noroeste do estado) vivendo no mais puro estado primitivo, dos quais nada mais resta na região. Aos indígenas, o paranaense deve o nome de seu estado, o hábito de tomar chimarrão e a culinária, entre outros costumes.&lt;br /&gt;• Os poucos descendentes indígenas existentes são protegidos pela FUNAI, e vivem em postos como São Jerônimo da Serra, Guarapuava, Palmas, Mangueirinha, Apucarana, Laranjeiras do Sul e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OCUPAÇÃO EUROPÉIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, no Paraná, a ocupação européia aconteceu por duas vias: uma espanhola e a outra portuguesa. &lt;br /&gt;• No início do século XVI os portugueses criaram duas capitanias sobre o nosso litoral. A primeira, a Capitania de São Vicente, na região compreendida entre a Barra de Paranaguá e a de Bertioga. A segunda, a Capitania de Sant’Ana, desde a Barra de Paranaguá até onde fosse legítima pelo Tratado de Tordesilhas; mas, referências históricas, datadas de 1540, nos dão conta da existência de moradores na baía de Paranaguá vindos de Cananéia e São Vicente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início do século XVI,  europeus atravessaram, o território paranaense tendo sempre como ponto de partida  o litoral atlântico. O primeiro europeu a percorrer toda a extensão deste território foi o bandeirante Aleixo Garcia. Em 1541 D. Alvarez Nuñes Cabeza de Vaca, partindo da Ilha de Santa Catarina seguiu por terra em direção a oeste tomando posse simbólica para a Espanha. Nesta fase a Coroa Espanhola cria cidades e algumas reduções para assegurar o seu território determinado pelo Tratado de Tordesilhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• No ano de 1554 é criada a primeira povoação européia em território paranaense, a vila de Ontiveros, às margens do rio Paraná, perto da foz do rio Ivaí. Dois anos depois, o povoamento se transfere para perto da foz do rio Piquiri, recebendo o nome de Cuidad Real del Guairá – hoje município de Terra Roxa- , que juntamente com Vila Rica do Espirito Santo – nas margens do rio Ivaí – formou a província de Vera ou do Guairá. &lt;br /&gt;• A tentativa espanhola de escravizar os índios provocou levantes e a pacificação foi confiada aos padres Jesuítas, que adotaram o sistema de reduções. &lt;br /&gt;Em meados de 1600 intensifica-se a presença dos vicentinos (moradores da capitânia de São Vicente) em todo o litoral e nos Campos de Curitiba, em 1648 o povoado de Paranaguá é elevado a categoria de Vila com a denominação de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá. &lt;br /&gt;Diogo de Unhate foi o primeiro português a requerer terras em solo paranaense; em 1614 obteve uma Sesmaria na região de Paranaguá, localizada entre os rios Ararapira e Superagüi. Na seqüência, em 1617 Gabriel de Lara funda uma povoação na Ilha da Cotinga, que depois transferiu para a margem esquerda do rio Taquaré ( hoje Itiberê) &lt;br /&gt;Em 1631, os paulistas destruíram Ciudad Real del Guairá e Villa Rica del Espiritu Santo, que foram abandonadas pelos habitantes. Sem condições de resistir aos ataques dos bandeirantes vicentinos, os jesuítas espanhóis resolveram abandonar o Guairá, e migraram para regiões mais distantes com os indígenas que restaram. A destruição das missões, contudo, não foi seguida de imediato povoamento da região pelos luso-brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MINERAÇÃO NP PARANÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVII, descobriu-se na região do Paraná uma área aurífera, anterior ao descobrimento das Minas Gerais, que provocou o povoamento tanto no litoral quanto no interior. Com o descobrimento das Minas Gerais, o ouro de Paranaguá perdeu a importância. As famílias ricas, que possuíam grandes extensões de terra, passaram a se dedicar à criação de gado, que logo abasteceria a população das Minas Gerais. Mas apenas no século 19 as terras do centro e do sul do Paraná foram definitivamente ocupadas pelos fazendeiros &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A passagem de tropas (gado e cavalos) vindos de Viamão para Sorocaba propiciaram o tropeirismo no Estado. Paradas feitas durante o percurso para pouso originavam novos povoamentos que, com o passar dos tempos tornaram-se cidades (Rio Negro, Campo do Tenente, Lapa, Porto Amazonas, Palmeira, Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul, Jaguariaíva e Sengés).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TROPEIRISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A atividade pecuária se caracterizou de forma marcante no Paraná proporcionando a formação das primeiras vilas nos Campos Gerais e nos Campos de Guarapuava-Palmas. &lt;br /&gt;• As características naturais desta região propiciaram a criação, o transporte e a comercialização de animais &lt;br /&gt;• O gado muar abundante nos campos do Rio Grande do Sul eram trazidos através do Caminho das Tropas, ou Estrada da Mata, para as fazendas de invernagem no Paraná e daqui seguiam às feiras de Sorocaba em São Paulo. &lt;br /&gt;• Estes animais de carga transportados pelos tropeiros serviam para abastecer outros mercados internos do país como de Minas Gerais. &lt;br /&gt;O tropeirismo somente declinou com a entrada das estradas de ferro e posteriormente com as de rodagem, mas possibilitou um “modo de vida” que ainda permanece em muitas regiões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EVOLUÇÃO POLÍTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• 19 de novembro de 1811, foi criada a Comarca de Paranaguá e Curitiba, como território integrado à Capitania Geral de São Paulo. Em 6 de julho do mesmo ano, a Câmara Municipal de Paranaguá apelou ao príncipe regente, Dom João VI, solicitando a emancipação da comarca e a criação da capitania do Paraná, independente de São Paulo. Mesmo após a Independência do Brasil, porém, os paranaenses continuaram submetidos a São Paulo.&lt;br /&gt;• Em 6 de fevereiro de 1842, uma lei provincial de São Paulo, elevou Curitiba à categoria de cidade.&lt;br /&gt;• A economia paranaense expandia-se com a produção local da erva-mate, exportada para os mercados argentino, uruguaio, paraguaio e chileno, além do comércio de gado. O mate era o principal produto de exportação do Paraná, na época.&lt;br /&gt;Separada de São Paulo em 1853, criou-se a Província do Paraná com o estabelecimento de aproximadamente 40 núcleos coloniais, núcleos estes originados por imigrantes italianos, alemães, poloneses, franceses, ingleses e suíços que, dedicaram-se as culturas de erva-mate, café e exploração de madeira impulsionando a economia local na época. &lt;br /&gt;A 19 de dezembro do mesmo ano chegou à capital Zacarias de Góis e Vasconcelos, primeiro presidente da província, que desde logo se empenhou em tomar medidas destinadas a impulsionar a economia local e conseguir recursos para as ações administrativas que se faziam necessárias. Procurou encaminhar para outras atividades, mormente de lavoura, parte da mão-de-obra e dos capitais que se empregavam no preparo e comércio da erva-mate. O mais lucrativo negócio da província continuava a ser, no entanto, a invernada e a venda de muares para São Paulo. Essa atividade chegou ao ponto mais alto na década de 1860 e só entrou em declínio no final do século. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMIGRAÇÃO EUROPÉIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então, um programa oficial de imigração européia contribuiu para a expansão do povoamento e o aparecimento de novas atividades econômicas. As maiores levas de imigrantes que chegaram foram os poloneses, ucranianos, alemães e italianos e, os menores contingentes, suíços, franceses e ingleses. Foram fundados núcleos coloniais, principalmente no Planalto de Curitiba. Iniciou-se a exploração da madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ERVA-MATE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A erva-mate, planta nativa a qual se encontrava em boa parte do território paranaense, desde o planalto de Curitiba até o sudoeste. &lt;br /&gt;• Constituiu-se no principal produto de exportação durante o período provincial.&lt;br /&gt;•  O hábito de beber mate origina-se da cultura indígena onde desde tempos coloniais foi se sedimentando entre os luso-brasileiros, principalmente da região sul, que se adaptaram tão bem. &lt;br /&gt;• No final do século XIX, a erva-mate dominou a economia e criou uma nova fonte de riqueza para os líderes que partilhavam o poder. Com o aparecimento das estradas de ferro, ligando a região da araucária aos portos e a São Paulo, ocorreu novo período de crescimento.&lt;br /&gt;• O progresso, elevação de nível econômico, cultural e social do povo do Paraná foram os principais motivos para a transformação da região em província. &lt;br /&gt;• Em 1880 houve a abertura de estradas e rodovias, o que acelerou a ocupação. Daí em diante aconteceu o grande fluxo de migrantes mineiros e de outros estados pelo baixo valor das terras e sua grande fertilidade. O Paraná, se torna Estado em 1889. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERROVIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O novo impulso de desenvolvimento ocorreu com a implantação de ferrovias na Província. Em 1880, iniciavam-se as obras de construção da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, atravessando um dos trechos mais íngremes da Serra.Em 1885, os trens passaram a correr pela primeira vez entre Paranaguá e Curitiba.&lt;br /&gt;• A indústria madeireira desenvolveu-se com o aparecimento de outras ferrovias, ligando as regiões das Mata de Araucárias aos portos, principalmente de Paranaguá, e à São Paulo. Com o avanço das estradas de ferro que acompanhavam a expansão do café de São Paulo, o transporte com mulas foi desaparecendo. O declínio do comércio de muares acarretou uma crise na sociedade pastoril paranaense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O POVOAMENTO DO TERRITÓRIO PARANAENSE. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Três foram as ondas povoadoras que em conjunturas diversas e com motivações distintas realizaram a ocupação e formaram as comunidades regionais que constituem o atual Estado do Paraná. Quais sejam: &lt;br /&gt;• A primeira se esboçou no século XVII, com a procura do ouro, e estruturou-se no século XVIII sobretudo no latifúndio campeiro dos Campos Gerais ,com base na criação e no comércio do gado e, mais tarde, no século XIX, nas atividades extrativas e no comércio exportador da erva-mate e da madeira. &lt;br /&gt;• O Paraná foi a primeira região do Brasil a ingressar no sistema colonial mercantil. Os motivos para esta inserção foram a descoberta de ouro de aluvião no litoral na primeira metade do século XVII e a sua proximidade geográfica com o eixo São Vicente, Rio de Janeiro, Bahia. &lt;br /&gt;• A evidência do ouro foi manifestada por Gabriel de Lara em Paranaguá (1646) e Heliodoro Ébano Pereira nos campos de Curitiba (1651). Nesta época muitos moradores abandonaram a lida com a terra para procurar ouro. Isso provocou uma situação de extrema pobreza em toda a região persistindo apenas a lavoura de subsistência. Como o ouro era pouco logo acabou. &lt;br /&gt;• O gênero de subsistência manteve um fraco comércio em Paranaguá. A produção e o comércio de farinha de mandioca possibilitou a importação de produtos básicos como o sal, ferragens e peças de algodão vindos da sede da Capitania. Ainda no século XVII iniciou-se no litoral outras atividades produtiva como o plantio de arroz e cana-de-açúcar; este último com a finalidade de produzir a aguardente e o açúcar. &lt;br /&gt;• Com a abertura do caminho do Viamão, em 1731, a criação e a invernagem de gado dá o início a principal atividade econômica paranaense do século XVIII, o tropeirismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Ao longo do caminho do Viamão, ou caminho das tropas organizaram-se pousos, invernadas e freguesias, como as de Sant’Ana do Iapó, de Santo Antônio da Lapa originando vilas e futuras cidades do Paraná Tradicional. Com base nessa atividade foram ocupados os Campos de Curitiba, os Campos Gerais, bem como, no século XIX, os Campos de Guarapuava e Palmas. O Tropeirismo irá se esgotar na década de 1870 pelo aparecimento das estradas de ferro as quais fizeram com que os animais de carga perdessem sua função econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• No início do século XIX a erva mate abriu o comércio de exportação para os mercados do Rio da Prata e do Chile. Transformou-se no esteio econômico paranaense até os anos de 1930 quando a concorrência argentina encerrará a predominância da erva-mate paranaense.&lt;br /&gt;A partir das primeiras décadas do século XIX o quadro demográfico paranaense é substancialmente alterado pela introdução de contingentes de imigrantes europeus. Estes imigrantes vieram para o Paraná especialmente para trabalhar com a agricultura de abastecimento em colônias agrícolas nos arredores dos centros urbanos. &lt;br /&gt;• A segunda resulta da ocupação das grandes florestas dos vales do Paranapanema, Paraná, Ivaí e Iguaçu. Dois movimentos populacionais extraordinários ocorreram paralelamente , resultando na sua formação. O primeiro impulsionado pela lavoura do café que ocupou a região Norte e o segundo pela ocupação das regiões Sudoeste e Extremo Oeste. &lt;br /&gt;• Desde o final do século XVIII, mesmo sem expressão econômica, o café do litoral do Paraná se encontra nas listas de exportações pelo porto de Paranaguá. Em meados do século XIX já se produzia café para consumo, interno, nos aldeamentos indígenas de São Pedro de Alcântara e de São Jerônimo , e na colônia militar de Jataí . Porém, o café de fato entrou no Paraná no final do século XIX pelas mãos de migrantes mineiros e paulistas. A ocupação acontece em três zonas sucessivas. A primeira no Norte Velho, desde a divisa Nordeste com São Paulo até Cornélio Procópio, colonizada entre 1860 e 1925. Em 1950 esta região estava praticamente ocupada; a Segunda no Norte Novo, desde Cornélio Procópio até Londrina, prolongando-se até o rio Ivaí, colononizada entre 1920 e 1950; e a terceira e última no Norte Novíssimo, entre os rios Ivaí e Piquiri, colonizada de 1940 até 1960. Esta última chegando às barrancas do rio Paraná, fronteira com o Estado do Mato Grosso. &lt;br /&gt;• A terceira e última a partir o final da década de 1930 inicia um processo novo de ocupação territorial no Paraná nas regiões Sudoeste e Extremo Oeste por parte migrantes vindos do Rio Grande do Sul e, principalmente de Santa Catarina que implantam o regime de pequenas propriedades e a policultura, predominantemente de cereais e oleaginosas. Também se dedicavam a criação de suínos. Deste modo nos anos de 1960, toda a região estava ocupada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ECONOMIA&lt;br /&gt;• O Paraná ocupa quinto lugar em importância econômica entre todos os estados brasileiros. As diferentes características físicas e climáticas do estado propiciam a existência de atividades agrícolas diversificadas e seu grau de desenvolvimento econômico permite a utilização de avançadas técnicas agrícolas, que se traduzem nos mais altos índices de produtividade do país. &lt;br /&gt;• Destaca-se ainda no estado do Paraná, a produção de batatas, de cana-de-açúcar, de mandioca e de arroz. Nos últimos anos, programas de desenvolvimento da fruticultura vêm sendo implantados em diversas regiões do estado. Na região norte do Paraná, a implantação de pomares cítricos vem permitindo a produção industrial de suco de laranja, enquanto a produção de maçã alcança, em várias regiões, uma safra média de 30 mil toneladas por ano. &lt;br /&gt;• O estado possui um dos maiores rebanhos pecuários do país, com 8.911.986 de cabeças de bovinos, sendo expressivas também as criações de suínos (3.780.172) e galináceos (85.713.370). A produção paranaense de leite representa cerca de 10 % da produção nacional. &lt;br /&gt;• As principais reservas de matérias-primas existentes no estado do Paraná incluem o xisto betuminoso, o calcário, a dolomita, a argila, o carvão, o chumbo e a fluorita. A reserva de calcário está estimada em 4,4 bilhões de toneladas e suas principais jazidas, localizadas na região leste, alcançam produção média anual de cerca de 6 milhões de toneladas. &lt;br /&gt;• O parque industrial do estado reúne cerca de 24 mil estabelecimentos, que têm registrado desempenho sempre superior à média nacional do setor. Nos quatro primeiros anos da década de 90, os índices de crescimento acumularam um total de 31,24 %. A produção industrial é diversificada, destacando-se as indústrias de papel e celulose, química, madeireira, alimentícia, de fertilizantes, eletroeletrônica, metalmecânica, de cimento, têxtil e de cerâmica, além da agroindústria. &lt;br /&gt;• O Paraná é ainda o quarto maior exportador entre os estados brasileiros. Em 1993 a receita das exportações representou US$ 2,48 bilhões, que corresponde a 6,42 % do valor total exportado pelo país. A participação dos produtos industrializados na pauta de exportações do estado foi de 51 % no mesmo ano, liderada pelo complexo agroindustrial, responsável por 60 % das exportações do estado. O segundo complexo industrial com maior participação nas vendas externas do estado é o de metalmecânica, com 13,6 % do total das exportações em 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COLONIZAÇÃO DO NORTE PARANAENSE&lt;br /&gt;A região norte paranaense teve como base de seu desenvolvimento econômico a produção cafeeira iniciada desde meados do século XIX quando fazendeiros mineiros e paulistas se estabeleceram na região hoje denominada de Norte Velho, entre os rios Paranapanema, Itararé e Tibagi, surgindo cidades como Tomazina, Jacarezinho, Cambará, Ribeirão Claro. &lt;br /&gt;A partir dos anos de 1920 se intensifica a colonização na região do Norte Novo, entre os rios Tibagi até o Ivaí, resultado da ação de companhias particulares, principalmente a de iniciativa inglesa; até 1950 surgiram cidades como Londrina, Cambé, Rolândia, Apucarana Maringá. &lt;br /&gt;Na conjuntura em que o café vai se tornando o principal produto exportador do Paraná as terras além do rio Ivaí são colonizadas entre as décadas de 1940 a 1960 constituindo o Norte Novíssimo e as extensas áreas da floresta subtropical predominante na região norte desapareceu até esta década. &lt;br /&gt;Ainda deve-se ressaltar que o processo de colonização segue os moldes tradicionais no sentido de conquistar os territórios indígenas e neste caso o vencedor recebeu o título de pioneiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cia. de Terras Norte do Paraná&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1922, o governo estadual começa a conceder terras a empresas privadas de colonização, preferindo usar seus recursos na construção de escolas e estradas. Em 1924, inicia-se a história da Companhia de Terras Norte do Paraná, subsidiária da firma inglesa Paraná Plantations Ltda., que deu grande impulso ao processo desenvolvimentista da área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Paraná Plantations&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O empreendimento fracassou, obrigando a uma mudança nos planos. Foi criada, assim, em Londres, a Paraná Plantations e sua subsidiária brasileira, a Companhia de Terras Norte do Paraná, que transformaria as propriedades do empreendimento frustrado em projetos imobiliários.&lt;br /&gt;• Já de início, a Companhia concedeu todos os títulos de propriedade da terra, medida inusitada para as condições da região e mesmo do Brasil. Por isso, os conflitos entre colonos antigos e os recém-chegados praticamente não existiram na zona colonizada pelos ingleses.&lt;br /&gt;• Porém, a grande novidade introduzida pela Companhia foi a repartição dos terrenos em lotes relativamente pequenos. Os ingleses ofereceram aos trabalhadores sem posses a oportunidade de adquirirem os pequenos lotes, já que as modalidades de pagamento eram adequadas às condições de cada comprador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LONDRINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Surgiu em 1929 como primeiro posto avançado deste projeto inglês. Na tarde do dia 21 de agosto de 1929, chega a primeira expedição da Companhia de Terras Norte do Paraná ao local denominado Patrimônio Três Bocas, onde o engenheiro Dr. Alexandre Razgulaeff fincou o primeiro marco nas terras onde surgiria Londrina.&lt;br /&gt;• A criação do Município ocorreu cinco anos mais tarde, através de Decreto Estadual assinado pelo interventor Manoel Ribas, em 3 de dezembro de 1934.&lt;br /&gt;• A partir daí, Londrina vem crescendo constantemente, sendo o principal ponto de referência do Norte do Paraná. No momento, Londrina vive a era do desenvolvimento industrial e vem atraindo cada vez mais investimentos para a região. Esse processo está dentro de uma política que visa, acima de tudo, a qualidade de vida dos cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COLONIZAÇÃO Oeste–Sudoeste Paranaense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A região oeste e sudoeste somente se constituiu em área de colonização aproximadamente na década de 1920 ao receber o fluxo migratório de gaúchos e catarinenses que proporcionaram o estabelecimento da pequena propriedade, da suinocultura e da produção de cereais e oleaginosas. &lt;br /&gt;• Contudo ao se retroceder a séculos anteriores, verifica-se que este território fez parte da Província do Guairá, no período de posse espanhola entre os séculos XVI e XVII e onde fundaram-se as Missões Jesuíticas das quais abrigaram milhares de indígenas, sobretudo os Guarani. &lt;br /&gt;• Posteriormente, as vastas florestas existentes na região do vale do rio Iguaçu e do rio Paraná tornou-se área de exploração predatória de ervais e madeiras, principalmente de interesses estrangeiros que através das obrages implantaram um sistema de trabalho subumano, onde imperava a brutalidade e o estado de miséria de brasileiros e paraguaios &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONFLITOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concepção de que a nossa história se processou de forma harmoniosa, pacífica sem guerras ou rebeliões, infelizmente, não existe e por um breve olhar para o passado podemos verificar o quanto a violência e a injustiça estiveram presentes. &lt;br /&gt;• Neste sentido, alguns conflitos foram registrados, mesmo com a visão do vencedor, como a conquista dos Campos de Guarapuava, a Guerra do Paraguai, a Revolução Federalista, o Contestado, o Levante dos Posseiros, entre tantos outros que envolveram indígenas, escravos negros, caboclos, pessoas simples dos quais na maioria das vezes foram silenciados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUERRA DO CONTESTADO 1912-16&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Em 1912, iniciou-se a Guerra do Contestado, um movimento armado que opôs os habitantes pobres da região situada entre os rios Uruguai, Pelotas, Iguaçu e Negro às forças oficiais. Os rebeldes eram liderados por José Maria de Santo Agostinho, um curandeiro tido por santo. Além disso, a região era disputada por Santa Catarina e pelo Paraná, daí o nome de Contestado. As divergências entre os dois Estados e a luta dos sertanejos só terminaram em 1916.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REVOLUÇÃO FEDERALISTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revolução Federalista, que pretendia depor o chefe da nação, Floriano Peixoto, e o então governador do Rio Grande do Sul, Júlio de Castilhos, e a Revolta da Armada, rebelião deflagrada no Rio de Janeiro também contra Floriano Peixoto, alastraram-se pelo sul do país e repercutiram no Paraná. Em 1894, os federalistas reuniram-se aos contingentes da Revolta da Armada, que rumaram para o sul e tomaram Curitiba, Tijucas do Sul, Lapa, Paranaguá e Antonina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CERCO DA LAPA&lt;br /&gt;• Numerosos combates foram travados no Paraná entre os revoltosos e as forças legalistas, que sufocaram as duas revoltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A obstinada resistência oposta às tropas federalistas na cidade de Lapa (PR), pelo Coronel Gomes Carneiro, frustrou as pretensões rebeldes de chegarem à capital da República. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REVOLUÇÃO DE 30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os partidários da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas à presidência da República, dominaram com facilidade o Paraná. O estado ficou até 1935 sob intervenção federal. Neste ano, realizaram-se eleições. Mas em 1937, Vargas deu um golpe de Estado, iniciando um período de oito anos de ditadura. Durante toda essa época, destacou-se no Paraná a figura de Manuel Ribas, que dirigiu o estado de 1932 até 1935.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATUALIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O estado é um dos que mais progridem no Brasil. A agropecuária ainda é a base de sua economia. Mas o setor secundário, tradicionalmente ligado ao aproveitamento de produtos florestais e agrícolas, vem-se modificando com a implantação de ramos industriais mais avançados e a absorção de tecnologia moderna.&lt;br /&gt;• A conclusão das obras e o pleno funcionamento da Usina Hidrelétrica de Itaipu contribuíram ainda para desenvolvimento do estado. A construção da usina, a maior do mundo, é resultado de um convênio entre os governos do Brasil e do Paraguai.&lt;br /&gt;• Um programa da Petrobrás de industrialização do xisto, que inclui a criação de usina em São Mateus do Sul, também fortaleceu a posição do estado na economia brasileira.&lt;br /&gt;• As geadas, contudo, são um grave problema para a agricultura paranaense. Em 1975, atacaram duramente os cafezais do Paraná. Em 1983, grandes enchentes assolaram o estado. No verão de 1985-1986, o estado, como toda a Região Sul do Brasil, foi assolado por prolongada seca, que prejudicou a agricultura e o fornecimento de energia elétrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTES: WIKIPÉDIA, GOVERNO ESTADUAL DO PARANÁ, http://www.vestibular1.com.br/, http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=175&lt;br /&gt;http://terrasdosul.pampasonline.com.br/historiapr.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-6874522139266270653?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/6874522139266270653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/06/historia-do-parana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6874522139266270653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6874522139266270653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/06/historia-do-parana.html' title='HISTÓRIA DO PARANÁ'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-6770650297595793406</id><published>2009-06-03T17:18:00.001-07:00</published><updated>2009-06-03T17:19:01.150-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>REGIME MILITAR : MODELO POLÍTICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado na centralização de poder, fortalecimento do Executivo, controle da estrutura partidária, dos sindicatos e das entidades classistas, censura aos meios de comunicação e repressão a quaisquer formas de oposição.&lt;br /&gt;As reformas constitucionais legalizaram a ditadura concedendo plenos poderes a presidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HUMBERTO CASTELO BRANCO (1964-67)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AI Nº1 – (10/04/64)  autorizava a cassação de mandatos e a suspensão de direitos políticos de parlamentares, governadores, funcionários públicos e líderes sindicais, além dos ex-presidentes Jânio Quadros, João Goulart e Juscelino Kubitschek. Determinou também a eleição indireta para a Presidência da República, com a eleição de Castelo Branco&lt;br /&gt;Obs.: Ato institucional – decreto pelo qual o poder Executivo estabelece nova ordem política, administrativa ou jurídica com medidas que alteram ou contrariam a Constituição, sem a devida aprovação do Poder Legislativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Várias punições a elementos ligados ao governo deposto, fechamento de entidades estudantis e da sociedade civil.&lt;br /&gt;Greves proibidas, intervenções em 425 sindicatos.&lt;br /&gt;Em 1964 é criado o SNI (Serviço Nacional de Informações)&lt;br /&gt;Vitória da oposição nas eleições para governador de Minas Gerais e na Guanabara (RJ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AI Nº2 – (27/10/65) acabou com a Constituição de 1946, ampliou os poderes do presidente ( que passaria a ser eleito por votação indireta),deixou o país nas mãos da Justiça Militar e suprimiu o pluripartidarismo,   extinguindo os partidos políticos , instituindo o bipartidarismo. São criados a ARENA (Aliança Renovadora Nacional, ligada a UDN), partido do governo,  e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro, ligada ao PSD e o PTB), partido da oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AI º3 – (12/02/66) estabelece  eleições indiretas para governadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lei de Imprensa (09/02/67) impôs restrições à liberdade dos meios de comunicação, sobretudo aos jornais e revistas, prevendo ainda o direito de censura prévia a livros, revistas e espetáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AI Nº4 - Constituição de 67 (governo militar assumia funções de poder constituinte e buscava dar legitimidade ao conjunto de atos, leis e decretos arbitrários praticados pelo que chamava de “Revolução de 64”. Incorporava os atos institucionais, estabelecia a censura prévio à imprensa e autorizava a prisão dos suspeitos de agirem contra a “segurança nacional”) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARTHUR COSTA E SILVA (1967-69)&lt;br /&gt;Promete  a volta da democracia  e desenvolvimento expressas sistematicamente pelo governo anterior.  &lt;br /&gt;Oposição cresce com manifestações de políticos com a Frente Ampla (exige anistia, uma assembléia constituinte e eleições diretas, inclusive para presidente)  apoiada por JK, Jango, Ademar de Barros, Magalhães Pinto, Lacerda e o PCB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1968, a atuação da oposição chegou ao auge. O movimento estudantil crescia, exigindo democracia e denunciando o acordo MEC-USAID (Ministério da Educação e Cultura associado a um programa norte-americano de ajuda a países pobres), pelo qual os EUA interferiam na estrutura educacional brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assassinato do estudante secundarista Edson Luís pela polícia, na Guanabara, causa uma greve estudantil em âmbito nacional, culminando na Passeata dos Cem Mil, no RJ.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classe operária também se rearticula, deflagrando várias greves, sendo as mais importantes em Contagem (MG) e a de Osasco (SP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expedição de um decreto-lei proibindo a atuação da Frente Ampla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso Márcio -  Após a invasão da PM a Universidade de Brasília, o deputado carioca Márcio Moreira Alves, do MDB, em discurso no Congresso, sugeriu que a população boicotasse o desfile de 7 de setembro e as mulheres se recusassem a namorar oficiais que não denunciassem a violência. O discurso foi considerado ofensivo às Forças Armadas e os ministros militares decidiram  processar o deputado. Para isso, precisavam que o Congresso suspendesse a imunidade parlamentar de Márcio. Em 12 de dezembro de 1968, o Congresso se negou a fazê-lo. &lt;br /&gt;No dia seguinte o presidente Costa e Silva decreta o AI Nº5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AI Nº5: é a institucionalização da repressão com plenos poderes ao Executivo, que fecha o Congresso,  pode cassar e prender qualquer cidadão, demitir e reformar militares e decretar estado de sítio sem aprovação do Congresso, o  hábeas corpus foi suspenso.&lt;br /&gt;Em agosto de 69 sofre um derrame, o que o impossibilita de governar. O vice-presidente Pedro Aleixo, que havia se erguido contra o AI Nº5, foi impedido de assumir a presidência.&lt;br /&gt;Aparece o terrorismo de esquerda (ANL, VPR, MR-8 E VAR – PALMARES)  com o seqüestro a embaixadores (em 04/09/1969 em uma ação coordenada  pela ANL e VPR, é seqüestrado o embaixador dos EUA, Charles Burke Elbrick, primeiro embaixador dos EUA a ser seqüestrado na história. Será trocado por quinze prisioneiros políticos que no dia 06 de setembro embarcam para o México) e assaltos a banco.&lt;br /&gt;Nesse contexto, surgiram primeiro a OBAN (Operação Bandeirantes), financiada por empresários, e depois os DOI-CODIS (Destacamentos  de Operações e Informações  e Centros de Operações de Defesa Interna) e o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). Na prática, essas casas de tortura acabariam se tornando um poder paralelo que mais tarde desafiaria a ditadura. O símbolo desse período negro foi um delegado de nome, Sérgio Paranhos Fleury &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI (1969-74)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Período mais repressivo de todos os governos militares. Os atos da guerrilha urbana atingiram o auge nessa época, ao mesmo tempo, no centro-norte do país, na região do rio Araguaia, organizou-se a guerrilha que pretendia derrubar o governo à força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Censura prévia a jornais e outros meios de comunicação. Grande número de intelectuais e artistas exilou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O milagre econômico (taxas de crescimento de 7% à 13%) atinge o seu auge e a repressão política também. A classe média  encontrava variadas oportunidades de emprego com o crescimento da atividade das multinacionais no país, além de ter seu padrão de consumo aumentado em níveis de sofisticação até então desconhecidos, graças a expansão de crédito ao consumidor. Beneficiada se omiti da atividade política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Período ufanista com frases: Brasil, ame-o ou deixe-o; Brasil, ninguém segura este país  e uso da marchinha pra frente Brasil (conquista do tricampeonato mundial de futebol no México em 1970) . Período de obras faraônicas como a rodovia Transamazônica, Rio-Niterói e usina hidrelétrica de Ilha Solteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outubro de 1972 Médici enterrou de vez as esperanças de redemocratização do país, promulgando a Emenda Constitucional nº2, modificando a Carta outorgada pela Junta Militar, que previa  eleições diretas para os governos de Estado em outubro de 1974. Mas, então, um grupo de generais “castelistas” (linha branda), concluiu que era hora de tentar restituir um mínimo de normalidade constitucional à Nação – e lançou Ernesto Geisel como candidato à sucessão de Médici. As trevas começaram a se dissipar, embora lentamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ERNESTO GEISEL 1974-79&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toma posse em 15/03/74 prometendo um retorno a democracia de forma “lenta, gradual e segura”. Início do processo conhecido por abertura, que foi marcado por avanços e retrocessos autoritários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano econômico-internacional, verificou-se em 1973 uma alta extraordinária nos preços do petróleo  de 2,8 para 9,5 dólares por barril, determinado pela OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Controla boa parte da produção mundial dessa matéria prima e, por isso, tem grande capacidade de intervir nos preços), seguida  de forte alta das taxas de juros nos países desenvolvidos. Aumentaram, assim, os pagamentos da gigantesca dívida externa contraída nos tempos do “milagre”. Isso criou enormes dificuldades para a economia brasileira, dependente do petróleo, e abalou o modelo de crescimento dos anos do “milagre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro de 1974, foram realizadas eleições para as assembléias legislativas estaduais e para o Congresso Nacional e o resultado foi uma vitória bastante expressiva do MDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1975 a censura à imprensa escrita, embora o rádio e a TV continuassem sob vigilância,  começa a diminuir, mas o regime continua fechado e a repressão persistia. Em outubro de 1975 o DOI-CODI de São Paulo efetuou dezenas de prisões de supostos militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Uma das vítimas foi o jornalista da TV Cultura, Wladimir Herzog, que foi torturado até a morte em sua cela. Contra todas as evidências o Gal. Ednardo D Ávila Mello, expediu declaração afirmando que Herzog se suicidara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em julho de 1975, assina um acordo de “cooperação nuclear” com a Alemanha. Pela astronômica quantia de US$ 10 bilhões, a Alemanha instalaria no Brasil  oito centrais termonucleares. Em troca o governo brasileiro forneceria urânio para os alemães. Além de absurdamente caro, o acordo quase provocou o rompimento das relações entre Brasil e EUA. Duramente criticado pela comunidade científica brasileira, o acordo revelou-se um fracasso. A única usina concluída, Angra – 1, é um fiasco.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em  janeiro de 1976, o DOI-CODI de São Paulo anunciava outro “suicídio”, o do operário Manuel Fiel Filho. Geisel enfrenta os militares de linha dura e substituiu o Gal. Ednardo, por um oficial de sua confiança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1976 e 1977 cassou os direitos políticos de inúmeros parlamentares do MDB. Em 1º de abril de 1977, utilizando o AI n.º 5, decretou o recesso do Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 01 de abril de 1977, promulgou o PACOTE DE ABRIL, estabelecendo o mandado de 6 anos para presidente da República (era de 5 anos), manutenção de eleições indiretas para governador, reserva de um terço das vagas do Senado para nomes indicados pelo governo (“senadores biônicos”, eleitos pelas assembléias legislativas) e diminuição da representação dos estados mais populosos no Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retorno das passeatas estudantis em São Paulo e em outros estados. Explosão de greve de metalúrgicos no ABC, sob liderança de LULA, deixando transparecer outras manifestações nesse setor trabalhista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 28 de agosto de 1978 a Emenda Constitucional n.º 11 revogou o AI n.º 5, e demais atos institucionais, a censura prévia foi extinta, mas continuam proibidas as greves em áreas “de segurança nacional “, como bancos, transportes e serviços públicos em geral, mas fez incorporar à Constituição a possibilidade de o presidente decretar estado de sítio sem aprovação do Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOÃO BATISTA FIGUEIREDO – 1979-85&lt;br /&gt;Chega ao poder em 15 de março de 1979, garantindo que conduziria o processo de “abertura política” do regime até a democratização do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decreta no dia 28 de agosto de 1979, a Lei de Anistia, que beneficiava todos os acusados por crimes políticos, entre eles os agentes do aparelho repressivo do regime (torturadores), que ficavam livres de processos futuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 1979, o Congresso aprovou proposta de reforma partidária apresentada pelo governo. Com ela, o bipartidarismo foi extinta. A Arena transformou-se em Partido Democrático Social, PDS, mantendo-se como agremiação do governo, o MDB mudou seu nome para Partido do Movimento Democrático Brasileiro, PMDB, ao seu lado surgiram outros partidos de oposição, como o Partido Popular  (comandado por Tancredo Neves), Partido  Trabalhista Brasileiro (Ivete Vargas), Partido Democrático Brasileiro (Leonel Brizola) e o mais inovador  de todos eles o Partido dos Trabalhadores (nasceu fraco e menosprezado em São Bernardo do Campo, era a ponta-de-lança do movimento sindicalista na região do ABC, que desafiara o governo militar ao deflagrar em 1978 e 1979, greves gerais nas quais mais de 300 mil metalúrgicos cruzaram os braços. Aos operários da indústria automobilística juntaram-se intelectuais de esquerda, as comunidades eclesiais de base, pastoral da Terra e  a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, Contag. Tinha como palavras de ordem autogestão e democracia social, o partido cresceria brutalmente sob a liderança de seu presidente, Lula), sendo restabelecida as eleições diretas para o governo dos estados, a ser realizada em 1982 .&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Os atentados  da extrema direita provocaram a morte do operário Santo Dias da Silva. Em 1980 um atentado contra a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Rio de Janeiro deixou uma vítima fatal e vários feridos. Em maio de 1981para comemorar o dia dos trabalhadores, preparava-se um grande show de música popular no Centro e Convenções conhecido como Riocentro. A bordo de um carro Puma, dois militares, um sargento e um capitão, preparavam-se para colocar ali uma bomba de grane poder destrutivo. O petardo  entretanto, explodiu antes, provocando a morte do sargento e graves ferimentos no capitão.  Esses atentados visavam intimidar  a oposição e frear o processo de abertura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma série de movimentos da Sociedade Civil (é o conjunto de associações e entidades não ligadas diretamente ao Estado, mas que atuam na esfera pública. Ex: sindicatos, órgãos de imprensa, associações de profissionais como a OAB e a ABI, organizações religiosas, etc.), se mobilizam  como no caso das campanhas contra o custo de vida, pelos direitos humanos e pela anistia. Essa união de forças e sentimentos em torno da resistência à ditadura teve seu maior momento na campanha das Diretas-Já. Nos primeiros meses de 1984, em muitas capitais, centena de milhares de pessoas reuniram-se para pressionar o Congresso Nacional a votar favoravelmente uma emenda constitucional (Emenda Dante de Oliveira)que restabelecia o voto direto para presidente. Em 26 de abril de 1984, a emenda acabou derrotada, faltando 22 votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na disputa entre Tancredo Neves (PMDB) e José Sarney (PFL) X Paulo Salim Maluf (PDS), em 15 de janeiro de 1985, o colégio eleitoral dá a vitória a Tancredo. Ele no entanto , nunca chegou a tomar posse. Adoecendo, o novo presidente passou por várias  (sete), intervenções cirúrgicas e uma longa agonia, que comoveu toda a população, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. O vice-presidente, José Sarney, assumiu a presidência e iniciou o período que ficou conhecido como Nova República&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-6770650297595793406?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/6770650297595793406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/06/regime-militar-modelo-politico-baseado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6770650297595793406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6770650297595793406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/06/regime-militar-modelo-politico-baseado.html' title=''/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-6728472057409188216</id><published>2009-06-03T17:17:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T17:18:21.932-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Regime Militar: Modelo Econômico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)  Prioridade – Crescimento Econômico Acelerado – Como? – Concentração de Renda, Crédito ao Consumidor e Abertura da Economia. (É a fórmula do milagre econômico) &lt;br /&gt;Concentração de Renda – arrocho salarial amplia a concentração na mão dos empresários e assim, estes reinvestem na economia; impostos diretos (incidem diretamente sobre o rendimento de cada contribuinte. Ex. I.R.) e impostos indiretos (são repassados ao preço das mercadorias. Ex.: IPI, ICM)&lt;br /&gt;Expansão de Crédito ao Consumidor – esta medida visa ampliar a demanda de bens duráveis (automóveis e eletrodomésticos). Para isso foi utilizado os recursos da caderneta de poupança. Esse esquema apresenta graves conseqüências para as camadas populares, já que aumentava excessivamente a quantidade de dinheiro em circulação, elevando as taxas de juros  e provocando a inflação. &lt;br /&gt;Abertura Externa da Economia – incentivos a exportação, mais atrativos  para atrair o capital externo (isenção de impostos). A concentração de renda  prejudicava  a indústria nacional de bens não duráveis (alimentos e roupas) destinado aos mais pobres. A maior conseqüência foi o extraordinário número de empresas que quebraram entre os anos de 1964 à 1967. &lt;br /&gt;2) Fase de Estabilização – Castelo Branco (1964-67) – diretrizes no PAEG (plano de ação econômica do governo) – recuperação do crescimento econômico (6%aa), redução da inflação, criação de empregos (medidas fracassam), criação da ORTN, BC., FGTS e BNH. Todos os recursos encontram-se nas mãos da União.&lt;br /&gt;3) Fase de Crescimento – Costa e Silva (1967-69) e Médici (1969-74) – É a época do milagre econômico que tem como ministro da fazenda Delfim Neto – O programa estratégico de desenvolvimento (PED) de Costa e Silva tinha como metas  o crescimento econômico, combate a inflação. Já no governo Médici é lançado o I PND (Plano Nacional de Desenvolvimento) que estabelece o equilíbrio entre o setor privado e o público, mantendo elevadas taxas de crescimento, através de indústrias siderúrgicas, petroquímicas, transportes, energia elétrica e também da industria de bens duráveis (automóveis e eletrodomésticos) enquanto que várias indústrias de bens não duráveis (roupas, calçados) destinadas ao público de baixa renda vão a falência.&lt;br /&gt;É o período do Milagre Econômico em que o governo federal usa de grande ufanismo veiculada através de cartazes, adesivos e documentários de televisão de frases como, Ninguém Segura este País, Brasil Ame-o ou Deixe-o, a marchinha pra frente Brasil  , procurando a integração nacional da ditadura militar.&lt;br /&gt;Também nesta época irão ser construídas obras faraônicas como a Transamazônica, Ponte Rio-Niteroi,  etc...&lt;br /&gt;4) Fase de Declínio – Geisel (1974-79) e Figueiredo (1979-85) – Corresponde ao período da crise do petróleo, onde os países produtores  de petróleo como forma de represália a invasão israelense aos territórios palestinos, [grandes potências, (EUA, Inglaterra) apoiavam os ataques judeus]  aumentam os preços do petróleo em 70%.&lt;br /&gt;No governo de Geisel é feito o II PND que estabelecia a substituição das importações. Criação de Usinas Nucleares (Angra) e do Proálcool. &lt;br /&gt;Já no governo de Figueiredo é lançado o III PND que prevê o combate a inflação, geração de empregos, controle da dívida externa. Estas medidas fracassam e em 1983 haverá saques e a inflação chegará a casa dos 200%aa, o que levará o Brasil a um maior endividamento junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional) que a partir daí ditará os rumos de nossa política econômica.&lt;br /&gt;5) Resultados do novo modelo econômico -  No início dos anos 80 o Brasil seria uma das dez maiores economias do mundo, mas a redistribuição de renda será péssima, prova disso é que haverá uma forte tendência à concentração de renda no período em detrimento dos setores de menor renda, e pior ainda ,em 1970, 1/5 da população possuirá quase 2/3 de toda a riqueza nacional. A divida externa terá um enorme crescimento, no ano de 1983,   no governo Figueiredo a dívida já era de 90 bilhões de dólares, o que irá nos levar a concentrar todos os nossos esforços na exportação para pagarmos essa dívida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-6728472057409188216?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/6728472057409188216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/06/regime-militar-modelo-economico-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6728472057409188216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6728472057409188216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/06/regime-militar-modelo-economico-1.html' title=''/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-4919237419438904489</id><published>2009-05-27T14:30:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T14:33:06.815-07:00</updated><title type='text'>REPÚBLICA DA ESPADA</title><content type='html'>Governo Provisório (1889-1891). Proclamada a República, na mesma noite de 15 de novembro de 1889 formou-se o Governo Provisório, com o Marechal Deodoro como chefe de governo. Eis o primeiro ministério da República:&lt;br /&gt;• Interior: Aristides da Silveira Lobo; &lt;br /&gt;• Relações Exteriores: Quintino Bocaiúva; • Fazenda: Rui Barbosa; &lt;br /&gt;• Guerra: tenente-coronel Benjamin Constant; &lt;br /&gt;• Marinha: Eduardo Wandenkolk; &lt;br /&gt;• Agricultura, Comércio e Obras Públicas: Demétrio Nunes Ribeiro; &lt;br /&gt;• Justiça: Manuel Ferraz de Campos Sales. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Primeiras medidas. O Governo Provisório, assim formado, decretou o regime republicano e federalista e a transformação das antigas províncias em "estados" da federação. O Império do Brasil chamava-se, agora, com a República, Esta¬dos Unidos do Brasil - o seu nome oficial. &lt;br /&gt;Em caráter de urgência, foram tomadas também as seguintes medidas: a "grande naturalização", que ofereceu a cidadania a todos os estrangeiros residentes; a separação entre Igreja e Estado e o fim do padroado; a instituição do casamento e do registro civil. Porém, dentre as várias medidas, destaca-se particularmente o "encalhamento", adotado por Rui Barbosa, então ministro da Fazenda. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O “encilhamento”. Na corrida de cavalos, a iminência da largada era indicada pelo seu encalhamento, isto é, pelo momento em que se apertavam com as cilhas (tiras de couro) as selas dos cavalos. É o instante em que as tensões transparecem no nervosismo das apostas. Por analogia, chamou-se "encilhamento" à poli¬tica de emissão de dinheiro em grande quantidade que redundou numa desenfreada especulação na Bolsa de Valores. &lt;br /&gt;Para compreender por que o Governo Provisório decidiu emitir tanto papel-moeda, é preciso recordar que, durante a escravidão, os fazendeiros se encarregavam de fazer as com¬pras para si e para seus escravos e agregados. E o mercado de consumo estava praticamente limitado a essas compras, de modo que o dinheiro era utilizado quase exclusivamente pelas pessoas ricas. Por essa razão, as emissões de moeda eram irregulares: emitia-se conforme a necessidade e sem muito critério. &lt;br /&gt;A situação mudou com a abolição da escravatura e a grande imigração. Com o trabalho livre e assalariado, o dinheiro passou a ser utilizado por todos, ampliando o mercado de consumo. &lt;br /&gt;Para atender à nova necessidade, o Governo Provisório adotou uma política emissionista em 17 de janeiro de 1890. O ministro da Fazenda, Rui Barbosa, dividiu o Brasil em quatro regiões, autorizando em cada uma delas um banco emissor. As quatro regiões autorizadas eram: Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. O objetivo da medida era o de cobrir as necessidades de pagamento dos assalariados - que aumentaram desde a abolição - e, além disso, expandir o crédito a fim de estimular a criação de novas empresas. &lt;br /&gt;Todavia, a desenfreada política emissionista acarretou uma inflação* incontrolável, pois os "papéis pintados" não tinham como lastro outra coisa que não a garantia do governo. Por isso, o resultado foi muito diverso do espera¬do: em vez de estimular a economia a crescer, desencadeou uma onda especulativa. Os especuladores criaram projetos mirabolantes e irrealizáveis e, em seguida, lançaram as suas ações na Bolsa de Valores, onde eram vendidas a alto preço. Desse modo, algumas pessoas fizeram fortunas da noite para o dia, enquanto seus projetos permaneciam apenas no papel. &lt;br /&gt;Em 1891, depois de um ano de orgia especulativa, Rui Barbosa se deu conta do cará¬ter irreal de sua medida e tentou remediá-la, buscando unificar as emissões no Banco da República dos Estados Unidos do Brasil. Mas a demissão coletiva do ministério naquele mesmo ano frustrou a sua tentativa. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A Constituição de 1891&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Características. Logo após a proclamação da República, foi convocada uma Assembléia Constituinte para elaborar uma nova Constituição, promulgada em 24 de fevereiro de 1891. &lt;br /&gt;A nova Constituição inspirou-se no modelo norte-americano, ao contrário da Constituição imperial, inspirada no modelo francês. &lt;br /&gt;Segundo a Constituição de 1891, o nosso país estava dividido em vinte estados (antigas províncias) e um Distrito Federal (ex-município neutro). Cada estado era governado por um “presidente”. Declarava também que o Brasil era uma república representativa, federalista e presidencialista. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A Consolidação da República (1891-1894) &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;“Em vez de quatro poderes, como no Império, foram adotados três: Executivo, Legislativo e Judiciário”. &lt;br /&gt;Executivo, exercido pelo presidente da República, eleito por voto direto, por quatro anos, com um vice-presidente, que assumiria a presidência no afastamento do titular, efetivando-se, sem nova eleição, no caso de afastamento definitivo depois de dois anos de exercício. &lt;br /&gt;Legislativo, com duas casas temporárias Câmara dos Deputados e Senado Federal que, reunidos, formavam o Congresso Nacional (...). &lt;br /&gt;Judiciário, com o Supremo Tribunal Federal, como órgão máximo, cuja instalação foi providenciada pelo Decreto n° 1, de 26 de fevereiro de 1891, que também dispôs sobre os funcionários da Justiça Federal. Os três poderes exercer-se-iam harmoniosa, mas independentemente.” &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Civis e militares. A República foi obra, basicamente, dos partidos republicanos - notadamente o de São Paulo -, unidos aos militares de tendência positivista. Porém, tão logo o grande objetivo foi atingido, ocorreu a cisão entre os "republicanos históricos" e os militares. As divergências giraram em torno da questão federalista: os civis defendiam o federalismo e os         militares eram centralistas, portanto partidários de um poder central forte. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A eleição de Deodoro. Conforme ficara estabelecido, a Assembléia Constituinte, após a elaboração da nova Constituição, transformou-se em Congresso Nacional, encarregado de eleger o primeiro presidente da República. Para essa eleição apresentaram-se duas chapas: a primeira era encabeçada por Deodoro da Fonseca para presidente e o almirante Eduardo Wandenkolk para vice, a segunda era constituída por Prudente de Morais para presidente e o marechal Floriano Peixoto para vice. &lt;br /&gt;A eleição realizou-se em meio a tensões muito grandes entre militares e civis, pois o Congresso Nacional era francamente contrário a Deodoro. Em primeiro lugar, porque este ambicionava fortalecer o seu poder, chegando mesmo a se aproximar de monarquistas confessos, como o barão de Lucena, a quem convidou para formar o segundo ministério no Governo Provisório, após a renúncia coletiva do primeiro. Em segundo, devido à impopularidade de e ao desgaste de Deodoro, motivados pelas crises desencadeadas pelo "encilhamento", pelas quais, junto com Rui Barbosa, era direta mente responsável. &lt;br /&gt;Prudente de Morais tinha a maioria. Teoricamente seria eleito. Contudo, os militares ligados a Deodoro fizeram ameaças, pressionando o Congresso a elegê-lo. E foi o que aconteceu, embora por uma pequena margem de votos. O vice de Deodoro, entretanto, foi derrotado por ampla diferença por Floriano Peixoto. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A renúncia de Deodoro. Deodoro, finalmente eleito presidente pelo Congresso, não conseguiu governar com este último. Permanente¬mente hostilizado pelo Congresso, buscou o apoio dos governos dos estados. Na oposição estavam o mais poderoso dos estados - São Paulo - e o mais influente dos partidos - o PRP (Partido Republicano Paulista). &lt;br /&gt;Em 3 de novembro de 1891, a luta chegou ao auge. Sem levar em conta a proibição constitucional, Deodoro fechou o Congresso e decretou o estado de sítio, a fim de neutralizar qualquer reação e tentar reformar a Constituição, no sentido de conferir mais poderes ao Executivo. &lt;br /&gt;Porém, o golpe fracassou. As oposições - tanto civis como ' 'tares - cresceram e culminaram com a rebelião do contra-almirante Custódio de Melo, que ameaçou bombardear o Rio de Janeiro com os navios sob seu comando. Deodoro renunciou, assumindo em seu lugar Floriano Peixoto. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Floriano Peixoto (1891-1894). A ascensão de Floriano foi considerada como o retorno à legalidade. As Forças Armadas - Exército e Marinha - e o Partido Republicano Paulista apoiaram o novo governo. Os primeiros atos de Floriano foram: a anulação do decreto que dissolveu o Congresso; a derrubada dos governos estaduais que haviam apoiado Deodoro; o controle da especulação financeira e da especulação com gêneros alimentícios, através de seu tabelamento. Tais medidas desencadearam, imediatamente, violentas reações contra Floriano. Para agravar ainda mais a situação, a esperada volta à legalidade não aconteceu. &lt;br /&gt;De fato, para muitos, era preciso convocar rapidamente uma nova eleição presidencial, conforme estabelecia o artigo 42 da Constituição, no qual se lia: &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Art. 42 - Se, no caso de vaga, por qual¬quer causa, da presidência ou vice-presidência, não houverem ainda decorrido dois anos do período presidencial, proceder-se-á à nova eleição. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Floriano não convocou nova eleição e permaneceu no firme propósito de concluir o mandato do presidente renunciante. A alegação de Floriano era de que a lei só se aplicava aos presidentes eleitos diretamente pelo povo. Ora, como a eleição do primeiro presidente fora indireta, feita pelo Congresso, Floriano simples¬mente ignorou a lei. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O manifesto dos treze generais. Contra as pretensões de Floriano, treze oficiais (generais e almirantes) lançaram um manifesto em abril de 1892, exigindo a imediata realização das eleições presidenciais, como mandava a Constituição. A reação de Floriano foi simples: afastou os oficiais da ativa, reformando-os. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A revolta da Armada. Essa inabalável firmeza de Floriano frustrou os sonhos do contra-almirante Custódio de Melo, que ambicionava a presidência. Levadas por razões de lealdade pessoal, as Forças Armadas se dividiram. Custódio de Melo liderou a revolta da Armada estacionada na baía de Guanabara (1893). Essa rebelião foi imediatamente apoiada pelo contra-almirante Saldanha da Gama, diretor da Escola Naval, conhecido por sua posição monarquista. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A revolução federalista. No Rio Grande do Sul, desde 1892, uma grave dissensão política conduzira o Partido Republicano Gaúcho e o Federalista ao confronto armado. Os partidários do primeiro, conhecidos como "pica¬paus", eram apoiados por Floriano, e os do segundo, chamados de "maragatos", aderiram à rebelião de Custódio de Melo. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Floriano, o Marechal de Ferro. Contra as rebeliões armadas, Floriano agiu energicamente, graças ao apoio do Exército e do PRP (Parti¬do Republicano Paulista), o que lhe valeu a al¬cunha de Marechal de Ferro. Retomando o controle da situação ao reprimir as revoltas, Floriano aplainou o caminho para a ascensão dos civis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-4919237419438904489?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/4919237419438904489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/republica-da-espada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/4919237419438904489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/4919237419438904489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/republica-da-espada.html' title='REPÚBLICA DA ESPADA'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-8219185472717364974</id><published>2009-05-27T14:29:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T14:30:31.764-07:00</updated><title type='text'>SEGUNDO REINADO 1840-1889</title><content type='html'>Segundo Reinado (1840-1889)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O jogo Político&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aclamação do Imperador &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Pedro II assume o poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Assembléia Nacional, entretanto, tinha poderes para antecipar a maioridade de D. Pe¬dro. Foi, então, fundado o Clube da Maioridade, organização política cujo objetivo era lutar pela antecipação da maioridade do príncipe a fim de que ele pudesse assumir o trono.&lt;br /&gt;O Clube da Maioridade teve o apoio das classes dominantes e uniu políticos progressistas e parte dos regressistas. &lt;br /&gt;Em 1840, a Assembléia Nacional aprovou a antecipação da idade do príncipe Pedro de Alcântara. Era a vitória do Clube da Maioridade.&lt;br /&gt;Assim, o jovem Pedro foi aclamado impera¬dor, como título de D. Pedro II, em 23 de julho de 1840. Iniciava-se o Segundo Reinado, período que durou quase meio século (1840 a 1889).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As disputas entre liberais e conservadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1840, os políticos regressistas criaram o Partido Conservador. E os progressistas constituíram o Partido Liberal. Esses dois grupos dominaram a vida pública brasileira durante todo o Segundo Reinado (1840-1889).&lt;br /&gt;Devido à exigência de rendas, só 1% da população brasileira tinha direito ao voto.&lt;br /&gt;Os liberais e conservadores desenvolveram uma fórmula que trouxe estabilidade política ao Segundo Reinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência e a fraude nas eleições&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após assumir o poder, D. Pedro II escolheu para o seu primeiro ministério do governo políticos do Partido Liberal, que tinham lutado pela antecipação de sua maioridade. Como participavam ¬do ministério os irmãos Andrada e os ir¬mãos Cavalcanti, ele ficou conhecido como Mi¬nistério dos Irmãos.&lt;br /&gt;Bandos de capangas contratados pelos libe¬rais invadiram os locais de votação, distribuindo cacetadas e ameaçando de morte os adversários políticos. Além disso, houve muita fraude na apuração dos Votos, substituindo-se umas altentes por outras com votos falsos. Os liberais venceram na base da fraude e do espancamento. As eleições ficaram conhecidas como eleições do cacete. &lt;br /&gt;Em São Paulo e Minas Gerais, em 1842, os políticos do Partido Liberal revoltaram-se. Os líderes dos liberais eram Tobias de Aguiar e Diogo Antônio Feijó (em São Paulo) e Teófilo Ottoni (em Minas Gerais).&lt;br /&gt;O governo imperial, por meio das tropas comandadas por Luís Alves de Lima e Silva, o futuro duque de Caxias, derrotou.essa revolta li¬beral e prendeu os líderes do movimento. Só em 1844 esses líderes foram anistiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parlamentarismo no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1847, a criação do cargo de presidente do Conselho de Ministros assinala o começo do parlamentarismo no Segundo Reinado. Esse presidente seria o primeiro-ministro, isto é, che¬fe do ministério e encarregado de organizar o Gabinete do governo.&lt;br /&gt;Como funcionava o parlamentarismo no Brasil?&lt;br /&gt;Após a realização de uma eleição, D. Pe¬dro II nomeava para o cargo de primeiro-ministro um líder político do partido vencedor. Este líder montava o Gabinete ministerial que, em seguida, era apresentado à Câmara dos Deputados em busca de um voto de confiança (aprovação pela maioria dos parlamentares). ¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro econômico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A herança colonial e o moderno durante o segundo reinado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No decorrer do século XIX, principalmente no período de 1850 a 1900, o Brasil viveu grandes transformações:&lt;br /&gt;• O centro econômico do país deslocou-se das velhas áreas agrícolas do nordeste para o centro-sul.&lt;br /&gt;• O café tornou-se o principal produto agrícola do país. Superou todos os demais produtos como açúcar, tabaco, algodão e cacau.&lt;br /&gt;• Nas fazendas de café de São Paulo o trabalho do escravo foi sendo substituído pelo trabalho assalariado do imigrante europeu (italianos, alemães etc.).&lt;br /&gt;• O dinheiro obtido com a venda do café foi aplicado na industrialização do Brasil. Surgiram inicialmente indústrias alimentares, de vestuário e de madeira.&lt;br /&gt;• As cidades se desenvolveram e surgiram importantes serviços urbanos (iluminação das ruas, bondes, ferrovias, bancos, teatros, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café: o novo ouro brasileiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café foi introduzido no Brasil por volta de 1727. A princípio, era um produto sem grande valor comercial. Utilizava-se o café como bebida destinada apenas ao consumo local.&lt;br /&gt;Entretanto, a partir do início do século XIX, o hábito de beber café alcançou grande popularidade na Europa e nos Estados Unidos. E crescia rapidamente o número de consumidores in¬ternacionais do café.&lt;br /&gt;O clima e o tipo de solo do sudeste brasileiro favoreciam amplamente o desenvolvimento da lavoura cafeeira. O país tinha disponibilidade de novas terras e já contava com a mão-de-obra escrava, que foi deslocada para a cafeicultura.&lt;br /&gt;Com todos esses recursos, o Brasil tornou-se em pouco tempo o principal produtor mundial de café.&lt;br /&gt;De 1830 até o fim do século, o café foi o principal produto exportado pelo Brasil. &lt;br /&gt;Os grandes lucros gerados pela exportação do café possibilitaram a recuperação econômica do Brasil, que tinha suas finanças abaladas des¬de o período da Independência, devido à queda das exportações agrícolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poderosa classe dos cafeicultores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A riqueza do café fez dos cafeicultores a classe social mais poderosa da sociedade brasileira. Eles passaram a exercer grande influência na vida econômica e política do país.&lt;br /&gt;A economia cafeeira do século XIX dividia-se em dois setores básicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• setor tradicional: faziam parte deste grupo os cafeicultores das fazendas de café mais antigas, localizadas na Baixada Fluminense e no Vale do Paraíba. &lt;br /&gt;• setor moderno: composto de cafeicultores das fazendas de café de áreas mais recentes, loca¬lizadas no oeste de São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Industrialização: o início da modernização&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As grandes somas de dinheiro vindas das exportações do café não só foram aplicadas na expansão da própria cafeicultura como também financiaram a instalação de indústrias e a mo¬dernização do país.&lt;br /&gt;Além do dinheiro da cafeicultura, duas importantes medidas favoreceram o crescimento da indústria: a tarifa Alves Branco e a extinção do tráfico de escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A elevação de impostos sobre importados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1844, o ministro da Fazenda, Manuel Alves Branco decretou uma nova tarifa alfandegária sobre os produtos importados A elevação da tarifa aumentou o preço dos produtos importados, forçando o consumidor brasileiro a pro¬curar um produto semelhante nacional.&lt;br /&gt;Antes de 1844, os produto importados pagavam só 15% sobre seu valor nas alfândegas brasileira. Com a Tarifa Alves Branco, a maioria dos produtos importados tinha que pagar 30% de imposto. Mas se houvesse a fabricação no Brasil de produto nacional semelhante, o artigo importado passava a pagar 60% de imposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim do tráfico negreiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1850, foi extinto o comércio de escravos para o Brasil, pela lei Eusébio de Queiros. Isso liberou grande soma de dinheiro, até então destinada à compra de escravos, para ser aplica¬da em outros setores da economia.&lt;br /&gt;Começaram a surgir indústrias de sabão, vela, chapéu, cigarro, cerveja, tecido de algodão etc. Surgiram também bancos, empresas de na¬vegação, ferrovias, companhias de seguros, mineradoras etc.&lt;br /&gt;Na última década do império (1880-1889), o Brasil já contava com 600 indústrias, que empregavam quase 55 mil operários nos setores têxtil, alimentar, químico, de madeira, vestuário e metalurgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política externa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conflito internacionais do Brasil durante o Segundo Reinado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil envolveu-se em alguns conflitos in¬ternacionais durante o Segundo Reinado. Com a Inglaterra houve o episódio que ficou conhecido como Questão Christie. Os dois países chegaram a romper relações diplomáticas (1863-1865).&lt;br /&gt;Para preservar interesses econômicos e políticos, o império também entrou em luta&lt;br /&gt;contra os países platinos. Primeiro foi a In¬tervenção contra Oribe e Rosas (1851-1852), presidentes do Uruguai e Argentina, respectivamente. Depois, a Guerra contra Aguirre (1864-1865), presidente do Uruguai. Mas o conflito mais grave foi a Guerra do Paraguai&lt;br /&gt;(1865-1870).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerra do Paraguai: a mais longa e sangrenta da américa do sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sua independência, em 181l o Pa¬raguai começou a se desenvolver de um modo diferente de todos os países latino-americanos. Seu primeiro presidente, José Gaspar Rodrigues de Francia criou uma estrutura de produção voltada para os interesses internos da população paraguaia. Ele queria alcançar a plena in¬dependência econômica do país. Para isso, distribuiu terras aos camponeses, combateu a oligarquia rural improdutiva, construiu inúmeras escolas para o povo. Em 1840, o Paraguai não tinha analfabetos.&lt;br /&gt;Francia morreu em 1840. Seus sucessores, Antônio Carlos López (1840-1862) e seu filho, Francisco Solano López (1862-1870), prosseguiram a obra de construir no Paraguai um país for¬te e soberano. País livre da exploração do capitalismo internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O descontentamento inglês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento do Paraguai desagrada¬va profundamente a Inglaterra, que queria manter todos os países latino-americanos como sim¬ples fornecedores de matérias-primas e consumidores dos seus produtos industrializados.&lt;br /&gt;Como o Paraguai não se enquadrava no es¬quema do capitalismo industrial inglês, para a Inglaterra ele representava um "mau exemplo que precisava ser destruído. Então, a Inglaterra ajudou o Brasil, a Argentina e o Uruguai na luta contra o Paraguai.&lt;br /&gt;Brasil, Argentina e Uruguai formaram a Tríplice Aliança contra o Paraguai e deram início ao mais longo e sangrento conflito arma¬do já ocorrido na América do Sul.&lt;br /&gt;Mais do que motivos políticos ou reivindicações territoriais, o que verdadeiramente ali¬mentou a Guerra do Paraguai foram questões econômicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência do conflito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Brasil, o episódio que deu início à guerra, foi o aprisionamento, pelo governo pa¬raguaio do navio brasileiro Marquês de Olinda, em novembro de 1864.0 navio brasileiro navegava pelo rio Paraguai, próximo a Assunção, com destino à província de Mato Grosso. O aprisionamento do navio brasileiro foi uma reação do Paraguai contra a invasão brasileira do Uruguai e a derrota do presidente Aguirre (que era apoiado por Solano López).&lt;br /&gt;Iniciada em 1865, a Guerra do Paraguai durou cinco anos terminando em 1870.&lt;br /&gt;Para se ter uma idéia da extrema crueldade que caracterizou Guerra do Paraguai, basta dizer que, do lado brasileiro, morreram aproximadamente 100 mil combatentes. Do lado para¬guaio, muito mais vidas foram sacrificadas. Antes da guerra, a população total do Paraguai era de 800 mil pessoas. Depois da guerra, essa população reduziu-se a 194 mil pessoas, isto é, 75,7% dos paraguaios foram exterminados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conseqüências da guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada a guerra, o império brasileiro passou a sofrer as conseqüências do sangrento conflito:&lt;br /&gt;• A economia estava fortemente abalada em virtude dos prejuízos da guerra.&lt;br /&gt;• O Exército brasileiro passou a assumir posições contrarias à sociedade escravista brasileira e a demonstrar simpatia pela causa republicana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abolição da escravatura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exigência do capitalismo industrial e do desenvolvimento do país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressão político-militar da Inglaterra as¬sociada à pressão de políticos progressistas brasileiros determinaram que fosse promulgada, em 4 de setembro de 1850, a lei Eusébio de Queirós. Com essa medida, o comércio de escravos importados foi definitivamente reprimido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As etapas da campanha abolicionista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a extinção do tráfico negreiro (1850), cresceu no país a campanha abolicionista, que foi um movimento público pela libertação dos escravos. A abolição conquistou o apoio de vários setores da sociedade brasileira: parlamenta¬res, imprensa, militares, artistas e intelectuais. Mas os defensores da escravidão ainda conseguiram sustentá-la por bom tempo. No Brasil, o sistema escravista foi sendo extinto lentamente, de maneira a não prejudicar os proprietários de escravos.&lt;br /&gt;As principais leis publicadas nesse sentido foram:&lt;br /&gt;• Lei do Ventre Livre (1871): declarava livres todos os filhos de escravos nascidos no Brasil.&lt;br /&gt;• Lei dos Sexagenários (1885):declarava livres os escravos com mais de 65 anos, o que significava libertar os donos de escravos da "inútil" obrigação de sustentar alguns raros negros velhos que conseguiram sobreviver à brutal ex¬ploração de seu trabalho.&lt;br /&gt;Com leis desse tipo, que não resolviam o problema da escravidão, os proprietários de escravos conseguiram ganhar tempo e adiar, ao máximo, a abolição final. Somente em 13 de maio de 1888, com a Lei Áurea promulgada pela princesa Isabel, filha de D. Pedro II, a escravidão foi extinta no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem fez a abolição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta política pelo fim da escravidão é co¬nhecida como Campanha Abolicionista.&lt;br /&gt;A abolição não foi obra só desta elite de in¬telectuais. O fim da escravidão era uma exigência do capitalismo industrial e do desenvolvimento econômico do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ficaram os negros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da Lei Áurea, a situação social dos negros continuou extremamente difícil. Não ti¬nham dinheiro para trabalhar por conta pró¬pria, não tinham estudo para conseguir um melhor emprego, não tinham qualquer ajuda do governo.&lt;br /&gt;Muitos dos ex-escravos ficaram trabalhando nas mesmas fazendas em que já estavam. E nelas o negro continuou sendo explorado maneira cruel e desumana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proclamação da república&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição dos diversos setores da sociedade imperial que levou ao fim da Monarquia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise do império brasileiro foi o resultado de fatores econômicos, sociais e políticos que juntos levaram importantes setores da sociedade a uma conclusão: a monarquia precisava ser superada para dar lugar a um outro regime político, mais adaptado aos problemas da época.&lt;br /&gt;A crise do império foi marcada por uma sé¬rie de questões que favoreceram a proclamação da república.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão abolicionista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os senhores de escravos, principalmente do Vale do Paraíba e da Baixada Fluminense, não se conformaram com a abolição da escravidão e com o fato de não terem sido indenizados pelo governo. Sentiram-se abandonados pela monarquia e acabaram também por abandoná-la. Passaram a apoiar a causa republicana. Por isso, eram chamados republicanos do 13 de maio (porque este dia é a data da Lei Áurea).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão republicana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As idéias republicanas faziam parte de diversos movimentos históricos, como  inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana, a Revolução Pernambucana, a Confederação do Equador etc. Contudo, só a partir de 1870, o movimento republicano ganhou uma formação mais sólida e concreta. Nesse ano, foi lançado no Rio de Janeiro um Manifesto Republicano que em um dos seus trechos afirmava: Somos da América e queremos ser americanos.&lt;br /&gt;Três anos depois do aparecimento do Ma¬nifesto Republicano, foi fundado o Partido Re¬publicano Paulista, na Convenção de Itu, em São Paulo. Esse partido era apoiado por impor¬tantes fazendeiros de café de São Paulo e conta¬va com seguidores no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão religiosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o período colonial, a igreja católica era uma instituição submetida ao Estado, pelo regime do padroado. &lt;br /&gt;Ocorre que, em 1872, D. Vidal e D. Macedo, bispos de Olinda e de Belém, respectivamente resolveram seguir ordens do papa Pio IX, punindo irmandades religiosas que apoiavam os maçons (Bula Syllabus). D. Pedro II, influenciado pela maçonaria, decidiu intervir na questão, solicitando aos bispos que suspendessem as punições. Em 1 875,os bispos receberam o perdão imperial e foram colocados em liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão militar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da Guerra do Paraguai, o Exército brasileiro foi adquirindo maior importância na sociedade. Nas decisões políticas, o poder dos civis era enorme em relação ao dos militares. &lt;br /&gt;Inconformados com a situação, cresceu nos oficiais do Exército o desejo de ser tratados com mais dignidade e de possuir voz mais ativa na vida pública. Os ideais republicanos contagiaram os oficiais, divulgados por homens como o coronel Benjamin Constant, professor da Escola Militar do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Foi em meio a essa situação que surgiu, em 1884, a questão militar, provocada pela  de grandes chefes do Exército (como o marechal Deodoro da Fonseca) contra as punições ao te¬nente-coronel Antônio Sena Madureira (favorável à abolição dos escravos) e ao coronel Ernesto Augusto da Cunha Matos (que denunciou cor¬rupção encobertada por políticos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim do segundo império&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição de tantos setores da sociedade à monarquia tornou possível o tranqüilo sucesso do golpe político que instaurou a república no Brasil.&lt;br /&gt;O governo imperial, percebendo, embora tardiamente, a difícil situação em que se encontrava com o isolamento da monarquia, apresentou à Câmara dos Deputados um programa de reformas políticas, do qual constavam itens como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• liberdade de fé religiosa;&lt;br /&gt;• liberdade de ensino e seu aperfeiçoamento;&lt;br /&gt;• autonomia para as províncias;&lt;br /&gt;• mandato temporário para os senadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, as reformas chegaram tarde de¬mais. No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca assumiu o comando das tropas revoltadas, ocupando o quartel-general do Rio de Janeiro. Na noite do dia 15 constituiu-se o Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-8219185472717364974?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/8219185472717364974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/segundo-reinado-1840-1889.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/8219185472717364974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/8219185472717364974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/segundo-reinado-1840-1889.html' title='SEGUNDO REINADO 1840-1889'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-7553705250406345068</id><published>2009-05-27T14:27:00.002-07:00</published><updated>2009-05-27T14:28:39.955-07:00</updated><title type='text'>PERÍODO REGENCIAL 1831-40</title><content type='html'>Período Regencial (1831-1840)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação política&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As regências e os grupos que disputavam o poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1831, D. Pedro I abdicou do trono em¬ favor de seu filho Pedro de Alcântara, que tinha apenas 5 anos de idade.&lt;br /&gt;Conforme as regras da constituição do império, o Brasil seria governado por um conselho de três regentes, eleitos pelo Legislativo, enquanto Pedro de Alcântara não atingisse a maioridade (idade de 18 anos).&lt;br /&gt;O período regencial foi marcado também por importantes revoltas políticas e sociais que, agitaram a vida do país. &lt;br /&gt;Diferentes setores da sociedade (desde os grupos mais ricos até os mais pobres) lutavam pelo poder político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grupos políticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a abdicação de D. Pedro I, a vida pública do país foi dominada por três grupos principais que disputavam o poder político: restauradores, liberais moderados e liberais exaltados.&lt;br /&gt;Em 1834, D. Pedro morreu em Portugal, aos trinta e seis anos de idade. Com sua morte, teve fim o objetivo do grupo dos restauradores.&lt;br /&gt;Por volta de 1837, o grupo dos liberais moderados dividiu-se em duas grandes alas:&lt;br /&gt;os progressistas e os regressistas. Eles passaram a disputar o Centro do poder. Por essa época, os restauradores e os liberais exaltados já tinham perdido grande parte de sua influência política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regência Trina Provisória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 7 de abril de 1831 (data da abdica¬ção), o Parlamento brasileiro estava em férias. Não havia no Rio de Janeiro número suficiente de deputados e senadores para eleger os três re¬gentes que governariam conforme mandava a constituição. Então, os poucos políticos que se encontravam na cidade resolveram, como solução de emergência, eleger uma Regência Provisória para governar a nação, até que se ele¬gesse a regência permanente.&lt;br /&gt;A Regência Trina Provisória governou o país durante quase três meses. Participaram dela: senador Carneiro de Campos, senador Campos Vergueiro e brigadeiro Francisco de Lima e Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início do avanço liberal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as principais medidas tomadas pela Regência Trina Provisória destacam-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• readmissão do Ministério dos Brasileiros;&lt;br /&gt;• suspensão parcial do uso do Poder Moderador, pelos regentes;&lt;br /&gt;• anistia (perdão) às pessoas presas por motivos políticos;&lt;br /&gt;• a convocação dos deputados e senadores para que, em Assembléia Geral, elegessem a Regência Trina Permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Regência Trina Permanente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após reunir deputados e senadores do país, a assembléia Geral elegeu a Regência Trina Per¬ente, no dia 17 de junho de 1831.&lt;br /&gt;A nova regência era composta pelos deputados João Bráulio Muniz (político do nordeste) e José da Costa Carvalho (político do sul) e pelo Brigadeiro Francisco de Lima e Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação da Guarda Nacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das figuras de maior destaque da Regência Trina Permanente foi o padre Diogo Antônio Feijó, nomeado para o cargo de ministro da Justiça. Sua principal preocupação era garantir ¬a ordem pública, que interessava aos moderados. Para isso era preciso acabar com as agitações populares e revoltas militares que ameaçavam o governo.&lt;br /&gt;Para impor a ordem, o governo precisava de uma força militar que lhe fosse fiel. O Exército não era confiável, pois parte da tropa, com¬posta de pessoas pobres, sempre se colocava a favor dos que protestavam contra o governo.&lt;br /&gt;A solução proposta pelos políticos modera¬dos foi a criação da Guarda Nacional: uma polícia de confiança do governo e das classes do¬minantes agrárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ato adicional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1834, os políticos moderados fizeram uma reforma na constituição do império, conhecida como Ato Adicional.&lt;br /&gt;O Ato Adicional era uma tentativa de harmonizar as diversas forças políticas que briga¬vam no país.&lt;br /&gt;De acordo com o Ato Adicional de 1834:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A regência seria exercida por uma única pessoa, com mandato de quatro anos. Deixava de ser Regência Trina, para ser Regência Una.&lt;br /&gt;• Estava extinto o Conselho de Estado.&lt;br /&gt;• Criavam-se as Assembléias Legislativas das pro¬víncias, com poderes para fazer leis referentes às questões locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regência do Padre Feijó: a explosão das rebeliões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De acordo com o Ato Adicional, novas eleições foram realizadas para a escolha da Regência Una. O vencedor dessas e1eições (com pequena diferença de votos) foi o padre Diogo Antônio Feijó, que era ligado à ala progressista dos moderados. Seu adversário representava a ala regressista.&lt;br /&gt;Depois de eleito, o regente Feijó sofreu grande oposição dos regressistas, que o acusavam de não conseguir impor ordem no país. Explodiram, durante seu governo, importantes rebeliões como a Cabanagem  no Pará e a Farroupilha no Rio Grande do Sul. Os políticos que representavam os grandes fazendeiros estavam cada vez mais preocupados com as rebeliões. Tinham medo de perder o poder político e econômico do país.&lt;br /&gt;Quando ainda faltavam dois anos para ter¬minar seu mandato, Feijó decidiu renunciar ao cargo de regente. Provisoriamente, a regência foi entregue a Pedro de Araújo Lima, senador pernambucano que representava os regressistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regência de Araújo Lima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao assumir o poder, Araújo Lima montou um ministério composto só de políticos conservadores.&lt;br /&gt;Havia uma firme decisão do governo de usar toda a violência contra as revoltas políticas populares que agitavam o país (Cabanagem, Balaiada, Sabinada, Farroupilha).&lt;br /&gt;As classes dominantes queriam de qualquer jeito "parar o carro da revolução", como dizia o ministro Bernardo Pereira de Vasconcelos. As rebeliões separatistas ameaçavam a unidade territorial do país. E os fazendeiros estavam assustados, com medo de perder suas riquezas, baseadas na grande propriedade e na exploração dos escravos.&lt;br /&gt;Foi o caso, por exemplo, da Lei Interpretativa do Ato Adicional (12 de maio de 1840), que reduzia o poder das províncias e colocava os órgãos da Polícia e da Justiça sob o comando do poder central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As revoltas Provinciais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vulcão que quase devorou o império&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período das regências inúmeras revoltas explodiram pelas províncias brasileiras. Preocupado, o regente Feijó chegou a dizer: "o vulcão da anarquia ameaça devorar o império". Havia muitas razões para tantas revoltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise socioeconômica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo econômico, as exportações brasileiras perdiam preço e mercado. O açúcar de cana sofria a concorrência internacional das Antilhas e dos Estados Unidos (açúcar de beterraba). O algodão, o fumo, o mate e o couro tam¬bém enfrentavam a forte concorrência de outras áreas produtoras. O ouro era um minério quase esgotado.&lt;br /&gt;No campo social, o povo das cidades e do campo levava uma vida miserável. Os alimentos. Os alimentos eram caros. A riqueza e o poder estavam concentrados em mãos dos grandes fazendeiros e comerciantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autoritarismo e a falta de autonomia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo político, havia grande oposição ao autoritarismo do governo central do império. As províncias queriam mais liberdade e autonomia. Queriam o direito de eleger seus próprios presidentes da província. Muitos políticos das províncias pregavam a separação do governo central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fundação das repúblicas de Piratini e Juliana&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em 1835, Bento Gonçalves comandou as tropas farroupilhas que dominaram Porto Alegre, capital da província. O governo do império reagiu energicamente, mas não teve forças suficientes para derrubar os farroupilhas. A rebelião expandiu-se e, em 1836, fundou a República Rio-Grandense, também chamada de República de Piratini.&lt;br /&gt;O momento máximo da expansão do movimento farroupilha deu-se em 1839, com a conquista de Santa Catarina e a fundação da República Juliana, sob o comando de Davi Canabarro e Garibaldi.&lt;br /&gt;A Revolução Farroupilha só foi contida a partir de 1842, por meio da ação militar de Luis Alves de Lima e Silva, futuro duque de Caxias. Além da ação militar, Caxias procurou entrar em acordo com os líderes farroupilhas.&lt;br /&gt;No dia 1º de março de 1845, já durante o Segundo Reinado, celebrou-se o acordo de paz entre as tropas imperiais (comandadas por Caxias) e as forças farroupilhas.&lt;br /&gt;Os revoltosos não seriam punidos e receberiam a anistia (perdão) do império. Os escravos fugitivos que lutavam ao lado dos farroupilhas teriam o direito à liberdade.&lt;br /&gt;A Revo1ução Farroupilha não foi urna revolta do povo pobre do sul. Foi uma rebelião dos ricos estancieiros que lutavam pelos seus interesses econômicos e políticos. O povo só parti¬cipou do movimento sob o controle dos grandes fazendeiros.&lt;br /&gt;Não existia, entre os líderes da Farroupilha, o desejo de libertar o povo gaúcho da exploração social, da escravidão ou da vida miserável. O que eles queriam era garantir o lucro das grandes fazendas pecuárias e exercer poder político no Rio Grande com mais liberdade administrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bahia: A Sabinada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1837, estourou na Bahia urna rebelião liderada pelo médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira, por isso conhecida como Sabinada. Seu objetivo básico era instituir uma república baiana, enquanto D. Pedro fosse menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma revolta de homens cultos da classe média&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o apoio de parte do exército baiano, os sabinos conseguiram tomar o poder em Sal¬vador (7 de novembro de 1837). Mas o movi¬mento não empolgou a população. E as tropas imperiais, ajudadas pelos fazendeiros, não tardaram a combater a rebelião com fúria e violência.&lt;br /&gt;Inúmeras casas de Salvador foram incendiadas. Muitos revoltosos foram queimados vivos. Mais de mil pessoas morreram na luta. Em março de 1838, a rebelião estava totalmente esmagada.&lt;br /&gt;Apesar da violenta repressão os principais líderes do movimento não foram mortos o médico Francisco Sabino, por exemplo, foi preso e degredado para o Mato Grosso.&lt;br /&gt;Ao contrário da Cabanagem (uma revolta dos pobres), a Sabinada foi uma rebelião comandada por homens cultos da classe média da cidade de Salvador. Não teve a participação dos pobres nem obteve o apoio dos ricos fazendeiros.&lt;br /&gt;O objetivo da Sabinada era proclamar uma república na Bahia, mas não para sempre. A re¬pública só duraria enquanto D. Pedro II fosse menor e não assumisse o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maranhão: A Balaiada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Balaiada foi uma importante revolta popular que explodiu na província do Maranhão, entre os anos de 1838 a 1841.&lt;br /&gt;Nessa época, a economia agrária do Maranhão atravessava grande  crise. Sua principal riqueza, o algodão, vinha perdendo preço e compradores no exterior, devido à forte concorrência internacional do algodão produzido nos Estados Unidos (mais barato e de melhor qualidade que o produto brasileiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Revolta dos pobres e da classe média&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem mais sofria as conseqüências dos problemas econômicos do Maranhão era a população pobre. Ou seja, a multidão formada por vaqueiros, sertanejos e escravos.&lt;br /&gt;Cansada de tantos sofrimentos, essa multidão queria lutar, de algum modo, contra as in¬justiças. Lutar contra a miséria, a fome, a escravidão e os maus tratos. Foram os bem-te-vis que iniciaram a revolta contra os grandes fazendeiros conservadores do Maranhão e contaram com a participação explosiva dos sertanejos pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A classe média abandona os sertanejos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de desorganizados, os rebeldes balaios conseguiram conquistar a cidade de Caxias, uma das mais importantes do Maranhão. Para combater a revolta dos balaios, o go¬verno enviou tropas comandadas pelo coronel Luís Alves de Lima e Silva. Nessa altura acontecimentos, a classe média do Maranhão (os bem-te-vis) já havia abandonado os sertanejos e apoiava as tropas governamentais.&lt;br /&gt;O combate aos balaios foi duro e violento. A perseguição só terminou em 1841, quando tinham morrido cerca de 12 mil sertanejos e escravos.&lt;br /&gt;A Balaiada não tinha uma organização consistente nem um projeto político definido. Não foi um movimento único e harmônico. Foi um conjunto de lutas dos sertanejos marcadas pelo desejo de vingança social contra os poderosos da região.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-7553705250406345068?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/7553705250406345068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/periodo-regencial-1831-40_27.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/7553705250406345068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/7553705250406345068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/periodo-regencial-1831-40_27.html' title='PERÍODO REGENCIAL 1831-40'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-6214459310048883595</id><published>2009-05-27T14:27:00.001-07:00</published><updated>2009-05-27T14:27:56.366-07:00</updated><title type='text'>PERÍODO REGENCIAL 1831-40</title><content type='html'>Período Regencial (1831-1840)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação política&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As regências e os grupos que disputavam o poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1831, D. Pedro I abdicou do trono em¬ favor de seu filho Pedro de Alcântara, que tinha apenas 5 anos de idade.&lt;br /&gt;Conforme as regras da constituição do império, o Brasil seria governado por um conselho de três regentes, eleitos pelo Legislativo, enquanto Pedro de Alcântara não atingisse a maioridade (idade de 18 anos).&lt;br /&gt;O período regencial foi marcado também por importantes revoltas políticas e sociais que, agitaram a vida do país. &lt;br /&gt;Diferentes setores da sociedade (desde os grupos mais ricos até os mais pobres) lutavam pelo poder político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grupos políticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a abdicação de D. Pedro I, a vida pública do país foi dominada por três grupos principais que disputavam o poder político: restauradores, liberais moderados e liberais exaltados.&lt;br /&gt;Em 1834, D. Pedro morreu em Portugal, aos trinta e seis anos de idade. Com sua morte, teve fim o objetivo do grupo dos restauradores.&lt;br /&gt;Por volta de 1837, o grupo dos liberais moderados dividiu-se em duas grandes alas:&lt;br /&gt;os progressistas e os regressistas. Eles passaram a disputar o Centro do poder. Por essa época, os restauradores e os liberais exaltados já tinham perdido grande parte de sua influência política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regência Trina Provisória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 7 de abril de 1831 (data da abdica¬ção), o Parlamento brasileiro estava em férias. Não havia no Rio de Janeiro número suficiente de deputados e senadores para eleger os três re¬gentes que governariam conforme mandava a constituição. Então, os poucos políticos que se encontravam na cidade resolveram, como solução de emergência, eleger uma Regência Provisória para governar a nação, até que se ele¬gesse a regência permanente.&lt;br /&gt;A Regência Trina Provisória governou o país durante quase três meses. Participaram dela: senador Carneiro de Campos, senador Campos Vergueiro e brigadeiro Francisco de Lima e Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início do avanço liberal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as principais medidas tomadas pela Regência Trina Provisória destacam-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• readmissão do Ministério dos Brasileiros;&lt;br /&gt;• suspensão parcial do uso do Poder Moderador, pelos regentes;&lt;br /&gt;• anistia (perdão) às pessoas presas por motivos políticos;&lt;br /&gt;• a convocação dos deputados e senadores para que, em Assembléia Geral, elegessem a Regência Trina Permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Regência Trina Permanente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após reunir deputados e senadores do país, a assembléia Geral elegeu a Regência Trina Per¬ente, no dia 17 de junho de 1831.&lt;br /&gt;A nova regência era composta pelos deputados João Bráulio Muniz (político do nordeste) e José da Costa Carvalho (político do sul) e pelo Brigadeiro Francisco de Lima e Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação da Guarda Nacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das figuras de maior destaque da Regência Trina Permanente foi o padre Diogo Antônio Feijó, nomeado para o cargo de ministro da Justiça. Sua principal preocupação era garantir ¬a ordem pública, que interessava aos moderados. Para isso era preciso acabar com as agitações populares e revoltas militares que ameaçavam o governo.&lt;br /&gt;Para impor a ordem, o governo precisava de uma força militar que lhe fosse fiel. O Exército não era confiável, pois parte da tropa, com¬posta de pessoas pobres, sempre se colocava a favor dos que protestavam contra o governo.&lt;br /&gt;A solução proposta pelos políticos modera¬dos foi a criação da Guarda Nacional: uma polícia de confiança do governo e das classes do¬minantes agrárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ato adicional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1834, os políticos moderados fizeram uma reforma na constituição do império, conhecida como Ato Adicional.&lt;br /&gt;O Ato Adicional era uma tentativa de harmonizar as diversas forças políticas que briga¬vam no país.&lt;br /&gt;De acordo com o Ato Adicional de 1834:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A regência seria exercida por uma única pessoa, com mandato de quatro anos. Deixava de ser Regência Trina, para ser Regência Una.&lt;br /&gt;• Estava extinto o Conselho de Estado.&lt;br /&gt;• Criavam-se as Assembléias Legislativas das pro¬víncias, com poderes para fazer leis referentes às questões locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regência do Padre Feijó: a explosão das rebeliões&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De acordo com o Ato Adicional, novas eleições foram realizadas para a escolha da Regência Una. O vencedor dessas e1eições (com pequena diferença de votos) foi o padre Diogo Antônio Feijó, que era ligado à ala progressista dos moderados. Seu adversário representava a ala regressista.&lt;br /&gt;Depois de eleito, o regente Feijó sofreu grande oposição dos regressistas, que o acusavam de não conseguir impor ordem no país. Explodiram, durante seu governo, importantes rebeliões como a Cabanagem  no Pará e a Farroupilha no Rio Grande do Sul. Os políticos que representavam os grandes fazendeiros estavam cada vez mais preocupados com as rebeliões. Tinham medo de perder o poder político e econômico do país.&lt;br /&gt;Quando ainda faltavam dois anos para ter¬minar seu mandato, Feijó decidiu renunciar ao cargo de regente. Provisoriamente, a regência foi entregue a Pedro de Araújo Lima, senador pernambucano que representava os regressistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regência de Araújo Lima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao assumir o poder, Araújo Lima montou um ministério composto só de políticos conservadores.&lt;br /&gt;Havia uma firme decisão do governo de usar toda a violência contra as revoltas políticas populares que agitavam o país (Cabanagem, Balaiada, Sabinada, Farroupilha).&lt;br /&gt;As classes dominantes queriam de qualquer jeito "parar o carro da revolução", como dizia o ministro Bernardo Pereira de Vasconcelos. As rebeliões separatistas ameaçavam a unidade territorial do país. E os fazendeiros estavam assustados, com medo de perder suas riquezas, baseadas na grande propriedade e na exploração dos escravos.&lt;br /&gt;Foi o caso, por exemplo, da Lei Interpretativa do Ato Adicional (12 de maio de 1840), que reduzia o poder das províncias e colocava os órgãos da Polícia e da Justiça sob o comando do poder central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As revoltas Provinciais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vulcão que quase devorou o império&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período das regências inúmeras revoltas explodiram pelas províncias brasileiras. Preocupado, o regente Feijó chegou a dizer: "o vulcão da anarquia ameaça devorar o império". Havia muitas razões para tantas revoltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise socioeconômica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo econômico, as exportações brasileiras perdiam preço e mercado. O açúcar de cana sofria a concorrência internacional das Antilhas e dos Estados Unidos (açúcar de beterraba). O algodão, o fumo, o mate e o couro tam¬bém enfrentavam a forte concorrência de outras áreas produtoras. O ouro era um minério quase esgotado.&lt;br /&gt;No campo social, o povo das cidades e do campo levava uma vida miserável. Os alimentos. Os alimentos eram caros. A riqueza e o poder estavam concentrados em mãos dos grandes fazendeiros e comerciantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autoritarismo e a falta de autonomia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo político, havia grande oposição ao autoritarismo do governo central do império. As províncias queriam mais liberdade e autonomia. Queriam o direito de eleger seus próprios presidentes da província. Muitos políticos das províncias pregavam a separação do governo central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fundação das repúblicas de Piratini e Juliana&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em 1835, Bento Gonçalves comandou as tropas farroupilhas que dominaram Porto Alegre, capital da província. O governo do império reagiu energicamente, mas não teve forças suficientes para derrubar os farroupilhas. A rebelião expandiu-se e, em 1836, fundou a República Rio-Grandense, também chamada de República de Piratini.&lt;br /&gt;O momento máximo da expansão do movimento farroupilha deu-se em 1839, com a conquista de Santa Catarina e a fundação da República Juliana, sob o comando de Davi Canabarro e Garibaldi.&lt;br /&gt;A Revolução Farroupilha só foi contida a partir de 1842, por meio da ação militar de Luis Alves de Lima e Silva, futuro duque de Caxias. Além da ação militar, Caxias procurou entrar em acordo com os líderes farroupilhas.&lt;br /&gt;No dia 1º de março de 1845, já durante o Segundo Reinado, celebrou-se o acordo de paz entre as tropas imperiais (comandadas por Caxias) e as forças farroupilhas.&lt;br /&gt;Os revoltosos não seriam punidos e receberiam a anistia (perdão) do império. Os escravos fugitivos que lutavam ao lado dos farroupilhas teriam o direito à liberdade.&lt;br /&gt;A Revo1ução Farroupilha não foi urna revolta do povo pobre do sul. Foi uma rebelião dos ricos estancieiros que lutavam pelos seus interesses econômicos e políticos. O povo só parti¬cipou do movimento sob o controle dos grandes fazendeiros.&lt;br /&gt;Não existia, entre os líderes da Farroupilha, o desejo de libertar o povo gaúcho da exploração social, da escravidão ou da vida miserável. O que eles queriam era garantir o lucro das grandes fazendas pecuárias e exercer poder político no Rio Grande com mais liberdade administrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bahia: A Sabinada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1837, estourou na Bahia urna rebelião liderada pelo médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira, por isso conhecida como Sabinada. Seu objetivo básico era instituir uma república baiana, enquanto D. Pedro fosse menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma revolta de homens cultos da classe média&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o apoio de parte do exército baiano, os sabinos conseguiram tomar o poder em Sal¬vador (7 de novembro de 1837). Mas o movi¬mento não empolgou a população. E as tropas imperiais, ajudadas pelos fazendeiros, não tardaram a combater a rebelião com fúria e violência.&lt;br /&gt;Inúmeras casas de Salvador foram incendiadas. Muitos revoltosos foram queimados vivos. Mais de mil pessoas morreram na luta. Em março de 1838, a rebelião estava totalmente esmagada.&lt;br /&gt;Apesar da violenta repressão os principais líderes do movimento não foram mortos o médico Francisco Sabino, por exemplo, foi preso e degredado para o Mato Grosso.&lt;br /&gt;Ao contrário da Cabanagem (uma revolta dos pobres), a Sabinada foi uma rebelião comandada por homens cultos da classe média da cidade de Salvador. Não teve a participação dos pobres nem obteve o apoio dos ricos fazendeiros.&lt;br /&gt;O objetivo da Sabinada era proclamar uma república na Bahia, mas não para sempre. A re¬pública só duraria enquanto D. Pedro II fosse menor e não assumisse o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maranhão: A Balaiada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Balaiada foi uma importante revolta popular que explodiu na província do Maranhão, entre os anos de 1838 a 1841.&lt;br /&gt;Nessa época, a economia agrária do Maranhão atravessava grande  crise. Sua principal riqueza, o algodão, vinha perdendo preço e compradores no exterior, devido à forte concorrência internacional do algodão produzido nos Estados Unidos (mais barato e de melhor qualidade que o produto brasileiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Revolta dos pobres e da classe média&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem mais sofria as conseqüências dos problemas econômicos do Maranhão era a população pobre. Ou seja, a multidão formada por vaqueiros, sertanejos e escravos.&lt;br /&gt;Cansada de tantos sofrimentos, essa multidão queria lutar, de algum modo, contra as in¬justiças. Lutar contra a miséria, a fome, a escravidão e os maus tratos. Foram os bem-te-vis que iniciaram a revolta contra os grandes fazendeiros conservadores do Maranhão e contaram com a participação explosiva dos sertanejos pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A classe média abandona os sertanejos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de desorganizados, os rebeldes balaios conseguiram conquistar a cidade de Caxias, uma das mais importantes do Maranhão. Para combater a revolta dos balaios, o go¬verno enviou tropas comandadas pelo coronel Luís Alves de Lima e Silva. Nessa altura acontecimentos, a classe média do Maranhão (os bem-te-vis) já havia abandonado os sertanejos e apoiava as tropas governamentais.&lt;br /&gt;O combate aos balaios foi duro e violento. A perseguição só terminou em 1841, quando tinham morrido cerca de 12 mil sertanejos e escravos.&lt;br /&gt;A Balaiada não tinha uma organização consistente nem um projeto político definido. Não foi um movimento único e harmônico. Foi um conjunto de lutas dos sertanejos marcadas pelo desejo de vingança social contra os poderosos da região.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-6214459310048883595?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/6214459310048883595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/periodo-regencial-1831-40.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6214459310048883595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/6214459310048883595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/periodo-regencial-1831-40.html' title='PERÍODO REGENCIAL 1831-40'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-142296766217475424</id><published>2009-05-27T14:26:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T14:27:08.537-07:00</updated><title type='text'>PRIMEIRO REINADO - 1822-31</title><content type='html'>Primeiro Reinado – (1822-1831)&lt;br /&gt;Reconhecimento Interno&lt;br /&gt;A independência política brasileira não foi aceita de imediato por alguns governadores de algumas províncias como foi o caso da Bahia e do Grão Pará. Essas províncias tinham comerciantes com interesses vinculados a Portugal e foram auxiliados por tropas lusitanas.&lt;br /&gt;D. Pedro  utiliza-se de tropas militares, auxílio inglês e principalmente com a colaboração de milícias civis. Isso foi necessário porque o Brasil não possuía um exército brasileiro treinado e estruturado, cabendo ao povo essa incumbência.  &lt;br /&gt;O Reconhecimento Externo da Independência &lt;br /&gt;1º País a reconhecer – EUA – Doutrina Monroe (dominar mercados da América)&lt;br /&gt;Depois Inglaterra – Manutenção dos tratados de 1808 e 1810, mais o fim da escravidão&lt;br /&gt;Portugal (1825) – Indenização de dois milhões de libras&lt;br /&gt;América Latina – Logo após a independência não reconhece, desaprovando a forma monárquica de governo&lt;br /&gt;Europa – Devido à formação da Santa Aliança (acordo de paises europeus mais conservadores, que se opunham ao reconhecimento da independência de qualquer ex-colônia, defendendo o absolutismo e o colonialismo). &lt;br /&gt;Primeira constituição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As disputas para decidir quem mandaria no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 3 de junho de 1822 (D. Pedro ainda governava o Brasil como príncipe regente), foi convocada uma assembléia para elaborar a primeira Constituição brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A constituinte das elites rurais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto de constituição elaborado pela Assembléia Constituinte em 1823 tinha três características: o anticolonialismo, o antiabsolutismo e o classismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Anticolonialismo: firme oposição aos portugueses (comerciantes e militares) que ainda ameaçavam a independência brasileira e de¬sejavam a recolonização do país.&lt;br /&gt;• Antiabsolutismo: preocupação de limitar e re¬duzir os poderes do imperador e valorizar e ampliar os poderes do Legislativo.&lt;br /&gt;• Classismo: intenção de reservar o poder Político praticamente para a classe dos grandes proprietários rurais. A maioria do povo não era considerado cidadão e não tinha o direito de votar nem de ser votado. O projeto estabelecia que o eleitor precisava ter renda mínima por ano equivalente a 150 alqueires de farinha de mandioca. Por isso, o projeto ficou conhecido, popularmente, como Constituição da Mandioca.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A ira do imperador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Pedro I ficou bastante irritado com essa constituição que limitava e diminuía seus pode¬res. Com o apoio das tropas imperiais, decretou a dissolução da Assembléia, no dia 12 de novembro de 1823.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A constituição de 1824 imposta por D. Pedro I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fechar a Assembléia Constituinte, D. Pedro provocou a reação dos representantes do chamado partido brasileiro, grupo formado por proprietários de terras do centro-sul que tinham apoiado e dirigido o processo de independência do Brasil.&lt;br /&gt;Para acalmar os ânimos, o imperador no¬meou uma comissão de dez brasileiros natos e a incumbiu de elaborar uma nova constituição para o país, no prazo de quarenta dias.&lt;br /&gt;Concluído o trabalho, no dia 25 de março de 1824, D. Pedro outorgou, isto é, impôs à na¬ção a nova constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder arbitrário e absoluto do imperador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A constituição imposta por D. Pedro estabelecia a existência de quatro poderes de Estado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Poder Judiciário: composto pelos juizes e tribunais. O órgão máximo desse Poder era o Supremo Tribunal de Justiça, com magistrados nomeados diretamente pelo imperador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Poder Legislativo: composto pelos senadores e deputados, encarregados de elaborar as leis do império. &lt;br /&gt;• Poder Executivo: exercido pelo imperador (chefe do Executivo) e seus ministros de Estado.&lt;br /&gt;• Poder Moderador: exclusivo do imperador e definido pela constituição como a "chave-mestra de toda a organização política". O Poder Moderador tornou-se pessoal do imperador; a expressão máxima do seu poder arbitrário e absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também fazia parte da estrutura de poder do império o Conselho de Estado, órgão de aconselhamento político direto do imperador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleições: o afastamento do povo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A constituição outorgada afastou totalmente a grande maioria do povo da vida política que, assim, não tinha cidadania plena. De que maneira? Condicionou o direito eleitoral a certos níveis de renda, que a maior parte da população não tinha (voto censitário). Para votar, a pessoa precisava ter renda anual de, pelo menos, 100 mil réis. Para ser candidato a deputado, a renda anual deveria ser de 400 mil réis, para senador a renda deveria ser maior: 800 mil réis. Só os ricos podiam votar e ser eleitos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A submissão da Igreja ao imperador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A constituição de 1824 declarou o catolicismo religião oficial do Brasil. A relação entre a Igreja Católica e o Estado era regulada pelo regime do padroado.&lt;br /&gt;Os membros da Igreja recebiam ordenado do governo sendo quase considerados funcionários públicos, e o imperador nomeava os sacerdotes para os diversos cargos eclesiásticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A confederação do Equador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentativa de formar um estado republicano no nordeste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens de pensamento liberal foram ficando cada vez mais revoltados com as atitudes autoritárias de D. Pedro I.&lt;br /&gt;Eram citados como exemplo dessas atitudes o fechamento da Assembléia Constituinte, a expu1são de deputados, a censura à imprensa, a outorga (imposição) da constituição de 1824 e a instituição do Poder Moderador, considerado um instrumento de opressão e tirania.&lt;br /&gt;A resposta mais enérgica dos liberais às atitudes autoritárias de D. Pedro I explodiu no nordeste, em julho de 1824, liderada pela província de Pernambuco. Era a Confederação do Equador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As elites e o povo revoltam-se contra D. Pedro I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolta estourou quando D. Pedro I nomeou um novo presidente para Pernambuco, contrariando o desejo das forças políticas locais. Lidera¬dos por Manuel Pais de Andrade (presidente da província), os revoltosos desejavam formar a Confederação do Equador, que seria um novo Estado, reunindo as províncias do Nordeste sob o regime republicano e federalista (isto é, respeitando-se a autonomia de cada província).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As elites abandonam o movimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os líderes mais democráticos da Confederação do Equador defendiam a extinção do tráfico negreiro e mais igualdade social para a maioria do povo. Essas idéias assustaram os grandes proprietários de terras que, temendo uma revolução popular, decidiram se afastar da Confederação do Equador.&lt;br /&gt;Abandonado pelas elites, o movimento enfraqueceu e não conseguiu resistir à violenta pressão que foi organizada pelo governo imperial.&lt;br /&gt;Com dinheiro emprestado da Inglaterra, D. Pedro I contratou a esquadra naval do mercenário Lorde Cochrane para esmagar a Confedera¬ção além disso, marchou para o nordeste uma força terrestre comandada pelo brigadeiro Francisco de Lima e Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como nos tempos coloniais, o impera¬r D. Pedro l usava de brutal violência com aqueles que lutavam por um país mais livre e mais justo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim do primeiro império&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fases da crise que levou a abdicação de D. Pedro I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os motivos foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• o fechamento da Assembléia Constituinte de 1823.&lt;br /&gt;• a imposição da Constituição de 1824.&lt;br /&gt;• a extrema violência utilizada contra os rebeldes da Confederação do Equador.&lt;br /&gt;• as mortes e despesas causadas pela Guerra Cisplatina: conflito entre o Brasil e Argentina pela posse da Colônia de Sacramento. Essa região acabou se tornando uma nação independente, a República Oriental do Uruguai.&lt;br /&gt;• a falência do Banco do Brasil, que refletia a crise econômica e financeira do Império.&lt;br /&gt;• a grande preocupação de D. Pedro com a situação política de Portugal, especialmente com a sucessão monárquica após a morte de D. João VI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interesse de D. Pedro no trono português&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Pedro era o filho mais velho de D. João VI. Com a morte de seu pai, em 1826, ele se tornou o legítimo herdeiro do trono português. Mas os brasileiros não queriam, de modo algum, que D. Pedro fosse imperador do Brasil e ao mesmo tempo rei de Portugal. Por isso, ele renunciou seu direito ao trono português, em favor de sua filha D. Maria da Glória. Como Maria da Glória era menor de idade, o trono ficou sob a regência de D. Miguel, irmão de D. Pedro. Mas D. Miguel, em 1828 deu um golpe de Estado e se proclamou rei de Portugal.&lt;br /&gt;A atitude de D. Miguel revoltou profunda¬mente D. Pedro I, que, imediatamente, elaborou planos militares para reconquistar o trono herdado por D. Maria da Glória, sua filha.&lt;br /&gt;Os políticos liberais brasileiros irritavam-¬se com o excesso de atenção que o imperador dedicava aos assuntos de Portugal. E temiam uma possível união entre Brasil e Portugal, caso D. Pedro conseguisse reconquistar o trono para sua filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assassinato de Libero Badaró&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro de 1830, o jornalista Libero Badaró foi assassinado em São Paulo. Ele era um importante líder da imprensa de oposição ao governo. Dizia-se que D. Pedro tinha ligações com o responsável pelo crime. A opinião pública ficou indignada com as notícias que corriam no país.&lt;br /&gt;Para acalmar as tensões políticas, D. Pedro viajou para Minas Gerais. Os mineiros, entre¬tanto, o receberam sob protestos. Espalharam pela capital, Ouro Preto, varias faixas de luto pela morte de Libero Badaró. Assim manifestavam desprezo pela presença do imperador e homenageavam a memória do jornalista assassinado.&lt;br /&gt;Em resposta à atitude dos mineiros, o parti¬do português organizou, no Rio de Janeiro, uma festa de recepção a D. Pedro. Mas os liberais resolveram impedir a realização da festa e um desastroso conflito explodiu pelas ruas, no dia 13 de março de 1831. Os portugueses e os brasileiros entraram em choque direto, usando pedaços de paus e garrafas. O episódio ficou conhecido como Noite das Garrafadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abdicação de D. Pedro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de impedir uma revolta geral da sociedade, D. Pedro organizou um ministério composto só por brasileiros. Mas o descontenta¬mento continuava. No dia 5 de abril, o impera¬dor demitiu o Ministério dos Brasileiros, que não obedecia totalmente às suas ordens. E no¬meou um outro ministério, composto só de por¬tugueses conservadores. Foi chamado de Ministério dos Marqueses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-142296766217475424?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/142296766217475424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/primeiro-reinado-1822-31.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/142296766217475424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/142296766217475424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/primeiro-reinado-1822-31.html' title='PRIMEIRO REINADO - 1822-31'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-2655407044360017722</id><published>2009-05-27T14:23:00.002-07:00</published><updated>2009-05-27T14:26:04.191-07:00</updated><title type='text'>PERÍODO JOANINO</title><content type='html'>PERÍODO JOANINO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fins do século XVIII, o Antigo Regime (união do Absolutismo com a política econômica mercantilista) na Europa estava obsoleto e decadente. Os velhos privilégios de origem feudal da aristocracia e o poder absoluto dos reis encontravam-se sob o fogo cerrado da crítica liberal e democrática. Liberdade de movimentos e igualdade de direitos era as palavras de ordem da burguesia. Com a pregação liberal e o poder da indústria, a burguesia iria revolucionar o mundo capitalista.&lt;br /&gt;Nessa nova ordem mundial desenhada pela Revolução Industrial e pela revolução liberal burguesa havia pouco espaço para teorias mercantilistas e monopólios coloniais. Como o Antigo Regime, o velho sistema colonial também estava com os dias contados. As tradicionais relações entre colônias e metrópoles enfrentariam daí por diante forte turbulência. Com o Brasil e Portugal não seria diferente. Apesar das estratégias conciliatórias utilizadas a partir da transferência do governo português para a colônia, em 1808 o rompimento estava a vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Crise do Antigo Regime&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as ultimas décadas do século XVIII e a primeira metade do século XIX, o mundo ocidental viveu um processo de intensas transformações econômicas, sociais, políticas e ideológicas. Foi um período de tantas e tão rápidas mudanças que mereceu ser chamada de “era das revoluções”. Eis aqui algumas dessas transformações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A 4 de julho de 1776, os EUA declararam sua separação da Inglaterra, tornando-se não só a primeira colônia do Novo Mundo (América) a conquistar a independência política, mas também uma referência para os demais, estimulando os outros movimentos emancipacionistas. A declaração de independência, inspirada nas idéias liberais do pensador inglês John Locke, foi aprovada e proclamada pelo Segundo Congresso Continental das Treze Colônias, reunido na cidade da Filadélfia. &lt;br /&gt;- Em 1781, o inventor escocês James Watt conseguiu aperfeiçoar sua “maquina a vapor” e usá-la como geradora de força motriz de outras máquinas. O sucesso dessa inovação tecnológica foi um dos marcos da revolução dos sistemas de produção e de transportes nas décadas seguintes – a chamada Revolução Industrial – que mudaria a face da economia e da sociedade na Europa e no resto do mundo.&lt;br /&gt;- Em maio de 1789, reuniu-se em Versalhes a Assembléia dos Estados Gerais (Reunião dos representantes dos três estados – clero, nobreza e povo -, convocada pelo soberano francês Luis XVI, para consulta sobre questões importantes. Não tinha poder decisório) da França. A reunião terminou em um impasse: o Terceiro Estado (representantes da burguesia e do povo) negou-se a votar as propostas do governo pelo tradicional sistema de votação, onde sempre estava em desvantagem, e decidiu criar uma Assembléia Nacional Constituinte para elaborar a primeira Constituição do país. O rei e a nobreza reagiram, ameaçaram os rebelde, mas o povo em Paris sublevou-se: a 14 de julho, a multidão tomou de assalto e incendiou a velha prisão da Bastilha, para onde eram mandados os adversários políticos do governo.&lt;br /&gt;Em agosto, a Assembléia Nacional apressou-se m aprovar a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, antes mesmo de elaborar e votar a Constituição. Era o início da Revolução Francesa, que viria a ser o mais forte símbolo e foco da irradiação da luta contra o absolutismo monárquico e os privilégios da aristocracia em toda a Europa.&lt;br /&gt;Esses acontecimentos não eram obra do acaso. Constituíam, na verdade, manifestações do processo geral de transformações das estruturas econômicas, sociais, políticas e jurídicas da sociedade. Processo que os pensadores iluministas vinham discutindo e expondo em numerosas obras e diversos campos do saber.&lt;br /&gt;Essas transformações, é certo, estavam apenas se esboçando e as idéias iluministas nem sempre eram claras sobre elas e nem concordantes. Mas apontavam para uma direção econômica e política comum: defesa da liberdade de mercado – laissez-faire (Expressão em francês que resume a doutrina do liberalismo econômico. Significa “deixar fazer” e aludia ao princípio liberal da liberdade de comércio e de produção sem interferência do Estado.) -, de investir, produzir, vender e comprar mercadorias, estabelecimento de leis, direitos e deveres iguais para todos os cidadãos, submissão dos governantes a uma Constituição e a vontade popular expressa por representantes eleitos, secularização do Estado, com a sua separação da Igreja e, da mesma forma, laicização da educação por meio de sua desvinculação de qualquer confissão religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise do sistema colonial&lt;br /&gt;Nesse quadro de dificuldades crescentes do Antigo Regime, também foram atingias as estruturas do sistema colonial, de base monopolista e escravista. Em 1776, no mesmo ano da declaração da independência norte-americana, o inglês Adam Smith publicava a Riqueza das Nações, onde defendia a livre organização do trabalho produtivo e da atividade comercial como caminho para a prosperidade dos indivíduos e das nações.&lt;br /&gt;Para Smith, eram os interesses individuais envolvidos com a produção e o comércio que, harmonizados pela “mão invisível” do mercado, impulsionavam a realização do bem estar pessoal e coletivo. Contra a intervenção do Estado na economia – por intermédio, por exemplo, do controle de preços ou da concessão de monopólios e privilégios a pessoas e empresas -, defendia a livre concorrência. Ao Estado caberia intervir apenas quando os cidadãos não conseguirem criar lei, normas e instituições estáveis e úteis ao interesse público.&lt;br /&gt;O pensamento liberal de Smith baseava-se numa nova concepção da riqueza. Segundo ele, a riqueza estava no trabalho e não na moeda. Não eram os resultados da balança comercial que mediam o enriquecimento das nações, mas a capacidade humana, técnica e financeira de produzir bens (manufaturas, alimentos, serviços, etc.) de interesse dos mercados. Quanto maior fosse a quantidade de bens produzidos com o mesmo custo – ou seja, quanto maior a produtividade do trabalho – maiores seriam os lucros. Para o aumento da produtividade, porém, seriam fundamentais o aperfeiçoamento técnico e a especialização do trabalho.&lt;br /&gt;Essas idéias continham uma crítica direta a política mercantilista e a exploração colonial baseada em monopólios, a pesada tributação e ao uso generalizado do trabalho escravo. Tiveram aceitação entre as elites inglesas, sobretudo nos setores mais ligados ao comércio externo e a nascente indústria. Assim, em 1783, o Parlamento britânico aprovou o regime de livre-comércio entre o reino e suas colônias.&lt;br /&gt;Em Portugal, também não se ignoravam os princípios do liberalismo econômico e político. Entretanto, apesar de algum sucesso no período pombalino (1750-1777), ainda era reduzida a influencia dessas idéias sobre a atuação governamental. &lt;br /&gt;No reinado de dona Maria I, iniciado em 1777, houve mesmo certo recuo em relação a algumas políticas “modernizantes” de Pombal, começando pela própria demissão do marquês. Essa reação – conhecida como Viradeira – representou um movimento conservador dos setores da nobreza combatidos por Pombal. Com ela, procurou-se restaurar a plenitude do regime absolutista, ainda que no plano econômico várias das reformas pombalina tivessem sido preservadas e desenvolvidas.&lt;br /&gt;Em relação ao Brasil, as medidas do novo governo foram orientadas por objetivos práticos imediatos, misturando princípios liberais e mercantilistas. Uma das medidas liberais – e, portanto, antimercantilistas – foi à extinção das companhias de comércio. Com isso, os comerciantes conquistaram liberdade de ação para aproveitar ao Maximo a conjuntura internacional favorável a seus negócios.&lt;br /&gt;Naquele momento, com efeito, a guerra de independência dos EUA provocara o bloqueio das exportações norte-americanas de algodão a Inglaterra. O Brasil passou então a exportar grandes quantidades do produto aos ingleses. Da mesma forma, expandiram-se o comércio d açúcar e as vendas de escravos da África ao Brasil.&lt;br /&gt;Em contraste com essa medida liberal, o governo de dona Maria I adotou outras que reafirmavam velhas práticas mercantilistas. Assim, com o decreto de 5 de janeiro de 1785 proibia a instalação de fábricas na colônia e reafirmava a função da economia brasileira complementar a de Portugal.&lt;br /&gt;O decreto encontrou apoio em setores das elites coloniais, que procuravam justificar a manutenção dos laços de dependência entre o Brasil e Portugal. Um os porta-vozes desses setores era o bispo Azeredo Coutinho. Brasileiro de nascimento, Coutinho propunha medidas adicionais. Como a aplicação obrigatória de parte dos lucros dos comerciantes portugueses na própria colônia, ainda que apenas na agricultura. Procurava, assim, evitar o rompimento entre colônia e metrópole. Mas, entre as camadas e grupos menos comprometidos com os interesses de Portugal, o decreto de 1785 provocou revolta, alimentando o descontentamento que levaria a Inconfidência Mineira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, sede do Império              &lt;br /&gt;Na primeira década do século XIX, os exercito de Napoleão Bonaparte (1769-1821. Foi um dos maiores generais da história. Assumiu o poder na França depois de liderar uma brilhante campanha militar no Egito. Seu regime autocrático foi bem aceito após o caos provocado pela Revolução Francesa. Em 1804, Napoleão proclamou-se imperador – e ele próprio se coroou. Entre 1805 e 1810, conquistou praticamente toda a Europa: só não venceu a Inglaterra. Em 1807, enviou um ultimato a D. João VI, forçando-o a declarar guerra a Inglaterra. Ainda que por vias indiretas, o Brasil iria lucrar duplamente com Napoleão: além da vinda da família real, deve a ele, por vias transversas, o envio da missão artística francesa em 1816) varreram a Europa em nome dos ideais democrático da Revolução Francesa. Decidido a dominar a dominar a Europa, Bonaparte dividiu o continente entre aliados e inimigos da França. Essa divisão foi elevada ao extremo, em 1806, com a decretação do Bloqueio Continental (Decreto de Napoleão Bonaparte assinado em 1806, proibindo os paises europeus de receberem navios ingleses em seus portos e de veneres produto a Inglaterra. O objetivo era asfixiar o comércio britânico), contra a Inglaterra, seu principal adversário. &lt;br /&gt;Aliado fiel do império britânico, Portugal viu-se no meio de um grave conflito internacional. Não podia virar as costas à Inglaterra, nem afrontar o bloqueio napoleônico. Dentro do governo, dirigido pelo regente dom João (futuro D. João VI) em lugar de sua mãe doente, dona Maria I, o grupo mais influente de políticos e burocratas, partidários da Inglaterra, defendia desde 1801 a mudança da Corte para o Brasil em caráter provisório.&lt;br /&gt;Essa idéia agradava muita a Inglaterra, cada vez mais interessada no mercado brasileiro. Assim, depois de algumas vacilações, as pressões das circunstancias e do embaixador britânico, Lorde Strangford, levaram o governo português a decidir-se pela transferência para o Brasil. A 27 de novembro de 1807, com tropas francesas batendo as portas de Lisboa, cerca de 12 mil pessoas – entre nobres, magistrados, altos funcionários, oficiais, padres e comerciantes, além da família real com seus serviçais, arquivos, etc. – embarcavam com destino ao Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Por dificuldades surgidas na travessia do Atlântico, parte da frota onde estava o regente separou-se e aportou na Bahia em janeiro de 1808. Depois de uma breve estadia na antiga capital da colônia, todos se reuniram no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da abertura dos Portos ao Reino Unido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil que o regente e sua Corte encontraram tinha dezessete capitanias e uma população entre 3,5 e 4 milhões de habitantes, excluídos os índios não aculturados. Pouco menos da metade da população era composta de escravos, negros e pardos. Pouco mais da metade era constituída de pessoas livres, brancas em sua maioria. No conjunto, apenas um terço da população era de brancos.&lt;br /&gt;A sociedade continuava predominantemente agrária. Apesar do crescimento urbano do ultimo meio século, as cidades eram modestas e precárias. Salvador com 60 000, e o Recife com 30 000 e São Paulo com 20 000 moradores estavam entre as maiores. O Rio de Janeiro, com a instalação da Corte, ultrapassou os 100 000 habitantes, o que agravou suas carências de infra-estrutura, como moradia, abastecimento de água, saneamento, saúde pública, etc.&lt;br /&gt;A vinda do governo português para o Brasil – fato único há história das colonizações européias da América – não alterou radicalmente este quadro. Mas a permanência de quase década e meia da Corte no Rio de Janeiro e a transposição para a colônia dos principais órgãos do Estado metropolitano fizeram do Brasil, nesse período, o centro do império lusitano. Houve ministros, políticos e intelectuais portugueses e brasileiros que chegaram a sonhar com um “império luso-brasileiro”. A idéia não vingou. Mas a presença portuguesa no Brasil mudou o equilíbrio das relações colônia-metrópole a favor da colônia, de sua maior autonomia e, no final, de sua emancipação.&lt;br /&gt;Vejamos, a seguir, as medidas e ações mais importantes do governo de D. João VI no Brasil entre 1808 e 1821, além de alguns acontecimentos ligados a elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política Econômica  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Abertura dos portos (1808): autorização para o livre-comércio entre o Brasil e as demais nações não aliadas da França, o imposto de importação a ser pago nas alfândegas brasileiras pelos produtos estrangeiros foi fixado em 24%, os produtos portugueses ficavam com a tarifa de 16%.&lt;br /&gt; Fábricas e manufaturas (1808): suspensão da proibição anterior, de 1785, que impedia atividades industriais na colônia, no ano seguinte seis decretada a isenção tarifaria para a importação de matérias-primas necessárias as manufaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação (1808): constituída para regulamentar, fiscalizar e apoiar essas atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Banco do Brasil (1808): criado para servir de agente financeiro do governo, administrar os fundos orçamentários e ampliar a disponibilidade de moeda e crédito para o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tratados de aliança e amizade comércio e navegação com a Inglaterra (1810): em troca da reafirmação da aliança política com a Inglaterra e como paga pelos serviços prestados na transferência da Corte para o Brasil, além de empréstimos de emergência, Portugal dava aos produtos ingleses tarifa preferencial de 15% no Brasil, inferior a dos seus próprios artigos. Ao mesmo tempo, comprometia-se a limitar o tráfico de escravos, os acordos eram francamente favoráveis aos britânicos e tinham validade mínima de quinze anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fábrica de ferro de Ipanema (1811): instalada próximo a Sorocaba, em São Paulo, com recursos da Real Fazenda e com isenção de impostos para importação de equipamentos e matérias-primas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fábrica de ferro Patriota (1811): criada em Congonhas, Minas Gerais, para aproveitar as jazidas da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Navegação e comércio costeiro (1816): proibição aos navios estrangeiros de fazerem transporte e operações comerciais entre portos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política e Administração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Conselho de Estado, Ministérios, Tribunais, Intendência Geral de Policia, Arsenal e Escola da Marinha (1808): estrutura básica do governo português no Brasil, sediado no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Academia Real Militar (1810): centro de estudos técnicos e científicos, destinados a preparação de oficiais nas áreas da engenharia, artilharia, geografia, topografia entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Reino Unido (1815): o Brasil passava a condição de “Reino Unido a Portugal e Algarves” – tratava-se de uma formalidade necessária para legitimar a participação de Portugal no Congresso de Viena, (Conferência das potências européias que derrotaram Napoleão realizada em 1815, com o objetivo de restabelecer a ordem política anterior a 1789. Como só podiam participar do Congresso governos instalados em seus próprios territórios, o governo português corria o risco de ficar de fora. A solução foi “equiparar” colônia e metrópole por meio da instituição do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves.), as capitanias passaram a chamar-se províncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aclamação de D. João VI (1818): após a morte da rainha (1816), seu filho assumiu o trono como D. João VI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Escolas médico-cirúrgicas (1808): fundadas em Salvador e no Rio de Janeiro, transformadas em Academias em 1813, só começaram a conferir diplomas a partir de 1826.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Impressa Régia (1808): origem da imprensa oficial no Brasil, foi criada para veicular as publicações do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Biblioteca Real (1810): instalada no Rio de Janeiro para acomodar o acervo de livros trazidos de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Jardim Botânico do rio de Janeiro (1811): criado para apoiar o trabalho de naturalistas brasileiros e estrangeiros na pesquisa da flora do país e de estudo de espécies trazidas do exterior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Real Teatro de São João (1813): inaugurado no rio de Janeiro, encenava os espetáculos freqüentados pela Corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Missão Francesa e Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios (1816): chega ao Rio de Janeiro trazendo artistas e cientistas que vão colaborar na criação da primeira Academia Brasileira de Belas Artes. (A Missão Artística Francesa teve grande influência no ambiente cultural brasileiro, introduzindo nas artes plásticas o neoclassicismo – Movimento artístico dominante na Europa no final do século XVIII. Sua fonte de inspiração era a arte greco-romana. Em oposição ao barroco, afirmava a importância da simplicidade, da simetria, da linha reta e do equilíbrio. – e contribuindo para aumentar o interesse de outros artistas estrangeiros em conhecer o país. Do grupo original a Missão Francesa, destacaram-se pela qualidade artística e técnica de seu trabalho: Grandjean de Montigny, arquiteto, Nicolas-Antoine Taunay, pintor, Auguste-Marie Taunay, escultor, Jean-Baptiste  Debret, pintor, Charles Simon Pradier, gravura,  François Ovide, mecânica, Marc e Zéphérin Ferrez, escultura e gravura, gravaram a primeira moeda brasileira.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Museu Real (1818): constituído para acolher coleções e materiais diversos nas áreas de Historia Natural para fins de estudo e pesquisa, deu origem ao Museu Nacional, instalado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política Externa&lt;br /&gt; Guiana Francesa (1808-1817): depois de declarar guerra a França ao chegar ao Brasil, D. João ordenou a invasão e ocupação da Guiana Francesa, com o apoio militar inglês, o território foi facilmente conquistado e só devolvido mais tarde, no contexto das negociações políticas entre Portugal e França após a derrota de Napoleão em 1815.&lt;br /&gt; Banda Oriental (1811-1821): seguindo instruções de D. João, tropas luso-brasileiras ocuparam a chamada Banda Oriental (atual Uruguai). Por trás da ação havia o velho desejo português de fixar a fronteira brasileira no rio da Prata, associado ao interesse de Carlota Joaquina, mulher do príncipe e herdeira do trono espanhol, na defesa do império colonial hispânico contra os movimentos de independência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ocupação prolongou-se, dando origem a constantes conflitos envolvendo uruguaios que queriam a independência contra argentinos e luso-brasileiros, que disputavam o controle daquele território. Depois de várias tentativas frustradas de paz com a intermediação inglesa, o governo português decidiu anexar a Banda Oriental ao Reino Unido do Brasil, como Província Cisplatina. Uma decisão que manteria o estado de guerra na região por vários anos ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insurreição Pernambucana (1817)  &lt;br /&gt;O conflito interno mais grave ocorrido durante o período de V. João VI no Brasil foi à chamada Revolução Pernambucana de 1817. Movimento autonomista de inspiração republicana e maçônica (Associações secretas, organizadas em torno das idéias liberais e do espírito de fraternidade. Também chamadas de lojas maçônicas, tiveram forte atuação no processo de independência), foi fruto do forte sentimento nativista que grassava em Pernambuco desde a expulsão dos holandeses em 1654. Em 6 de março de 1817, um grupo de revolucionários assumiu o poder na província, declarando-a uma república separada do resto do Brasil. O novo regime só durou até maio, quando tropas portuguesas invadiram Recife e debelaram o movimento. Seus três principais lideres (entre eles o padre Miguelinho) foram fuzilados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolução Liberal do Porto (1820)&lt;br /&gt;Com a vinda da família real para o Brasil, a situação em Portugal tornou-se calamitosa. A regência portuguesa, manipulada pelo militar inglês Lorde Beresford, era marcada pela tirania. Agravou-se a crise econômica e com ela o descontentamento popular; déficit das finanças públicas, decadência do comércio, fome e miséria caracterizavam o dia-a-dia dos portugueses.&lt;br /&gt;Esses fatores, aliados a difusão de idéias liberais, resultaram na Revolução Liberal do Porto, em 1820.&lt;br /&gt;O povo português, liderado pela burguesia comercial do Porto, derrubou a junta governativa chefiada por Beresford. Foram convocadas imediatamente as Cortes Gerais Extraordinárias Constituintes da Nação Portuguesa, cuja tarefa fundamental era elaborar uma constituição. Os objetivos dos revolucionários eram:&lt;br /&gt; Retorno imediato de D. João VI a Portugal.&lt;br /&gt; Assinatura por D. João da constituição.&lt;br /&gt; Expulsão de Beresford de Portugal.&lt;br /&gt; Retorno do pacto colonial com o Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressionado pelos súditos em Portugal, D. João VI anunciou sua partida e, através de um decreto, entregou a seu filho D.Pedro a regência do Brasil. Pressentindo a inevitável independência, teve o cuidado de recomendar ao regente: “Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros”.&lt;br /&gt;O embarque da família real ocorreu em meio a grande agitação nacional. Espalhara-se a noticia de que os navios que conduziriam a Corte estavam repletos de ouro, que o tesouro do Banco do Brasil teria sido saqueado.&lt;br /&gt;A metrópole portuguesa sustentava-se com açúcar, tabaco, algodão, arroz, couro, ouro e madeiras coloniais, que ela comerciava nos mercados europeus. A colônia, além disso, proporcionava bons lucros comprando produtos europeus e escravos trazidos pelos comerciantes portugueses. Assim, não é difícil compreender a reação hostil que a burguesia portuguesa teve diante das mudanças nas relações colônia-metrópole ocorridas após 1808.&lt;br /&gt;Seus lucros diminuíram sensivelmente com o fim do monopólio comercial que lhes era garantido pelo pacto comercial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA SABER MAIS    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme – Carlota Joaquina, princesa do Brasil (Brasil, 1994, 100min, Europa Carat. Dir.: Carla Camurati) Retratando a transferência da Cora para o Brasil, o filme, divertido e bem encenado, aborda de maneira caricatural os principais personagens do período. Não se preocupa, porem, em mostrar as repercussões econômicas, políticas e culturais da vinda da família real para a colônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro – Almeida, Manuel Antonio de. Memórias de um sargento de milícias. 16ed. São Paulo, Ática, 1989.&lt;br /&gt;Um painel da vida no Rio de Janeiro na época de D. João VI, enfocando as classes populares: passeios em família, festas religiosas, danças ciganas, cerimônias de curandeirismo, infidelidade conjugal, brigas e outros episódios da capital do Império português.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-2655407044360017722?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/2655407044360017722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/periodo-joanino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/2655407044360017722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/2655407044360017722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/periodo-joanino.html' title='PERÍODO JOANINO'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-688221338975525335</id><published>2009-05-27T14:23:00.001-07:00</published><updated>2009-05-27T14:23:29.229-07:00</updated><title type='text'>INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA</title><content type='html'>INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de independência da América Espanhola ocorreu em um conjunto de situações experimentadas ao longo do século XVIII. Nesse período observamos a ascensão de um novo conjunto de valores que questionava diretamente o pacto colonial e o autoritarismo das monarquias. O iluminismo defendia a liberdade dos povos e a queda dos regimes políticos que promovessem o privilégio de determinadas classes sociais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, a elite letrada da América espanhola inspirou-se no conjunto de idéias iluministas. A grande maioria desses intelectuais era de origem criolla, ou seja, filhos de espanhóis nascidos na América desprovidos de amplos direitos políticos nas grandes instituições do mundo colonial espanhol. Ao estarem politicamente excluídos, enxergavam no iluminismo uma resposta aos entraves legitimados pelo domínio espanhol, ali representado pelos chapetones. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que existia toda essa efervescência ideológica em torno do iluminismo e o fim da colonização, a pesada rotina de trabalho dos índios, escravos e mestiços também contribuíram para o processo de independência. As péssimas condições de trabalho e a situação de miséria já havia, antes do processo definitivo de independência, mobilizando setores populares das colônias hispânicas. Dois claros exemplos dessa insatisfação puderam ser observados durante a Rebelião Tupac Amaru (1780/Peru) e o Movimento Comunero (1781/Nova Granada). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do século XVIII, ascensão de Napoleão frente o Estado francês e a demanda britânica e norte-americana pela expansão de seus mercados consumidores serão dois pontos cruciais para a independência. A França, pelo descumprimento do Bloqueio Continental, invadiu a Espanha desestabilizando a autoridade do governo sob as colônias. Além disso, Estados Unidos e Inglaterra tinham grandes interesses econômicos a serem alcançados com o fim do monopólio comercial espanhol na região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse momento, no início do século XIX, que a mobilização ganha seus primeiros contornos. A restauração da autoridade colonial espanhola seria o estopim do levante capitaneado pelos criollos. Contando com o apoio financeiro anglo-americano os criollos convocam as populações coloniais a se rebelarem contra a Espanha. Os dois dos maiores líderes criollos da independência foram Simon Bolívar e José de San Martin. Organizando exércitos pelas porções norte e sul da América, ambos seqüenciaram a proclamação de independência de vários países latino-americanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1826, com toda América Latina independente, as novas nações reuniram-se no Congresso do Panamá. Nele, Simon Bolívar defendia um amplo projeto de solidariedade e integração político-econômica entre as nações latino-americanas. No entanto, Estados Unidos e Inglaterra se opuseram a esse projeto que ameaçava seus interesses econômicos no continente. Com isso, a América Latina acabou mantendo-se fragmentada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfecho do processo de independência, no entanto, não significou a radical transformação da situação sócio-econômica vivida pelas populações latino-americanas. A dependência econômica em relação às potências capitalistas e a manutenção dos privilégios das elites locais fizeram com que muitos dos problemas da antiga América Hispânica permanecessem presentes ao logo da História latino-americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo extraído do site : http://mundoeducacao.uol.com.br/historia-america/independencia-america-espanhola.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-688221338975525335?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/688221338975525335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/independencia-da-america-espanhola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/688221338975525335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/688221338975525335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/independencia-da-america-espanhola.html' title='INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-2890730743996640422</id><published>2009-05-27T14:19:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T14:21:42.353-07:00</updated><title type='text'>INDEPENDÊNCIA DOS EUA</title><content type='html'>A RUÍNA DO ANTIGO REGIME&lt;br /&gt;Processo de Independência das 13 Colônias Inglesas na América do Norte.&lt;br /&gt;Introdução:&lt;br /&gt;• A partir da segunda metade do século XVIII (1750), com os processos revolucionários que levam ao fim das características feudais que sustentavam o chamado Antigo Regime, chega ao termo também o chamado Estado Moderno (ou Estado Absolutista). Tem início a formação do chamado Estado Nacional Liberal, baseado numa sociedade de classes e no Modo de Produção Capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Idade Moderna: A Era das Revoluções&lt;br /&gt;• Dessa forma, podemos caracterizar a chamada Idade Moderna como sendo uma etapa de transição entre o Modo de Produção Feudal e o Modo de Produção Capitalista. Tal processo foi marcado por uma série de revoluções:&lt;br /&gt;Independência dos EUA: 1776&lt;br /&gt;Revolução Industrial: 1760-1850&lt;br /&gt;Revolução Francesa: 1789-1799&lt;br /&gt;A Independência dos EUA: 1776&lt;br /&gt;• A independência das colônias inglesas pode ser caracterizada como o primeiro grande sinal de ruptura do Antigo Regime, pois marcava o fim do chamado Pacto colonial, característica central ao capitalismo mercantil.&lt;br /&gt;• Influenciada pelos ideais iluministas, a independência norte americana marca o início do capitalismo contemporâneo, que viria a se firmar após a separação do capital e do trabalho (Rev. Industrial) e da consolidação do Estado Burguês (Rev. Francesa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causas da Independência&lt;br /&gt;• Relativa autonomia da América colonial inglesa até a metade do séc. XVIII. Como a Inglaterra estava envolvida em vários conflitos na Europa, não havia um grande controle sobre suas possessões coloniais.&lt;br /&gt;• Desenvolvimento econômico industrial da região centro-norte. &lt;br /&gt;• Não pagamento dos impostos por parte da Colônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação inglesa: Rev. Industrial e Mercados Consumidores&lt;br /&gt;• Essa autonomia começa a se alterar a partir de dois fatores internos a Inglaterra:&lt;br /&gt;• Guerra dos Sete Anos contra a França (1756-1763)&lt;br /&gt;• Revolução Industrial (1760-1850)&lt;br /&gt;• A Guerra dos Sete Anos, mesmo dando a possessão de áreas como a Índia e o Canadá, onera o Estado inglês (custos da guerra e aumento dos custos administrativos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev. Industrial e Mercados Consumidores&lt;br /&gt;• Por outro lado, com a Revolução Industrial, a economia inglesa necessitava de maiores mercados consumidores. Com isso, inicia-se um maior controle sobre suas áreas coloniais.&lt;br /&gt;• O Parlamento inglês inicia a criação de vários impostos coloniais que visavam barrar o contrabando e a autonomia colonial, fortalecendo o Pacto Colonial. Tal atitude acaba por incitar a revolta dos colonos norte americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Impostos e as Revoltas&lt;br /&gt;• Sugar Act (Lei do Açúcar-1764):todo açúcar não proveniente das Antilhas Britânicas sofreria uma alta taxação.&lt;br /&gt;• Tal taxação afeta o comércio triangular entre Nova Inglaterra, Antilhas não-inglesas e África. &lt;br /&gt;• Stamp Act (Lei do Selo-1765): por essa lei, toda publicação que circulasse na colônia deveria receber um selo da coroa inglesa, que seria colocado mediante a cobrança de um imposto pela circulação dessas publicações.&lt;br /&gt;• Como resposta, os colonos organizam, em Nova York, o Congresso da Lei do Selo, decidindo não pagar qualquer imposto inglês,além de paralisar o comércio com a Inglaterra,  já que os colonos não possuíam representação direta no parlamento inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Questão dos Impostos&lt;br /&gt;• Os ingleses ligados diretamente ao comércio com a colônia vêem-se em uma situação desfavorável com o boicote. Passam então a apoiar os colonos, criticando as taxações inglesas. No ano de 1766, o imposto foi revogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Avalanche de Impostos de 1767&lt;br /&gt;• No ano de 1767, o ministro Charles Townshend intensifica a cobrança de impostos sobre todos os produtos coloniais.&lt;br /&gt;• A revolta contra essa atitude leva ao chamado Massacre de Boston, principal porto colonial. Nesta revolta, as tropas inglesas massacraram a população civil revoltosa.&lt;br /&gt;• Os impostos são revogados, com exceção do imposto do chá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei do Chá - 1773&lt;br /&gt;• Através do Tea Act, a Lei do Chá, o comércio desse produto passava a ser monopólio das Cias. das Índias Orientais, com sede em Londres.&lt;br /&gt;• Por essa medida, os ingleses visavam impedir a venda do chá americano e holandês. &lt;br /&gt;• A revolta colonial contra a Lei do Chá tem seu ponto culminante em dezembro de 1773, na manifestação conhecida como The Boston Tea Party.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Leis Intoleráveis - 1774&lt;br /&gt;• Como resposta às revoltas, a Inglaterra cria as chamadas Leis Intoleráveis ou Coercitivas.&lt;br /&gt;• Fechamento do porto de Boston&lt;br /&gt;• Remuneração pelos navios invadidos&lt;br /&gt;• Ocupação militar de Massachusetts&lt;br /&gt;• Julgamentos fora da colônia&lt;br /&gt;• Limitação da população à faixa litorânea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Congresso Continental da Filadélfia - 1774&lt;br /&gt;• Decide pelo boicote total ao comércio com a Inglaterra caso essas leis não fossem revogadas.&lt;br /&gt;• Como a Inglaterra não cede às pressões, aumentando a repressão aos colonos com a invasão das cidades de Lexington e Concord, inicia-se a ruptura final entre a colônia e a metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Congresso Continental da Filadélfia - 1775&lt;br /&gt;• Este congresso decide pelo rompimento com a Inglaterra.&lt;br /&gt;• Circula, nas 13 colônias, o panfleto Commom Sense, que afirmava:&lt;br /&gt;• “ Passou o tempo de falar. Neste instante, as armas têm a palavra... Abaixo a Inglaterra”&lt;br /&gt;• Thomas Paine&lt;br /&gt;4 de Julho de 1776: Declaração da Independência&lt;br /&gt;• Elaborada por Thomas Jefferson, profundo conhecedor de John Locke e dos iluministas franceses, com a colaboração de Benjamim Franklin, John Adams, Roger Sherman, Robert Livingston.&lt;br /&gt;• A declaração foi unilateral (sem aceitação da Inglaterra), o que leva ao processo de guerra entre as 13 Colônias e a Coroa Britânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Luta pela Independência  1776/1783&lt;br /&gt;• Benjamim Franklin dirigi-se a paris como representante do Congresso norte-americano.&lt;br /&gt;• George Washington, grande latifundiário e militar, foi nomeado comandante das tropas americanas, obtendo a histórica vitória em Saratoga (1777).&lt;br /&gt;• Além disso, Benjamim Franklin consegue o apoio da França e da Espanha, formando o exército franco-espanhol comandado pelos generais franceses La Fayette e Rochambeau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capitulação em Yorktown(1781) e   Tratado de Paris (1783)&lt;br /&gt;• Em 1781, o Gen. Cornwallis capitula em Yorktown, selando o fim do conflito entre colônia e metrópole. &lt;br /&gt;• Em 1783, enfraquecida pela derrota, a Inglaterra assina o Tratado de Paris que, além de reconhecer a independência norte americana, entregava Senegal e parte da Antilhas para a coroa francesa, e a Flórida aos espanhóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• FEDERALISTAS X REPUBLICANOS&lt;br /&gt;• 1783: Convenção Constitucional da Filadélfia: nessa convenção, que visava fundamentar a constituição norte americana, originam-se duas façções políticas:&lt;br /&gt;• Republicanos: liderados por Thomas Jefferson, afirmavam a autonomia aos Estados.&lt;br /&gt;• Federalistas: liderados por George Washington, afirmavam a necessidade de um forte poder centralizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importância da Independência Norte Americana&lt;br /&gt;• Catalisação dos processos de independência em todo o continente americano.&lt;br /&gt;• Aceleração da crise do Antigo Regime.&lt;br /&gt;• Início da chamada Era das Revoluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESUMO CRIADO PELO PROF.° RODOLFO DE SANTIS NEVES&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-2890730743996640422?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/2890730743996640422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/independencia-dos-eua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/2890730743996640422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/2890730743996640422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/independencia-dos-eua.html' title='INDEPENDÊNCIA DOS EUA'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-4815416768134822523</id><published>2009-05-27T14:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T14:19:02.342-07:00</updated><title type='text'>REBELIÕES DE EMANCIPAÇÃO</title><content type='html'>REBELIÕES DE EMANCIPAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já havíamos estudado anteriormente o sistema colonial mercantilista havia esgotado suas potencialidades na segunda metade do século XVIII. Internamente, as contradições entre os colonos e a metrópole já vinham se agravando, antes mesmo deste século. Os movimentos nativistas expressaram esse momento histórico.&lt;br /&gt;A partir de 1769, a situação internacional foi propiciando condições para o fim do colonialismo. Na Inglaterra, a Revolução Industrial exigia uma reestruturação no quadro das relações econômicas entre as diversas nações, tornando-se uma intransigente defensora do Liberalismo Econômico. Os seus princípios fundamentais podem ser resumidos da seguinte maneira:&lt;br /&gt;    a)  livre concorrência e livre cambismo&lt;br /&gt;    b)  defesa da propriedade privada&lt;br /&gt;    c)  liberdade de contrato&lt;br /&gt;    d)  combate ao mercantilismo&lt;br /&gt;    e)  divisão internacional do trabalho&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Além disso, é importante salientar que a partir da segunda metade do século XVIII, tornou-se rotineira a ida de filhos de famílias ricas da colônia para estudar na Europa. Esses jovens retornavam ao Brasil impregnados pelas idéias então correntes na Europa, como as do Iluminismo que tinha como principais características:&lt;br /&gt;a) Críticas ao Estado Absolutista, propondo a limitação do poder real. A crítica se estendia também ao princípio do Direito Divino dos Reis.&lt;br /&gt;b) Crítica aos privilégios de classe&lt;br /&gt;c) Crítica a postura da Igreja Católica, sustentáculo do Antigo Regime (Absolutismo e Mercantilismo)&lt;br /&gt;d) Defesa da não intervenção do Estado no campo econômico&lt;br /&gt;e) Defesa de um sistema constitucional&lt;br /&gt;f) A razão é o único guia infalível para se chegar ao conhecimento e a sabedoria&lt;br /&gt;g) O universo é uma maquina regido por leis físicas que podem ser determinadas e estudadas, não se submetendo a interferências de cunho divino, como milagre por exemplo.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais filósofos do Iluminismo foram: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Locke (1623/1704)&lt;br /&gt;Obras: Segundo Tratado sobre o Governo, Carta acerca da Tolerância, Ensaio acerca do Entendimento Humano.&lt;br /&gt;Principais teorias: como filósofo político, defendia a teoria da soberania limitada dos reis. Sobre a origem do Estado, afirmava que os homens viviam em “Estado Natural”, onde cada um, por conta própria, defendia seus “direitos naturais” (vida, liberdade e propriedade). Com o tempo, tornou-se necessário organizar a sociedade, delegando, dessa forma, poderes ao governante, cuidando, entretanto, de limitar a ação do Estado.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean Jacques Rousseau (1712/1778)&lt;br /&gt;Obras: O contrato Social, Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens.&lt;br /&gt;Principais teorias: Rousseau fundamentou toda a sua doutrina social e política em torno da idéia do pacto. Considerado o “Pai da Democracia”, destacou-se por propor a soberania popular. Afirmava que a função do Estado era a de agir de acordo com a vontade da maioria, desde que, quando o indivíduo homologava o “contrato social”, submetia os seus direitos naturais à comunidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles de Secondat, Barão de Montesquieu (1689/1755)&lt;br /&gt;Obras: O Espírito das Leis e Cartas Persas&lt;br /&gt;Principais teorias: Foi um dos teóricos que defendeu a soberania limitada dos reis. Difundiu as instituições parlamentares da Inglaterra na obra Cartas Persas. Favorável a monarquia constitucional, celebrizou-se com a teoria dos “Freios e Contrapesos”, que propunha a divisão dos poderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;François Marie Arouet Voltaire (1694/1778)&lt;br /&gt;Obras: Candido, ou o Otimismo, Cartas Inglesas, Zadig e o Dicionário Filosófico&lt;br /&gt;Principais teorias: Divulgou os principio da filosofia racionalista e as idéias mais avançadas a respeito da vida política. Destacou-se como principal defensor da liberdade de expressão, manifestando-se contra todas as formas de opressão. Crítico feroz da Igreja, condenou os abusos dos sacerdotes, com forte espírito anticlerical. Era favorável ao regime monárquico, desde que ele se mostrasse sensível aos interesses e direitos da burguesia. Inspirou com suas obras os chamados déspotas esclarecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma ideologia que aprofundava a crise do absolutismo na Europa desmascarava a opressão colonialista no Brasil. Segundo Antonio Mendes Junior, em Brasil história, “nas casas dos homens cultos de Vila Rica podia-se encontrar O espírito das leis até O Contrato Social e o pensamento iluminista era absorvido até mesmo por setores do clero, vítima, como se sabe, de enérgicas críticas de Voltaire e filósofos da Ilustração”.&lt;br /&gt;Porém, mais forte ainda foi à influência da luta pela independência dos EUA, iniciada em 1776 e conquistada em 1783. A vitória mostrava que a independência de uma colônia era possível. No Brasil, diante de tantos conflitos, começava-se a questionar o sistema colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POMBAL E O BRASIL  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sebastião José de Carvalho e Melo, marquês de Pombal, foi o poderoso ministro do rei D. José I, e responsável pelas reformas e medidas políticas de modernização do reino e das relações ente o Império português e suas colônias.&lt;br /&gt;Entre as várias medidas adotadas pelo marquês de Pombal em relação ao Brasil, foram particularmente importantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) A criação da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão (1755/1778) e da Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba, empresas monopolistas voltadas para a dinamização e exploração econômica do Norte e Nordeste, principalmente para a recuperação da agricultura canavieira e algodoeira e o incremento da exportação de produtos como, arroz, cacau, fumo, madeiras, especiarias, couros etc.&lt;br /&gt;b) A secularização da educação (processo pelo qual o ensino deixa de ser ministrado pela Igreja e passa a ser de responsabilidade do Estado ou de instituições privadas não-religiosas – ensino laico), mediante a instituição do ensino público nas Aulas régias, e a regulamentação do funcionamento das missões religiosas pela Lei do Diretório, que afastou os jesuítas da administração dos aldeamentos, substituindo-os por homens de confiança do Estado, os diretores. A reforma incluiu o uso obrigatório da língua portuguesa pelos nativos catequizados e aculturados.&lt;br /&gt;c) A expulsão dos jesuítas (1759) de Portugal e de seus domínios coloniais, inclusive do Brasil, com o confisco de suas propriedades, escravos, colégios, paróquias e missões.&lt;br /&gt;d) A mudança da sede do governo-geral do Brasil, de Salvador para o Rio de Janeiro (1763), por razoes econômicas e estratégicas, ligadas a crescente importância do centro-sul da colônia.&lt;br /&gt;e) A instituição da derrama (1765), para forçar o pagamento de impostos atrasados na capitania de Minas Gerais.&lt;br /&gt;f) A construção de várias fortalezas na Amazônia e Centro-Oeste, nas décadas de 1750-1760, para a defesa e estimulo a ocupação territorial; incentivo a imigração (açoriana principalmente) para o Sul, no litoral catarinense, com a mesma intenção.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A INCONFIDÊNCIA MINEIRA (1789)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda metade do século XVIII, a produção de ouro começou a declinar em ritmo acentuado, afetando gravemente a vida da população mineira – cerca de 400 mil pessoas. As dívidas cresceram, a pobreza alastrou-se e o desalento tomou conta das Minas Gerais. Enquanto o ouro diminuía, a metrópole aumentava sua pressão fiscal (cobrança de impostos) sobre os mineradores, acusando-os de sonegação e contrabando.&lt;br /&gt;Em 1750, o valor mínimo dos quintos a ser pago anualmente pela capitania foi fixado em 100 arrobas de ouro (1500 kg). A partir dessa época, os impostos atrasados deveriam ser cobrados de vila em vila pelos funcionários da Junta da Fazenda, com uso da força policial. Não sendo atingido aquele total, seria exigido um tributo especial que toda a população deveria pagar. Esse imposto ficou conhecido, e temido, como derrama.&lt;br /&gt;Com a queda na produção de ouro, a partir de 1763 os quintos anuais passaram a ser pagos apenas em parte. Os impostos começaram a acumular-se. Em 1769, o governador da capitania proclamou a primeira derrama. Não chegou a executá-la por temer a revolta da população. Tentativas posteriores, feitas nos anos seguintes, igualmente não se concretizaram.&lt;br /&gt;Em 1788, o novo governador, visconde de Barbacena, anunciou para breve uma grande derrama, pela qual seriam cobrados todos os quintos atrasados, somando 595 arrobas de ouro. O anúncio oficial aumentou a indignação da população.&lt;br /&gt;Havia já algum tempo que um grupo de intelectuais e outros membros da elite reunia-se secretamente para discutir a necessidade de libertar o país do jugo de Portugal. Esses homens contribuíram fortemente para a formação de uma consciência crítica em Minas Gerais. Na origem de seu pensamento estavam as idéias liberais propagada na Europa pelos iluministas e o exemplo da Revolução Americana de 1776, que instaurou uma república na América do Norte, separando os EUA da Inglaterra.&lt;br /&gt;Tratava-se de um pequeno grupo, com menos de duas dezenas de pessoas, formado principalmente por gente das camadas superiores da sociedade mineira. A única exceção era o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, homem de poucas posses.&lt;br /&gt;Em seus encontros secretos, os inconfidentes traçaram os planos e objetivos da revolução: reunir homens e armas e buscar apoio dentro e fora de Minas para depor o governo da capitania, aproveitando a revolta popular que viria junto com a definição da data da derrama; constituir uma República, a qual deveriam aderir as demais capitanias; transferir a capital para São João Del-Rei, ficando Vila Rica como sede da primeira universidade brasileira; aumentar o valor do ouro e liberar a circulação dos diamantes; promover o desenvolvimento industrial de Minas Gerais, com a instalação de manufaturas de ferro, tecidos, pólvora, couro e outros produtos.&lt;br /&gt;Os planos acabaram frustrados. Primeiro, pela delação de Joaquim Silvério dos Reis, um dos conjurados, que revelou ao governador os preparativos do movimento em troca do perdão de suas dívidas com a Fazenda Real. Suspendeu imediatamente a execução da derrama, marcada para fevereiro de 1789, e mandou prender os conjurados.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, a Inconfidência fracassou por sua própria fragilidade política: apesar das boas intenções dos conspiradores não foram alem de idéias e propostas genéricas, sem muita penetração e capacidade de mobilização social. Sobre a abolição da escravidão, por exemplo, as opiniões dividiram-se, sem que fosse possível uma definição clara.&lt;br /&gt;Antes do final de 1789 todos os conjurados estavam encarcerados. Preso no Rio de Janeiro, onde se instalou a Devassa, que durou três anos e o julgamento condenou a morte os 11 dos acusados. Durante o processo, diferentemente de seus companheiros, Tiradentes tentou aliviar a implicação dos outros participantes, o que fica claro nos autos da devassa “... que é verdade que se premeditou o levante, que ele, respondente, confessa ter sido quem ideou tudo, sem que nenhuma outra pessoa o movesse nem lhe inspirasse cousa alguma”.&lt;br /&gt;A sentença foi modificada por Dona Maria I: estabeleceu-se o degredo perpétuo para os inconfidentes e apenas um serviria de bode expiatório: Tiradentes. A 21 de abril de 1792 executou-se a sentença com requintes de crueldade: “... depois de morto, lhe seja cortada à cabeça e levada a Vila Rica, onde em lugar naus público que seja pregada em poste alto, até que o tempo a consuma, e o seu corpo será dividido em quatro quartos e pregado em postos onde o réu teve suas infames práticas, e a casa em que vivia será arrasada e salgada”.&lt;br /&gt;Após a devassa e a execução das sentenças, sobrava o lema da Inconfidência, continuando a inspirar novos movimentos: “Liberdade ainda que tardia”.&lt;br /&gt;Mesmo fracassada, a Inconfidência Mineira reafirmava o espírito de resistência e contestação da sociedade colonial. Apesar do terror das perseguições e da severidade das sentenças, esse espírito, reforçado agora pela euforia irradiada pela Revolução Francesa, continuaria a se manifestar e surpreender sob diversas formas, em diferentes lugares da colônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONJURAÇÃO BAIANA (1798)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até 1797, as autoridades judiciárias não tinham concluído os processos abertos em decorrência direta ou indireta da Inconfidência Mineira. No Rio de Janeiro, por exemplo, ainda estavam presos vários membros da Sociedade Literária, acusados de “falar contra a religião” e “defender a rebelião dos franceses”. Mas essa atmosfera repressiva não impediu a emergência de outra revolta, agora na Bahia, com o mesmo desfecho dramático.&lt;br /&gt;A 8 de novembro de 1799, quatro homens foram enforcados na Praça da Piedade, em Salvador: dois soldados, Lucas Dantas de Amorim Torres e Luis Gonzaga das Virgens, e dois alfaiates, João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira. Todos eram pardos, ou seja, mestiços. Tinham sido condenados a morte pelo Tribunal da Relação, acusados do crime de conspiração, agitação e propaganda “dos abomináveis princípios franceses”. Sobre ele recaíra o peso maior da repressão a um movimento conspiratório que começara por volta de 1794.&lt;br /&gt;A partir dessa época, grupos de pessoas começaram a reunir-se secretamente nos arrebaldes de Salvador para ouvir as últimas novidades da Revolução Francesa e da revolta iniciada em 1792 pelos negros nos domínios franceses de São Domingos (Haiti). Discutiam sobretudo as formas de aplicar na colônia as idéias revolucionárias das Luzes – os princípios iluministas de liberdade, igualdade, soberania e representação popular. Entre essas pessoas estavam alguns proprietários, comerciantes e religiosos, alem de vários médicos, professores e intelectuais. Mas a maioria era de artesãos, oficiais de baixa patente, soldados, escravos e negros libertos.&lt;br /&gt;Na metade do ano de 1798, foram divulgados em Salvador folhetos revolucionários que as autoridade chamaram de sediciosos. “Animai-vos Povo Baiense que está para chegar o tempo feliz de nossa liberdade, o tempo que todos seremos irmãos, o tempo em que seremos todos iguais”, dizia um deles, garantindo já ter atraído o apoio de centenas de pessoas para o “partido da liberdade”.&lt;br /&gt;Outros panfletos anunciavam uma revolução para acabar com “o péssimo jugo reinável da Europa”. Em defesa do livre comércio, garantiam que “viriam todos os estrangeiros, tendo porto aberto, mormente a nação francesa”. Em resumo, proclamava-se o fim do monopólio e da submissão a Portugal e o começo de uma era de liberdade, igualdade e felicidade.&lt;br /&gt;Passado o espanto, as autoridades logo reagiram. Em pouco tempo, graças aos próprios folhetins escritos à mão, chegaram às cabeças do movimento. Feitas as primeiras prisões e abertas as devassas, não foi difícil desbaratar a conspiração. O apoio anunciado de homens graduados, funcionários, militares e religiosos não aconteceu. Foram presas 41 pessoas e processadas 35. Das seis condenados à morte, quatro foram executadas. Entre os presos e processados, a maioria era de soldados, artesãos e escravos, pretos ou mestiços – gente de “ínfima condição”, como foi registrado nos autos dos processos.&lt;br /&gt;O movimento dos conjurados baianos foi, sem dúvida, mais ousado e radical que o mineiro. Sob forte influência da emancipação dos negros do Haiti, um de seus objetivos era extinguir a escravidão também aqui. Essa determinação dava a ele o caráter de verdadeira revolução social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA SABER MAIS    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VÍDEO – Os inconfidentes (Brasil, 1972, 100 min, Sagres. Dir.: Joaquim Pedro de Andrade.)&lt;br /&gt;Partindo do ponto de vista da prisão, o filme traça um panorama do movimento de libertação mineiro, que não chegou a se concretizar, tendo sido abortado pela delação de Silvério dos Reis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SITE – www.terra.com.br/almanaque/inconfidencia/inconfidencia_1.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-4815416768134822523?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/4815416768134822523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/rebelioes-de-emancipacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/4815416768134822523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/4815416768134822523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/rebelioes-de-emancipacao.html' title='REBELIÕES DE EMANCIPAÇÃO'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-751301003565992150</id><published>2009-05-27T14:17:00.002-07:00</published><updated>2009-05-27T14:18:29.054-07:00</updated><title type='text'>REBELIÕES NATIVISTAS</title><content type='html'>REBELIÕES NATIVISTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do século XV ao XVIII, o capitalismo comercial serviu para acumular capitais e ampliar os mercados consumidores, por meio da política econômica mercantilista baseada no metalismo, numa balança comercial favorável e na intervenção do estado na economia com o propósito de organizá-la. O colonialismo surgiu como uma maneira mais fácil de as potencias européias garantiram um balança comercial favorável. O pacto colonial formalizou as relações entre as colônias e as metrópoles em beneficio das ultimas.&lt;br /&gt;Na segunda metade do século XVIII, no entanto, o capitalismo comercial já havia cumprido sua função: abundantes riquezas concentravam-se nos centros europeus, ao mesmo tempo em que se processava a integração econômica dos mercados mundiais. Como veremos, os sinais da superação do capitalismo comercial afloravam.&lt;br /&gt;O mercado consumidor, ampliado durante a Revolução Comercial, exigia mais mercadorias. O capital acumulado pela burguesia comercial nesse período de três séculos passou a ser investido na produção. As inovações tecnológicas dos séculos XVII e XVIII possibilitaram o surgimento da indústria fabril na Inglaterra. Iniciava-se a Revolução Industrial.&lt;br /&gt; A Inglaterra foi, durante 70 anos, o único país industrializado do mundo. Não é de estranhar, portanto, que ela se posicionasse a favor do livre comércio, e o pacto colonial era, sem dúvida, a maior das barreiras a ele. Assim, a Inglaterra passou de fervorosa adepta do colonialismo a intransigente incentivadora da independência das colônias. Independentes, as ex-colônias fariam parte do mercado consumidor para os manufaturados ingleses, alem de fornecerem matérias-primas a baixo preço.&lt;br /&gt;Em contraposição ao mercantilismo, surgiu na Inglaterra o liberalismo econômico, teoria que pregava a não-intervenção do Estado na economia, a livre concorrência e o fim do pacto colonial. Essa teoria justificou e impulsionou o capitalismo industrial a partir da segunda metade do século XVIII.&lt;br /&gt;Países como Portugal e Espanha, que não criaram condições para a industrialização, entraram em franca decadência econômica. Em conseqüência apertaram as malhas da exploração colonial, estimulando também – mas de forma indireta – a independência dos países colonizados.&lt;br /&gt;O capitalismo comercial se deteriorava, tornando cada vez mais insustentáveis as pretensões exploradoras da metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS CONTRADIÇÕES DA COLONIZAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise do capitalismo comercial português e os interesses ingleses não são suficientes para explicar o desmoronamento do sistema colonial. As contradições internas do processo de colonização foram os fatores determinantes.&lt;br /&gt;Não se pode negar que a colonização, mesmo tendo caráter francamente explorador, promoveu o crescimento do Brasil Colônia, durante os dois séculos em que predominou. As elites dominantes locais, apesar das divergências momentâneas, beneficiavam-se com a própria dominação que sofriam. No entanto, os mesmos instrumentos responsáveis pelo crescimento da economia colonial tornaram-se, a partir do século XVIII, insuportáveis a população colonial.&lt;br /&gt;Os monopólios, a severa fiscalização e a alta tributação coincidiram com uma situação internacional propícia a independência. O pacto colonial, antes considerado um “pacto entre irmãos”, ficava nitidamente caracterizado como beneficiador apenas das metrópoles. Se ele, bem ou mal, até então havia favorecido o crescimento econômico das colônias, agora representava um obstáculo aos povos colonizados, que pretendiam percorrer seus próprios caminhos.&lt;br /&gt;As primeiras rebeliões não se manifestaram com a idéia d conseguir a independência do Brasil. Essas manifestações, chamadas de Rebeliões Nativistas,  a princípio apenas contestavam alguns aspectos específicos do pacto colonial, não a dominação integral da metrópole. Além disso, tinham um caráter regionalista, não se preocupando com a unidade nacional. Ocorreram entre 1641 e 1720 e foram, na prática, esforços de defesa contra certos aspectos da exploração colonial. Daí a idéia de autonomia completa em relação a Portugal foi um longo processo.&lt;br /&gt;Somente um século depois, quando a exploração da colônia se agravou-se que as rebeliões adquiriram um caráter de libertação nacional. Os objetivos deixaram de ser restritos, exigindo-se a extinção do pacto colonial e a autonomia política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS REBELIÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As principais rebeliões nativistas ocorridas no Brasil foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aclamação de Amador Bueno (1641)&lt;br /&gt;No início do século XVII, as condições econômicas da região de São Vicente eram precárias, sustentando-se basicamente do apresamento de índios. Os jesuítas reagiram contra a escravização de indígenas efetuada pelos bandeirantes, exigindo que a metrópole a proibisse. Autoridades da colônia, contudo, não aceitaram a interdição metropolitana e incentivaram a expulsão dos jesuítas, ocorrida no ano de 1641. No mesmo ano, os paulistas tentaram desligar-se de Portugal e aclamaram rei Amador Bueno. O movimento, entretanto, esfriou e a idéia foi abandonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revolta dos Beckman – Maranhão (1684)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1682, Portugal criou a Companhia de Comércio do Estado do Maranhão para apoiar o desenvolvimento econômico do norte do Brasil, especialmente pelo incentivo a lavoura canavieira. Em troca, do monopólio do comércio da região com a metrópole por vinte anos, a empresa comprometia-se a fornecer aos proprietários e moradores escravos africanos – 500 por ano, pelo menos – ferramentas, utensílios e gêneros de consumo. Na prática, logo se viu que o projeto oficial não funcionaria: além de não providenciar o fornecimento regular dos bens que eram de sua responsabilidade, sobretudo escravos, a companhia ainda fraudava os pesos e medias, os preços dos produtos e a contabilidade de seus negócios.&lt;br /&gt;Ao invés de melhorar, a situação agravou-se. A economia, especialmente a agricultura exportadora, dependente de mão-de-obra escrava, desorganizou-se. Os proprietários, irritados e descontentes, reagiram contra a companhia. Liderados pelos irmãos Manuel e Tomás Beckman, importantes donos de terra e de engenhos, os maranhenses rebelaram-se em São Luis a 24 de fevereiro de 1684. Assumiram o controle do governo local e exigiram o fechamento da companhia, enquanto Tomás Beckman era enviado a Lisboa para assegurar a fidelidade dos maranhenses a Coroa. Com o apoio de outras ordens religiosas, como carmelitas e franciscanos, determinaram a expulsão para a Bahia dos padres jesuítas, contrários a escravização dos indígenas, uma velha prática dos colonos.&lt;br /&gt;Antes que pudesse espalhar-se por outras capitanias, a rebelião foi contida pelas autoridades do Maranhão. Presos e sumariamente julgados, os irmãos Beckman foram enforcados, juntamente com Jorge Sampaio, enquanto outros chefes eram condenados a longas penas de prisão. Em compensação, a metrópole viu-se obrigada a reconhecer os erros da companhia mercantil, que perdeu seus privilégios e foi extinta em 1685.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra dos Emboabas (1708-1709)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da fome que assolou as Minas em 1696-1698 ter sido terrível, uma crise de desabastecimento ainda mais devastadora se abateria sobre a região em 1700. Três anos depois da descoberta das primeiras jazidas, cerca de 6 mil pessoas tinham chegado às minas. Na virada do século XVIII, esse número quintuplicara: 30 mil mineiros perambulavam pela área. Simplesmente não havia o que comer: qualquer animal ou vegetal que pudesse ser consumido já o fora. “Chegou à necessidade a tal extremo que se aproveitavam dos imundos animais e, faltando-lhes esses para poderem alimentar a vida, largaram as minas e fugiram para os matos para comerem cascas e raízes”, relatou o governador Artur de Sá a Corte, em 1701. Foram devorados sapos, iças, cobras e “bichos mui alvos criados em paus pobres”, cuja ingestão às vezes era fatal aos famintos. Formigas tostadas viraram uma iguaria comparada a “melhor manteiga de Flandres”. Os preços de qualquer comestível que chegava a região se tornaram exorbitantes: quando os baianos abriram o caminho que, pelas margens do São Francisco, conduzia ao pólo minerador, um boi, que em Salvador valia 4 mil-réis, era revendido nas Minas por 96 mil-réis. No Caeté, uma galinha valia 14 gramas de ouro.&lt;br /&gt;O pior estava por vir. “Morreu muita gente naquele tempo, de doença e necessidades e outros que matavam para os roubar, na volta, que levavam ouro (...) matavam uns aos outros pela ambição de ficarem com ele, como aconteceu em muitos casos”, anotou uma testemunha ocular. Em 1707, o previsível aconteceu: rebentou a guerra nas Minas Gerais. De um lado, os paulistas, de outro, os “forasteiros”, chamados de emboabas.&lt;br /&gt;A Guerra dos Emboabas prolongou-se por quase três anos e deixou duas centenas de mortos. Seus episódios são confusos e contraditórios e os relatos a época foram redigidos por partidários de uma facção ou de outra. A seguir, o resumo do conflito e seus desdobramentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que foi: A Guerra dos Emboabas foi o confronto entre os paulistas – descobridores das minas e dos caminhos que levavam até elas – e os forasteiros (especialmente portugueses), que chegaram depois e de apoderaram (pela força das armas ou do dinheiro) de algumas das melhores lavras. Os paulistas queriam exclusividade na mineração.&lt;br /&gt;Quanto durou: O primeiro confronto deu-se em maio de 1707, quando um paulista matou o português dono de uma estalagem em Ponta do Morro (vilarejo próximo a São João Del-Rei). O último combate ocorreu a 22 de novembro de 1709, quando, depois de oito dias de luta, os paulistas desistiram de tentar tomar o arraial onde os emboabas estavam entrincheirados.&lt;br /&gt;Como começou: Depois do incidente em Ponta do Morro, três episódios semelhantes ocorreram em menos de um semestre. Em todos eles, um paulista matara um emboaba por motivo fútil. Sob a liderança de Manoel Nunes Viana – um influente comerciante minerador que viera da Bahia -, os emboabas reagiram, incendiando Sabará e expulsando boa parte dos paulistas da zona das minas. Então, em 1708, o próprio Nunes Viana se tornou “governador” da região das minas, assumindo o posto antes ocupado pelo paulista Borba Gato. Diz à lenda que, ao chegarem em casa derrotados, os paulistas foram forçados por suas mulheres a retornar ao campo de batalha. Apesar de terem matado oitenta emboabas durante o sitio ao Arraial novo, não conseguiram a vitória.&lt;br /&gt;A palavra emboaba: Existem dezenas de explicações etimológicas, mais o mais provável é que seja um termo vindo do tupi amô-abá, cujo significado é “estrangeiro”.&lt;br /&gt;Conseqüências: Na prática, os paulistas perderam o controle das minas, mas, em 1710, São Paulo acabaria se tornando uma capitania independente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Guerra dos Mascates (1710-1712)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras lutas ocorreram entre os proprietários de terra na colônia e os comerciantes reinóis, chamados em Pernambuco de mascates.&lt;br /&gt;Quando os holandeses foram expulsos em 1654, os produtores pernambucanos perderam mercado de açúcar para os antilhanos. A elite comercial de Recife, formada por portugueses, passou a financiar a produção açucareira, centralizada em Olinda, cobrando elevadas taxas e executando hipotecas.&lt;br /&gt;Apesar da superioridade econômica, os comerciantes portugueses de Recife não tinham autoridade política, pois a Câmara Municipal (sede do poder político local) localizava-se em Olinda. Em 1710, os recifenses conseguiram a carta régia de emancipação política e administrativa de Recife, construindo na cidade o pelourinho(marco de pedra que simbolizava o poder municipal. Era também utilizado para castigar escravos e criminosos), que simbolizava a autonomia administrativa do lugar.&lt;br /&gt;Os olindenses não aceitaram a perda do controle administrativo de Recife e, sob a chefia de Bernardo Vieira de Melo, invadiram a cidade e derrubaram o pelourinho. Os mascates se organizaram e partiram para a reação.&lt;br /&gt;A Coroa resolveu intervir, nomeando um novo governador, que pôs fim ao conflito e confirmou a autonomia de Recife. Outra vez se evidenciavam contradições entre os interesses coloniais e os metropolitanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolta de Vila Rica ou de Filipe dos Santos (1720)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No início de 1720, chegou à região das minas a notícia da criação das Casas de Fundição pela Coroa portuguesa. Os mineradores sabiam o que isso significava: restrição a livre circulação de ouro em pó, obrigatoriedade de fundir todo o ouro extraído e cobrança dos quintos pelas mesmas fundições oficiais. Para piorar a situação, noticiava-se também a extinção das Ordenanças, tropas formadas em grande parte por gente da terra. Com a medida, permaneciam apenas os regimentos dos Dragões, compostos e comandados por soldados e oficiais portugueses.&lt;br /&gt;As reações não tardaram. Junto com manifestações de indignação das camadas mais altas contra impostos e monopólios, verificaram-se protestos e desordens na maioria das vilas e povoados minérios, envolvendo as camadas mais baixas da população. Aos poucos, o sentimento de insatisfação popular assumiu proporções d rebelião.&lt;br /&gt;Em junho de 1720, a revolta eclodiu em Vila Rica. Sob a liderança de Filipe dos Santos, um pequeno minerador português, cerca de dois mil manifestantes marcharam sobre Ribeirão do Carmo (atual Mariana), onde se encontrava a sede do governo de Minas. Exigiam a suspensão das decisões anunciadas, redução dos quintos e dos registros nas estradas e concessão de anistia geral para os envolvidos.&lt;br /&gt;O governo do Conde de Assumar, no entanto, depois de simular a aceitação das exigências, determinou a imediata repressão do movimento par acabar com “todas as desordens”. Vila Rica foi retomada pelos Dragões já em agosto e os principais chefes rebeldes foram presos. Filipe dos Santos sofreu a pena mais cruel. Sumariamente enfocado, seu corpo foi amarrado à cauda de um cavalo e arrastado pelas ruas da vila.&lt;br /&gt;A revolta de Vila rica foi fundamental para o amadurecimento da consciência colonial. Por outro lado, inaugurou um período de sangrentas repressões desferidas pela metrópole. O antagonismo entre a colônia e a metrópole é retratada nas últimas palavras de Filipe dos Santos: “Morro sem em arrepender do que fiz e certo de que a canalha do rei será esmagada”. Era o prenúncio das futuras rebeliões que se desencadeariam no Brasil a partir da segunda metade do século XVIII, exigindo a independência política em relação a Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA SABER MAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIVRO – AFONSO, Eduardo José. A guerra dos Emboabas. Ática&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-751301003565992150?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/751301003565992150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/rebelioes-nativistas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/751301003565992150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/751301003565992150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/rebelioes-nativistas.html' title='REBELIÕES NATIVISTAS'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-5583467675754778910</id><published>2009-05-27T14:17:00.001-07:00</published><updated>2009-05-27T14:17:57.193-07:00</updated><title type='text'>MINERAÇÃO</title><content type='html'>MINERAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta de depósitos de ouro de alto valor em Minas Gerais, Bahia, Goiás e Mato Grosso demoraram quase dois séculos. Depois dela, contudo, a paisagem colonial mudou bastante. Com o impulso da mineração, a população da colônia aumentou rapidamente e tornou-se mais mestiça e urbana. No fim do séc. XVIII, cerca de três milhões de pessoas viviam no Brasil.&lt;br /&gt;Surgiram novas cidades. Tornaram-se maiores as já existentes. A economia se diversificou. A estrutura social ficou mais complexa e a organização político-administrativa fortaleceu-se – sobretudo com as reformas pombalinas -, passando a exercer maior controle sobre a sociedade.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, a expansão territorial, iniciada pela ação dos bandeirantes e sertanistas, firmava-se no Sul e Centro-Oeste. No final do séc. XVIII, a colônia já não era a mesma. Seu território havia crescido, suas cidades eram maiores e mais numerosas e aumentava o descontentamento com a dominação portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA CIVILIZAÇÃO URBANA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os dois primeiros séculos da colonização, foi constante na colônia portuguesa a procura do ouro, prata e pedras preciosas. Os resultados, em geral, foram pobres: alguns depósitos de ouro de lavagem (separação por meio da água das partes úteis e, neste caso, valiosas de um minério), encontrados e explorados na capitania de São Vicente e em pontos da serra do Mar, como Paranaguá e Curitiba. Isso contribuiu até para uma pequena reforma político-administrativo no início do século XVII, com a criação da Repartição do Sul, inicialmente a cargo do ex-governador-geral Francisco de Souza.&lt;br /&gt;Entretanto, as esperanças portuguesas de achar e explorar no Brasil minas tão ricas quanto à dos espanhóis no Peru e no México só se realizaram nos últimos anos do século XVII. Depois de longa procura, concentrada em áreas da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o bandeirante Antonio Rodrigues Arzão descobriu na região de Minas Gerais (com a descoberta do ouro, no ano de 1693, em Caeté, iniciou-se o processo de povoamento da região Centro-Oeste do Brasil. Entre os anos de 1700 e 1725, surgiram as cidades de São João Del-Rei, Vila Rica, Sabará, Vila do Príncipe, Arraial do Tijuco e demais centros menos populosos. O território em que se encontrava esse conjunto de cidades constituiria a capitania de Minas Gerais), em 1693. Mais tarde, já nos anos de 1729, foram encontradas jazidas de diamantes no Serro Frio, também em Minas. Ao mesmo tempo, confirmavam-se e começavam a ser explorados os depósitos auríferos de Goiás e Mato Grosso.&lt;br /&gt;A notícia da descoberta de ouro nas Gerais espalhou-se depressa, na colônia e no reino. Em poucos anos, algumas dezenas de milhares de pessoas corriam para a região a cara do metal e de pedras preciosas nos rios, córregos e encostas das serras mineiras. Vinham de São Paulo, de São Vicente, de Pernambuco, da Bahia, do Rio de Janeiro e de outros lugares.Vinham sobretudo da própria metrópole. Eram colonos que deixavam suas terras, comerciantes atrás de novos negócios, artesãos interessados em prestar serviços, ou aventureiros atraídos pelo sonho de enriquecimento rápido. Gente de poucos recursos, em maior número, gente de posses, e muitos escravos.&lt;br /&gt;A descoberta de ouro e a corrida que ela desencadeou mudaram profundamente a vida na colônia. Mudou, em primeiro lugar, seu perfil demográfico. As populações nativas, duramente atingidas com a chegada repentina de exploradores, foram exterminadas em sua maioria. Com a forte migração interna e externa, a população colonial passou de 300.000 habitantes em 1690 para 3.300.000 em 1800.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, mudou a economia da colônia, que passou a girar em torno de um novo centro dinâmico, a atividade mineradora. Mudou também a organização da sociedade e, com ela, sua vida cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RICA E FRÁGIL: A ECONOMIA MINEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início da grande exploração de ouro no Brasil ocorreu num momento de dificuldades econômicas e políticas de Portugal na Europa. Entre essas dificuldades estavam as grandes despesas do Estado português nas lutas da Restauração em 1640, contra a Espanha, e os custos da guerra contra os holandeses no Brasil. Havia ainda a perda da tradicional parceria com a Holanda e a redução dos lucros no comércio do açúcar brasileiro.&lt;br /&gt;Para agravar esse quadro, Portugal vira-se obrigado a fazer pesadas concessões econômicas e políticas para a Inglaterra, seu novo aliado na Europa. Portugal precisava dessa aliança para proteger-se de outras potencias. Para consolidá-la, firmou com os ingleses sucessivos acordos políticos, diplomáticos e comerciais. Esses acordos culminaram com o Tratado de Methuem em 1703 (Portugal comprometia-se a abrir seus mercados aos tecidos ingleses, cabendo a Inglaterra dar preferência aos vinhos portugueses. Esse tratado gerou grandes prejuízos a nação lusitana uma vez que os preços favoreciam os tecidos, causando sucessivos déficits em sua balança comercial, cobertos em boa parte com as rendas do comércio colonial brasileiro), desfavorável à balança comercial portuguesa e, por isso, comprometedor para o desenvolvimento econômico do país.&lt;br /&gt;Nessa conjuntura difícil, a riqueza da minas de ouro e diamantes do Brasil abria novas perspectivas: injetar recursos na combalida economia portuguesa, atrair a colônia parte da força de trabalho ociosa ou subutilizada da metrópole, aumentar as renda da Coroa e pagar os déficits comerciais crescentes do país. Foi esta última perspectiva que acabou despertando maior interesse e orientando a política portuguesa para a mineração brasileira: investir pouco e tirar muito.&lt;br /&gt;Entre os exploradores das minas predominavam os pequenos mineradores, de poucos recursos. Trabalhavam isoladamente ou com alguns escravos nas faisqueiras, garimpando com a bateia o cascalho dos rios e córregos. Poucos eram os mineradores que podiam instalar e explorar as lavras, fazendo uma extração de maior volume, extensão e profundidade nos rios e encostas, com melhor equipamento e muitos escravos.&lt;br /&gt;À medida que o ouro e os diamantes foram escasseando, na segunda metade do século XVIII, a exploração tornou-se tecnicamente mais difícil. Passou a exigir mais investimento de capital em equipamentos e escravos nas lavras e limitou bastante a atuação do pequeno garimpo.&lt;br /&gt;Entretanto, mesmo para quem dispunha de maior capacidade técnica, era difícil avaliar o potencial efetivo das áreas exploradas. Isso acarretava um nível de produtividade sempre oscilante, alem de obrigar mineradores a uma permanente busca de novos depósitos de cascalho ou de melhores veios. Obrigava-os também a uma dedicação praticamente exclusiva a atividade mineradora. Isso fazia com que eles dependessem, para sua subsistência, de outros setores econômicos, internos e externos.&lt;br /&gt;A região das minas tornou-se assim, um ativo mercado consumidor de gêneros alimentícios, utensílios, vestuário, ferramentas, armas, mobiliário, couros e animais de carga. Além disso, havia trabalhos de edificação, carpintaria, marcenaria, forjaria, curtume, selaria, etc. Boa parte desses bens e serviços passou a ser fornecido por criadores, fazendeiro, artesãos, comerciantes de atacado e varejo instalados nas vilas, arraiais e “pousos” da própria área de mineração, ou em regiões próximas do Rio São Francisco, do vale do Paraíba e do Rio de Janeiro, ou ainda em regiões mais distantes, nas capitanias do Sul. Isso não só ampliou e estimulou o mercado interno da colônia, mas também fez com que ele de fato começasse a interiorizar-se no território colonial, para alem da estreita faixa litorânea.&lt;br /&gt;Até meados do séc. XVIII, a mineração brasileira produziu riqueza, dinamizou a economia da colônia e mostrou vitalidade. Milhares de quilos de ouro saiam todos os anos para a metrópole pelos portos de Parati e do Rio de Janeiro. Com eles, a colônia pagava as importações de mercadorias e escravos aos comerciantes portugueses e contribuía para aumentar as rendas do tesouro real.&lt;br /&gt;Da década de 1760 em diante, porém, a mineração revelou toda a sua fragilidade. Voltada para o mercado externo e submetida à política mercantilista da metrópole, ela pouco acumulou, internamente, da riqueza que produziu. Não resistiu ao esgotamento precoce e acelerado dos depósitos de ouro de aluvião (metal encontrado nos depósitos de cascalho, areia ou argila localizada no leito de córregos e rios. Para sua exploração bastavam poucas ferramentas, pratos de estanho ou madeira e algumas peneiras). Não resistiu, sobretudo, a pesada carga de impostos estabelecida pela metrópole. De fato, Portugal estava mais interessado no recolhimento imediato dos impostos do que no estímulo e sustentação da atividade mineradora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADMINISTRAÇÃO E TRIBUTAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1702, a Coroa Portuguesa criou a Intendência das Minas. Era o primeiro órgão de controle do Estado sobre as atividades mineradoras. A partir de então, a ação político-administrativo e fiscal da metrópole nas áreas de mineração passou a ser permanente. Com ela, a carga de impostos aumentou rapidamente, tornando-se cada vez mais pesada, sobretudo para os pequenos mineradores.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, a crescente importância econômica e política da região levou, em 1709, a formação da capitania de São Paulo e Minas do Ouro, da qual surgiria, em 1720, por desmembramento, a capitania de Minas Gerais, com sede em Vila Rica de Ouro Preto.&lt;br /&gt;A rígida fiscalização e a pesada tributação cresceram em paralelo ao crescimento da produção de ouro. Mas, quando entrou em declínio, a pressão fiscal – ou seja, a cobrança de impostos – só ajudou a acelerar seu esgotamento. Ao invés de buscar recuperá-la, por meio de estímulos a novos investimentos, a ação controladora do Estado português acabou por sufocá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O OURO DA COLÔNIA E A AÇÃO DO ESTADO PORTUGUÊS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A administração da atividade mineradora apoiava-se nos seguintes órgãos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Intendência das Minas (1702): diretamente subordinada a Coroa e regulamentada pelo Regimento dos superintendentes ouvidores, guardas-mores e provedores das minas de ouro estava encarregada do controle da produção, da distribuição das datas (lotes) e do lançamento e cobrança de impostos devidos a Real Fazenda, especialmente dos quintos (1/5 do ouro extraído).&lt;br /&gt;- Casas de Fundição (1719): criadas para evitar o contrabando depois de proibida a circulação de ouro em pó, devendo recolher todo o ouro produzido, fundi-lo em barras marcadas com selo real e retirar o quinto antes de devolvê-lo aos seus proprietários, começaram a ser instaladas a partir de 1720 em Vila Rica, Sabará e São João Del-Rei.&lt;br /&gt;- Distrito Diamantino (1733): demarcado na região do Serro Frio, em torno do Arraial Tijuco (atual cidade de Diamantina), e subordinado diretamente a Lisboa para controle rígido da exploração e tributação da mineração dos diamantes, até 1771, a exploração das pedras era realizada por particulares mediante contrato por tempo limitado, a partir daquele ano, passou a ser feita pela Real Extração, um órgão do governo criado especialmente para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principais tributos estabelecidos pela política fiscal:&lt;br /&gt;- Quinto – 20% do ouro extraído&lt;br /&gt;- Capitação (1703): imposto lançado sobre o número de escravos utilizados pelo minerador.&lt;br /&gt;- Bateia (1715): tributo por bateia cobrado de cada minerador, equivalente a 10 oitavas de ouro anuais (35,86gr.), não funcionou na prática, sendo logo abandonado.&lt;br /&gt;- Fintas (1713): sistemas de cotas anuais de arrecadação do quinto, inicialmente seu valor foi fixado em 30 arrobas (45kg) de ouro.&lt;br /&gt;- Capitação e censo das indústrias (1735): tributo lançado sobre todos os mineradores em atividade, livres ou escravos, bem como sobre oficinas, armazéns, lojas, hospedarias, estábulos, etc.&lt;br /&gt;- Novo valor do quinto (1750): fixado em 100 arrobas (1500 kg) anuais para toda a capitania de Minas Gerais.&lt;br /&gt;- Derrama (1765): cobrança oficial e forçada dos quintos em atraso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SÉCULO DO OURO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enorme importância econômica e política adquirida pela mineração brasileira, interna e externamente, podem ser comprovadas por alguns indicadores. Um deles foi a forte imigração da metrópole para a colônia, a ponto de as autoridades verem-se obrigadas a aumentar as restrições à saída de pessoas do reino. Outro indicador foi o crescimento comercio colônia-metrópole.&lt;br /&gt;A mineração, com efeito, elevou o poder aquisitivo das camadas mais ricas da população e provocou o surgimento de cidades, cujos habitantes tinham necessidades de consumo cada vez mais diversificadas. Uma das conseqüências disso foi o crescimento nas vendas de mercadorias européias pela metrópole para abastecer a população colonial. E também o aumento do tráfico de africanos, com a entrada no Brasil de mais de um milhão de novos escravos, na maioria destinados às áreas mineradoras.&lt;br /&gt;Um terceiro índice da importância da mineração pode ser verificado na ampliação da burocracia colonial, com a criação de novas capitanias, comarcas e órgãos administrativos. Essa ampliação foi, naturalmente, acompanhada pelo aumento do número de funcionários civis, militares e religiosos. Assim, a riqueza da colônia provocou também a ampliação do aparelho do Estado e seu controle sobre a sociedade.&lt;br /&gt;Por outro lado, o deslocamento do eixo econômico da colônia, do Nordeste para o Sudeste, deu nova importância estratégica a todo centro-sul do território. Daí a mudança da sede do governo-geral de Salvador para o Rio de Janeiro em 1763. Com esse deslocamento surgiu um modelo de sociedade, mais urbanizado, diversificado e dotado de maior mobilidade social (é o processo pelo qual pessoas ou grupos mudam de lugar no interior da sociedade. Essa mudança pode ser horizontal ou vertical. No primeiro caso, o indivíduo passa de uma classe social para outra, situada acima ou abaixo da classe original. No segundo caso, o deslocamento pode tomar a forma de uma mudança de profissão).&lt;br /&gt;Entretanto, por trás dessa força e opulência, a mineração apresentava outra realidade, menos brilhante e ais opressiva. Esta se fazia sentir no aumento contínuo dos preços das mercadorias importadas vendidas às populações mineiras e geralmente pagas em ouro, nas pressões e ameaças dos cobradores de impostos – oficiais dos vários órgãos da Intendência e particulares, contratadores e arrematadores – espalhados pelas dezenas de registros e passagens (lugares onde eram cobrados impostos sobre a circulação de mercadorias entre diferentes regiões da colônia, por exemplo, sobre as tropas de mulas vindas do Sul para São Paulo com destino às minas), no contrabando generalizado, inclusive por parte do clero, como reação da população a cobrança de impostos e na violência de ladrões e salteadores que infestavam os caminhos mineiros.&lt;br /&gt;No final do século XVIII, a mineração estava visivelmente em decadência. Ouro Preto, uma das principais vilas e futura sede da capitania de Minas Gerais, que em 1759 chegara a ter cerca de 40.000 habitantes, em 1800 contava com pouco menos de 10.000, demonstrando o esvaziamento demográfico dos centros urbanos e o enfraquecimento econômico da região.&lt;br /&gt;Como economia complementar, funcionando segundo as regras do mercantilismo, a mineração produziu mais riqueza para a metrópole do que para a colônia. Entretanto, Portugal tampouco aproveitou de modo produtivo a enorme riqueza gerada pelas minas brasileiras. Faltava uma elite empresarial capaz de transformar o ouro do Brasil em investimentos geradores de novas riquezas como estava fazendo naquele momento a burguesia industrial inglesa.&lt;br /&gt;De fato, Portugal usou o ouro e os diamantes da colônia no pagamento dos déficits comerciais com a Inglaterra e outros paises europeus, assim como na edificação de obras publicas, palácios monumentais e mosteiros, como o Convento de Mafra (1730), o aqueduto das Águas Livres(1748) e a nova Praça do Comércio (1763) de Lisboa. Na Inglaterra, ao contrario, o ouro brasileiro integrou-se ao processo de crescimento econômico, investido no desenvolvimento da incipiente atividade industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POESIA, REVOLTA E ILUSTRAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Minas, no século XVIII, ocorreu na vida cultural uma curiosa combinação de estilos e influencias artísticas e literárias. Nas artes plásticas, o estilo predominante continuava a ser o barroco. Na poesia, entretanto, afirmava-se uma tendência oposta. Era o arcadismo, que propunha o retorno a simplicidade literária, em contraposição ao estilo rebuscado do barroco. A nova tendência veio de Portugal, onde surgiu por volta de 1756, quando foi criada a Arcádia Lusitana.&lt;br /&gt;Do ponto de vista ideológico, os adeptos do arcadismo, os árcades, também chamados de neoclássicos, foram influenciados pelo Iluminismo francês (ou Ilustração), com suas idéias liberais e antiabsolutistas. Defendiam uma literatura simples e natural, inspirada nos antigos gregos e romanos. Queriam a volta à natureza e a inocência dos pastores. Acreditavam na prática da virtude civil, na melhoria das pessoas por meio da educação e na conquista da felicidade e da harmonia social pela obediência as leis da natureza.&lt;br /&gt;Com essas idéias, adquiridas na Universidade de Coimbra, diversos poetas brasileiros passaram a fazer oposição ao absolutismo. Muitos deles defendiam as reformas do marquês de Pombal e vários envolveram-se com a Inconfidência Mineira, em 1789. Entre estes últimos, destacam-se Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antonio Gonzaga e Inácio José de Alvarenga Peixoto.&lt;br /&gt;Pouco antes da inconfidência, Tomás Antonio Gonzaga era ouvidor de Vila Rica. Por essa época, escreveu suas Cartas Chilenas, poema satírico no qual critica os desmandos do governador da capitania das Minas, Luis da Cunha Meneses. No poema, a capitania é apresentada como se fosse o Chile e o governador se chama Fanfarrão Minésio. Escreveu também durante sua prisão no Rio, em 1789, Marília de Dirceu é um dos mais belos poemas de amor da língua portuguesa. Foi dedicado a jovem Maria Dorotéia de Seixas Brandão, de 16anos, por quem o poeta, de 43 anos, se apaixonou e com quem iria casar se não tivesse sido preso. Enviado para a África, em 1792, nunca mais veria sua amada. Mas parece não ter sofrido muito com a ausência dela: casou-se com Juliana de Souza Mascarenhas, mulher “de muitas posses e poucas letras”, da família mais opulenta de Moçambique, enriquecida pelo tráfico de escravos, ao qual o poeta passou a se dedicar, integrando-se a “melhor sociedade” local. Rico e ocioso, ficou em Moçambique até morrer em 1810. Marília de Dirceu foi publicado em Lisboa, com grande sucesso, em 1799.&lt;br /&gt;Outros poetas importantes do arcadismo foram Antonio Pereira de Sousa Caldas, Manuel Inácio da Silva Alvarenga(autor de Glaura, de 1799), frei José da Santa Rita Dura(autor de Caramuru de 1781) e José Basílio da Gama(autor do épico O Uraguai, de 1769).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA SABER MAIS&lt;br /&gt;FILME – XICA DA SILVA, DE CACÁ DIEGUES, 1976 – Sobre um contratador português apaixonado por uma escrava negra em Diamantina, que se torna rica e famosa na região das minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIVRO – BOXER, C.R. A idade de ouro do Brasil. São Paulo: Nacional, 1963.&lt;br /&gt;Obra clássica sobre o ciclo da mineração no Brasil. No capitulo II, o autor descreve as primeiras descobertas de ouro, os métodos de extração, os caminhos para as minas e as conseqüências imediatas na economia e sociedades brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-5583467675754778910?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/5583467675754778910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/mineracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/5583467675754778910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/5583467675754778910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/mineracao.html' title='MINERAÇÃO'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-3749809883886349387</id><published>2009-05-27T14:16:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T14:17:19.941-07:00</updated><title type='text'>EXPANSÃO E OCUPAÇÃO TERRITORIAL</title><content type='html'>EXPANSÃO E OCUPAÇÃO TERRITORIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expansão e a ocupação do território brasileiro foram ocasionados por diversos fatores, entre os quais destacam-se as atividades econômicas, as expedições para expulsão de estrangeiros, a busca de riquezas minerais e de índios para escravizar. Em 1750, com o tratado de Madri, praticamente estavam delineados os contornos de nossas fronteiras atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SERTÃO NORDESTINO: O GADO ABRE CAMINHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, o gado era criado nas fazendas de açúcar, sendo utilizado na alimentação e também como força motriz nas atividades do engenho. Com o tempo, a criação desse “gado de quintal” tornou-se  anti-econômica, pois além de os animais embrenharem-se em meio o canavial, estragando a plantação, exigiam uma grande área para pastagem, a qual daria muito mais lucro, se coberta de canaviais.&lt;br /&gt;Para a Coroa portuguesa interessava o aumento da exportação de cana-de-açúcar, mesmo que com isso o gado fosse levado para o interior. Por isso, em 1701, o monarca português proibiu a criação de gado a menos de 10 léguas do litoral.   &lt;br /&gt;A busca de novas pastagens levou os fazendeiros de gado para o interior da atual região nordeste, onde surgiram postos avançados de povoação no sertão. Duas regiões podem ser consideradas zonas de irradiação da pecuária. A primeira era Olinda, de onde o gado se expandia para o interior de Pernambuco e Paraíba, daí se espalhando pelos campos do Piauí e Maranhão. A criação de gado atendia a um mercado específico: os engenhos de cana-de-açúcar. &lt;br /&gt;A segunda zona de irradiação era Salvador, na Bahia, em direção ao Rio São Francisco e espalhando-se pelo seu vale. Essa região, conhecida como currais de dentro, desenvolveu-se em função do mercado consumidor surgido com a mineração.&lt;br /&gt;A pecuária integrava os diversos centros econômicos brasileiros da época, pois era a única atividade voltada para o mercado interno. Serviu também para amenizar as disputas surgidas no seio da própria classe dominante, pois um senhor de engenho falido sempre tinha a possibilidade de se tornar fazendeiro de gado.&lt;br /&gt;A pecuária entrou em decadência com o declínio de seus centros consumidores – primeiro os engenhos de açúcar, depois as áreas de mineração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONQUISTA DO LITORAL NORTE, DO PARÁ E DO AMAZONAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os franceses, depois de expulsos do Rio de Janeiro, passaram a ocupar regiões praticamente desabitadas do litoral norte da colônia. Com as ameaças de ocupação, o governo luso-espanhol promoveu expedições para ocupar e defender essas terras que hoje correspondem aos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte Ceará e Maranhão.&lt;br /&gt;Por vezes, as expedições luso-espanholas entraram em luta com os franceses, que, apoiados pelos índios da região, dificultavam a missão das expedições. Data dessa época a fundação de várias  fortalezas litorâneas que mais tarde viriam a ser importantes cidades. Em 1584, Frutuoso Barbosa fundava Filipéia de Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa, capital da Paraíba. Em 1597, erguia-se o Forte dos Reis Magos, atual cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Em 1613, mais um forte era inaugurado, o Forte de Nossa Senhora do Amparo, atual Fortaleza capital do Ceará.&lt;br /&gt;Mas coube aos próprios franceses a criação de uma vila, São Luis atual capital do Maranhão, onde conseguiram se fixar, resistindo até 1615, quando foram definitivamente  expulsos.&lt;br /&gt;A região da foz do rio Amazonas era um paraíso para os contrabandistas europeus. Não foi esse o único motivo, entretanto, que levou os luso-espanhóis a povoá-la. O temor de novas invasões estrangeiras e a intenção de explorar os ricos recursos naturais da região também foram fatores importantes que impulsionaram o povoamento dessa área. Com esses objetivos, Caldeira Castelo Branco fundo, em 1615, no estuário do Amazonas, o  Forte do Presépio, que deu a origem a Belém, no atual estado do Pará.&lt;br /&gt;Como os portugueses haviam perdido o monopólio do comércio com as Índias, a descoberta das especiarias brasileiras vinham preencher, pelo menos, em parte, esse vazio comercial. Entre essas especiarias – as chamada drogas do sertão – estavam: cravo, canela, castanha-do-pará, cacau, urucum, tabaco, essências de perfume, resinas, plantas medicinais, etc.&lt;br /&gt;A obtenção desses produtos, entretanto, não era fácil: para o europeu, entrar na selva era quase impossível, sair dela com vida, então, era uma verdadeira proeza. Assim, para exercer esse tipo de atividade, o elemento mais indicado era sem dúvida o índio, que, alem de conhecer as peculiaridades da vida na selva, sabia onde encontrar as drogas do sertão. Ele seria, conforme o historiador Ferreira Reis, o “nervo e a vida” dessa atividade.&lt;br /&gt;Havia porém, uma dificuldade: os índios teriam de ser conquistados e convencidos a realizar essa tarefa. Os jesuítas, interessados na catequese dos índios, assumiram a liderança desse empreendimento. Assim, graças a essa atividade, o Norte foi povoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A EXPANSAO TERRITORIAL ALÉM TORDESILHAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o séc. XVII, o território brasileiro sofreu uma grande expansão para o interior, graças a dois tipos de expedições desbravadoras: entradas e bandeiras.&lt;br /&gt;À procura de riquezas minerais e índios para escravizar, os membros dessas expedições se embrenharam no interior da colônia. Costuma-se  dizer que as entradas eram organizadas pelo governo, e as bandeiras, por particulares. Essa diferenciação não é totalmente correta, mas é a que mais se aproxima da realidade. As expedições que seguiam acompanhando o curso dos rios eram chamadas de monções.&lt;br /&gt;As primeiras entradas foram organizadas logo após o descobrimento de nossas terras. Américo Vespúcio, em 1504, enviou ao interior da colônia uma entrada, que partiu de Cabo Frio, e outras duas foram organizadas por Martim Afonso de Souza. Com a criação dos governos-gerais, muitas outras percorreram o interior brasileiro, restringindo-se basicamente aos sertões baianos e ao norte de Minas Gerais.&lt;br /&gt;O centro irradiador das bandeiras, por sua vez, foi São Vicente por motivos que se relacionam diretamente com a situação da lavoura canavieira dessa região. Apesar de ter sido pioneira na produção de açúcar, a capitania de São Vicente assistiu ao rápido declínio de seus engenhos. Muitos problemas contribuíram para isso, destacando-se o solo impróprio pra o cultivo da cana e a maior distancia da metrópole, se comparada a Pernambuco.&lt;br /&gt;Com a decadência do açúcar, os habitantes de São Vicente não tiveram outra alternativa, senão embrenhar-se no interior ‘a procura de riquezas. As bandeiras de São Paulo foram, assim, muito mais fruto da estagnação econômica do que do espírito desbravador de seus habitantes.&lt;br /&gt;As bandeiras dividiram-se em ciclos (períodos), de acordo com a atividade que as motivou em determinado momento.&lt;br /&gt;- Ciclo do ouro de lavagem&lt;br /&gt;- Ciclo da preação ou caça ao índio&lt;br /&gt;- Ciclo do sertanismo de contrato&lt;br /&gt;- Ciclo do ouro e dos diamantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O AVANÇO AO SUL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era do interesse português estender seus domínios até a estratégica foz do rio da Prata, para controlar o mercado de couro e sebo da região.&lt;br /&gt;A Inglaterra, com grande influencia sobre Portugal, incentivou os lusos, mas por outra razão: o contrabando do ouro espanhol, vindo das minas de Potosí (Bolívia). O ouro descia o rio da Prata até o Atlântico, de onde era embarcado para a Europa. Assim, utilizando-se de seus aliados portugueses, os ingleses conseguiram a fundação, na foz do Prata, da Colônia de Sacramento, em 1680.&lt;br /&gt;Em Buenos Aires, cidade de colonização espanhola localizada em frente de Sacramento, a noticia da presença dos portugueses causou péssima repercussão. Ocorreram vários conflitos locais e discussões diplomáticas. A mais importante delas resultou no tratado de Madri, em 1750. O brasileiro Alexandre Gusmão defendeu Portugal, baseando-se no principio uti possidetis, ita possideatis  (“quem possui de fato possui de direito”).&lt;br /&gt;A resolução firmada no tratado de Madri, entretanto, entregou a Colônia de Sacramento, à Espanha e passou Sete Povos das Missões, comunidade jesuítica a noroeste do Rio Grande do Sul, para o território português. Os jesuítas, os comerciantes e todos os habitantes da região que se tornava propriedade lusitana revoltaram-se e insuflaram os índios à luta. Desencadeou-se, então, a  chamada guerra Guaranítica.&lt;br /&gt;A Colônia de Sacramento, embora não permanecendo com o Brasil, foi responsável pelo início do povoamento da região Sul. A cidade de Porto dos Casais, mais tarde denominada Porto Alegre, foi fundada para povoar a região e garantir a posse de Sacramento.&lt;br /&gt;Com o tratado de Madri, os contornos do Brasil tornavam-se mais definidos. A configuração geográfica determinada por esse acordo aproximava-se muito da atual. Apenas a anexação do Acre em 1903 e algumas pequenas modificações viriam a ser acrescentadas, delineando nossas atuais fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA SABER MAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FILME – REPÚBLICA GUARANI (Brasil, documentário, 100min, CIC Vídeo, 1982. Dir.: Sylvio Back.)&lt;br /&gt;Do início do séc. XVII até serem expulsos, em 1767, os jesuítas implantaram na América do Sul um amplo projeto de catequese, mas também de exploração da mão-de-obra dos povos nativos. Por meio de núcleos – as missões, para os portugueses, ou reduções, para os espanhóis, - estabeleceram com os indígenas um tipo de relação polêmica, ora visto como integração, ora como genocídio cultural.     &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt; FILME – O CAÇADOR DE ESMERALDAS – Oswaldo de Oliveira, 1980 – Destinado ao grande público, mas com certo interesse para a história do movimento bandeirante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-3749809883886349387?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/3749809883886349387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/expansao-e-ocupacao-territorial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/3749809883886349387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/3749809883886349387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/expansao-e-ocupacao-territorial.html' title='EXPANSÃO E OCUPAÇÃO TERRITORIAL'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-4535841466000438338</id><published>2009-05-27T14:15:00.002-07:00</published><updated>2009-05-27T14:16:28.563-07:00</updated><title type='text'>INVASÕES ESTRANGEIRAS</title><content type='html'>INVASÕES ESTRANGEIRAS&lt;br /&gt;Fatores: atrativos econômicos do Brasil (algodão, pau-brasil), Tratado de Tordesilhas(marginalizava ingleses, franceses e holandeses) e a União Ibérica 1580-1640(domínio espanhol) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INVASÕES FRANCESAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. MOTIVOS:&lt;br /&gt;• O Tratado de Tordesilhas que dividia o novo mundo descoberto entre Portugal e Espanha e marginalizava (excluía) as outras nações européias.&lt;br /&gt;• Interesses econômicos: o tráfico do pau-brasil, da pimenta nativa, do algodão nativo e produção de gêneros tropicais.&lt;br /&gt;2. AS INVASÕES:&lt;br /&gt;• Rio de Janeiro (1555-1567): França Antártica.&lt;br /&gt;• Maranhão (1612-1615): França Equinocial.&lt;br /&gt;3. A FRANÇA ANTÁRTICA:&lt;br /&gt;• Objetivos:&lt;br /&gt;- fundar uma colônia de exploração econômica.&lt;br /&gt;- abrigar os protestante (huguenotes) que eram perseguidos pelas guerras de religião.&lt;br /&gt;• Comandante:&lt;br /&gt;- Nicolau Durant de Villegaignon.&lt;br /&gt;• Ocupação:&lt;br /&gt;- os franceses se instalaram nas ilhas de Serigipe, Paranapuã, Uruçumirim e Laje.&lt;br /&gt;- aliaram-se aos índios tamoios: formação da Confederação dos Tamoios.&lt;br /&gt;• Expulsão:&lt;br /&gt;- a Confederação dos Tamoios foi dissolvida (1563) por Nóbrega e Anchieta que fizeram um acordo com os índios através do armistício de Iperoig (Ubatuba).&lt;br /&gt;- na expulsão dos franceses, o governador Mem de Sá, contou com o auxilio de Estácio de Sá, dos índios Temininós (Araribóia) e pelos tamoios do sul.&lt;br /&gt;- fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (01.03.1565): Estácio de Sá.&lt;br /&gt;- os franceses são expulsos em 1567.&lt;br /&gt;4. A FRANÇA EQUINOCIAL:&lt;br /&gt;• Objetivo:&lt;br /&gt;- fundar uma colônia de exploração econômica.&lt;br /&gt;• Comandante:&lt;br /&gt;- Daniel de La Touche.&lt;br /&gt;• Ocupação:&lt;br /&gt;- fundação da povoação de São Luis (homenagem ao rei francês Luis XIII).&lt;br /&gt;• Expulsão:&lt;br /&gt;- os franceses são expulsos em 1615 pelas tropas portuguesas comandadas por Jerônimo de Albuquerque e Alexandre de Moura.&lt;br /&gt;5. A OCUPAÇÃO PORTUGUESA DO LITORAL ACIMA DE PERNAMBUCO:&lt;br /&gt;• Quando os franceses foram expulsos do Rio de Janeiro, procuraram alojar-se no litoral acima de Pernambuco e foi da luta contra eles que iniciou o povoamento:&lt;br /&gt;- Paraíba: Filipéia de Nossa Senhora das Neves (1584) Ò João Pessoa.&lt;br /&gt;- Rio Grande do Norte: Forte dos Reis Magos (1599) Ò Natal.&lt;br /&gt;- Ceará: Forte de Nossa Senhora do Amparo (1613) Ò Fortaleza.&lt;br /&gt;- Pará: Forte do Presépio (1616) Ò Belém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INVASÕES HOLANDESAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. MOTIVOS:&lt;br /&gt;• a União das Monarquias Ibéricas (1580-1640): Portugal e suas colônias submetidos ao domínio espanhol - Juramento de Tomar&lt;br /&gt;• os conflitos político-militares entre a Espanha e a Holanda: devido a separação da Holanda do domínio espanhol.&lt;br /&gt;• o Embargo Espanhol: proibição de quaisquer relações comerciais entre os holandeses e todas as áreas sob dominação espanhola.&lt;br /&gt;2. REPERCUSSÕES DA UNIÃO DAS MONARQUIAS IBÉRICAS:&lt;br /&gt;• Brasil Filipino:&lt;br /&gt;- reforma da política fiscal: rigidez para evitar a corrupção e os desvios.&lt;br /&gt;- criação do Tribunal de Relação de Salvador: os colonos podiam apelar das sentenças, dinamizou a prática de justiça.&lt;br /&gt;- a colonização se expandiu no litoral ao norte de Pernambuco, chegando até o Amazonas: expansão oficial.&lt;br /&gt;- nova divisão política do Brasil (1621): criação do Estado do Maranhão (capitanias do Grão-Pará, Maranhão e Ceará).&lt;br /&gt;- invasões francesas: França Equinocial no Maranhão.&lt;br /&gt;- invasões holandesas.&lt;br /&gt;3. OBJETIVOS:&lt;br /&gt;• romper o monopólio ibérico.&lt;br /&gt;• recuperar o comércio do açúcar.&lt;br /&gt;• controlar os centros produtores de açúcar.&lt;br /&gt;• estabelecer uma colônia de exploração econômica.&lt;br /&gt;4. AS INVASÕES:&lt;br /&gt;• Os Holandeses na Bahia (1624-1625):&lt;br /&gt;- tentativa fracassada de conquista da Bahia (sede do Governo Geral do Estado do Brasil).&lt;br /&gt;- reação luso-brasileira comandada pelo bispo D. Marcos Teixeira e por Matias de Albuquerque: guerrilhas.&lt;br /&gt;- as guerrilhas impediram o avanço holandês para o interior e, por isso, os holandeses só conquistaram a cidade de Salvador.&lt;br /&gt;- os holandeses são expulsos pelos colonos luso-brasileiros e pela esquadra luso-espanhola (Jornada dos Vassalos.)&lt;br /&gt;• Os Holandeses em Pernambuco (1630-1654):&lt;br /&gt;- os holandeses se refizeram dos prejuízos da invasão da Bahia saqueando navios que saiam do Brasil carregados de açúcar e aprisionando galeões espanhóis que saiam da América carregados de prata.&lt;br /&gt;- invasão e conquista de Pernambuco (maior centro açucareiro do Brasil, mas pouco guarnecido militarmente).&lt;br /&gt;- a resistência dos colonos, através de guerrilhas, no interior foi comandada por Matias de Albuquerque: impediram a imediata conquista holandesa de todo o Nordeste açucareiro.&lt;br /&gt;- o principal centro de resistência era o Arraial de Bom Jesus.&lt;br /&gt;- a “traição” de Calabar: este integrante das tropas de resistência passou para o lado holandês e indicou os focos (centros) de resistência dos colonos: os holandeses passam a ocupar áreas do litoral nordestino.&lt;br /&gt;- com a queda do Arraial do Bom Jesus (1635), os holandeses começam a efetivar a conquista do Nordeste.&lt;br /&gt;5. CARACTERÍSTICAS DO DOMÍNIO HOLANDÊS:&lt;br /&gt;- as invasões tiveram um caráter exclusivamente mercantil: foram comandadas pela Companhia das Índias Ocidentais (WIC).&lt;br /&gt;- aliança com os senhores de engenho.&lt;br /&gt;- respeito as propriedades e a classe dominante colonial.&lt;br /&gt;- tolerância política e religiosa.&lt;br /&gt;- concessão de empréstimos aos senhores de engenho.&lt;br /&gt;6. A ADMINISTRAÇÃO  DE NASSAU (1637-1644):&lt;br /&gt;• Conde João Mauricio de Nassau: funcionário da WIC.&lt;br /&gt;- consolidou a dominação holandesa e o sistema produtor de açúcar.&lt;br /&gt;- criou facilidades de produção e comercialização do açúcar.&lt;br /&gt;- domínio do Nordeste brasileiro: do Maranhão até Sergipe.&lt;br /&gt;- criação da Câmara dos Escabinos: assembléia de representantes das várias câmaras municipais da região.&lt;br /&gt;- monopólio do mercado escravista: domínio de áreas portuguesas na África para garantir o fornecimento de escravos.&lt;br /&gt;- embelezamento e urbanização de Recife: pontes,palácios, jardins, pavimentação.&lt;br /&gt;- a vinda de intelectuais europeus: Franz Post, Piso, Marcgrave.&lt;br /&gt;7. A INSURREIÇÃO PERNAMBUCANA (1645-1654):&lt;br /&gt;• a luta para expulsar os holandeses do Nordeste do Brasil.&lt;br /&gt;• motivos:&lt;br /&gt;+ mudança da política colonial holandesa (WIC):&lt;br /&gt;- arrocho financeiro: aumento dos impostos, altos preços dos fretes e cobrança de pagamento dos empréstimos.&lt;br /&gt;- confisco de terras.&lt;br /&gt;Ò Nassau não concorda com esta política imposta pela WIC ao produtores brasileiros e pede demissão.&lt;br /&gt;• Líderes: André Vidal de Negreiros, João Fernandes Vieira, Henrique Dias (negro) e pelo índio Poti (Filipe Camarão).&lt;br /&gt;• Batalhas: Monte das Tabocas (1645), Guararapes (1648 e 1649) e Campina do Taborda (1654).&lt;br /&gt;8. CONSEQÜÊNCIAS DA EXPULSÃO:&lt;br /&gt;- Tratado de Haia (1661): a Holanda recebia uma indenização (dinheiro, açúcar, tabaco e sal), a restituição de sua artilharia e favores no comércio do açúcar.&lt;br /&gt;- o auxilio inglês a Portugal nas lutas contra os espanhóis (Restauração = D. João IV) e contra os holandeses e a conseqüente aliança entre as Coroas inglesa e portuguesa resultaram na dependência da nação lusitana e do Brasil ao capital inglês.&lt;br /&gt;- crise na empresa açucareira brasileira devido a concorrência do açúcar produzido pelos holandeses nas Antilhas: crise econômica no Brasil e crise política e econômica (financeira) em Portugal (saiu economicamente arruinado do domínio espanhol).&lt;br /&gt;8. CONSELHO ULTRAMARINO (1642):&lt;br /&gt;+ reorganização da administração do Brasil para obter maiores recursos e para garantir o real controle sobre a colônia.&lt;br /&gt;- limitar os poderes da aristocracia latifundiária.&lt;br /&gt;- centralização política-administrativa.&lt;br /&gt;- limitava o poder das Câmaras Municipais e dos “homens bons”: submissão as autoridades metropolitanas.&lt;br /&gt;- os juizes passaram a ser nomeados diretamente pelo rei: juizes de fora.&lt;br /&gt;- em 1720, o governo português elevou a colônia a vice-reinado e os governadores passaram a ser titulados vice-reis: visava aumentar a centralização e o controle do Brasil.&lt;br /&gt;- criação de companhias privilegiadas de comércio para manter um controle mais rígido sobre a economia: Companhia Geral de Comércio do Brasil e Companhia de Comércio do Estado do Maranhão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-4535841466000438338?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/4535841466000438338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/invasoes-estrangeiras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/4535841466000438338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/4535841466000438338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/invasoes-estrangeiras.html' title='INVASÕES ESTRANGEIRAS'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-177253026012139235</id><published>2009-05-27T14:15:00.001-07:00</published><updated>2009-05-27T14:15:48.388-07:00</updated><title type='text'>ADMINISTRAÇÃO COLONIAL</title><content type='html'>ADMINISTRAÇÃO COLONIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal só deu início à colonização do Brasil, devido à pressão que sofria com o declínio de seu comércio com o Oriente e com a sistemática ameaça estrangeira, que poderia resultar na perda do território.&lt;br /&gt;Durante a viagem de Martim Afonso, alguns núcleos de povoamento foram fundados, mas rapidamente se percebeu que estes, isolados seriam insuficientes para garantir a posse portuguesa. Tornava-se necessário estimular ainda mais o processo colonizador. Não dispondo de capital suficiente para tal empreendimento, D. João III resolveu implantar um sistema já experimentado e que teve sucesso nas ilhas Atlânticas da Madeira, Açores e Cabo Verde. Tratava-se das capitanias hereditárias.&lt;br /&gt;Baseando-se nas informações enviadas por Mantim Afonso, o governo português dividiu o litoral brasileiro em 14 capitanias – correspondentes a 15 lotes de terra – que foram doadas a 12 donatários.&lt;br /&gt;Para estimulá-los, D. João III concedeu-lhes amplos poderes, ficando, no entanto, o financiamento e os riscos da empresa por conta deles. A Coroa efetivamente não possuía condições financeiras para investir no processo colonizador. Por essa razão, D. João III tratou de determinar muito mais direitos do que deveres a quem aceitasse participar da aventura da colonização.&lt;br /&gt;Juridicamente, a ocupação das terras era assegurada pela carta de doação e pelo foral. A carta de doação, assinada pelo rei, cedia ao donatário as terras, bem como o poder administrativo e jurídico delas. O foram determinava os direitos e deveres do donatário, que recebia as terras não como proprietário, mas como administrador.&lt;br /&gt;Possuía o direito de fundar vilas, conceder sesmarias, receber a redízima (1/10 das rendas que iriam para a Coroa) e a vintena (5% sobre o valor arrecadado com o pau-brasil  e a pesca). Além disso, poderia cobrar tributos sobre as salinas, moendas e engenhos. A capitania, no entanto não podia ser vendida. Ela era hereditária, só podendo ser passada de pai para filho.&lt;br /&gt;Ao contrário do que aconteceu nas ilhas do Atlântico, no Brasil elas não tiveram sucesso. Vários fatores contribuíram para isso:  falta de terras férteis em determinadas regiões, conflitos com os índios, falta de interesse, distância da metrópole e principalmente falta de recursos.&lt;br /&gt;Somente os elementos originários do grupo mercantil, que dispunham de fortuna própria e crédito junto aos bancos holandeses, prosperaram. Foi o caso de Martim Afonso de Souza, com São Vicente e de Duarte Coelho, coma de Pernambuco. As demais malograram, e a Coroa começou a retomá-las em 1548, tendo a última capitania desfeita em 1759.  A saída para a falência do sistema de capitanias foi a criação do governo geral .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS GOVERNOS GERAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante fracasso do sistema de capitanias, Portugal cria o Governo Geral, não para acabar com as capitanias, mas para centralizar sua administração, pois a autonomia dos donatários chocava-se com os interesses do Estado português. O rei incumbiu um governador-geral de “dar favor e ainda às outras povoações ministrar justiça e prover nas coisas que cumprirem a meu serviço e aos negócios de minha fazenda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Governo de Tomé de Souza (1549-53) – Sua sede foi estabelecida na Bahia. Junto com o governador-geral chegaram colonos e seis jesuítas, chefiados pelo Pe. Manuel da Nóbrega. As realizações mais importantes do período foram a fundação da primeira cidade brasileira (Salvador), a criação do primeiro bispado, com D. Pedro Fernandes Sardinha, e o estabelecimento do primeiro  colégio do Brasil. Nesse período houve também um grande incentivo à agricultura e à pecuária.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Governo de Duarte da Costa (1553-58) – Segundo governador-geral, Duarte da Costa veio também para o Brasil acompanhado de jesuítas, entre os quais José de Anchieta. Este, junto com Nóbrega, fundou o Colégio de São Paulo em 25/01/1554. No governo de Duarte da Costa ocorreu, em 1555, a invasão do Rio de Janeiro pelos franceses, que fundaram a França Antártica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Governo de Mem de Sá (1558-1572) – Os 14 anos de seu governo foram marcados por fatos importantes, como a dissolução da Confeeração dos Tamoios (união de tribos inimigas dos portugueses) por interferência direta de Nóbrega e Anchieta e a fundação da Segunda cidade brasileira, São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1565. Estácio de Sá, fundador da cidade e sobrinho do governador, liderou a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro. Formaram-se, também nessa época, as primeiras missões jesuíticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselho Ultramarino&lt;br /&gt;Criado em 1642 sendo resultado direto da restauração da Monarquia lusa&lt;br /&gt;Objetivos: reorganização política administrativa, retomada do pode real sobre a colônia e limitação do poder das câmaras municipais, juízes passam a ser nomeados pelo rei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo de Pombal (1750-77)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centralização administrativa&lt;br /&gt;Estímulo a uma certa industrialização&lt;br /&gt;Assinatura do Tratado de Madri com a Espanha&lt;br /&gt;Diminuição do poder da Igreja&lt;br /&gt;Expulsão dos jesuítas de Portugal e colônias&lt;br /&gt;Reforma da educação&lt;br /&gt;Reconstrução de Lisboa, arrasada por um terremoto em 1755&lt;br /&gt;Transferência da capital do Brasil para o RJ&lt;br /&gt;Implantação da Derrama&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1779637942711116216-177253026012139235?l=profresumos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profresumos.blogspot.com/feeds/177253026012139235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/administracao-colonial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/177253026012139235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1779637942711116216/posts/default/177253026012139235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profresumos.blogspot.com/2009/05/administracao-colonial.html' title='ADMINISTRAÇÃO COLONIAL'/><author><name>Prof.° Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03970746775823018085</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_RlE03TsG9dk/SlSowG9SBuI/AAAAAAAAABU/-ivOwJnOZAo/S220/Relief_Herodotus_cour_Carree_Louvre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1779637942711116216.post-5038324117416529678</id><published>2009-05-27T14:14:00.002-07:00</published><updated>2009-05-27T14:15:20.108-07:00</updated><title type='text'>SOCIEDADE AÇUCAREIRA</title><content type='html'>SOCIEDADE AÇUCAREIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância do açúcar fez da organização social das zonas açucareiras uma das expressões mais características da sociedade colonial. Agrária e escravista, ela estava organizada  em torno do complexo formado pela casa-grande, senzala, engenho, capela, terras e canaviais a perder de vista. Era uma sociedade aristocrática, isto é dominada por um grupo de grandes proprietárias rurais que agiam e reagiam como uma espécie de nobreza rural. Sociedade de pouca mobilidade social, na qual era quase impossível passar de um grupo social para outro.&lt;br /&gt;Sociedade patriarcal, além disso, centrada no poder do chefe da família rural o patriarca. Esse homem era ao mesmo tempo dono da terra, autoridade local e senhor dos destinos dos seus dependentes, empregados, parentes e agregados, além dos escravos. O conjunto de pessoas dependentes formava a família, ou clã, patriarcal, uma família extensa baseada no direito masculino de primogenitura.&lt;br /&gt; Além do poder econômico e prestígio social, o senhor de engenho desfrutava de poder político e militar, mesmo quando não ocupava nenhum cargo público. De fato, pelo Regimento do governador geral Tomé de Souza, os engenhos de açúcar deveriam Ter uma torre ou casa –forte de “feição e grandura” suficiente para a defesa e segurança das terras circunvizinhas. Deveriam dispor, além disso, de artilharia e outras armas capazes de assegurar a defesa dos povoadores de toda a região. Essas disposições davam à autoridade privada do patriarca uma dimensão pública, fazendo dele detentor de poderes que excediam em muito sua função econômica.&lt;br /&gt;Sobre o papel social, econômico e político desses núcleos familiares, escreveu Gilberto Freire em Casa-grande e &amp; senzala “A família rural ou semi-rural, nã
